Bom sinal: transição entre Temer e Bolsonaro é das mais tranquilas possíveis

Como lemos nesta quarta (7) no jornal Valor, “após reunião de cerca de 30 minutos com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o presidente Michel Temer afirmou que pediu ao militar que lhe entregasse uma lista com os projetos em andamento na Câmara e no Senado que são do interesse do novo governo e que ainda se possa aprovar até o fim do ano. Após o pronunciamento no Palácio do Planalto, eles não disseram se a reforma da Previdência pode ser incluído neste pacote”.

“Pedi a ele que nos mandasse quais projetos em andamento na Câmara e no Senado sobre os quais haja interesse e que ainda agora se possa aprovar. Nos esforçaremos para a aprovação desses projetos”, disse Temer.

“Tivemos a oportunidade de entregar o que foi feito durante esses dois anos e meio pelo nosso governo e o que ainda resta fazer para a apreciação soberana do presidente eleito. Disse que estamos dispostos a colaborar intensamente”, prosseguiu Temer.

Temer afirmou ter convidado Bolsonaro para acompanha-lo à reunião do G-20, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, em Buenos Aires.

Durante o encontro, Temer deu a Bolsonaro o livro de Balanço do Governo, o Plano Plurianual para os próximos 12 anos, as chaves do escritório no CCBB e o arquivo com todos os dados de governo (Sistema Governa). “Entregamos a chave do CCBB, onde está o gabinete de transição. Em janeiro, entregarei a ele simbolicamente as chaves do Palácio do Planalto.”

Bolsonaro disse ter falado com Temer sobre vários assuntos, entre eles, a governabilidade. Ele agradeceu a disposição de Temer de ajuda-lo agora e mesmo depois que deixar Presidência. “Virei mais vezes até o final de ano para que juntos façamos uma transição de um modo que os projetos de interesse do nosso Brasil continuem fluindo dentro da normalidade. Agradeço a gentileza e cortesia como fui recebido. Se preciso for, voltaremos a pedir que nos atenda no ano que vem. O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que já passaram pela Presidência”.

Mas é claro que a turma da “ruptura” não está gostando nem um pouco.

Leia abaixo o que diz Allan dos Santos, do Terça Livre:

Ao que parece, a figura aí parece querer que o Moro vire treteiro que inventa polêmicas artificiais para ganhar likes. É aquele pedido: “Ui, é ruptura”. Se o governo não fizer ruptura com essas figuras carimbadas vai terminar chamuscado.

Fica também uma dica para a alt-right-br que fica pedindo “ruptura” na Net: tirem a bunda da cadeira, peguem um vôo para Brasília, juntem uma turminha e façam a tal “ruptura” por lá. Provavelmente voltarão com uma ruptura anal, mas aprenderão uma coisa ou duas.

Outro detalhe é que depois da aprovação do aumento para o STF, parece que não é tão fácil fechar a Corte somente com um soldado e um cabo.

No frigir dos ovos, a turma que fala em “ruptura” até o momento não fez nenhuma ruptura contra o aumento para o STF. E não vai fazer. E nem digo que devem. Vão ficar jogando Playstation e fazendo show de ferocidade na Net. Sempre foi assim. Não mudam.

Por enquanto, Bolsonaro não está dando ouvidos à turma da “ruptura” e fazendo uma transição bem tranquila.

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