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Caio Coppola dá balão e promove autoritarismo

O que está acontecendo atualmente no Brasil é o que, infelizmente, se esperava: alguns daqueles direitistas que diziam lutar contra o autoritarismo do PT estão agindo de forma cada vez mais autoritária, como nos piores tempos do petismo.

Atualmente, os setores liberais, conservadores e patriotas da direita têm perdido espaço para narrativas nacionalistas, neofascistas, populistas e neoconservadoras. Estes últimos têm mostrado claro comprometimento com a retirada da liberdade, violação da separação dos poderes e até pedidos de fechamento do STF.

Qual não foi minha “surpresa” – sim, estou sendo paternalista – ao notar que Caio Coppola, visto como uma das boas figuras da direita no jornalismo, tem adotado cada vez mais tons populistas em seu discurso. Muito provavelmente, faz isso granjear apoio das hostes olavetes e bolsonaristas, pois a coisa já está descarada.

Basicamente, sua narrativa recente se baseia em concordar com tudo que as milícias virtuais promovem pela Internet.

Qualquer um que tenha estudado a história das autocracias modernas sabe que um dos primeiros passos é tentar eliminar um dos poderes. Mas por que fazem isso? Exatamente para restringir o número de chaves a participar das articulações políticas e, assim, beneficiar sua própria base. Com menos pessoas com quem negociar, a qualidade de vida do povo se torna menos relevante. Depois é só censurar a mídia que as coisas se “resolvem”, ao menos para o autocrata e suas chaves.

Como todo analista focado no realismo político sabe, Jair Bolsonaro tem distribuído cargos para gente da pior espécie, incluindo vários olavetes (muitos deles desqualificados, como as baixarias envolvendo ministérios ocupados por eles têm). Eis um exemplo de claro “toma lá dá cá”, exatamente igual nos tempos do petismo, quando Lula, Dilma e seus apaniguados distribuíam cargos e verbas para tipinhos vergonhosos.

Mas o que o Sr. Caio Coppola faz? Simplesmente adota o algoritmo abaixo, que está sendo reproduzido pelas hostes bolsonaristas na Internet:

  • Entender qual Agente pratica Ato
  • Se Ato = “Articulação” e Agente não é da Ala Autocrática Jacobina então é “Corrupção”
  • senão Se Ato = “Articulação” e Agente é da Ala Autocrática Jacobina então é “Jogada de mestre”

A partir daí, todo discurso é convertido para se adequar ao algoritmo.

Vemos, por exemplo, como ele tem dito que o Congresso quer “a velha política”. Mas quem quer a “nova política”? A turma do Bolsonaro, claro. Mas quem diz isso? Evidentemente, é a turma das milícias virtuais, alguns dos quais já posicionados em carguinhos. Bonito, não?

É aquele negócio: “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Com a diferença de que no caso do bolsonarismo de tons olavéticos a orientação é autoritária.

Qual articulação pode, Coppola? Quais carguinhos podem, Coppola? Está tudo ok com as nomeações de Onyx Lorenzoni? Quem pode e quem não pode? Não seria melhor uma decisão envolvendo mais partes na distribuição desses cargos? Ou é melhor que apenas poucos decidam? Por que a restrição? Seja mais claro, por favor.

Não demora para declararem que articulações com deputados é que são o problema, certo, Coppola? Quais deputados? Quais são as articulações? Se o problema está “nas articulações”, é por causa de corrupção? Tem caso de corrupção nessas articulações? Se não revela, isso não seria prevaricação? Se tem, por que não Jair não revela? Ou será que essa generalização não serve apenas à demonização da política em prol de projetos autoritários?

É como Renato Battista escreveu:

O que é articulação: Bolsonaro ter ido conversar com Luciano Bivar para ser candidato no PSL. Ter ido falar com Levy Fidelix para compor com o PRTB e ter Mourão de vice. O que não é articulação: O que ocorria no gabinete de Flávio Bolsonaro e Queiroz

Agora vejamos o tom debochado com que Coppola usa o termo “articulação” – sempre de forma vaga, é claro – nesse trecho abaixo:

Seja lá como for, a narrativa de que “o Congresso quer articulação, portanto é velha política” se complicou quando o Congresso aprovou a obrigação de o governo federal executar todos os investimentos previstos no orçamento.

Quer dizer: para quem dizia que o problema estava na “articulação” e que era coisa da “velha política”, simplesmente sumiu o argumento. Isto é, acabou uma possibilidade de o governo fazer o “toma lá dá cá” para “remanejar despesas”, obrigando-o a cumprir todo o Orçamento aprovado pelo Congresso.

Como fator bizarro, três deputados do PSL votaram contra: Joice Hasselmann, Luiz Philippe Orleans e Bragança e Bia Kicis.

