Roteirista do Greg News tenta aplicar estratagemas censórios e recebe resposta; leia na íntegra

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Como os leitores sabem, decidi participar de um projeto de desmascaramento de censores após a extrema esquerda ter feito um teatro no mês de março para fingir que o site Ceticismo Político havia publicado uma “notícia falsa” sobre Marielle.

O primeiro truque da extrema esquerda se baseou em fingir que citar a declaração de alguém (sendo que a declaração não está provada) é uma “notícia falsa”, quando na verdade o recurso da citação não depende da comprovação da declaração. Assim, se um petista disser que “Moro é um agente da CIA”, temos uma afirmação falsa, mas se um jornalista escrever que “petista (x) disse que Moro é um agente da CIA” isso não é uma notícia falsa. A notícia só seria falsa se este petista dissesse: “eu jamais disse que Moro é um agente da CIA”.

Assim, deve ficar claro que qualquer jornalista que fingiu que este blog publicou uma notícia falsa sobre Marielle estava fingindo.

O segundo truque da extrema esquerda foi fingir que pseudônimo é o mesmo que perfil falso. Só que qualquer jornalista sabe que um perfil falso significa se passar por outra pessoa (algo como roubo de identidade), enquanto que um pseudônimo é registrado para um autor. Assim, quando meu livro “Liberdade ou Morte” (lançado em 2016 pela Editora Simonsen) foi registrado na Biblioteca Nacional, o pseudônimo Luciano Ayan foi registrado como minha criação.

Percebe-se que o teatro dos censores se amparou em dois truques.

Seja lá como for, os joguetes dos censores – que forjaram pretextos fraudulentos para censurar minha página no Facebook – pareciam ter sido interrompidos.

Eis que apareceu um tal de Denis Russo Bugierman com a repetição dos mesmos estratagemas do mês de março.

Bugierman é roteirista do programa Greg News, o que já é suficiente para termos uma ideia do nível…

Abaixo você verá toda a nossa conversa por email, com os seguintes pontos:

  • Vermelho – Mensagens do Denis
  • Azul – Minhas mensagens
  • Itálico Padrão – Meus comentários

Denis começa:

Caro Carlos,

Como vai?

Tenho uma coluna no Nexo e vou escrever sobre desinformação, mencionando a história da Marielle e sua interessante palestra na Câmara dos Deputados.

Gostaria de te fazer uma pergunta, se não se incomodar. Pode me contar por favor qual foi a intenção ao compartilhar o post da desimbargadora Marília Vieira? Outra pergunta: ocorreu-lhe que seria importante checar se a informação compartilhada por ela era verdadeira, antes de amplificar seu alcance? Por quê (sim ou não)?

Respeitosamente

A dissimulação aqui é total. Para início de conversa, ele diz que está escrevendo sobre desinformação e entra em contato comigo para me citar como exemplo. Quer dizer: ele abriu uma provocação e mostrou que a interação não teria nada de respeitoso. Em seguida, diz que faria uma pergunta “se não me incomodasse”, mas a insistência dele mostrou que a própria afirmação já era dissimulada, uma vez que diante de uma suposta resistência a cair no truque ele deveria desistir. Em vez de desistir, ele insistiu no truque. Por fim, ele embute em sua questão uma técnica de shaming, sugerindo que eu deveria ter ficado “envergonhado” ou que “devesse explicações” por compartilhar uma notícia que era verdadeira, uma vez que a desembargadora deu as declarações publicadas. A notícia somente seria falsa se a desembargadora dissesse que jamais deu aquelas declarações. Ou seja, ele fingiu que “faltou checagem” em meu post e todo o resto de sua interação foi puro teatro. Em seguida, minha resposta…

LH responde:

Farei melhor. 

Compartilharei a pergunta feita por um jornalista do UOL (Diego Tolero) que distorceu completamente minha resposta. Obviamente, ele se recusou a publicar a resposta na íntegra. Aliás, publicarei a entrevista na íntegra no meu site. 

