Só mereceremos o rótulo de “civilização” se revisarmos urgentemente o Código Penal após morte inaceitável de Kelly

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Como vimos anteriormente, Jonathan Pereira do Prado, preso que confessou a morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, após uma carona combinada pelo WhatsApp, estava foragido desde março, segundo a Polícia Civil de Frutal, em Minas Gerais.

Após ter sido presenteado com o direito de saída temporária, ele não voltou ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP), de São José do Rio Preto (SP).  Culpado por crimes como estelionato, furto e receptação, ele cumpre pena por assalto. E mesmo assim foi solto.

O mais trágico em toda a história envolvendo Kelly é que não falamos de uma fatalidade, mas sim de um crime que poderia ter sido evitado. Jonathan não deveria estar solto em um país que quer ser chamado de civilizado.

Nós somos um país que permite que pessoas que cometeram assaltos a mão armadas fiquem às vezes 1 (um) ano presas. A tolerância ao crime violento é total. Todas as leis são planejadas para permitir que os bandidos violentos tenham tanta liberdade como possível, incluindo bizarrices como uma “progressão de pena” exagerada (em alguns casos com o bandido cumprindo apenas um sexto da pena), “saidinhas” (para criminosos violentos, ou seja, que empunham armas ou agridem pessoas, e até as matam) e até impunidade total para menores.

Num país com leis tão frouxas e tantos incentivos à criminalidade, não podemos mais chamar aquilo que ocorreu com Kelly de “fatalidade”. Ela foi condenada à morte por legisladores desumanos o suficiente para criar leis que beneficiam só os criminosos, mas jamais as vítimas.

Esse crime deve ser tratado de forma diferente de tantos outros porque a conjunção da barbárie com o fato do assassinato ter sido antecipado por uma “saidinha” (a partir da qual o bandido conseguiu ficar livre para matar Kelly) retira qualquer aspecto de “fatalidade”. Legisladores fizeram escolhas no passado pela lei atual e o resultado é a morte de alguém cuja vida deveria ter sido salva pelo Estado. Agora não dá mais para rebobinar a fita. O Estado matou Kelly quando tinha escolha por não fazê-lo, com leis mais justas e focadas em proteger o cidadão de bem, ao invés de servir como prêmio para criminosos violentos.

Que a morte de Kelly sirva para avançarmos em uma discussão séria e assertiva sobre temas como redução da progressão de pena e aumento de penas para crimes violentos (todos os assaltos à mão armada incluídos).

Ou avançamos nessa discussão ou não merecemos o rótulo de “civilização”. Uma sociedade que cria leis para matar pessoas como Kelly é uma vergonha para a humanidade.

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16 COMMENTS

  1. As nossas leis são assim, muito brandas para os bandidos e com os cidadãos de bens muito duras. Caso como desta jovem já aconteceram vários, até quando vamos conviver com isso.

    • João Frederico, Vc é do tipo Babaca mesmo, ou só gosta de ser polêmico?
      VC acredita realmente que foi ela que escolheu ser (provavelmente estuprada e) assassinada?
      Que tipo de merda vc tem na cabeça?
      Otário! Verme!
      VC é do mesmo nível que o assassino da Kelly.

  2. Vamos liberar o porte de armas, pra podermos cacar essas criaturas. Um morto jamais ira fazer isso novamente. Na.maioria das vezes, so nos emportamos.quando e nossa filha,irma ou mae. Ja q nao tem lei, vamos criar a nossa. Tem q ser justo.

  3. Infelizmente essa jovem morreu por acreditar nas pessoas, eu digo a todos)as) jovens, crianças TOMEM CUIDADO COM A REDE SOCIAL, CUIDADO COM OS APPs, MEU DEUS TANTAS COISAS ACONTECENDO E OS JOVENS NÃO APRENDEM SENHOR, TENHA PIEDADE DESSAS PESSOAS INOCENTES. JAMAIS DÊ CARONA A UM DESCONHECIDO, JAMAIS VA AO ENCONTRO DE OUTRA PESSOA SEM SER ACOMPANHADO(A) POR UMA TERCEIRA PESSOA, NÓS BRASILEIROS NÃO TEMOS MAIS SOSSEGO EM NOSSAS VIDAS, NEM MESMO DENTRO DE CASA. QUE DEUS CUIDE DOS JOVENS .

  4. Me parece óbvio demais que a estrutura criminal brasileira está a serviço das hostes gramnscianas do fórum de São Paulo, o câncer desse país, e cumprem rigorosamente a agenda da esquerda. Vejam no decálogo de Lênin o mandamento que diz é isso: “provocar o caos na sociedade e impedir as forças controladoras de agir”. Só não vê quem não quer…

  5. Luciano, chama atenção que em um texto da FSP (o que não surpreende, ainda mais quando se vê a figurinha carimbada que assina a matéria) uma das preocupações era saber se o caso ia ser tratado como femincidio, no que somente seria uma tentativa ridícula de inserir uma agenda de gênero no caso, não fosse um detalhe, não observado pela repórter por ignorância ou má-fé: o crime de latrocínio (evidente no caso) é considerado mais grave que o homicídio qualificado (chamado de femincidio quando por questão de gênero), com pena mínima maiior e incluído no rol dos crimes hediondos.

  6. COMO SE NÃO BASTASSE O INFERNO QUE ESTA VIVENDO O POVO, AGORA ISSO ..
    VAMOS A RUAS, DIZER NÃO AS SAÍDAS DESSES BANDIDOS QUE NUNCA E JAMAIS IRÃO SE REGENERAR.. CESTEIRO QUE FAZ UM CESTO FAZ MIL.. JÁ DIZIA O DITADO . NÃO PODEMOS ABAIXAR A CABEÇA AI JÁ ULTRAPASSOU AS MEDIDAS DE LEI DOS DIREITOS HUMANOS . ESSES SÓ PODEM EXISTIR PARA UM CIDADÃO DO BEM PARA BANDIDO PENA DE MORTE JÁ ………..

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