Cai a farsa: ditadura cubana não permite Revalida

Conforme o Huffington Post Brasil, cubanos querem fazer o Revalida no Brasil, mas não podem.

O site contra a história do clínico geral cubano Frank Rodríguez*, de 35 anos, que trabalha há 4 anos em um hospital do município de Serra, no Espírito Santo. Rodríguez faz parte de uma das primeiras turmas de médicos cubanos que chegaram ao estado pelo programa Mais Médicos. Com o fim da parceria com a ditatura cubana, isso pode atrapalhar os planos do profissional, que encontrou no Brasil uma chance de recomeço

O cenário preocupa Rodríguez. Para ele, o retorno a seu país de origem não é uma possibilidade. Vivendo no Brasil ele não só consegue exercer sua profissão, como constituiu uma família. “Eu amo o meu país, mas não quero voltar para lá de maneira compulsória. Eles não podem decidir por mim. Eles não perguntaram se eu queria ficar no Brasil. E eles também não me deixam fazer a prova para revalidar o diploma”, afirma em entrevista ao HuffPost Brasil.

Contrariando a ditadura, Rodríguez deu entrada ao processo do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira) como tentativa de permanecer no País.

“Não tenho assistência nenhuma da empresa estatal que cuida do meu contrato, apenas assinei o documento e é isso. Eles tentam proibir a gente de fazer o Revalida porque é o único jeito de manter a gente vinculado ao governo cubano. E eles têm medo de perder o contrato porque somos os empregados que estão aportando uma grande quantidade de dinheiro para Cuba”, argumenta Rodríguez.

Documentos obtidos pela reportagem do jornal HuffPost Brasil comprovam que a ditadura cubana considera o exame para revalidar o diploma como uma forma de quebra de contrato.

No contrato firmado entre os profissionais cubanos e a empresa Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos S.A (CSMC), estatal cubana responsável pela parceria, uma das cláusulas de obrigações por parte do profissional se refere ao Revalida.

Lê-se: “Não requerer exames de revalidação para o exercício da profissão”.

“Com o meu diploma revalidado eu não preciso mais deles. Depois de passar na prova, vou poder dar entrada as documentações e vou ter direito ao CRM [registro no Conselho Regional de Medicina necessário para exercer a profissão no Brasil]. Você fica igual ao médico brasileiro”, disse.

Ou seja, é o que falávamos desde o início, não é mesmo? Como fica agora a turma que diz que isso é “fake news”?

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5 comentários em Cai a farsa: ditadura cubana não permite Revalida

  1. Tem como confirmar concretamente também se há mesmo uma proibição do governo cubano em permitir que os médicos tragam seus familiares?
    Faça um artigo a respeito ou me envia umas fontes que confirmem o assunto sem sombra de dúvidas, pq por um lado temos gente que diz que é proibido, por outro, o governo cubano se manifestou dizendo que não proibe.
    Aguardo um retorno.

  2. Essa turma irá continuar dizendo q é fake news. Temos q deixar essa turma pra lá e abraçar nossos amigos cubanos. Ajudá-los e apoiá-los. E apoiar a decisão do futuro governante em conceder asilo aos que queiram ficar.

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