O repórter perguntou: “No caso Marielle, você foi apontado como principal propagador do comentário em que a desembargadora Marília Castro Neves faz alusões a informações falsas sobre a vereadora morta. Você entende que agiu corretamente? Por quê?”

Minha resposta: “Eu agi corretamente por ter buscado validar a fonte antes de editar a matéria (que não foi escrita por mim). A fonte inclusive está hospedada no site UOL, conforme podemos ver a seguir: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2018/03/desembargadora-diz-que-marielle-estava-envolvida-com-bandidos-e-e-cadaver-comum.shtml. Observe o link dizendo “folha.uol.com.br”. Em posts seguintes, foi deixado claro que a desembargadora não tinha provas do que afirmou. Porém, sobre “correção” de atitude, é bom passar um feedback ao UOL, que publicou a seguinte matéria: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/04/23/menina-de-11-anos-e-estuprada-por-14-homens-em-praia-grande-no-litoral-de-sp.htm. Observe que o UOL não publicou uma matéria dizendo que “menina de 11 anos disse que foi estuprada”. O UOL afirmou que “menina de 11 anos foi estuprada”. Poderia ter ajudado a destruir de vez a vida de 14 homens inocentes, assim como a grande mídia já destruiu intencionalmente a vida dos donos da Escola Base (nos anos 90). Seria mais digno que o UOL tivesse usado a expressão “disse que”. Tenho esse tipo de cuidado. Pelo menos o UOL se redimiu em parte ao publicar no dia seguinte a matéria: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/04/23/menina-de-11-anos-inventou-que-foi-estuprada-por-14-homens-diz-policia.htm. Aqui pelo menos usaram a expressão “diz delegado” ao invés de atribuir validação à uma informação dita por outra parte. Podemos dizer que o UOL repercute notícias falsas?”.

Enfim, o fato é que até hoje ninguém conseguiu provar que a desembargadora jamais deu aquela declaração pela qual foi criticada. Uma vez que ela deu a declaração, a informação foi devidamente checada. Como jornalista, você sabe que citar a declaração de alguém (se a declaração realmente foi feita) não configura notícia falsa. Creio que esse teatrinho já deu o que tinha que dar, não?

Aliás, a seguinte matéria do Nexo Jornal é repleta de mentiras: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/03/31/MBL-do-discurso-anticorrup%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-proximidade-com-as-fake-news

Por exemplo, alegam que eu usei “perfil falso”, quando na verdade usei meu pseudônimo, pelo qual lancei um livro registrado na Biblioteca Nacional. Jornalistas sabem a diferença entre perfil falso (que é se passar por outra pessoa) e pseudônimo. Então, temos aqui um novo fingimento. 

Em suma, vocês são muito descarados. 

Em tempo: se eu citar as mentiras que vocês publicam sobre mim (fazendo a devida citação) não estarei publicando notícias falsas, mesmo que não haja praticamente uma nesga de verdade em suas afirmações. Certamente, vocês mentem mais sobre mim do que a desembargadora mentiu sobre Marielle. Mas já que vocês mentem (e eu arquive o conteúdo, para evitar que deletem e escondam), citar as afirmações não provadas de alguém não é notícia falsa. 

Publicarei a resposta na íntegra em meu site, caso exista alguma edição desonesta. 

O objetivo de minha mensagem foi exibir para o sujeito uma resposta que forneci ao UOL (e que não foi publicada em sua íntegra, mas será por aqui), permitindo que ele se posicionasse. Eu simplesmente mostrei a estrutura da mentira dele e permiti que minha resposta ao UOL o deixasse ciente de que ele deveria estar questionando a Mônica Bergamo, e não a mim. Mas ao deixar de questionar Mônica Bergamo, o censor Denis deixou claro seu viés…

Denis responde:

Agradeço, Carlos,

Mas, correndo o risco de parecer impertinente, coisa que não desejo de maneira alguma, reitero o pedido de que responda às minhas perguntas, e não às do UOL.

