Luciano Bivar e os bugs da direita jacubina

Conforme o Antagonista, Luciano Bivar disse que Rodrigo Maia é o único concorrente à Presidência da Câmara com “reais chances de vitória”. Rebateu críticas internas no partido.

“Tínhamos que ter um candidato que aglutinasse, que tivesse reais chances de vitória e que trabalhasse em favor das reformas que o país precisa. Antes de sermos PSL, nós somos Brasil”, afirmou.

Ao afirmar que responde pelo partido, disse que as resistências internas são naturais, e que há “muita gente nova chegando agora e que não sabe como funcionam os meandros do parlamento”.

No fundo, ele está sendo realista, enquanto alguns estão fugindo da realidade. Assim, é hora de falarmos um pouco da análise de frames, que será a mais fascinante de todas as disciplinas da política para entender um governo que chegou sob narrativas tão intensas e, muitas vezes, contraditórias com a realidade.

Culto à personalidade

A estrutura de culto à personalidade foi levada ao extremo no dia 1 de janeiro, num ritmo raramente visto. Mas agora há muita gente em dissonância cognitiva para lidar com as negociações envolvendo Maia. Isso porque um líder máximo “não negocia” neste nível.

Historicamente, líderes máximos precisam fazer os outros se submeterem. Estes automaticamente devem se sentir obrigados à submissão. Isso não está acontecendo. Logo, a mente de quem fez culto à personalidade deve estar confusa.

Por exemplo, alguns ideólogos pró-governo decidiram mover o frame de que “Zema tem que se explicar por não ir na posse” estavam simplesmente avançando uma estrutura conceitual de culto ao líder máximo, que é aquela mesma utilizada para a ideologia da Coreia do Norte.

Uma vez que todos devem se submeter a este líder máximo, pode-se criar uma estrutura de “prova social” onde os cidadãos monitoram uns aos outros de acordo com essa submissão. Por exemplo, quando um rei vai ao vilarejo, cidadãos podem denunciar aquele que não foi saudar o rei e levar oferendas.

Como as pessoas foram instadas a investir todas as suas emoções nisso, algumas até fraturando sua identidade, elas não sabem agora como reagir a uma realidade onde Bolsonaro é um ser humano normal que tem que negociar.

Toda emoção investida ativa novos frames em nossa mente. Estruturas de frames são ativadas tanto pela intensidade da emoção investida como pela repetição.

Uma coisa: o culto à personalidade não depende de estruturas de frames conservadoras, mas de estruturas reacionárias. A estrutura conservadora de autores como Edmund Burke e Russel Kirk adotava um questionamento natural ao poder e restrição ao uso do poder.

Por isso sempre achei meio cômico ver muita gente dizendo que “o conservadorismo venceu” nas eleições. O que venceu foram estruturas adaptadas do conservadorismo, como reacionarismo e neoconservadorismo.

Observem que isso não é um demérito, mas um elogio aos setores que avançaram seus interesses nas conquistas. Liberais e conservadores precisam agora dar uma revisada em suas metas, voltar a ler autores conservadores e buscar entender o que está acontecendo.

Outro risco: pessoas com estrutura mental conservadora foram instadas (ou até intimidadas, ou mesmo sugestionadas) a pensar sob estruturas conceituais que não são conservadoras, mas reacionárias ou neocons.

Curiosamente, se tivéssemos pessoas conservadoras em boa quantidade no Brasil isso hoje resultaria em menor pressão para Bolsonaro na negociação com Maia.

Mas a estrutura mental conservadora já foi fraturada e raramente está disponível. Vai demorar um pouco para as pessoas recuperarem isso. Não é da noite para o dia.

Já a estrutura mental de culto à personalidade, nem um pouco conservadora, joga muita pressão sobre o presidente, mas como os outros dificilmente vão se submeter, como na era medieval – ou seja, ele vai ter de negociar -, isto aumenta o grau de decepção e vai ser preciso muita dissonância cognitiva, confabulação e criatividade para lidar com os eventos.

O que pode vir por aí?

Existem alguns papéis semânticos nessas estruturas conceituais adotadas (e que muito pouco tem a ver com o conservadorismo). Um dos papeis conceituais é o do “líder genial”, ou seja, aquele que, ao ter uma ação deve ser reconhecido como alguém com “uma tacada de mestre”.

Quando os roteiristas de filmes vão escrever, eles já saem com essas definições em mãos, sabendo como vão atender a expectativa do público.

Se for assim, provavelmente ideólogos pró-Bolsonaro vão precisar bolar uma forma de interpretar o resultado da negociação para a presidência da Câmara e do Senado como “uma tacada de mestre”.

Dito de outro modo, é preciso fazer o resultado final soar como algo que “atendeu aos interesses do líder”.

