Globo relativiza pedofilia sem pudor ao dar espaço à narrativa de comparação com uso de drogas

0
155

Diante da rejeição da exposição de crianças à pornografia (sob o pretexto de arte) e até o ato de forçar crianças a tocar homens nus, a Globo ficou numa encruzilhada em relação ao tema “pedofilia”.

Agora está fazendo reportagens buscando relativizar o termo.

Quem clicar neste link poderá assistir o vídeo de uma matéria onde um pedófilo é tratado como usuário de drogas.

Leia:

A pedofilia é uma doença crônica, que não tem cura. Os médicos fazem uma comparação com a diabetes e o alcoolismo, que exigem cuidado redobrado e tratamento por muito tempo, ou talvez por toda a vida. Nesse sentido, a internet surgiu como um complicador, tanto para os pacientes quanto para os profissionais que fazem esse acompanhamento.

A GloboNews entrevistou um homem que, por medo de ser preso por pedofilia, passou a fazer tratamento para se livrar da doença. Ele foi denunciado por uma vítima e já está há dois anos tomando medicação e fazendo terapia de grupo para evitar recaídas.

“Ocorreu quando aconteceu um fato com uma criança e essa criança falou com a mãe. E a partir desse momento minha família toda ficou sabendo, né? E foi onde entrou esse maior desespero na minha vida”, relata.

“Tinha, primeiro, o medo de todos descobrirem, e, segundo, o medo de ir pra cadeia, né? Porque a gente sabe que na cadeia a coisa não é fácil pra quem passa por esse processo.”

“Eu fui confiante de que ia conseguir me tratar e ficar bem. Eu fui com isso. Porque eu acho que, quando você não sabe que existe o tratamento é uma coisa; depois que você sabe que existe o tratamento muda tudo na vida da gente.”

“Eu acho que essa doença, ela tem que ser tratada assim como você trata sobre as drogas, sobre a bebida, e tudo isso aí. É complicado. Mas tem tratamento também. Se você for prender todos aqueles que são viciados em drogas, pode ver que a maioria sai de lá pior do que entrou.”

Tem mais:

A comunidade médica diz que é muito difícil evitar recaídas. Na Faculdade de Medicina do ABC, um ambulatório de transtornos sexuais atende toda semana 50 pacientes diagnosticados com pedofilia. O primeiro passo para o sucesso do tratamento esbarra, muitas vezes, na motivação do paciente.

“Se essa pessoa com processo ativo busca o tratamento médico e psicológico com o objetivo de mudar o comportamento, ótimo. Se o indivíduo busca o tratamento como uma desculpa, isso não é saudável. Nem para o ambulatório, nem para o paciente”, diz Danilo Antonio Balteri, médico psiquiatra e coordenador do ambulatório de transtornos da sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC.

“A possibilidade de acesso desse sujeito ao material pela internet é muito ampliada e constantemente vem se ampliando”, diz Carlos Eduardo Alves Teixeira, psicólogo do mesmo ambulatório.

“É preciso ter uma maior necessidade de conter esse impulso. Seja com técnicas que ele possa desenvolver, ou pela vigilância de um familiar. Pode ser um bilhete do lado do computador que relembre que ele vai acessar o banco, escrever um texto, pagar uma conta, de uma forma que ele cesse esse impulso à pornografia.”

O médico destaca que, nos últimos dois anos, cada movimento da Polícia Federal no combate ao crime fez com que muitas pessoas com a doença ou com a preocupação de acabarem com o problema tenham buscado ajuda.

Quem vai fazer tratamento tem de seguir uma série de regras para não ser denunciado. “A partir do momento em que o profissional identifica uma situação abusiva na iminência de acontecer, e consegue até identificar possíveis vítimas, é colocado isso referente ao contrato que tem que ser denunciado”, diz o psicólogo Carlos Eduardo Alves Teixeira.

Além disso, não pode haver mais vítimas. “O que ocorreu no passado não pode mais acontecer. Nós não temos obrigatoriedade de denunciar o que aconteceu antes do tratamento. Mas, iniciando o tratamento, nós temos sim a necessidade, muitas vezes, de denunciar, caso a ofensa sexual ocorra ou mesmo esteja na iminência de acontecer”, diz Baliteri.

Isso tudo é uma forma de provocar as famílias cujas crianças foram vítimas de pedófilos. O truque vai ser chamá-los de “doentes” para evitar punição.

Claro que cientificamente tudo é inócuo e vago, mas o objetivo dessa gente é basicamente se dar bem a partir da vagueza intencional.

O curioso é que se pedofilia é “doença, como o uso de drogas”, porque racismo e machismo não são considerados doenças da mesma forma? Simples: é porque não há interesse político para tal.

No fundo, a conversa de que atos de predadores são “doença” não passam de picaretagem.

Anúncios

Deixe uma resposta