Na verdade, Denis sabia que se ele tivesse que abordar as questões do UOL, estaria automaticamente confessando seu duplo padrão. Porém, ao se recusar ao tratar essas questões, ele não conseguiu deixar de demonstrar esse comportamento também, pois quando evitou tratar o que o UOL fez deixou claro que não estava realmente interessado em punir “quem mentiu sobre Marielle” (segundo a alegação dessa turma). 

Aos poucos, o leitor vai entender que responder as perguntas desonestas de Denis significaria cair na armadilha da falácia complexa, quando alguém embute insinuações dentro de uma suposta pergunta. Vergonhoso, vergonhoso…

LH:

Creio que minhas respostas ao UOL incorporam as suas perguntas, não? O que faltou? Não há o interesse em saber que omissões/distorções outros meios tem feito sobre o assunto?

Poderia me dizer se você vai questionar a Mônica Bergamo por ter citado a declaração da desembargadora ou vai deixar claro que o processo é seletivo?

Será que o fato de que o Nexo Jornal está junto do UOL e da Folha de S. Paulo no tal “Projeto Comprova” não mostraria um conflito de interesses claro?

Ao que parece, você poderia começar a questionar diretamente a Mônica Bergamo, cujo texto foi publicado na Folha e hospedado no UOL. Não há o interesse em fazer essa “checagem” por qual motivo?

Se você assistiu minha palestra, sabe que mencionei as omissões, que são usadas estrategicamente pelos censores. Podemos dizer que você está se omitindo?

A partir daqui fica claro que as perguntas feitas mostrariam que ele estava se recusando formalmente a tratar da fonte (que é a Mônica Bergamo). Fiz um questionamento pertinente sobre conflito de interesses e Denis se recusou a responder. Na verdade, não respondeu praticamente nada. 

Denis:

Gostaria de saber duas coisas:

  1. Qual foi a intenção ao compartilhar?
  2. Não lhe ocorreu que seria importante checar a veracidade da informação antes de impulsionar?

Obrigado!

Denis

Acima temos apenas a repetição do truque. Logo, repeti minhas perguntas:

LH:

  1. Incluída em minha resposta ao UOL (você pode omitir a resposta se quiser). Mas publicarei tudo no meu site. 
  2. Incluída em minha resposta ao UOL (você pode omitir a resposta se quiser). E também publicarei no meu site. 

Sua postura deixará a postura de “omissão” evidenciada. 

Então ficam as perguntas: 

  1. O que faltou? Não há o interesse em saber que omissões/distorções outros meios tem feito sobre o assunto?
  2. Poderia me dizer se você vai questionar a Mônica Bergamo por ter citado a declaração da desembargadora ou vai deixar claro que o processo é seletivo?
  3. Será que o fato de que o Nexo Jornal está junto do UOL e da Folha de S. Paulo no tal “Projeto Comprova” não mostraria um conflito de interesses claro?
  4. Ao que parece, você poderia começar a questionar diretamente a Mônica Bergamo, cujo texto foi publicado na Folha e hospedado no UOL. Não há o interesse em fazer essa “checagem” por qual motivo?
  5. Você declarou ter assistido minha palestra, onde mencionei (ainda que brevemente) as omissões usadas estrategicamente pelos censores. Podemos dizer que você está se omitindo?

As cinco perguntas finais são todas pertinentes, mas ele seguiu se esquivando de respondê-las…

Denis:

Não respondo pelo Nexo nem por nenhuma outra publicação.

Respondo por minha coluna, assim como sempre respondi, inclusive perante a lei, por todas as publicações que comandei.

Estranho, pois logo no começo da interação ele disse que faria a coluna no Nexo. Todavia, o fato de ele não “representar” o Nexo não significa que ele não pudesse responder a qualquer uma das perguntas. 

