O retorno do Ceticismo Político

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Para aqueles que acharam que o site Ceticismo Político havia acabado, hoje não será um bom dia: o fato é que o site está de volta, e com uma perspectiva ainda mais arrojada do que antes.

Creio que já ficou notório que desde o início de março, o site tem sido atacado por adversários, que executaram uma estratégia dissimulada para censurar a página de FB do Ceticismo Político (que tinha 106.000 seguidores) e o perfil Luciano Ayan (relacionado ao meu pseudônimo, pelo qual escrevi o livro “Liberdade ou Morte”, publicado em 2015).

A carta aberta – publicada em 24 de março de 2018 – publicada durante o ataque censório capitaneado pelo O Globo foi o último conteúdo do link www.ceticismopolitico.org e pode ser lida aqui: https://www.ceticismopolitico.org/carta-aberta-de-luciano-ayan-aos-leitores/

Desde então, não publiquei mais conteúdo no blog.

A pergunta é: por que?

Creio que devo satisfação aos meus leitores (e somente a eles), alguns dos quais podem ter ficado chateados com minha ausência do cenário.

O fato é que tive que “sair de cena” exatamente para fazer algo muito mais arrojado: coletar evidências contra meus inimigos sem ser importunado e desenvolver um método amplo para que pessoas que atuem pela censura pudesse ser expostas. Eu só poderia fazer isso a partir de uma atuação ainda mais discreta.

Assim, meu período de hiato de geração de conteúdo durou de 24 de março, 06 de maio. São quase cinquenta dias.

Nos anos passados em que produzi conteúdo, gostaria de relembrar minhas principais contribuições para a assimilação de conceitos como guerra política e controle de frame para a direita:

  • Tradução comentada do livro “A Arte da Guerra Política”, de David Horowitz, em 2011
  • Ensaio “Raio X das Regras para Radicais de Saul Alinsky”, escrito em 2012, fazendo a reconstrução do método alinskiano para a direita
  • Diversas publicações a respeito do método de controle de frame
  • Publicação do livro “Liberdade ou Morte”, em 2015 (pela Editora Simonsen), em que alertava sobre o maior risco para a direita atual: a perda da liberdade de expressão

Como ironia do destino, chegamos à situação em que um autor – que escreveu sobre guerra política e defendeu como quase ninguém no Brasil a liberdade de expressão – é censurado a partir de um contexto político que ele previu que aconteceria. Eu não gostaria de ter razão, mas os fatos estão aí.

Desta feita, temos uma batalha muito mais árdua: a missão da direita agora deve ser utilizar os métodos da guerra política para não ser esmagada na batalha mais importante dos últimos tempos, que é a luta pela liberdade de expressão nas redes. E notem que não estou advogando em causa própria, pois vários outros sites e influenciadores estão sendo sistematicamente derrubados.

Eu só poderia coletar evidências tranquilamente se ficasse num estágio de discrição ainda maior do que aquele que tinha antes.

Infelizmente, estou com problemas para recuperar o conteúdo antigo do site (por causa de transferência de servidor), mas todo o material relacionado aos ensaios publicados (e vários outros textos políticos), foi guardado por mim (em formato Word). Já neste domingo (06/05) farei o upload de arquivos PDF tanto com o conteúdo do material sobre David Horowitz como do ensaio sobre o livro de Saul Alinsky.

Outro motivo para que eu ficasse com atuação “low profile” nos últimos 50 dias é que o ataque a mim não veio apenas de uma única fonte, pois um setor da direita estava fornecendo as narrativas para que a extrema esquerda na mídia pudesse atuar mais livremente. A narrativa que fingiu que pseudônimo significava “perfil falso” foi produzida por setores da direita.

Não quero aqui generalizar todo o setor da direita que agiu assim, mas há evidências claras que isso partiu de integrantes de um setor específico.

Uma vez que a luta dos últimos meses foi contra inimigos internos e externos ao mesmo tempo, era preciso de um espaço de ação mais amplo para coletar evidências e poder retornar com mais munição.