Se não forem desenvolvidas estruturas para as pessoas terem essas sensações, haverá um pouco de confusão mental no público que abraçou demais as narrativas da campanha.

O problema, neste momento, é que muita coisa pode acontecer, e vai ser preciso “fabricar” uma interpretação dos eventos, para, ao final, dizer que o resultado é “uma tacada de mestre” (do líder), independentemente do resultado.

Essa pressão toda só é resultante da inexistência de pensamento conservador para a política, pois os conservadores originais tem mente treinada para não alimentar tantas expectativas, mas como o conservadorismo foi trucidado nos últimos anos (sendo substituído por estruturas mentais reacionárias e neoconservadoras), agora a criatividade dos ideólogos é direcionada para reinterpretação dos eventos almejando atender ao esquema mental do “líder que sempre faz tacada de mestre”.

Imagine um herói de filmes de ação, que tem uma personalidade conhecida pelo público. Pode ser Jack Reacher, por exemplo.

Então, o público que assistiu o primeiro filme vai assistir o segundo, e já está identificado com a personalidade do personagem. E aí o personagem vai sair das situações, e vários eventos vão ocorrer durante o filme. Ao sair das situações, o público vai pensar: “este é o Jack Reacher” tradicional.

O mesmo vale para o personagem John McClane, da série “Duro de Matar”. Não importa qual episódio: o público vai reconhecer as características do herói. E por isso as situações são desenvolvidas para reforçar isso na mente do público.

Em razão disto, roteiristas de sucesso não alteram a personalidade de seus personagens principais nas séries. Mesmo em contradição, ao fim do filme o público interpretará o resultado dos eventos como algo com que ele já está acostumado.

Eu sou um dos que defendem a ideia de que a estrutura dos roteiros dos filmes, junto ao desenho dos personagens, é parte da disciplina do entendimento de como os propagandistas criam narrativas para compreensão de seus líderes.

Assim, podemos imaginar a campanha de Bolsonaro como uma prequel, e agora estaríamos já na terceira temporada da série.

O personagem principal é visto como um “líder máximo”. Logo, para criar o personagem foram ativadas estruturas conceituais. Os roteiristas, em vez de apelarem às estruturas conservadoras, optaram por estruturas pouco típicas ao conservadorismo. E não é que funcionou na campanha? O evento da facada também criou um elemento que, num filme, soaria chocante. Ou seja, o mito foi levado à escala máxima.

Já eleito, o personagem deve ser coerente com as expectativas do público. O ser humano é treinado para o auto-engano, bem como para confabular. Porém, ele vai buscar coerência na fabricação de memórias falsas.

A dificuldade agora é ver como interpretar os eventos (pois muitos deles fogem do controle) para, com criatividade, fazer as pessoas terem a mesma sensação que anteriormente teriam numa campanha “em torno do mito”. Isso vale, por exemplo, para as negociações no Parlamento.

A dúvida é: se no final Rodrigo Maia estiver nomeado, como será possível que os marqueteiros pró-Bolsonaro façam o seu público perceber tudo de acordo com aspectos já pré-determinados, como “o sujeito acima da política”, “o incorruptível” (inclusive em termos morais, não apenas de grana) ou “o cara que sempre tem uma tacada de mestre”?

Vamos pegar a pipoca e ver o que os roteiristas nos prepararam.

Primeira temporada: a campanha. 
Segunda temporada: a transição. 
Terceira temporada: o começo do mandato.

Como funcionam os frames?

Um frame é uma estrutura mental que molda nossa percepção de mundo. Eles moldam nossas metas, planos, ações, e como interpretamos resultados, nossos ou dos outros.

Toda a política é baseada em frames, seja para interpretar uma liderança, uma ação, uma ideologia, uma proposta, etc….

Frames são “ativados” a partir de fora, ou seja, dos eventos externos de comunicação. É aí que os marqueteiros e ideólogos entram.

Qualquer palavra é um conceito, que ativa frames. Qualquer estrutura conceitual ativa uma malha de frames.

Assim, informações oriundas do mundo exterior são “sentidas” a partir das sinapses, que “conectam” a informação recebida com sensações que temos (registrada a partir de marcadores somáticos e ativada através de heurísticas diversas, como base na emoção e atenção – bom ler Kahneman e outros nessa linha).

Quando frames são ativados no cérebro isso é como o apertar de interruptores. Cada sistema moral é, no cérebro, um sistema de circuitos neurais.

A pergunta é: como sistemas inconsistentes podem funcionar numa boa no cérebro?

São duas formas. Uma é a inibição mútua, que liga um sistema enquanto desliga o outro. Outra é a ligação neural para diferentes questões, que permite que um sistema opere em conjunto com outros.

Por exemplo, um sistema de inibição mútua focará em saber se “(a) é amigo ou inimigo”, já um sistema de ligação neural focará em lidar tanto com a possibilidade de amizade ou inimizade, bem como a negociação diante da incerteza.