Eu o questionei sobre o motivo para ele não falar de omissões/distorções de outros meios (como o UOL, quando distorceu minha matéria mas exonerou a colunista da Folha). Questionei o motivo pelo qual ele não questionou a fonte original (Mônica Bergamo). Levantei o conflito de interesses por causa do fato de que UOL, Folha e Nexo estão no mesmo “Projeto Comprova”, o que inviabilizaria que aliados encontrassem “notícias falsas” dos amiguinhos. E ainda o lembrei de ter mencionado as omissões em minha palestra no Congresso…

Como se nota, perguntas complicadas tanto se ele respondesse como se declinasse, como fez.

LH:

Por que não estou surpreso?

Denis:

Não sei, Carlos, atuo com independência, como sempre atuei.

E tenho que admitir que não encontrei as respostas às minha perguntas no seu email. Continuo sem saber qual foi sua intenção. E tampouco sei se não lhe ocorreu que seria importante checar uma opinião antes de amplificá-la, e porque decidiu em contrário.

Não tem problema, pode dizer que não quer responder, poupando o meu e o seu tempo.

Um abraço

Aqui ele caiu em uma grave contradição, que aponto a seguir…

LH:

Ué, você já está entrando em contradição. 

Observe o que você escreveu: ” se não lhe ocorreu que seria importante checar uma opinião antes de amplificá-la”. 

Era uma opinião ou era uma notícia? 

Se era uma opinião, então não pode ser classificada como notícia falsa, e você, como jornalista, SABE BEM DISSO…

Enfim: era opinião ou uma notícia? 

Você pode me explicar qual sua intenção em seguir com esse teatrinho relacionado ao caso Marielle?

Vejamos a resposta…

Denis:

Opinião, notícia, o que for: não lhe ocorreu que seria conveniente checar, para que uma informação falsa não se espalhasse?

Sinto que você não pretende responder, correto? Posso então considerar que entrei em contato e você preferiu não responder às minhas duas perguntas, enviando no lugar respostas a outras perguntas que havia dado em uma outra entrevista?

Se puder, agradeço sua atenção, e dou a conversa por encerrada.

Obrigado

E haja paciência…

LH:

Você acabou de escrever: “Opinião, notícia, o que for: não lhe ocorreu que seria conveniente checar, para que uma informação falsa não se espalhasse?”. 

Não existe isso de “o que for” e você (que é jornalista) não pode dizer que não sabe a diferença. Se é uma opinião, ela pode ser mencionada. Mas se é uma notícia, ela pode ser definida como falsa ou não. 

Você acabou de escrever a expressão “para que uma informação falsa não se espalhasse”, ou seja, você está mentindo a respeito de uma informação verdadeira (a desembargadora deu a declaração citada). 

Eu vou citar todas as mentiras que você está escrevendo para que o público fique informado. 

E com todo conteúdo lá publicado, o público vai entender sua postura. Você caiu em contradições e ainda foi obrigado a omitir informações por motivos que já sabemos. 

Escreva o que você quiser. E eu vou publicar nossa conversa na íntegra. 

E ele segue, com a estratégia do disco riscado…

Denis:

Ok, Carlos, obrigado.

E, a propósito, se puder responder a minhas duas perguntas, ficarei grato.

Um abraço

LH:

E você ainda não respondeu minhas perguntas. 

Fiz meia dúzia delas. 

Qual o motivo para fugir das perguntas?

Denis:

Não estou fugindo, Carlos. Não sei as respostas. Não respondo pelo Nexo, não conheço nem leio a Monica Bergamo, não conheço detalhes sobre o projeto Comprova, não tenho nada hospedado no UOL. Terei prazer em responder a quaisquer perguntas que você tiver sobre temas que eu conheça.

Respostinha muito fraca. Ele não precisaria de mais detalhes sobre o Comprova para saber que há conflito de interesses. O fato de ele não ler Mônica Bergamo não justifica ele ter ignorado a fonte da matéria sobre a desembargadora. Em suma, só conversa mole…

LH:

De novo, você é jornalista, não?

