Cuba age de forma escravagista ao forçar o retorno dos médicos

Em um texto do Lócus Online, Guilherme Macalossi comenta a decisão da ditadura cubana de deixar o programa Mais Médicos, iniciado no governo de Dilma Rousseff. A decisão de Cuba veio após Bolsonaro definir novas regras como aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos e liberdade para trazerem suas famílias ao Brasil.

Bolsonaro havia comentado, no Twitter: “Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável!”

Guilherme Macalossi diz:

O “Mais Médicos” foi uma iniciativa louvável que acabou instrumentalizada pelo petismo em favor da ideologia. Sua ideia não é errada, já que de fato existe um gap no atendimento de médicos no interior do país. O problema é que sua finalidade virou disfarce para o financiamento de um regime tirânico.

Desde que Fidel Castrou tomou o poder, Cuba é sustentada por financiadores externos. Primeiro eram as mesadas da URSS, que apadrinhava revolucionários marxistas mundo afora. Após o colapso do soviético, foi a vez dos petrodólares venezuelanos. Hugo Chávez, que tinha no velho ditador cubano um padrinho político, passou a contribuir com o dinheiro da exploração do óleo negro que abunda na Venezuela.

Nos últimos anos, o petismo também deu sua cota de contribuição. Estabeleceu linhas de investimento bancadas pelo BNDES, apoio diplomático e contratou os médicos cubanos, que são usados pelos castristas como mão de obra de caráter semi-escrava. O acordo firmado entre o governo Dilma e a ditadura cubana para a vinda dos profissionais foi acintoso. Ao contrário dos médicos contratados de outros lugares mundo, que recebem integralmente o salário de R$ 11.520, os de Cuba ficam só com 30% do valor. Os outros 70% são confiscados pelo regime comunista. Com isso, desde que o convênio foi firmado, Cuba lucrou mais de R$ 7 bilhões. É dinheiro que sustenta as atrocidades de uma ditadura de mais de 50 anos.

Muitos estão dizendo que Bolsonaro acabou com o “Mais Médicos”. É uma mentira militante. O que o presidente eleito fez foi anunciar a modificação do acordo com termos que atendam os direitos humanos. Cuba se retirou por se negar a aderir a qualquer traço de civilização que lhe seja exigida. Os comunistas não abrem mão de continuar explorando a mais-valia de seus médicos.

Bem, eu não diria que o Mais Médicos foi uma iniciativa louvável, principalmente por já ter sido implementado com fins de beneficiar Cuba a partir do uso da escravidão de profissionais. De resto, Macalossi acertou em cheio.

É importante deixar bem claro que a atitude de Cuba de encerrar a participação dos médicos é uma violência contra a liberdade desses profissionais, que deveriam ter o direito de escolha. Mas em todas as eras da história, os escravagistas sempre agiram assim, não é mesmo?

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1 comentário em Cuba age de forma escravagista ao forçar o retorno dos médicos

  1. O nome do cachorro da minha mãe é rambo. // 17 de novembro de 2018 às 12:30 am // Responder

    Não TÔ conseguindo visualizar os comentários do seu blog. TÁ dizendo (Publicado em Notas // 1 comentário) que tem, mas nem ligo para o que vc (Wilian booner, Augusto nunes), ou qualquer outro “intelequetual” diga. PONTO. Quero saber é da opinião do povo (LIBERE OS COMENTARIOS) .

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