O tiro no pé do Partido NOVO ao requisitar auxílio do TSE no combate de narrativas

Imagem: Revista Veja

O Partido Novo pede ao TSE para que os juízes eleitorais passem a ter “poder de polícia” para combater “fake news”. É por isso que abandonei a religião. Com a direita brasileira, quanto mais eu rezo, mais assombração aparece.

Leia matéria do Antagonista:

O Partido Novo enviou um pedido de esclarecimentos ao TSE sobre que medidas têm sido tomadas para impedir ataques de fake news nas redes sociais.

Segundo a legenda, João Amoêdo e outros candidatos “vêm sofrendo ataques com a divulgação de informações falas e ofensivas de forma pulverizada, com o intuito deliberado de falsear a vontade do eleitor”.

No documento encaminhado à presidente do TSE, Rosa Weber, o partido aponta “a ineficiência do combate judicial individual (que exige a quebra de sigilo telefônico e a identificação da URL de cada postagem) diante da velocidade da informação que circula na internet e requer a possibilidade de que os juízes eleitorais tenham ‘poder de polícia administrativa’, conforme preveem o artigo 35 incisos IV, V e XVII; o artigo 129; e o artigo 242, parágrafo único, do Código Eleitoral”.

Qualquer pessoa de direita que tenha prestado atenção ao cenário atual já percebeu que boa parte do que se vende como “combate às fake news”, que não passa de uma narrativa fake para censurar a direita a partir dos moldes do Ministério da Verdade orwelliano. Toda vez que um setor da direita valida essa narrativa, estará ajudando a construir algo para enterrá-lo no futuro, pois o projeto de censura foi feito para impedir que a direita (qualquer que seja ela) chegue ao poder.

Quando alguns setores do conservadorismo validaram a censura ao MBL, estavam dando de bandeja aos censores a validação que estes precisavam para avançar sobre os conservadores. Agora que o Novo pensa na censura aos setores conservadores que o atacam, faz a mesma coisa: valida o procedimento que a esquerda quer usar não apenas contra o MBL e os conservadores, mas também contra Amoedo lá na frente, se isso for necessário. É apenas a dinâmica se manifestando mais uma vez.

A regra deveria ser clara: nunca valide as iniciativas de seu inimigo fundamental. Simples assim. Mas se é preciso de um pouco mais de didatismo, imagine que você está vivendo na época da escravidão, algo como um túnel do tempo. O conflito fundamental desta época ocorre entre abolicionistas e escravagistas. Entre os abolicionistas podemos incluir principalmente todos os escravos, que, como tais, querem ser livres. Cada um dos grupos deve encarar o outro como o inimigo fundamental.

Agora imagine que existam grupos de escravos e grupos de abolicionistas que entrem em conflito, por diversos motivos. Independentemente destes conflitos (que podem gerar danos aos grupos e indivíduos rivais), existe um posicionamento que jamais deveria ser adotado. É este: “Em algumas circunstâncias, é possível que pessoas que não cometeram qualquer crime percam sua liberdade e sejam obrigadas a praticar trabalho forçado, chegando se tornarem propriedades de outras pessoas, de forma coercitiva”. Chamemos isso de posicionamento escravagista.

Em resumo, não importa se você é um escravo que tem rivalidade com outro. Não importa se o seu grupo abolicionista entra em conflito com outro grupo abolicionista. Isso simplesmente não importa no momento de identificar que o discurso de validação à escravidão não pode ser apoiado por você ou seu grupo em um momento sequer. Deve ser inaceitável que o discurso escravagista seja utilizado por outro abolicionista e/ou escravo em qualquer circunstância.

O entendimento de obviedades como essa significa o início de uma real conscientização política.

Em tempo: me perguntam como o Novo deveria reagir aos ataques que tem sofrido e que considera injustos. Simples: basta buscar reparação judicial quando for cabível e refutá-los em larga escala. Mas nada justifica apoiar a narrativa censória criada para atacar toda a direita.

4 comentários em O tiro no pé do Partido NOVO ao requisitar auxílio do TSE no combate de narrativas

  1. Dialética partidária irrelevante..será mais inteligente e factível se concentrar em apresentar PROJETO DE NAÇÃO ao eleitorado nacional e nao firulas judiciais não é MESMO?

  2. Luciano:
    O NOVO através de Amodêo, não vem se situando na direita, tanto é que já acaricia a agenda do PC no seu puxadinho chamado ONU, e outras cositas mas.
    Não se esqueça do GAB, vê se dá as caras por lá.
    Abraço e força.

  3. Eu já postei em outros sites que o partido Novo deveria se chamar Novovô,pois de novo só tem o nome e de direita “A Moeda” só tem o discurso da obviedade: defesa da economia de mercado e diminuição do Estado,coisa que só esquerdopatas empedernidos e cretinos contestam… Coloca o serviço público e o servidor,generalizando seus abusos,ou meras paranóias de abusos corporativos,mas isenta,ou melhor, omite o monopólio de privilégios e utilitarismo dos empresários e banqueiros,especialmente estes últimos e suas instituições financeiro-bancárias,cúmplices de toda corrupção governamental e pública… Mas pudera, esse “Amoeda” é bancário bilionário como especulador! Resumindo : um Cavalo de Tróia dabricado e supervalorizado pela mesma “mérdia” que vocifera babando contra Bolsonaro e tem nele a esperança de esvaziamento,roubando votos de incautos, ingênuos e indecisos incapazes de ler nas entrelinhas o que o”jornalixo”decrépito produzido pelos “jornalesmas” atuais oculta…

  4. Que vocabulário idiotizado alienado!
    Perderam a noção depois de tantos anos sendo doutrinadas a pensar como comunistas, triste!
    Amoêdo é a mudança que precisamos para trazer um pensamento LIBERAL REAL.

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