Existe uma coisa meio óbvia, que qualquer propagandista deve saber. Quanto mais um circuito cerebral é ativado, mais fortes suas sinapses se tornam.

Quanto mais fortes suas sinapses estão, é tanto mais provável que disparem como mais forte pode ser esse disparo.

Em resumo, pela força com que uma sinapse está isso cria uma hierarquia de sistemas morais dentro do cérebro, tornando uns mais difíceis de serem ativados do que outros.

Recomendo também estudar o material de Antonio Damasio sobre marcadores somáticos, em conjunto com os estudos sobre vieses da mente humana.

Toda narrativa simples tem a forma de cenários com base em enquadramento (de frames), mas com uma estrutura adicional:

1. Pré-condições – o contexto anterior necessário para a narrativa. 
2. Acúmulo – os eventos que levaram ao evento principal ou central, 
3. Evento Principal – sobre o que a narrativa é principalmente, 
4. Propósito – o que é atingido (se houver um propósito), 
5. Encerramento – os eventos que terminam a narrativa, 
6. Resultado – o contexto final logo depois; e 
7. Consequência – As conseqüências posteriores.

Vamos ver?

Pense na palavra “hospital”. E assim pense em “médico”, “bisturi”, “medicamentos”, etc.

Para cada uma dessas palavras, o cérebro consegue inconscientemente executar os sete passos anteriores. Por exemplo, como alguém está antes da ida ao hospital, o que a levou lá, qual o objetivo da visita, como tudo se encerrou, qual o resultado e como ficou depois.

A agilidade com que nosso cérebro faz esse processo é impressionante. É difícil até de imaginar, mas é um processo realmente muito rápido, quase todo ele inconsciente.

Assim, todas as palavras que vemos são baseadas em histórias que nossa mente interpreta e cria algo coerente.  Cada acesso à mente é resultado de ligação neural.

Até mesmo a mais básica das ações humanas, como tomar um gole d’água ou acenar para alguém, tem essa estrutura imposta pelo nosso cérebro.

A propaganda política se aproveita do potencial do cérebro de se confundir, pois a mesma parte do cérebro que usamos para ver algo também é usada para imaginar algo que estamos vendo, bem como para lembrar de algo, bem como sonhar com algo.

Uma vez que o ser humano é uma máquina de significação, o cérebro, de imediato, precisa buscar as razões.

Como existem vários eventos ocorrendo, e as pessoas se preocupam com várias coisas, o resultado é uma capacidade reduzida de percepção, que pode ser amplamente manipulada.

Aí que vem o detalhe: a estrutura conceitual correta deve estar em vigor para reconhecer eventos aparentemente diferentes encaixando-os no mesmo tipo de evento.

Agora, vamos juntar essa bagunça toda.

1. Marcadores somáticos são usados para criar estruturas de frames, que ativam nossas emoções (de apreço ou rejeição a algo, por exemplo). 
2. Ligações neurais, de inibição mútua ou ativadas para diferentes questões, são acessadas a todo momento
3. As narrativas são interpretadas pela mente, e, se forem bem direcionadas funcionarão
4. Para isso, uma estrutura conceitual correta vai ser recobrada na mente para interpretar o evento.

Para o item 4, a estrutura conceitual deve parecer coerente. Caso contrário, a mente entrará em confusão.

As ideologias ao longo do tempo permitem estruturas conceituais, que nos fazem interpretar os eventos de mundo.

Nisto entram ideologias como “conservadorismo”, “liberalismo”, “reacionarismo”, “esquerdismo”, “marxismo” e qualquer subdivisão, etc.

Em todas elas existem papeis semânticos, um encadeamento de estruturas conceituais, etc. E, é claro, todas elas atendem a interesses humanos biologicamente compreensíveis.

A análise de frames, ao contrário do que muitos pensam, não é só achar “a palavra certa” para a propaganda, mas entender estrategicamente quais narrativas serão coerentes, e que nível de distorção é possível (e acima do qual há bastante risco), diante do fluxo de eventos ocorrendo.

Em suma, o controle de frame é uma arte. E será preciso de muita criatividade para que as contradições entre o Bolsonaro que tem que negociar com o Parlamento – que seria melhor compreendido em uma estrutura de frames liberal-conservadora – e a imagem projetada do líder máximo, diante do qual todos devem se rebaixar, não gerarem bugs demais.

Em tempo: eu não errei no título não. O termo “jacubino” é uma piada com os jacobinos. Mas estes últimos, mesmo que insanos, eram coerentes. Os “jacubinos” do Brasil são incoerentes. E um detalhe. A maior parte da direita não é jacubina. E nem todos os neocons e reacionários também são. Mas, num nível de extremismo, esse tipo de influência pode ter gerado muita empolgação e alto nível de sugestionabilidade em muitos. E isso espalhou muitos “bugs” por aí.

