Movimento estudantil do MBL promete ser dinamite pura. Saiba o motivo.

De acordo com coluna de Mônica Bergamo, o MBL vai lançar seu braço no movimento estudantil. Bem, quem já acompanhava as atitudes dos movimentos brasileiro, já sabia disso a alguns meses.

Porém, a matéria de Mônica traz mais detalhes, já informando que os organizadores não irão participar das eleições de entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

“Consideramos esse modelo obsoleto e nosso objetivo é tornar esse tipo de organização insignificante”, diz Pedro D’eyrot, que informa que estudantes de mais de 3.000 escolas do Brasil já se cadastraram para participar do MBL Estudantil, que será lançado na sexta (23).

A ideia é organizar palestras, encontros e videoaulas para “municiar os alunos com argumentos ideológicos para que possam se defender da doutrinação em sala de aula. Nada melhor, pra contrapor um professor ideológico, do que um corpo de alunos também ideológicos”.

Nanda Xie, líder do MBL Estudantil, diz: “Durante muito tempo, o MBL recebeu diversas denúncias de casos de doutrinação em sala de aula. Os movimentos estudantis como a UNE e UBES, só servem para usar estudantes como massa de manobra política- são apenas chaveirinhos da esquerda. Recebemos em pouquíssimo tempo milhares de inscrições. Hoje temos um enorme número de jovens buscando por um ensino livre e lutando contra a doutrinação. Jovens que nunca foram ouvidos, terão voz”.

A mídia tem falado sobre a não disputa de cargos na UNE ou na Ubes. Nanda explica que o modelo adotado supera a necessidade de “carguismo”, que é uma forma obsoleta. A luta tende a ser muito mais ramificada, focada em conscientização e diversas formas de preparar os alunos para serem mais independentes diante da doutrinação.

Se podemos criticar o MBL por algumas posições claudicantes na guerra interna da direita entre 2016 e 2018 – quando sofreram diversos ataques do setor neoconservador, sem uma resposta adequada e assertiva, mas nesse sentido NOVO e LIVRES se saíram ainda pior -, a vantagem do movimento parece ser a disposição de aprender com os erros.

Claro que não podemos prever o futuro, mas o potencial dessa iniciativa é devastador, pois já considera as estruturas atuais da guerra política, que se decide não apenas nas salas de aula, mas nos confrontos de ideias nas redes sociais e diversos outros espaços onde o professor não terá como se valer da audiência cativa em salas de aula.

Se o novo movimento estudantil do MBL caminhar em par com as iniciativas do Escola sem Partido (que é uma ação moderadíssima, focada apenas em expor cartazes em salas de aula), os resultados podem ser contundentes.

Os pontos positivos da inciativa não incluem apenas a adequação ao momento atual do fluxo de comunicações distribuído, como também consideram o timing (o altíssimo nível de revolta entre estudantes que se sentem acuados, e eles são muitos). Há uma janela de oportunidades para uma ação de conscientização estudantil.

Fatores como aproveitamento da janela de oportunidades, uma possível aliança com o Escola sem Partido e a consideração do momento atual de fluxo de informações dão um sinal extremamente positivo para a ala estudantil do MBL.

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3 comentários em Movimento estudantil do MBL promete ser dinamite pura. Saiba o motivo.

  1. Esse mbl é uma grande bosta
    O estudante por natureza é da esquerda
    Vão dar com os burros na água ….

  2. O estudante naturalmente é estudante. A doutrinacao deve acabar e sinto que vai ser justamente o contrário, isso vai dar muito certo. Avante MBL!

  3. Esse é o grande desafio do ser humano.... // 22 de novembro de 2018 às 12:35 pm // Responder

    Controlar a sua natureza humana (e, não deixar que um professor á controle).

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