No Dia de Finados, Luislinda Valois matou sua própria reputação com menção absurda a trabalho escravo e pedido por R$ 61 mil

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Luislinda Valois se tornou o assunto preferido do Dia dos Finados após a Coluna do Estadão descobrir que ela pediu para receber R$ 61 mil/mês, o que seria a soma de um salário de ministro com seus vencimentos de desembargadora aposentada.

O problema é que a lei brasileira estabelece um teto de R$ 33,7 mil para servidores públicos. Como argumento, Luislinda citou o trabalho escravo.

O dano à sua imagem foi tamanho que ontem mesmo ela enviou uma nota cancelando a requisição.

Josias de Souza sugere que alguém poderia cantarolar para Luislinda um trecho da música Maria Moita, de Carlos Lyra. Diz a letra: “Vou pedir ao meu Babalorixá / Pra fazer uma oração pra Xangô / Pra pôr pra trabalhar / Gente que nunca trabalhou.”

Ele complementa: “Contaminada pelo refrão, Luislinda talvez não volte nunca mais a tentar escravizar o contribuinte brasileiro, que não merece ser acorrentado aos seus privilégios”.

No fim das contas, Luislinda usou o Dia de Finados para matar sua própria reputação. Não há mais clima para ela permanecer no Ministério dos Direitos Humanos.

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