Kelly economizava para o casamento por não ter os mesmos privilégios dos que defendem a lei que a matou

4
233

Em relação ao abominável assassinato da jovem Kelly Cristina Cadamuro, sabemos, pelo Estadão de outro detalhe revoltante.

Aos 22 anos, Kelly foi assassinada ao dar carona para um desconhecido, Jonathan. O detalhe é que Jonathan havia recebido neste ano o benefício da “saidinha” da prisão. Ele decidiu “não voltar” e por isso teve plenas condições de matar Kelly.

Kelly viajava com frequência de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto, onde morava, para Itapagipe, em Minas Gerais, onde reside o namorado, o engenheiro Marcos Antônio da Silva, de 28 anos. Para dividir as despesas, a jovem compartilhava as viagens com pessoas do grupo formado por meio do aplicativo WhatsApp.

O Estadão conta que, de acordo com um tio, Adriano Barcelos Augusto, a jovem era dedicada ao trabalho e fazia economia porque planejava ter filhos e formar família.

Ela trabalhava numa loja de óculos e fazia estágio como técnica em radiologia, sua área de formação.

O namorado confirmou que o plano do casal era financiar uma casa, por isso os dois guardavam dinheiro. Alguns móveis já haviam sido comprados.

Como se nota, não é alguém que tem dinheiro sobrando.

A vida de Kelly é diferente da vida daqueles juristas e parlamentares engomadinho, que não precisam economizar dinheiro e andam de carro blindado à vontade. Geralmente vivem em palacetes, extremamente seguros.

Muitos desses juristas e parlamentares estão entre aqueles que viveram suas vidas defendendo leis abomináveis como impunidade para menores, progressão de pena exagerada e a “saidinha”, que causou a morte de Kelly.

Aí para essa gente é fácil: se eles entendem que não possuem o risco de sofrer o mesmo destino violento de Kelly, por morarem em condomínios de luxo e andarem em carros blindados, o negócio é criar leis para que esse horror se abata sobre pessoas como a jovem de 22 anos que morreu nas mãos de Jonathan.

Para discutir a revogação da “saidinha”, devemos lembrar da crueldade e da falta de empatia daqueles engomadinhos que apoiam esse tipo de lei. Eles só lançam o horror sobre pessoas humildes porque entendem que a violência não se abaterá sobre eles na mesma proporção.

A lei que matou Kelly é uma lei encharcada de sadismo.

Anúncios

4 COMMENTS

  1. Saidinha só se for para o cemitério.
    E. Rever o projeto lei da Pena de morte no País .. só assim teremos uma garantia que eles vão pensar antes de cometer esses crimes ediondo.

  2. Mesma coisa acontece com o desarmamento:
    Cansado de ver entrevista de engomadinho que anda com escolta armada 24hs e tem as casas/empresas vigiadas por empresas de segurança que é contra o rearmamento da população, que não acredita nem gosta de armas.

Deixe uma resposta