E o que Caio Coppola faz? Em vez de elogiar a decisão do Congresso, decidiu atacá-los de novo, agora com um momento ainda mais digno de vergonha alheia.

São no mínimo cinco truques em pouco mais de cinco minutos. É preciso discorrer um pouco sobre cada um deles.

(1) Tentativa de “Efeito Manada” com falácia

Ele diz que o Congresso “deu um tiro no próprio pé”, o que é o truque do Efeito Manada, que ficará mais explícito quando sair o texto 9 da série “A Arte da Seita Política”; já são três textos publicados, e este nono texto deve sair até metade de abril.

O “Efeito Manada”, como parte da espiral do silêncio, visa convencer sua patuleia de que o oponente sempre “vai perder” e que as ações daquele ao seu lado são “jogada de mestre”. Tudo bem fazer isso em campanha política, mas o problema é que os olavetes e bolsonaristas fazem isso o tempo todo, o que já está se tornando “over” e até ridículo.

Mas por que ele diz que o Congresso “deu tiro no próprio pé”? Por ter, segundo ele, aprovado a PEC em “regime expresso”, mostrando que dá para aprovar rapidamente uma lei.

Esse argumento é vergonhoso, pois PECs são aprovadas rapidamente quando não há polêmica alguma, o que era o caso desta. Claro que existem alguns resistentes, mas com tamanha maioria é óbvio que a coisa passa feito manteiga. Já quando a PEC é polêmica, é PRECISO discuti-la por meses, principalmente em razão das divergências.

Querer cobrar a mesma celeridade para uma PEC polêmica do que uma diante da qual não há divergência é sinal de indisposição para reconhecer como funciona o ambiente democrático.

Sinto muito dizer isso, Coppola, mas querer mesmo tipo de celeridade para uma PEC previdenciária que envolve tantos interesses é bizarro. Digo mais: é imperdoável.

(2) Menção a “estímulo positivo” (do parlamentar, não do interesse público)

Coppola diz que a PEC traz um estímulo positivo, que seria do parlamentar, e não do “interesse público”.

Esse é um discurso deplorável…

O fato é que os deputados devem satisfações aos seus eleitores, bem com aos setores e regiões que os elegeram. É típico da democracia, Coppola! É por isso que se reserva uma parte do orçamento para isso.

Mesmo assim Coppola jogou para a galera para dizer que isso “não é do interesse público”. Mas quem disse que Coppola define qual é o interesse público? Isso é propaganda política ou análise?

(3) Acusa os oponentes do populismo que ele adota

Segundo Coppola, a PEC vai dialogar com o “DNA populista dos políticos”.

Na boa, NÃO HÁ NADA de populismo na aprovação da PEC que evita o contingenciamento. É uma confusão clara entre busca de popularidade (o que é normal em todas as democracias) com populismo, que é o que Coppola adotou.

Vamos ensinar a ele o que é populismo? Vejamos um discurso de Robespierre:

Se a fonte do governo popular em época de paz é a virtude, a fonte do governo popular na revolução é, ao mesmo tempo, a virtude e o terror: a virtude, sem a qual o terror é fatal; o terror, sem o qual a virtude é impotente. O terror nada mais é que a justiça, imediata, severa, inflexível; é, portanto, uma emanação da virtude; não é tanto um princípio especial, mas a consequência do princípio geral da democracia aplicado às mais urgentes necessidades do país.

Isso foi dito durante a Revolução Francesa. Obviamente, os jacubinos (os jacobinos da direita populista brasileira) não tem disposição para a violência física. Limitam-se a usar milícias virtuais para atacar divergentes. Mas é o mesmo papo furado que estão utilizando contra o Congresso.

Detalhe: inicialmente o governo revolucionário francês começou com um amplo Parlamento e depois foi reduzido a pequenos comitês. Era a tal “nova política” contra a “velha política”. E tem coisa mais populista hoje em dia do que esse discurso da “nova política contra a velha política”? Quer mesmo avaliar os cargos?

Em suma: sair atacando 100% do Congresso desse jeito irresponsável é algo típico de populista. Que feio, Coppola!

(4) Segunda tentativa de Efeito Manada – dizer que evitar “toma lá dá cá” foi outro “tiro no pé da velha política”

Mas que porra é essa, Coppola?

Ele reconhece que a PEC elimina o “toma lá dá cá”, mas aí diz que isso é “tiro no pé da velha política”.

Isso é decididamente nonsense!

Ora, se estão acusando o Congresso de ser “a velha política” e eles apoiam uma medida que seria contra a “velha política”, então isso não é um “tiro no pé”, mas a demonstração de que o discurso populista, como sempre, é mais falso que propaganda de pasta de dente.

É claro que o papo de “nova política” contra “velha política” é mentiroso. Só isso!

