Lula e Luislinda adotam mesmo padrão de comportamento, mostra análise de Eliane Cantanhede

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Eliane Cantanhede compara a atitude de Luislinda Valois – ministra dos Direitos Humanos que pediu R$ 61 mil/mês com alusão ao trabalho escravo e depois voltou atrás – com o padrão tradicionalmente executado por Lula, em análise vista no Estadão.

A colunista disse que “a ministra quis tirar vantagem com a conexão entre sua condição de negra e a escravidão, quando o teto vale (ou deveria valer) para brancos, negros, mulatos, asiáticos…”.

Ela compara o caso a de “outro personagem que, há décadas, usa a seu favor a imagem de pobre, migrante nordestino, operário e… ‘de esquerda’. Sim, Luiz Inácio Lula da Silva, o inimputável, o que pode tudo, ganhar presentes de empreiteiras, fatiar a propina da Petrobrás, ratear estatais e fundos de pensão entre os ‘cumpanheiro’, jogar as culpas na mulher já falecida, lavar as mãos diante dos erros da pupila feita presidente da República”.

Eliane diz:

Se Valois quis driblar a lei por ser negra e argumentar contra a escravidão (dela, não dos outros), Lula sempre se pôs acima de críticas, de regras e agora da lei porque tem a biografia que tem. E como cuida bem dessa biografia! Em nome dela e da mítica do nordestino pobre e “perseguido pelas elites”, ele preferiu aceitar sítio, triplex na praia e apartamento em frente ao seu de presente, em vez de simplesmente comprá-los. Seu dinheiro legal dava e sobrava para isso. Mas perder a aura de pobrezinho? Jamais. Esse é o seu “trunfo”.

Até aqui a análise de Eliane é clara é coesa.

Lá no fim, ela tenta dizer que Bolsonaro também age da mesma forma, mas fica a impressão de que é mais o exercício de uma agenda do que uma comparação válida. Ela diz que Bolsonaro se faz passar por “militar” até hoje. Mas como? Ele é deputado, e um militar da reserva.

A parte final do texto não faz muito sentido. Já Lula e Luislinda fazem parte do mesmo padrão e não há como negar isso.

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