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Decreto de armas emitido por Bolsonaro é decepção

Agora se entende a razão para as reclamações de Benê Barbosa, bem como para o comportamento deplorável de Carlos Bolsonaro diante das críticas respeitosas do maior ativista pelo direito de defesa do Brasil. Leia aqui sobre o assunto.

A tropa de elite ligada ao capitão depende do mito de que o presidente “nunca erra”, mas é evidente que o decreto é lamentável sob vários aspectos. Se é fruto de cálculo político, ao mesmo tempo não atende as demandas daqueles que o elegeram.

Assinado nesta terça (14), o decreto define novas regras para a posse de armas, mas mantém proibido o porte. O quê? Como? Como se explica tal distorção?

Espere aí. Se uma mulher que quiser portar armas para se proteger de um estupro na rua, ela vai precisar esperar chegar até sua casa para pensar em se defender. E se ela estiver longe de casa? Na boa: esse decreto parece piada.

Pelo menos foi retirada a subjetividade para decidir quem pode ou não comprar uma arma.

O decreto diz que pessoas poderão comprar armas em áreas urbanas localizadas em unidades federativas com taxa de homicídios superior a 10 por 100 mil habitantes em 2016. Bem, no fundo isso abarca todos os estados, mais o Distrito Federal.

Agora a lei exige um cofre ou “local seguro com tranca” em residências com menores de idade ou pessoas com deficiência mental.

Seja lá como for, não atendeu. O decreto é fraco e quebra um dos principais frames da campanha: o de que os cidadãos poderiam se defender. Se as ruas são perigosíssimas, o decreto não faz nada para melhorar a situação dos que querem se defender.

Entendem por que é importante manter a posição independente e pressionar o governo?

Não adianta ficar “mitando” na Internet e só recuando nas entregas. Em tempo: na comparação com a campanha, o decreto é um recuo.

O mito entregou um decreto mixo.

Sem pressão, a coisa não anda. Aqui a coisa não andou.

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11 comentários em Decreto de armas emitido por Bolsonaro é decepção

  1. Não sei o quanto você entende de direito, mas muito do que se está exigindo não pode ser feito por decreto, apenas por mudança na lei.

  2. Minha opinião: eu não esperava uma mudança com relação ao desarmamento a partir de Decreto, então para mim foi positivo, ainda mais com apenas 15 dias de governo. Não acredito que dê para fazer muito mais do que isso através de decreto. É um avanço porque agora o cidadão honesto pode ter uma arma em casa, antes era quase impossível. Creio que a posse é mais relevante para a maioria do que o porte. Qualquer coisa além do que foi feito só virá através do congresso, o máximo que o presidente e sua equipe podem fazer é propor algum projeto de lei.
    Exemplo do que falta: importação de armas, é um absurdo termos monopólio sobre isso; porte de armas, mas esse é uma vontade de um nicho, então é o mais difícil de sair, na minha opinião.
    Vejo que alguns “analistas” estão analisando como se esse decreto já fosse tudo o que será feito nos 4 anos de governo sobre o assunto. Eita ansiedade.

    • Existem várias opiniões da direita contrária ao decreto. Assim, é coerente dizer que ele foi uma decepção. Se Bolsonaro errou no timing, ele tem que chamar sua equipe para uma conversa bem séria e agir bem rápido para a lei completa. Aliás, deveria ter emitido só a lei completa duma vez só, em vez de lançar o decreto. Mas ele tem equipe para isso, não?

  3. Acabei de ler aqui na Crusoé que o governo deve apoiar um projeto de lei que libera porte em propriedades rurais e está com um projeto de porte mais amplo em fase de estudos e esse deve demorar mais para sair. A importação de armas também está sendo estudada, e esses três temas provavelmente vão ser propostos através de projetos diferentes e em tempos diferentes. Na minha opinião, essa é a melhor estratégia.
    Agora esperar que tudo isso (e mais) fosse feito através de um decreto apressado, para mim não faz sentido nenhum, creio que os analistas falharam feio nessa análise/crítica.
    Se for por esse ponto de vista, então, nessa visão, seria melhor o presidente esperar até ter TODOS os projetos prontos e apresentar tudo de uma vez, daqui um ano, por exemplo. Isso se o objetivo dele fosse agradar o máximo possível os tais analistas já na primeira proposta. Mas para o mundo real isso não faz sentido algum, mais fácil já liberar o que já é possível agora, que é a posse. 1 – liberar a posse: feito, o indivíduo já pode se sentir seguro em casa. 2 – Fatiar o restante em diversos projetos, para facilitar a aprovação e evitar que um único tema trave todos os demais.
    Não vejo um caminho melhor, acho que você se equivocou nessa. Ou melhor, se apressou em criticar, podia ter aguardado mais.

