Molon quer “regulação internacional” para censurar Internet

De acordo com o Congresso em Foco, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) participou nesta terça-feira (27), na Casa dos Comuns do Reino Unido, em Londres, de uma audiência pública sobre “desinformação e fake news“. Segundo Molon, o vice-presidente de relações institucionais do Facebook, Richard Allan, foi questionado sobre privacidade de dados dos usuários da rede e a responsabilidade da empresa na disseminação de notícias falsas, mas “deu respostas evasivas”.

“Muitas questões ficaram em aberto”, disse Molon.”[Houve] apenas declarações de intenções, [Allan estava] dizendo que reconhece os problemas, que estão trabalhando para encontrar soluções”, afirmou o deputado, que foi convidado para o encontro por ter sido o relator do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14) na Câmara. Além de Molon, parlamentares de Argentina, Bélgica, Canadá, França, Irlanda, Letônia e Singapura também questionaram o emissário do Facebook.

O jornal The New York Times empreendeu a narrativa de que haveria influência do governo da Rússia nas eleições do EUA. Também lançou a narrativa do suposto “conluio”. Com as duas narrativas, o jornal disse que o Facebook “foi lento para investigar o caso”. Molon teria dito que a reunião foi tensa, já que o Parlamento britânico havia convidado por duas vezes o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, para prestar esclarecimentos, mas ele se recusou a comparecer.

Os parlamentares ingleses ligados à esquerda estão fazendo uma investigação, segundo Molon. A narrativa é a de que haveria influência danosa das redes sociais no Brexit, a separação do Reino Unido da União Europeia. “Eles [deputados ingleses contrários à medida] têm a sensação de que o Brexit foi muito influenciado pelo uso das redes sociais e por fake news, desinformação”, narra Molon, que diz ter sustentado, na audiência, que o fenômeno “é, talvez, a maior ameaça para as democracias modernas”.

Molon também emite uma narrativa onde diz acreditar que o Brasil foi um dos primeiros países em que se verificou impacto do WhatsApp nas eleições. O deputado alega que o Facebook “ainda não entendeu” episódios verificados no pleito brasileiro.

“Quando ele [o representante do Facebook] respondeu, ele falou sobretudo de empresas que prestam serviço de disseminação de informação no WhatsApp, mas aqui no Brasil não foram empresas. Foram pessoas físicas. Como se fossem pessoas físicas, perfil de pessoa física. Só que com centenas, milhares de listas de distribuição. Grupos que eram formados com números [de celular] sem que as pessoas autorizassem”, acrescentou o deputado.

A estratégia

Molon representa a esquerda caviar, que busca capitalizar principalmente com o politicamente correto. Este é o setor da esquerda mais fragilizado no momento, pois foi aquele que mais angariou votos de forma inadvertida para Jair Bolsonaro.

Nenhum outro setor esquerdista tem mais interesse em censurar as redes sociais do que a esquerda caviar. Em colapso de contradições, não conseguem mais espaço no debate público a partir da ação voluntária, pois, a partir das redes sociais, seu discurso está sendo exposto. Resta a coerção nas redes sociais. Esta é meramente uma dinâmica. A esquerda caviar não tem outra opção senão censurar seus adversários, pois não tem mais como sobreviver no discurso exercido voluntariamente entre as pessoas.

De fato existe um surto de notícias falsas, mas isto é consequência do aumento de canais para o fluxo de informações. As notícias falsas surgem de todos os lados na guerra política. Atualmente, a própria grande mídia é uma indústria de notícias falsas. Mas não é ético fingir que isso se “resolve” com censura de redes sociais. Na verdade, a censura nas redes sociais só serve para aumentar a produção de notícias falsas (pela eliminação do contraditório, já que um dos lados é censurado, reduzindo parte da capacidade humana de combater o logro adversário).

Em um ambiente democrático, o combate às notícias falsas deve ocorrer pelo combate entre alvo da mentira e seu propagador, a ser decidido pela via da luta política. Qualquer outra forma é a busca de “comprar o juiz” do jogo.

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3 comentários em Molon quer “regulação internacional” para censurar Internet

  1. Luiz ricardo Castro russi // 28 de novembro de 2018 às 11:24 pm // Responder

    esye Molin não passa de um comunista ligado a máfia política. querem se perpetuar no poder, sem fiscalização e sem comunicação do povo HIPÓCRITA safado.

  2. “Molón” é só uma marca de vinho de garrafão da Colônia. Nada para ver aí…
    #SemMais

  3. Paulo José Evangelista // 8 de dezembro de 2018 às 9:35 am // Responder

    E o povo ainda vota num tipo de político que quer calá-lo, impedi-lo de expressar-se na internet, única via de comunicação verdadeiramente democrática ainda (e até quando?) existente. É de lamentar …

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