Está tudo tão descarado que já podemos dizer como o discurso funciona. Com vários ligados ao aparelhamento estatal, milícias virtuais definem toda ação a seu favor como “nova política” e “em nome do povo”, e toda ação que não os atende como “velha política” e “contra o povo”. Para evitar ter que discutir como cargos são distribuídos, já se acusa, à partida, o Congresso de “velha política”, mas o “toma lá dá cá” para suas bases é sempre varrido para debaixo do tapete. Indigno, no mínimo…

No fundo, a pessoa pratica corrupção se quiser ou não. Mas em termos de patrimonialismo, essa nova turminha bolsonarista está nos fazendo passar vergonha, lembrando os piores tempos do petismo. O discurso de “luta contra o establishment” também está se mostrando falso e contraditório.

O fato é que o Congresso fez bem ao notar que não valia a pena ficar dando discurso para populista e, já que o jogo era sujo mesmo, acabar com ele. Articulações políticas são típicas da democracia, mas se Jair Bolsonaro baixou tanto o nível ao adotar o mesmo discurso das milícias virtuais, então fizeram bem – em nome da estabilidade – de eliminar a narrativa.

Decida-se, Coppola! A PEC acabou ou não com o “toma lá dá cá”? Se acaba, isso é ruim ou não? Seu discurso foi vago….

(5) Citação a Modesto Carvalhosa de forma esquisita

Para piorar, no final ele cita Modesto Carvalhosa, mas de forma vaga, pois uma PEC que elimina a discricionariedade no uso de verbas públicas está mais próxima do que o autor falou.

Eu concordo com a crítica de Carvalhosa à cleptocracia, mas o uso discricionário de emendas é que é o problema. A eliminação desta discricionariedade REDUZ o problema. Se não é a solução ideal, que discutam DEMOCRATICAMENTe outra.

Dicas finais

Eu sou adepto da visão crítica, e não paternalista, para política. Com o criticismo, NÃO É RECOMENDÁVEL dar conselhos a pessoas adultas, mas vou abrir uma exceção.

Essa exceção fica aberta porque respeito o Caio Coppola por já ter buscado a verdade várias vezes. Infelizmente, parece que ele está se deixando influenciar pelo discurso das milícias virtuais e de blogs governistas de baixo nível.

O problema é que essa gente normalmente não tem reputação a zelar. Vários deles são perfis falsos. Outros estão alocados em gabinetes. Outra parte é gente de baixíssimo nível que atua em busca de puro prestígio e aceitação.

Uma regra comum nessa turma é o desrespeito à democracia, pois entendem que devem ir para o tudo ou nada na ação política e tirar os outros players. Para isso, adotam discursos populistas.

Atacam distribuição de cargos, mas protegem os carguinhos dos seus. Os que estiverem fora da turma são virtualmente linchados. É esse tipo de gente, por exemplo, que perseguiu recentemente Felipe Moura Brasil e fica enchendo o saco de Carlos Andreazza.

Porém, um jornalista da Jovem Pan tem uma imagem a zelar. Ficar fazendo discurso para receber apoio dessa gente na Internet pode ser complicado, pois esse tipo de atuação já está cada vez mais explícita. Essas pessoas já estão ficando com a reputação abalada, principalmente por causa da exposição ao estarem em um novo governo que não sai da mídia.

Quem ficar comprando a agenda populista dessa gente, pode rodar junto no futuro. Melhor deixar o populismo de botequim para os milicianos e tentar se aprofundar mais nas análises jornalísticas. Desse jeito, tá feio, Coppola! Bem feio!

Aos leitores, recomendo – pela terceira ou quarta vez – assistir o vídeo Rules for Rulers – que menciona de forma didática a teoria do seletorado, um dos três pilares do modelo de dinâmica social da ação política, que elaborei. Quem estiver com boas intenções entenderá a importância de que todas as partes negociem e quão perigosos são os populistas que querem interromper as negociações (sejam eles de direita, como Fujimori e Orbán, sejam de esquerda, como Chávez e Maduro):

Em suma, fique de olho em populistas de todo tipo. Preste atenção nas contradições. Hoje eles estão usando milícias virtuais para intimidar os outros. Mas há grande chance de caírem, pois muita gente já está de olho na malandragem.

Finalmente, esse discurso de seita política – e sabemos qual a origem – precisa ser estudado.

Abaixo estão os primeiros 3 textos da série “A Arte da Seita Política” – que terá, ao todo 13 textos, e 4 anexos finais com 90 rotinas, ao todo, com tudo provavelmente pronto até o fim de abril:

Por fim, está na hora de a direita começar a discutir a sério as formas democráticas de se exercer o poder, pois o discurso populista já foi longe demais em apenas 3 meses de papelão. Do jeito que está, não vai demorar para muita gente ter vergonha de se declarar de direita.

