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Flávio pode ter dado tacada ousada demais

Nesta quinta (17), o Brasil ficou chocado com a decisão do ministro Luiz Fux, vice-presidente do STF, que mandou suspender as investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

É uma decisão temporária. Fux dá plantão judicial do Supremo até o início do mês que vem, e suspendeu a investigação até análise do relator, ministro Marco Aurélio Mello, sobre uma reclamação protocolada no STF pela defesa do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Andrea Sadi, do Globo, ouviu um dos ministros da Corte ouvidos. Ele afirmou considerar o pedido do Flávio Bolsonaro um “erro”, porque agora a questão será avaliada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que será obrigada a pedir a ampliação da investigação, porque os fatos também envolvem o presidente Jair Bolsonaro. Se o caso ficasse na primeira instância, haveria uma limitação para ampliar o escopo por conta do foro privilegiado.

Raquel Dodge provavelmente terá de pedir para analisar a questão dos depósitos na conta de Michele Bolsonaro. Pela Constituição, o presidente não pode ser processado por fatos anteriores ao mandato, mas pode ser investigado.

Isso tudo parece um baita erro estratégico de Flavio Bolsonaro. E pode ser mesmo. Mas ele também pode ter dado uma tacada ousada, levando o nível de risco ao máximo: como a investigação agora vai respingar em sua família, isso poderia criar um clima de “estamos todos juntos ou não?”.

Se for isso, é jogo pesado.

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