    • Uma coisa. O blog faz análise técnica, portanto NÃO ESPERA NADA, apenas analisa os fatos: o decreto é uma decepção diante daquilo visto na campanha. Se ele teria uma lei nova daqui 20 dias, por que não esperou até lá? Por que lançar um decreto decepcionante para seus eleitores? Não ficou bem.

      • Um projeto desses não vai ficar pronto em 20 dias, pelo o que eu li, alguns aspectos podem demorar 1 ano, ou mais. E o cidadão que mora em área de risco, vai esperar esse período só porque o analista acha que tudo tem que sair de uma vez? Imagina o cidadão que compra uma arma agora e consegue se defender de um bandido por conta desse decreto, durante esse período em que a lei ainda está em elaboração, isso basta para justificar o decreto. Não concordo com a análise, para mim não faz sentido e é pouco prático lançar tudo de uma vez. Para outros assuntos, talvez essa seja uma estratégia válida, para esse em questão, não concordo.
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        Está claro que o analista espera alguma coisa, se não ele simplesmente ele iria relatar o que ocorreu, exemplo: “bolsonaro assina decreto tal que dispõe sobre tal”. Se o analista achou ruim, isso mostra que o analista esperava mais. Ou, se tivesse achado ótimo, mostra que esperava menos.
        Como eu não esperava nada tão cedo sobre esse assunto, para mim foi uma supresa positiva.
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        O mesmo vale para Previdência, por exemplo. Como eu não espero que um Onyx da vida consiga negociar muita coisa, não espero uma reforma muito boa. Se vier uma reforma mais ou menos, para mim já será uma surpresa.
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        Os fanáticos talvez esperam já poder comprar uma bazooka no meio do ano, mas esses vivem fora da realidade.

      • Por que tanto tempo? Esse pessoal não trabalha direito?

        De novo, eu não espero nada. Basicamente, quem colocou isso como prioridade na campanha foi o Bolsonaro.

        Esse é o risco de usar mitologia na campanha e não ter segurado as expectativas logo após a eleição.

        Creio que ficar passando pano não trará pressão alguma por resultados.

  4. Discordo que foi uma decepção. Apenas se decepcionou quem colocou a expectativa muito alta, ou quem não entende como um decreto funciona. Em qualquer um dos casos a culpa não é do Bolsonaro.

    Veja, a política é a arte da negociação, do possível. Vocês realmente acham que não teve dedo do Sérgio Moro nesse decreto? E a pergunta de um milhão de dólares é: vale a pena lançar um decreto mais firme, e correr o risco de um desgaste desnecessário com Moro?

    Esse decreto vai obrigar agor a a retomada do debate, não nas mídias sociaias, mas no Congresso, que é onde interessa.

    E, longe de defender o Bolsonaro, estou dizendo apenas que atacar uma estratégia enquanto ela está sendo executada é arriscado.

    Se, ao final do mandato, nada tiver mudado, aí sim, palavras como “decepção” e “traição” farão sentido. Agora, com 15 dias de governo, falar em decepção, é bastante intempestivo.

  5. Essa diferença entre “posse” e “porte” foi apresentada desde a campanha. E o prometido sempre foi a “posse’.

  6. Luciano,

    a sua ansiedade está afetando profundamente a sua capacidade de análise, parece que você simplesmente indo com a onda, e não está sendo você mesmo. O decreto foi decepcionante? Seja humilde e admita que você errou na sua análise, o decreto foi o que pôde ser feito tendo em vista suas limitações. E outra, não lembro do Bolsonaro dizendo, em campanha, que estaríamos andando com uma arma na mão ainda no seu primeiro mês de governo. Para dizer a verdade, nem lembro em PORTE DE ARMA. Calma, dê tempo para que a lei possa ser bem elaborada, aí sim, se aprovada, discutiremos os erros e os acertos.

    Plano de governo – SEGURANÇA

    4 – Reformular o Estatuto do Desarmamento para garantir o direito do cidadão à LEGÍTIMA DEFESA sua, de seus familiares, de sua propriedade e a de terceiros!

    Abs

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