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Esquerda começa a mudar de ideia sobre mulheres na política

A esquerda identitária brasileira nunca perde uma oportunidade de perder a oportunidade de ficar em silêncio quando não tem argumento decente a apresentar.

Um texto de Hannah Maruci Aflalo para o Estadão mostra muita chateação com a lei – requisitada pela própria esquerda – que determinava uma taxa maior de mulheres na política.

Hannah diz que os resultados das últimas eleições ao cargo de deputado federal mostraram um aumento de 51% na quantidade de mulheres que ocuparão o Congresso: das 513 cadeiras, 77 serão ocupadas por mulheres, em comparação às 51 eleitas nas eleições de 2014.

Daí ela reclama: “No entanto, esse aumento quantitativo precisa ser qualificado, uma vez que os dados apontam para um crescimento também na quantidade de mulheres filiadas a partidos extremamente conservadores, como o PSL”.

Ei, espertinha, o aumento precisa ser qualificado por quem? Não deveria ser pelo eleitor? Isto tem um nome: democracia.

Se ela reclamava de que “as deputadas de direita estão em maioria”, o problema é da esquerda, que não soube fazer uma campanha decente e ainda queimou o próprio filme durante o governo PT, certo?

Ela afirma: “O grande desafio instaurado então será a delicada articulação dos movimentos feministas com as deputadas eleitas e entre elas mesmas para a aprovação de projetos que promovam a igualdade de gênero e garantam os direitos das mulheres”.

Como é? Quem foi que disse que os argumentos sobre gênero atendem a todas as mulheres? Muitas estão reclamando das soluções propostas pela esquerda. Igualdade de direitos é uma coisa, mas ideologia de gênero é outra. Geralmente quando a esquerda tem falado em “igualdade de gênero” está falando em algo bem diferente do que está no discurso.

Ela ainda diz: “É intrigante notar, desse ponto de vista, que perigosos retrocessos nos direitos das mulheres poderão ser defendidos pelas próprias deputadas”. 

Mas se a maioria das mulheres optarem por uma medida, quem diz que isso é retrocesso? Simples: a tal Hannah, que quer falar por todas as mulheres.

Esse texto é vergonhoso.

Aliás, a lei original já era lastimável. Mas foi a própria esquerda que a exigiu. Pior: se a lei já era deplorável, os comentários de Hannah são ainda mais lastimáveis, demonstrando extremo desrespeito com a visão das mulheres que não compactuam com a visão esquerdista dela.

A esquerda identitária brasileira atual vai conforme a regra do Barão de Itararé: de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada.

Ridículo é pouco pra descrever.

Twitter: https://twitter.com/lucianoayan

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1 comentário em Esquerda começa a mudar de ideia sobre mulheres na política

  1. Isso é choro de feminista feia. Esse pedido de mais mulheres é ridículo por si só. Nos tempos em que nosso país era PRÓSPERO não havia esse choro pedindo participação de mulheres. Quando decidiram colocar uma na Presidência deu no que deu. Chega!

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