A Dilma que disse que “não respeita delator” agora pede cancelamento do impeachment com base no… delator Funaro

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Em junho de 2015, Dilma Rousseff disse: ” “Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é que é. Tentaram me transformar em uma delatora”.

Ok. Ficou tudo registrado nos autos.

Pois não é que agora o advogado de defesa de Dilma Rousseff no impeachment, José Eduardo Cardozo, disse que vai requerer a anulação do processo que cassou o mandato da petista.

Leia:

1. Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado que o processo de impeachment que a afastou da Presidência da República é nulo, em razão de decisões ilegais e imorais tomadas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e por todos os parlamentares que queriam evitar “a sangria da classe política brasileira”.

2. Agora, na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment.

3 – A defesa de Dilma Rousseff irá requerer, nesta terça-feira, 17 de outubro, a juntada dessa prova nos autos do mandado de segurança, ainda não julgado pelo STF, em que se pede a anulação da decisão que cassou o mandato de uma presidenta legitimamente eleita.

4. Entendemos que na defesa da Constituição e do Estado Democrático de direito, o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar a respeito, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade.

José Eduardo Cardozo
Advogado da Presidenta Eleita Dilma Rousseff

Bem, esse pedido não tem validade lógica, uma vez que Dilma disse: “não respeito delator”.

A carta de JEC não apresenta nenhum argumento que neutralize a frase de Dilma.

Eis que JEC sucumbe pelo próprio livro de regras dos petistas…

 

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