Sakamoto comete lapso imperdoável ao usar relativismo para defender Cuba

O jornalista de extrema esquerda Leonardo Sakamoto parece não ter gostado nem um pouquinho da possibilidade de libertação dos médicos cubanos no Brasil. Agora, para ficarem por aqui, terão que fazer o Revalida e ter a liberdade de assinar os contratos diretamente com seus contratantes. Ou seja: não há mais espaço para trabalho escravo.

Leia o que ele escreveu na Folha (e está arquivado aqui, portanto não adianta deletar):

Do caso da fazenda Vale do Rio Cristalino, no Sul do Pará, que pertencia à Volkswagen, durante a ditadura militar, até os das grandes marcas de vestuário e da construção civil, respeitáveis corporações já foram envolvidas em denúncias relacionadas ao trabalho análogo ao de escravo. Mais de 53 mil pessoas foram libertadas, desde 1995, em operações de fiscalização do governo federal e um número maior do que isso permaneceu nessas condições porque não conseguiu denunciar sua situação.

Alguns dos que agora erguem a voz contra a ”escravidão” de médicos cubanos nunca abriram a boca para dar um pio sequer de solidariedade nesses casos supracitados. E sabe por quê? Porque não dão e nunca deram a mínima se um trabalhador escravizado vive ou morre, nos campos ou nas cidades. Querem apenas ganhar sua guerra ideológica e política particular usando as ferramentas que têm em mãos, dobrando as definições legais sobre esse crime se necessário.

Opa, opa…

Aqui ele acabou de entregar sua falácia. Ora, se ele citou casos de trabalho escravo que resultaram na libertação dos escravos, então o problema já foi resolvido. Mas ao mesmo tempo, não é possível libertar os médicos escravizados por Cuba. Ou seja, esse é o problema atual que precisa ser resolvido. Para piorar, isso é financiado com verba pública, o que amplifica ainda mais o problema moral.

Ao citar os casos de pessoas de trabalho escravo que foram libertadas, ele nos dá um motivo adicional para lutar pela libertação dos escravos cubanos.

Ele até cita o artigo 149 do Código Penal, que caracteriza a escravidão como “trabalho forçado, servidão por dívida, condições de degradantes de trabalho ou jornada exaustiva”. Bem, o trabalho é forçado e existe servidão por dívida no caso dos cubanos. Eles recebem educação em Medicina em Cuba e são obrigados a trabalhar como escravos nos outros países.

Sakamoto prossegue:

Quando o Mais Médicos foi anunciado há cinco anos, afirmei que uma coisa é a política pública em si, de levar médicos estrangeiros ao interior do Brasil em áreas carentes, que – a meu ver – está correta. Outra, muito ruim, foi a ideia equivocada de não pagar a totalidade do salário diretamente ao trabalhador.

Aqui está mais uma prova de que é trabalho escravo. Se não fosse, os médicos poderiam negociar diretamente com o Brasil e receber o salário integral.

Se esse é o nível da defesa do governo cubano, a coisa está feia para a extrema esquerda.

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2 comentários em Sakamoto comete lapso imperdoável ao usar relativismo para defender Cuba

  1. Ué?! Por que esse incentivo de querer que a família dos cubanos venham para o Brasil?!

    Se a ditadura cubana é uma que pratica a espionagem e atua em ações de desinformação:. Quem garante que a ditadura cubana pode selecionar pessoas para se passar por parentes desses médicos e com o tempo agirem como agentes para a ditadura cubana?

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