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Polêmica do MEC requer responsabilidade

A polêmica relacionada ao MEC é mais assustadora do que parece à primeira vista.

Vamos aos fatos. Segundo a Exame, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, divulgou no final da tarde desta quarta-feira (09) uma nota em que torna “sem efeito” algumas alterações polêmicas em um edital do ministério.

Segundo a matéria, as mudanças haviam sido nas diretrizes que orientam a compra dos livros escolares destinados aos anos finais do ensino fundamental: 6º ao 9º ano, ou alunos na faixa entre 10 e 15 anos.

Tem mais: “A alegação é que as alterações haviam sido feitas pela gestão anterior, apesar de terem sido publicadas no Diário Oficial no dia 02 de janeiro já na gestão de Jair Bolsonaro”.

Mas espere aí….

O documento retificado já havia sido enviado ao ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em 28 de dezembro, quando a equipe de transição do novo governo já trabalhava com o MEC.

Conforme a matéria, uma das mudanças no edital havia sido a retirada de um item que barrava erros de revisão e impressão. Outro ponto é que não seria mais obrigatório que não seria mais obrigatório que os materiais didáticos usassem referências bibliográficas, abrindo caminho para o uso de dados sem fonte clara. Outro item retirado proibia que os livros tivessem “publicidade, de marcas, produtos ou serviços comerciais”.

Leia a nota do MEC:

“O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, decidiu tornar sem efeito o 5º Aviso de Retificação do edital do PNLD 2020, publicado no dia 2 de janeiro, tendo em vista os erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC e envida ao FNDE em 28 de dezembro de 2018.

O MEC reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital.”

O fato é que existiu uma fase de transição, em que as duas equipes trabalharam juntas.

Mas mesmo que não tivesse existido essa fase de transição, nada justifica a publicação de um documento que não confere com as intenções do novo governo, pois todo mundo sabe que no dia 2 de janeiro a gestão Bolsonaro entrava em seu segundo dia. Logo, todas as ações são de responsabilidade do governo atual. O Brasil inteiro assistiu a cerimônia de posse em 1 de janeiro. Já era…

Alguém poderá dizer: “Mas foi o outro governo que preparou o documento”. Resposta óbvia: “E vocês publicaram sem checar?”. Mas não é assim que as coisas funcionam.

Se é verdade que o documento não estava pronto, ou não estava adequado às intenções do novo governo, então que não publicassem. Simples assim. Não é possível que vai ter gente dizendo que “a culpa é do governo anterior”.

É preciso tomar cuidado, pois se essa narrativa for repetida, o governo anterior poderá questionar sobre o que o pessoal do novo governo andou fazendo na fase de transição.

Transferir responsabilidade pode gerar problemas maiores do que dizer: “Erramos, e pedimos desculpas”.

Qualquer ato tomado após 1 de janeiro pertence à gestão Bolsonaro, e não mais à gestão Temer. Se alguém do novo governo não checou, o problema é do novo governo. Ou então teve um problema na fase de transição, que, ao que se sabe, foi coordenada por uma equipe, não?

E nada impediria esperar mais 2 ou 3 dias para publicar um documento “checado e revisado”, não? Publicou em 2 de janeiro porque quis…

Dica: vamos tomar mais na próxima, ok? E nunca se deve esquecer que é um ato de hombridade corrigir a rota depois de um erro.

Twitter: https://twitter.com/lucianoayan

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3 comentários em Polêmica do MEC requer responsabilidade

  1. Ivo Hauer Malschitzky // 11 de janeiro de 2019 às 7:31 pm // Responder

    País rico é assim mesmo: troca os livros escolares uma vez por ano. Quando fui estudante de intercâmbio nos EUA, me deram livros velhos, usados, das matérias que iria cursar, e ainda tive que assinar um termo de responsabilidade por eles. Coitados, tão pobrezinhos…

  2. Cão fúcio. Militar x professor. // 12 de janeiro de 2019 às 6:39 pm // Responder

    Se um militar (policial) entrar na viatura as 6:00 da manha e ficar rodando com a viatura até as 18:00 (é o turno é de 12:00) sem fazer nada (não procurar bandido), só ficar andando (se fazendo presente visualmente), já valerá o seu salário. PONTO. Agora se um professor não receber nenhum centavo pelo que ensina aos alunos, já será mais do que justo, proporcional (o aluno também não aprende nada).

    • Os professores são a coisa mais deplorável que existe no Brasil.
      É por culpa deles que nossas crianças e jovens são um bando de imbecis.
      Espero que o Capitão Jair Bolsonaro cumpra o que propôs e tenhamos ensino à distância para crianças a partir dos 6 anos, onde serão ensinado VALORES com supervisão direta do nosso Presidente, e o ensino presencial fique limitado às escolas militares onde toda essa imundice esquerdista de diversidade e marxismo cultural seja punida.

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