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Bannon força a barra, humilha brasileiros e reclama de Guedes

Matéria da Terra fala de reunião entre Steve Bannon e o ideólogo neocon Olavo de Carvalho.

Momento interessante, e bastante revelador, é quando Bannon diz que Paulo Guedes é um obstáculo para “ideias nacionalistas”.

Que coisa, não é mesmo?

Quer dizer que, em pleno 2019, quando o Brasil vai presidir os BRICS e pode escolher negociar com quem quiser, temos que ouvir as menções arrogantes de um ideólogo como Bannon querendo dizer quem deve ser nosso ministro da Economia?

Como bem disse Eric Balbinus, “se levarmos o nacionalismo ao pé da letra nossa obrigação é mandar o Bannon enfiar suas opiniões em seu orifício corrugado anal antes de se meter em nossos assuntos, já que essa intromissão fere nossa soberania”.

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No jantar, Bannon levanta perguntas, como se entrevistasse Olavo de Carvalho. O americano quer saber dos rumos do governo Bolsonaro e transparece preocupação com o quanto o “cara de Chicago” pode atrapalhar o avanço de uma agenda nacionalista no País. O “cara de Chicago” é o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os planos de privatização de Guedes, que é oriundo da escola neoliberal do Departamento de Economia da Universidade de Chicago, vão de encontro a pontos defendidos por Bannon. Uma das fricções é a relação do Brasil com a China, criticada abertamente pelo filósofo brasileiro e por Bolsonaro. O presidente já defendeu em alguns momentos a tese de que os chineses estão “comprando o Brasil”. A China também foi assunto do grupo de Olavo no Departamento de Estado americano.

Para falar sobre o Brasil, Olavo de Carvalho se reveza na fala com Gerald Brant, executivo do mercado financeiro em Nova York, responsável pela ponte com Bannon. Brant diz, como alguém que atua no setor, que a Bolsa de Valores tem reagido bem ao governo eleito: “O mercado ama o Bolsonaro”.

Bannon rebate: “O mercado financeiro ama o capitão Bolsonaro, mas eles amam mais a Escola de Chicago”, e pergunta se Olavo conseguiria exercer influência sobre o ministro da Economia. O filósofo faz sinal negativo com a cabeça.

Pois é, meus amigos. Sei que tenho sido chato desde o começo, mas era por coisas assim.

Na verdade, Bannon não gosta da direita liberal. Prefere uma direita liberianista.

Mas o que seria um liberianismo? Podemos dizer que é o modelo desenvolvido de forma mais radical na Liberia de Samuel Doe, nos anos 80, visando brigar com países “comunistas” para baixar o valor de sua nação, dar pretexto para redução de chaves e agradar os EUA (estilo colônia servil mesmo). A ideia é ficar com uma possibilidade muito reduzida de negócios no exterior.

Os papos da “base militar dos EUA no Brasil” já tinham dado esse tom. A conversa mole elogiando Vikton Orban, da Hungria, também atende ao padrão. Enfim, agora temos a vertente liberianista da política brasileira.

Em tempo: nós não queremos pressionar as escolhas ministeriais de Trump. Ao agir de maneira oposta, Bannon demonstrou profundo desrespeito ao Brasil. Não vai ser tão fácil nos transformar em vassalos dos EUA.

Deveríamos pressionar para que o Brasil busque os melhores negócios, e não apenas nos sujeitarmos de maneira servil aos Estados Unidos.

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4 comentários em Bannon força a barra, humilha brasileiros e reclama de Guedes

  1. Não existe esse mimimi de ser servil aos Estados Unidos. Todos nós somos. São eles o país que manda no mundo. O Brasil é motivo de orgulho tão grande assim para nos sentirmos superiores aos Estados Unidos e não precisarmos deles? É justamente o contrário.
    Estou com o Capitão Jair Bolsonaro batendo continência à bandeira norte americana. O choro é livre.

  2. Que influência tem sobre ex estrategista de Trump sobre o governo Bolsonaro? NENHUMA! Acho que está sendo exagerado a importância que estão dando para esse encontro. O mercado financeiro está amando o rumo de como as coisas estão se encaminhando no campo da economia, bom para o Brasil, é mais um sinal que estamos no trilhando o caminho certo.

    Base militar do USA no Brasil? Isso está em um contexto totalmente diferente, e só ocorrerá, e se correr, dentro de um cenário que de muitíssima necessidade.

  3. Estava me perguntando do porque de Eduardo Bolsonaro ser mais turista internacional,do que deputado,depois dessa eleição.Esteve com Salvine na Itália,e estranhei…Agora sei.Ele anda com Olavo e Bannon. E Bannon anda dando pitacos no governo Salvine. Então,como não soube que Eduardo tivesse algum contato a ponto de ser chamado por Salvine,a ligação é Bannon. Estou preocupada com muita coisa no governo Bolsonaro. Apoio a base de Alcântara com EUA,apoio o governo Trump.Mas vejo Bolsonaro titubiando em muitos assuntos,que antes apoiava Trump. Um é a embaixada em Jerusalém.Outra,não ter nomeado ainda embaixador americano.Temo pois,os olavetes,querem o semi analfabeto lá.Mas ao que me parece,a demora é estratégica,e pode surgir essa semana,no “Tsunane” que Bolsonaro sabe acontecerá,se nomear Eduardo,seu filho. Alem do caso Flavio,que ja vem tarde para a luz. Torço para que não haja acusação de perseguição,mimimi da familia, se aparecer provas contra ele…Antes que me esqueça,Fora Olavo,Fora Bannon.

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