Roman Polanski não entra nos EUA desde os anos 70 por ter feito sexo com uma adolescente de 13 anos

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Em meio à polêmica envolvendo o processo lançado por Caetano Veloso e Paula Lavigne contra quem apontou crime no ato do cantor ao ter tirado a virgindade dela quando ele tinha 40 anos e ela apenas 13, vale a pena relembrar um pouco do caso do cineasta Roman Polanski.

Um breve resumo, de acordo com a Wikipedia: “Em março de 1977, o diretor Roman Polanski foi preso e condenado em Los Angeles por cinco crimes contra Samantha Geimer, uma menina de 13 anos[1] – estupro com uso de drogas, perversão, sodomia, atos libidinosos com uma criança com menos de 14 anos, e por fornecer drogas controladas a uma menor de idade.[2]  Em sua defesa, Polanski se declarou inocente para todas as acusações,[3]  porém mais tarde aceitou uma delação premiada cujos termos incluíam a absolvição pelas primeiras cinco acusações [4] em troca de uma confissão de culpa pela acusação menor de abusar sexualmente de uma pessoa com menos de 18 anos.[4][5]”.

Agora vale rever uma matéria do G1 de abril deste ano, mostrando que Polanski perdeu mais uma tentativa de encerrar este caso de estupro. O fato é que ele não pode entrar nos EUA desde 77. Se o fizer, será preso.

Leia:

O cineasta Roman Polanski perdeu mais uma tentativa de encerrar um caso de estupro de uma adolescente de 13 anos cometido na década de 1970. Nesta segunda-feira (3), um juiz de Los Angeles decidiu que o diretor não pode pedir liberação dos tribunais enquanto for considerado fugitivo.

Polanski mora na França, país em que nasceu numa família de origem polonesa, e não foi capaz de apresentar novos argumentos no caso que já dura quatro décadas.

Em uma decisão de 13 páginas, o juiz Scott Gordon, do Tribunal Superior, declarou que Polanski, de 83 anos, “não pode se aproveitar do tribunal ao mesmo tempo em que o desacata”.

A França recusou-se a extraditar o diretor, que não viajou a Los Angeles em 2003 para receber o Oscar que ganhou pelo filme “O pianista”.

Durante uma audiência em março, o advogado de Polanski, Harland Braun, pediu ao juiz para decidir que o diretor já havia cumprido pena atrás das grades em 1977. Naquele ano, o cineasta passou 42 dias na cadeia enquanto aguardava sentença pelo estupro.

Caso a solicitação do advogado fosse acatada, Polanski voaria de Paris imediatamente para os Estados Unidos para a sentença, afirmou Braun.

Após a decisão, o advogado disse que o juiz havia fracassado em tratar da “questão central” do caso. O defensor de Polanski citou emails que, segundo ele, mostram que o juiz-presidente da Corte Superior de Los Angeles havia violado leis da corte ao contar para um colega como lidar com o caso de grande importância.

“Você não vai encontrar uma palavra sobre isso [na decisão de Gordon]. Ele simplesmente ignorou isso”, disse Braun. “Ao invés de passar um sermão em Roman Polanski e em todos os advogados, fale sobre os e-mails.”

Que coisa, não?

Claro que o assunto relacionado a Polanski é mais grave (pois envolve uso de drogas), mas ainda assim não faz sentido tratar o ato de um quarentão ter feito sexo com uma garota de 13 anos como algo banal.

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