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9 comentários em Luciano Bivar e os bugs da direita jacubina

  1. Essa sempre foi a tática da esq­u­erda, bater, bater e bater. Não importa se o golpe é fulminante ou um simples jab, o importante é atingir o inimigo constantemente, sem parar e por qualquer motivo. Ir negativando tudo que o oponente faz a conta gotas, acaba de alguma forma sendo eficaz em fazer transparecer que o objeto da negativação é realmente algo ruim (Janela de Overton) e deve ser rechaçado. Começam trocando o nome do oponente (despersonalização ou desumanização) para que seja mais fácil de ser assimilado o golpe, pegando uma pequena fala ou deslize e transformando em algo maior. Mesmo que a princípio isso pareça ridículo, com a insistência e o tempo, isso passa a ser algo relevante e que na maioria das vezes tem o resultado desejado.

    O que a es­querda mais deseja nesse primeiro momento, é exatamente o que está acontecendo agora: gerar esse murmurinho e toda essa discussão em volta assuntos banais, para que mais a frente, com o ga­do mais acostumado (e quiçá até já um pouco enjoado) com tanta discussão, possa de fato minar a popularidade do governo, principalmente porque será quando ajustes impopulares virão. Notem que o discurso negativo já não gira mais tanto em torno do Bol­sonaro, mas sim nos que o cercam, que são as pontas mais suscetíveis a acusarem o golpe e não possuem sequer uma fração de sua popularidade (que é bom frisar, é algo que ainda protege bem o governo).

    O que temos de ter em mente é que a esqu­erda não é tola e nem está morta, e conta com uma arma poderosíssima: a ignorância da esmagadora maioria do nosso povo, que não consegue sequer interpretar um texto simples, quem dirá pensar fora da caixa.

  2. DIGITEI 13 NA URNA E ELEGI O BOLSONARO. E AGORA O QUE FAZER?

  3. João Guilherme Maia // 3 de janeiro de 2019 às 11:13 pm // Responder

    A verdade é questão não vai ser fácil para o Bolsonaro conquistar as raposas velhas da Câmara e do Senado. Ele não pode esquecer que o Congresso Nacional esteve sob ao comando da esquerda. Por outro lado, houve uma revogação boa no Congresso Nacional, talvez isso seja uma boa vantagem para o governo do Bolsonaro. Mas ainda não podemos afirmar nada como certo, por isso, temos de aguardar o desenrolar das negociações. Agora a verdade seja dita, o Bolsonaro é que está com a caneta nas mãos.

  4. Enquanto o chanceler Ernesto Araújo dizia que o Brasil não atuaria em função de ong’s e do globalismo, representantes de Reino Unido, França e Noruega (justamente os países que, junto com os EUA e Israel enaltecidos pelo próprio Araújo, fomentam a maioria das ong’s e o globalismo para controlar blocos de território nos países subdesenvolvidos e impedir o desenvolvimento desses) aplaudiam o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que anunciava privatizações em massa, ou seja, justamente o que esses países pretendem com suas ong’s e ideologia global. Essa dissonância, mais do que tática de criar de confusão, mostra bem a irracionalidade e a fragmentação cognitiva do culturalismo brasileiro bem expresso nos dias de hoje pelo “olavismo”, que a pretexto de salvar a alma, entrega os rins, como se entre ambos não houvesse uma conexão essencial e ineliminável.

  5. Marcelo M. Ribeiro // 4 de janeiro de 2019 às 11:56 am // Responder

    Parece que o inferno pelo qual você passou recentemente, com uma tentativa de assassinato de sua reputação por parte da esquerda, afetou um pouco as suas análises. Parece que a extrema-esquerda conseguiu o que queria. Uma pena.

    • Não foi basicamente isso que afetou minhas análises.

      Foram vários eventos, e, por fim, a decisão de adotar 100% a dinâmica social, para prover muito mais realismo, e abandonar todo e qualquer traço de paternalismo.

      Essa mudança de tom já fora avisada quando eu parei de postar e quando eu avisei que retornaria.

    • Prezado Marcelo M. Ribeiro, não entendi o que você quis dizer a respeito da mudança de análises. Poderia detalhar por favor?

  6. nOís chuta vc, o faustão, e qualquer outro "censor" que mereça. // 8 de janeiro de 2019 às 11:49 pm // Responder

    O que o Marcelo M. R. quis dizer é que vc e o faustão: se perderão do “caminho”. Aos 3:30 do vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=xOt-8ivZo1c

  7. "ou ative o JavaScript caso ele esteja desativado em seu navegador." // 12 de janeiro de 2019 às 3:28 am // Responder

    Renato é um “bom” seguidor. mas, até as leoas sabem há hora de abandonar os filhotes.

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