Twitter: https://twitter.com/lucianoayan

Facebook: https://www.facebook.com/ceticismopoliticosc/

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8 comentários em Caio Coppola dá balão e promove autoritarismo

  1. A análise ia bem até o momento de tecer elogios e conselhos ao Caio Coppola no final. Creio que saiba que esse propagandista do governo (que nunca foi jornalista) tem mais de 30 anos e já atuou em campanhas políticas.
    A começar que o sobrenome Coppola não é dele, como ele foi obrigado a assumir depois que descobriram. O incrível é a justificativa! O nome da figura é Caio Miranda. Não usa o sobrenome Miranda pois, segundo ele, “Miranda é um nome feminino”. Renega a família do pai por esse tipo de razão. É de fazer estrebuchar de dar risada qualquer pessoa minimamente séria.
    Caio MIRANDA já esteve ligado a partidos e há vídeos do próprio fazendo campanha para políticos. Isso significa que a figura não é jornalista e sim um propagandista de ATIVIDADE. O que ele faz todos os dias na Jovem Pan é propaganda do governo. Não está interessado em informar e sim em promover o governo Bolsonaro.
    Não atoa se tornou protegido do Nando Moura (que ofende de todas as formas o colega do Caio, Fefito, não com ofensas intelectuais mas sim físicas, o mesmo Nando Moura que só falta chorar pelos cantos quando alguém cita seu implante capilar ou sua baixa altura) e ganhou a seu favor uma milícia virtual extremista, agressiva e autoritária. Os comentários nos vídeos do Morning Show são todos em tom agressivo a favor do Caio Miranda.

    Caio Miranda foi bem útil de se observar no episódio da reunião do Bolsonaro com o Trump. Caio cumpriu o EXATO papel que era objetivo da ala populista do governo: se mostrou deslumbrado, absurdamente feliz, encantado com aquela conversinha frouxa. Ele deu o tom do que os populistas esperavam, igualzinho fez o Nando Moura, fingindo estar deslumbrado num nível estratosférico.

    Esse sujeito só joga em um time, e é o time governista mais autoritário. Fazer-lhe elogios e dar conselhos é fazer carinho em um inimigo da liberdade.

  2. O liberal de hoje não defende aquilo que pode evitar ele de ser golpeado. Ou seja o armamento civil. Ao invés disso apenas condena ditaduras passadas? O que fizeram os liberais no Chile? Vendo seu país se esfacelar por causa de um presidente eleito democraticamente? A quem os Chilenos recorreram? Sim aos militares. Porém tudo isso aconteceu em 1973. Porém o regime militar foi o primeiro e ao ser o primeiro evitou muitas mortes e violência que aconteceram no Chile e na Argentina.

  3. Essa PEC engessa mais ainda o orçamento e aumenta o clientelismo. A partir de 2020 +4 bi. Tudo carimbado como disse Paulo Guedes.
    Aprovaram rapidamente apenas para mostrar a força da camara.

  4. Caio Copolla é um bosta, sempre foi!

  5. Orgasmo de Cavalo // 1 de abril de 2019 às 2:25 pm // Responder

    Em termos de arrogância e prepotência, ele se iguala ao Luís Boça da extrema direita, o Flávio Azambuja Martins vulgo Flávio Morgenstern. O Cocôpolla se julga acima do bem e do mal, e quem discordar das asneiras olavéticas dele, o arrombado já tacha a pessoa de “comunista.”

  6. Orgasmo de Cavalo // 1 de abril de 2019 às 2:35 pm // Responder

    As olavetes sofrem do mesmo mal: a deficiência cognitiva! Os imbecis não possuem conhecimento suficiente, leram um ou dois livros ao longo da vida, não entenderam o que dizia no livro mas acham que sabem mais do que os outros. Por exemplo, se tornou muito comum nos círculos das olavetes que cultuam o velho geriátrico, afirmarem que o clássico “1984” do George Orwell, ser uma “crítica ao sistema comunista” quando na verdade o livro crítica é o sistema capitalista. Orwell morreu socialista, o que ele criticava era apenas o Stalinismo. E quanto a isso, a esquerda reconhece os crimes do Stalinismo, só que ao contrário da extrema direita que empurra o nazismo para a esquerda, ela jamais empurrou o Stalin para a direita, ela assumiu o erro do ditador soviético. Quem dera se o velhote que usa fralda geriátrica que mora na Virgínia, o astrólogo Olavo de Carvalho, reconhecesse que o nazismo é uma ideologia de extrema direita e conservador ao extremo. Só que o mau-caratismo do velhote impede ele ser humilde. Olavo de Carvalho é o Jim Jones da Virgínia, um líder de seita. Um líder geriátrico hahahaha. Por favor Ayan, publique meu comentário, não tem nada melhor do que esculachar olavetes e bolsominions analfabetos políticos.

  7. Mais um blog comunista! Meteu o pau em todo mundo, mas fala com cautela do Jean Wyllys!!!

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