Logo…

  1. Você não precisa ler ou conhecer Mônica Bergamo, para explicar para os leitores por que não foi atrás da notícias original dela em vez de procurar meu site. 
  2. Você não precisa saber detalhes sobre o projeto Comprova (conforme sua alegação), para explicar se há conflitos de interesses em sua abordagem (que blinda o UOL e a Folha). 
  3. Qual seu motivo para dar endosso às mentiras ditas sobre mim em relação ao caso Marielle? Quais seus interesses?

Sem estas respostas, considero finalizada nossa conversa. 

Em tempo, sua pergunta era desonesta e falaciosa, pois embutia uma insinuação. 

http://falaciasonline.wikidot.com/questao-complexa

Mais um recurso torpe para um jornalista, não?

O engraçado a seguir é que ele confundiu “questão complexa” com “questão complicada”. Na verdade, a “questão complexa” é um tipo de falácia onde alguém insere uma insinuação em uma pergunta e espera que algum tonto caia no truque. É como perguntar “de que forma você matou a sua mãe?” para alguém que ainda tem a mãe viva. Ora, uma vez que o sujeitinho questiona sobre “motivos específicos para publicar uma matéria sob uma dada condição” ele teria que dizer porque existiriam tais motivos específicos ou mesmo a suposta condição. Estratagema muito básico que não colou…

Dica ao leitor: nunca responda uma falácia da questão complexa. Sempre exponha o truque.

Denis:

Talvez eu tenha complicado demais ao fazer duas perguntas de uma vez. Posso fazer apenas uma, então? A primeira: qual era a intenção estratégica. O que você pretendia, ao tomar a decisão de amplificar aquele post. Só isso que eu gostaria de fazer.

Pergunto em boa fé, como sempre pergunto (jamais publico algo sobre alguém sem antes dar a chance de a pessoa explicar). Não estou dando endosso a nada, estou procurando entender e conversando com todo mundo que acompanhou. Tenho direito de perguntar – e dever, diante da minha função social. E você, é claro, tem direito de não querer responder.

Um abraço

Aqui vai:

LH:

E por que deveria existir uma intenção estratégica ao publicar um post desse? Que pergunta estranha, não?

Será que isso revela algo?

Esta aqui é uma afirmação completamente falsa feita pelo Brasil247 explorando o cadáver de Marielle. 

https://www.ceticismopolitico.org/brasil247-faz-acusacao-gravissima-e-sem-provas-ao-dizer-que-marielle-e-primeiro-cadaver-da-intervencao-do-rio/

Não há um traço de verdade na afirmação do Brasil247 ao colocar a culpa da morte de Marielle na intervenção federal no Rio. 

Deveria existir uma estratégia por trás da publicação deste post também?

Prestem atenção em meu objetivo ao apontar a matéria do Ceticismo Político citando uma declaração do petista Alex Solnik. Assim como quando citei a Mônica Bergamo, o objetivo era demonstrar o duplo padrão de Denis. 

Ora, se ele criou a regra de que “citar alguém que não provou sua afirmação é notícia falsa” (para tentar culpar o Ceticismo Político pela declaração da desembargadora) então ele deveria chamar a outra notícia do Ceticismo Político citando o petista Solnik como falsa também. 

Mas o fato é que eles estão cientes de que estão fingindo. Eles sabem que tanto a citação das declarações falsas de Solnik como da desembargadora são notícias reais, pois os citados realmente fizeram as declarações apontadas nos textos. 

Se assim o é, porque ele se recusa tratar do caso Solnik? Eis a prova do duplo padrão…

Eu joguei essa casca de banana para ele escorregar mesmo. E não deu outra.

Denis:

Estou perguntando o motivo de você ter publicado. Temos motivos para as coisas. Se não quiser, não responda.

Parece difícil nos entendermos, não entendo bem por quê. Se preferir e for mais fácil para você, faço um contato telefônico ou até encontro-o pessoalmente.