Alguns dos ataques que sofri transcenderam a esfera da guerra política e chegaram ao nível da prática de crimes continuados. Não falo de publicação de informações erradas seguidas de retificações. Falo de crimes continuados. Por isso, alguns casos serão tratados na esfera judicial. Creio que nos próximos dias várias dúvidas poderão ser respondidas por aqui. Quem quiser perguntar alguma coisa, sinta-se livre para fazê-lo.

Para concluir, lembro que citei quatro contribuições minhas à luta da direita, pois agora trago a quinta, e, na minha opinião, a mais importante delas.

Atuei no desenvolvimento de um novo método para “checar os checadores” e evidenciar viés, bem como comprovar a prática de censura, além de fornecer elementos para que todas as vítimas de censura e ataque censório possam se defender.

O método incorporou o estado da arte de práticas de Auditoria de Sistemas, transferido para a análise comportamental. São quatro abordagens consecutivas que, juntas, vão muito além do conceito de “fact checking”. Chamo isso de “censor checking”.

Aos meus inimigos, já aviso que não há mais nada que possam fazer contra mim, pois o método já foi distribuído para algumas pessoas selecionadas, que poderão reproduzi-lo e utilizá-lo, o que certamente ocorrerá em um curto espaço de tempo.

Uma vez que fui vítima de censura, eu não poderia deixar que isso ocorresse sem uma contrapartida.

Assim, anuncio à direita que muito em breve ela vai ter como defender a mais fundamental das trincheiras: a liberdade de expressão, especialmente na Internet. Muito em breve teremos pessoas formadas em “censor checking” (que embute todas as práticas do “fact checking”, mas sem a simulação de imparcialidade, que não dura muito diante do “censor checking”). Como o método já está distribuído, já não há mais nada que a extrema esquerda possa fazer para evitar que isso se torne uma prática.

Aos que tenham se sentido desapontados com meus 50 dias de hiato, ressalto: isso terá valido a pena.

A luta continua, ainda mais forte do que antes!

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24 COMMENTS

  1. Parabéns, Luciano Ayan. Muito satisfeito pelo seu retorno. voce nem imagina como a sua presença fez falta. Me senti órfão de informações. Seja Muuuuito bem-vindo em seu retorno.

  2. LAMENTO PROFUNDAMENTO O RESSURGIMENTO DE CENSURAS, OU DIFICULDADES, PARA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. A AUSÊNCIA TÃO PROLONGADA INDUZ AOS NÃO INTEIRADOS QUE A SITUAÇÃO FOI SÉRIA DEMAIS.

  3. Finalmente voltou. Ótima a decisão de permitir comentários novamente. Devo notar, no entanto, que o layout do blog original (lucianoayan.com) era mil vezes melhor que o deste e o dos outros. Em tempo: você pretende publicar o livro de guerra política iniciado antes de “Liberdade ou Morte” e do qual você já vem falando há anos?

  4. Fico feliz por seu retorno. Pela sua discrição, há de unir mais parceiros para desestruturar significativamente os “perpetuadores de mentiras e ceifadores de opinião”. Há muitos dispostos a ajudá-lo.

  5. Parabéns Luciano, fico feliz de ler seus escritos, foi você quem deu vida nova a boa parcela da direita para nunca desistir da política. Infelizmente vi uma pesquisa da Paraná Pesquisa que 47% do eleitorado deve optar por não votar para deputado. Isso é obra da extrema-esquerda e da propria mídia. Se seus ensinamentos chega-se a mais pessoas, certamente elas mudariam de visão.

  6. Parabéns!

    A luta incessante pelo aperfeiçoamento de recursos contra o comunismo necessita da qualidade identificada no autor de Ceicismo Político.

  7. Eu sabia que você retornaria. Nunca duvidei disso. Mas não imaginava a extensão e intensidade do ataque que você sofreu. Agora, contente com o seu retorno, espero o novo Ceticismo e, principalmente, os cursos de combate político pela liberdade.

  8. Feliz da vida com seu retorno.
    Também o seguia no Twitter. Você vai continuar por lá?
    Quanto a direita “true” que te persegue, infelizmente a cada dia que passa mais percebo que eles são o que a esquerda chama da fascistas. Ou seja, estes anti-democratas que pensam ser de direita além de nos prejudicar, são uma fonte inesgotável de munição e de rotulos para a esquerda usar contra nós.

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