Vera Magalhães e Madureira tentam defender truque de vagueza sobre “trabalho escravo” e se auto refutam. Gênios!

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Resumindo o tema de forma tão clara quanto resumida: o ministro do trabalho baixou uma portaria eliminando um truque de vagueza utilizado para usar o rótulo de “trabalho escravo” politicamente. O truque era baseado em simular que, em isolado, a presença de “condição degradante” ou “jornada exaustiva” seria o suficiente para caracterizar trabalho escravo.

O truque sempre serviu para que fiscais do trabalho que atuassem politicamente pudessem arrumar declarações sobre jornada exaustiva ou condição degradante e, somente por isso, tirar empresas do mercado, principalmente os que se opõem ao seu projeto de poder. A extrema esquerda sempre se esbaldou com isso.

Com a nova portaria, é possível punir alguém por impor jornada exaustiva ou condição degradante, desde que elas sejam acompanhadas de coisas como privação da liberdade, retenção de documentos e outros atributos da verdadeira escravidão.

O ministro do trabalho está certo e não há argumento que possa ser feito contra ele.

Ciente disso, Gilmar Mendes commentou: “Eu não tive tempo ainda de ler a portaria e terei de fazer a devida aferição. Esse tema é sempre muito polêmico e o importante, aqui, é tratar do tema num perfil técnico, não ideologizado. Há muita discussão em torno disso. Eu, por exemplo, acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo. Eu já brinquei até no plenário do Supremo que, dependendo do critério e do fiscal, talvez ali na garagem do Supremo ou na garagem do TSE, alguém pudesse identificar, ‘Ah, condição de trabalho escravo!’. É preciso que haja condições objetivas e que esse tema não seja ideologizado”.

Foi daí que Vera Magalhães e Marcelo Madureira resolveram jogar pra galera e deram piti no final do programa “3 em 1” desta quinta (19).

Veja, a partir dos 42 minutos:

Marcelo Madureira e Vera Magalhães deram um tiro no pé e provaram que o truque de vagueza da extrema esquerda para usar o termo “escravidão” politicagem é pura farsa.

Gilmar Mendes disse que seu trabalho poderia ser considerado “exaustivo”, portanto se encaixaria na norma da escravidão.

Vera e Madu deram piti e disseram que isso é cinismo, já que ele tem estabilidade, bom salário, etc…

Ué, isso prova que o truque de vagueza da extrema esquerda – que propõe que a constatação de “trabalho exaustivo”, isoladamente, constitui escravidão – não serve.

Quanto mais Vera Magalhães e Marcelo Madureira esperneiam com a declaração de Gilmar Mendes mais mostram como é preciso ter mais do que trabalho exaustivo para existir escravidão.

A portaria está correta. Gênios!

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2 COMMENTS

  1. Estão querendo criminalizar o pequeno produtor rural, e não é de hoje. Imagina a situação de um peão leiteiro: O pequeno produtor não tem condições de contratar um monte de gente pra lidar com o gado, ou comprar maquinários robotizados de última geração para extração do leite. E mesmo quando um pouco desses recursos estão disponíveis os peões precisam acordar de madrugada pra iniciar a lida do dia, e boa parte do trabalho é feito dentro do próprio curral – que mesmo sendo limpo todos os dias possui forte cheiro de fezes e urina de gado. Quem mora e/ou lida na roça tá acostumado e nem liga pra isso, já que faz parte da labuta diária, mas bastava um fiscal fdp instruir um dos peões a dizer que esse trabalho é exaustivo e degradante – e não é! – para foder com o dono da propriedade. Conheço muita gente, muita mesmo, que desistiram e tiveram de vender suas terras para grandes latifúndios para pagarem multas astronômicas ou simplesmente pediram falência e não tem mais como sustentarem suas famílias por causa desse tipo de manobra.

    Então essa não era apenas uma lei cruel, era uma lei com o claro objetivo de destruir os pequenos produtores em benefício dos grandes latifúndios, que são em sua maioria controlados por… políticos e “gente da mídia”! Essa gentalha merecia um tiro na testa, sem dó.

  2. Quem eles acham que são? Essas leis trabalhistas precisam ser flexibilizadas. Melhorou muito pouco. Se eu quiser trabalhar 15 horas é problema meu. Ninguém pode chegar e me dizer o quanto e como eu tenho que trabalhar. Eles condenam o trabalhador a ter um só emprego e com o menor salário possível; um verdadeiro tiro no pé. Gostaria muito de saber quanto esses dois jornalistas ganham, Esse discursinho é típico de quem tem a vida garantida e gosta de fazer festa com o dinheiro dos outros. Eles estão chamando um alimento formulado pela prefeitura de São Paulo para distribuir nas escolas de “gororoba” ou “farineta”. Alimento distribuído de graça. Com certeza eles gostariam que fosse filé mignon porque não é o dinheiro deles. Lembro de uma piada dos camaradas:
    – Se você tivesse dois carros doaria um para a causa? R. Sim
    – Se você tivesse duas casas doaria um para a causa? R. Sim
    – Se você tivesse duas galinhas doaria um para a causa? R. nãaaao
    – Você doaria uma casa e um carro e não doaria uma galinha. R. Não porque eu tenho duas galinhas.

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