Fernanda Lima acabou sabotando a própria esquerda

Um dos assuntos da semana foi a declaração da apresentadora Fernanda Lima – no programa “Amor & Sexo”, cuja audiência não levanta mais nem com Viagra – falando em sabotagem, interpretada como um ato de desafio ao novo governo.

Ela falou em “sabotar as engrenagens desse sistema de opressão. Vamos sabotar as engrenagens desse sistema homofóbico, racista, patriarcal, machista e misógino”.

Veja o vídeo:

Obviamente, Fernanda Lima foi zoada de todas as maneiras possíveis. E, mais uma vez, ela acabou atuando como linha auxiliar do governo Bolsonaro, assim como a esquerda nutella que defendeu o #elenao acabou ajudando involuntariamente a campanha do novo presidente.

No fundo, se a apresentadora pensava em sabotar o novo governo, ela acaba sabotando a própria esquerda. O tipo de esquerdismo chique que ela defende é o que mais ajuda a direita. É mais fácil vencer a esquerda da elite artística (distante do povo) do que a esquerda raiz.

Na nova era da guerra política pelas redes sociais, a esquerda nutella é a que está tendo os piores resultados, pois possui frentes demais, que entram em contradições internas a todo momento. Cada contradição gera um ponto passível de ridicularização pelo oponente. Ademais, o povo já não se importa com as demandas de uma elite de artistas milionários.

A mente do cidadão comum trabalha por simbologias muito básicas. Se, no passado, a esquerda era percebida como representante da classe trabalhadora, hoje em dia a atitude de pessoas como Fernanda Lima só faz o povo percebê-los como representantes de artistas que vivem numa bolha e que não possuem identidade perante o cidadão comum.

Vai demorar para a esquerda cair na real, pois muitos esquerdistas saíram em defesa de Fernanda Lima, o que novamente só acaba ajudando a direita. Enquanto isso, muitos fóruns e seminários serão feitos por intelectuais da extrema esquerda tentando descobrir qual é a placa do caminhão que os atropelou nas eleições. Isso demanda tempo e não será feito do dia para a noite.

É possível prever que pelo menos por uns 3 a 6 meses a esquerda continuará sob delírio (e completa desconexão com o povo). Os artistas estão avançando suas agendas particulares – em busca de encenação de virtude -, mas ao mesmo tempo estão involuntariamente sabotando a esquerda. Bom para a direita.

Como vai demorar um pouco para que caiam na real (até pelos conflitos de interesses dentro da esquerda), seria ideal que o novo governo aprovasse algumas pautas fortes no início, como a Escola sem Partido, a redução da maioridade penal, a qualificação do MST como grupo terroristas, a revogação do Estatuto do Desarmamento e daí por diante. Obviamente, é essa elite artística que vai capitanear os protestos, e, novamente, servirá como propaganda gratuita para o governo.

4 comentários em Fernanda Lima acabou sabotando a própria esquerda

  1. Luciano Ayan, mais uma vez, o meu muito obrigada pela tua valiosa contribuição para uma boa compreensão dos fatos. Tu és excelente!

  2. ARMANDO FERREIRA CABRAL // 9 de novembro de 2018 às 5:42 pm // Responder

    Perfeito.

  3. Parabéns pelo texto! Muito bem escrito. Obrigada aos débil mentais de tapados da esquerda por nos ajudarem nas campanhas. Quanto mais berram, lutam, tudo só se vira contra vocês. Obrigada, esquerda idiotizada!

  4. Confere, seguindo essas análises fica fácil de ridicularizar azelites da extrema esquerda.

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