Um abraço

Eu entendi Denis perfeitamente. Ele tentou o estratagema da questão complexa, fugiu das perguntas complicadas, usou duplo padrão, lançou mão do estratagema de fingir que dizer que “(x) disse (y)” (onde y é uma afirmação não provada) configura notícia falsa (mas não para Mônica Bergamo, e nem quando o citado é Alex Solnik) e achou que ia passar batido. Se conversassemos pessoalmente, eu gravaria toda a interação e o desmascararia em dobro…

Seria pior pra ele. 

LH:

Estou mostrando o duplo padrão. Aqui está a afirmação de Alex Solnik para o Brasil247: ” “Não será difícil identificar os executores. Mas os maiores responsáveis são as autoridades que implantaram um regime de terror no Rio de Janeiro a pretexto de trazer a paz. Como se pudesse haver paz quando não há pão. E o maior deles é a principal autoridade da nação.”

O fato de eu te questionar é para deixar explícitos os seus motivos para não querer abordar afirmações como as da Mônica Bergamo ou mesmo a declaração de Alex Solnik. 

Lembre-se do que eu falei na palestra: um dos recursos principais de vocês é a “omissão”..

O mais divertido é ir explicando pro sujeito os truques que ele está praticando e ele segue repetindo. Eis o metajogo. 

Denis:

Não conheço o Solnik.

E daí que não conhece? Ele não é jornalista? Eu citei a matéria para ele identificar claramente que o Solnik deu uma declaração tão provada quanto a da desembargadora. Por que ele não toca no assunto?

LH:

O importante é seu desinteresse em tratar caso similar. Alex Solnik fez uma alegação sobre o caso Marielle. Ele não tinha provas de sua alegação. Meu texto cita a alegação de Solnik. 

O mais relevante é ver como você se comporta de maneira diferente (o tal duplo padrão) diante de casos similares. 

Assim como você se omitiu diante de questões sobre UOL e Mônica Bergamo, fez o mesmo diante da afirmação de Solnik. 

Eu não preciso perguntar seus motivos. Apenas preciso que você se comporte de forma que eles fiquem claros. E assim o fez. 

Creio que depois de sua reação diante de mais um exemplo (em que você expôs duplo padrão), não há mais nada a tratarmos. 

Denis:

Ok, obrigado.

LH:

Passar bem. 

Conclusão

O projeto Radar da Censura – do qual sou um dos colaboradores, no quesito metodologia – elenca 10 padrões de comportamento dos censores.

Alguns dos padrões ficam claros na atuação de Denis, que finge que está lutando “para promover a verdade”, mesmo quando não demonstra o menor apreço aos fatos.

Como é de se esperar, ele não se furta em adotar mentiras de forma sistematizada (como sair dizendo que o Ceticismo Político “publicou uma informação sem checar”, quando na verdade o site verificou que a desembargadora realmente fez sua declaração infeliz). Por mais que expliquemos ao sujeito do que estamos falando, ele vai fingir não entender.

Em relação a senso moral, não há nada o que esperar dessa gente: ele demonstrou claro duplo padrão ao tratar os casos de Mônica Bergamo e do petista Alex Solnik de maneira diferente da que tratou o Ceticismo Político. Quem não tem senso moral não possui regras claras, e por isso pode facilmente “sucumbir pelo próprio livro de regras” (como diria Saul Alinsky).

Em termos de rotulagem, o sujeito acusa o oponente de “desinformante” quando tudo o que faz é desinformação.

Nem estudei o perfil da figura para identificar o esquerdismo, mas vindo de um roteirista do Greg News (que é propaganda política do PSOL disfarçado de “programa de humor”) já podemos suspeitar do resultado da análise, não?

Claro que o sujeito vai fingir que tem “as melhores intenções” e que é “apartidário”, mas todos os seus posicionamentos são seletivos.

E, por fim, todo o discurso dele é claramente vago. Tanto que ele até caiu em uma contradição ao confundir “opinião” com “notícia” ao citar a desembargadora. Deslize bem grave.

Estes são os censores modernos. Pessoas que vivem de rotinas e estratagemas, mas que se complicam diante de questionamentos mais incisivos por posicionamentos claros, sucumbindo especialmente diante da exposição de seu duplo padrão.

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