Esquerda está braba com tática de Bolsonaro por adotar estilo Mujica

Tal como lemos em reportagem do jornal Folha de S. Paulo, vemos que há um certo incômodo – por parte da mídia – da estratégia de Jair Bolsonaro de parecer simples.

O texto diz que “nas redes sociais pode-se ver o presidente eleito preparando café em meio a uma pilha de louça suja ou comendo pão com leite condensado no café da manhã, sem prato ou toalha de mesa. Em frente ao varal de sua casa, no Rio, gravou o inflamado discurso transmitido num telão na avenida Paulista antes do segundo turno. Numa entrevista para TV viam-se ao fundo dois baldes, um botijão de gás e uma mangueira enrolada”.

E acrescenta: “após o atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, Bolsonaro fez todo o resto da campanha dentro de sua casa. Postava, quase diariamente, vídeos para se comunicar com os eleitores. O cenário, com raras exceções, era sempre o mesmo: Bolsonaro sentado numa mesa na sala de sua casa, tendo de um lado uma tradutora de libras e de outro alguém de seu grupo político ou de sua família. No fundo, no que se tornou uma marca registrada de suas aparições, uma bandeira do Brasil, colada em posição torta na parede com fita adesiva”.

Ou seja, cenas com louça suja, sanduíches, mesa sem toalha, bandeira penduradas com fita crepe, iluminação precária, clima de improvisação, tudo isso perfaz a imagem de um político simples e de gestos simples seriam tática campanha, até aqui bem-sucedida.

Tem muita gente que fala em espontaneidade, mas é claro que há um certo exagero. Pode até ser que algumas características simplórias estejam sendo exageradas. Por exemplo, o tal “pão na mesa” é evidentemente encenação, pois é antinatural ao extremo. Uma leitura corporal também nos deixa desconfiado. Mas a pergunta que fica: e daí?

Quando a extrema esquerda apoiou o “jeitão simplório” de José Mujica não vimos teses falando sobre falta de espontaneidade, certo? Ademais, quem escolheu um candidato “metido a chique”, como Fernando Haddad, para concorrer com Jair Bolsonaro foram os próprios petistas, que não tem moral pra reclamar.

Guerra política é baseada na imagem. A campanha de Jair Bolsonaro acertou nessa, enquanto os petistas de novo comeram mosca. E dessa vez, os tucanos comeram mais mosca ainda.

 

2 comentários em Esquerda está braba com tática de Bolsonaro por adotar estilo Mujica

  1. A esquerda caviar ainda não entendeu o que REALMENTE O POVO QUER. A simplicidade de Bolsonaro só o engrandece ante seus eleitores. Ele reflete o dia a dia do povo brasileiro.
    Bem diferente de Maduro que, em restaurante de luxo em Istambul, come carne de primeira enquanto o povo venezuelano morre de fome. A realidade de Maduro é o sonho dourado da esquerda caviar brasileira.

  2. A esquerda tá bravinha porque o Bolsonaro não é o típico político corrupto como o Lula! kkkkk

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