Terceiro ícone da esquerda caviar americana cai em outubro: Neil deGrasse Tyson é acusado de estupro

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A informação vem da Revista Galileu:

Uma mulher que estudou na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, durante a década de 1980, acusou Neil deGrasse Tyson de estupro. A norte-americana Tchiya Amet utilizou a hashtag #metoo (eu também), na qual vítimas compartilharam suas histórias de assédio sexual, para contar sua própria experiência.

Essa, no entanto, não é a primeira vez que a artista acusa o astrofísico e apresentador de Cosmos publicamente: desde 2014, 30 anos após o ocorrido, ela tem relatado o abuso nas redes sociais e em seu blog pessoal. Ao longo dos últimos três anos, Amet também compartilhou sua experiência em campanhas que encorajam vítimas de abuso a não guardarem o trauma para si.

Segundo Amet, o episódio aconteceu quando ela e deGrasse eram estudantes de graduação da Universidade do Texas. “Eu era uma estudante de astronomia durante o mesmo período que o sr. Tyson estava lá. Meu sonho era me tornar a primeira astronauta negra. Eu estava uns 15 anos na frente de Mae Jamison”, escreve ela em seu site. “Eu fui visitá-lo [Neil] em seu apartamento como fazia quase todos os dias. Ele era uma espécie de irmão mais velho para mim, ou pelo menos era o que eu pensava.”

A artista afirma que, ao chegar no apartamento de Tyson, ele lhe ofereceu água — e ela aceitou. “Eu lembro de recuperar minha consciência momentaneamente e a próxima coisa da qual me lembro é de vê-lo no corredor no dia seguinte”, confessa. De acordo com ela, o astrofísico a drogou com ácido gama-hidroxibutírico, conhecido como a “droga do abuso”, e a estuprou em seguida.

No texto em que revelou o episódio, Amet afirma ainda que o abuso fez com que ela vivesse com estresse pós-traumático por 25 anos e que isso afetou todas as relações que teve desde então. “O que você diria aos meus pais se eu contasse a eles o que aconteceu quando você me drogou e me estuprou quando eu estava inconsciente?”, escreveu a artista.

“O que você dirá para a sua esposa, a mulher com quem você falava no telefone quando me deu água para beber em um copo que tinha formato de concha? Você tem alguma ideia de como seu ato de violência afetou a minha vida, as vidas dos meus pais, do meu ex-marido, minhas filhas e todos que tiveram qualquer contato comigo?”.

Desde que a denúncia veio à tona pela primeira vez, em 2014, Neil deGrasse Tyson se recusa a responder perguntas sobre o assunto. Com a retomada da acusação em outubro de 2017, três anos depois da denúncia e 33 anos após o episódio, o astrofísico continua em silêncio.

André Assi Barreto escreve, sobre o tema:

Muitas empresas americanas já recomendam aos seus funcionários homens que não fiquem sozinhos em elevadores com outras mulheres, para evitar “problemas”.

Por isso que eu não tô nem aí se a acusação contra o Neil deGrasse Tyson é real ou não. Até espero que não seja, pra que ele sinta o gosto amargo do que ajudou a criar.

A turma justiceira social (da qual Tyson é uma espécie de representante-ídolo porque é um “cientista” negro que ganhou um bilhete do Carl Sagan quando era criança) CRIOU esse ambiente, nada mais justo (e racional) que sofram as consequências disso – quer sejam hipócritas quer sejam vítimas inocentes (como tantos outros, como Trump, que teve uma conversa particular de vestiário masculino exposta).

Um dos problemas de você criar um moralismo “cru” e artificial é que ele acaba se voltando contra você.

No mais, fico com o ditado espanhol: “Cría cuervos que te sacarán los ojos”.

Pois é.

Depois de Harvey Weinstein e Kevin Spacey, cai mais um ícone da esquerda caviar norte-americana.

Foram eles que criaram os critérios para este tipo de jogo. Só que agora perderam o controle do jogo.

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