Há 39 anos, o doutrinador ultraesquerdista Jim Jones causou a morte de 909 seguidores

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Na verdade, o aniversário da tragédia da Guiana foi ontem (18 de novembro). Mas é bom falar sobre esse assunto terrível.

Em 18 de novembro de 1978, 909 seguidores do pastor Jim Jones cometeram suicídio. Dentre eles, 304 eram menores de idade.

O reverendo Jim Jones havia ordenado a toda sua comunidade, não muito modestamente batizada de Jonestown, que fizesse fila para beber um refresco em pó tratado com uma mistura de cianeto de potássio e calmantes. Alguns tomaram o suco por vontade própria. Outros foram forçados por seguranças armados. Vários corpos mostraram indícios de tiros e facadas.

“Digo a vocês, não me importo de quantos gritos vocês tenham que ouvir, não importa quanto choro agonizante”, dizia o líder dizer pelo alto-falante. “A morte é um milhão de vezes melhor que mais 10 dias desta vida. Se vocês soubessem o que está adiante de vocês… se soubessem do que está adiante de vocês, ficariam felizes de estarem partindo esta noite.”

Jim Jones sempre teve grande interesse nas obras de Joseph Stalin, Karl Marx, Mao Zedong, Mahatma Gandhi e Adolf Hitler. Quanto já era adulto, sempre se declarou comunista. Em 1956, Jones inaugurou o Templo do Povo, em Indiana. Em 1962, citando o medo do apocalipse nuclear, tentou mudar a sede para o Brasil, em Belo Horizonte.

Como não falava português, a empreitada durou pouco. Voltou para os EUA em 1963. Foi ali que ele abriu filiais do Templo em São Fernando, Los Angeles e São Francisco.

Jones tinha o apoio de várias figuras políticas da eqsuerda, como a primeira-dama Rosalynn Carter. Em 1977, foi até mesmo comparado com Martin Luther King Jr., Angela Davis e Albert Einstein pelo deputado democrata Willie Brown.

A comunidade de Jones foi construída dentro da Floresta Amazônica, com a aprovação do então presidente da Guiana, Forbes Burham. Com o nome oficial de Projeto Agrícola do Templo do Povo, o local foi conhecido como Jonestown. Era definido como um “paraíso socialista” e “santuário” para os seus moradores.

Jones tomou a decisão de acabar com tudo após o governo americano bater em sua porta. Em 1978, o congressista norte-americano Leo Ryan viajou a Jonestown para investigar acusações de abusos de direitos humanos. Junto a uma delegação, negociou a sua entrada em Jonestown em 17 de novembro.

Por causa da investigação, Ryan e outros quatro investigadores foram mortos. A coisa complicou tanto que nem mesmo a União Soviética daria apoio ao templo.

Para apagar pistas, Jones determinou a tese do “revolucionário”. “Não tenha medo de morrer”, disse ele, em gravação encontrada. “Nós não estamos cometendo suicídio; estavam cometendo um ato de suicídio revolucionário em protesto às condições inumanas do mundo.”

Jones não bebeu o veneno. Cometeu suicídio horas depois, quando via que não iria mais escapar de tamanho barbarismo.

Veja um vídeo do Fantástico, feito na época da tragédia:

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