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Em “Why I Write”, George Orwell escreveu: “Quando eu decido escrever um livro, eu não digo a mim mesmo ‘Eu vou produzir uma obra de arte’. Eu escrevo por que existe alguma mentira que eu quero expor, algum fato para oqual eu quero chamar a atenção, e minha preocupação inicial é conseguir expor isso”.

Embora meus trabalhos em formato “livro” estejam em elaboração (e trarei novidades em breve, com certeza até a metade de 2013), é com o mesmo tipo de perspectiva que eu escrevo todo e qualquer post deste blog.

Para compreender melhor o significado da expressão “Ceticismo e dinâmica social na investigação da religião política”, recomendo a consulta à seção “Agenda oponente”, onde está a definição do que é a religião política, contra a qual este blog se opõe, assim como as estratégias e itens de agenda deles.

Outras seções importantes são

  • Propaganda: com as técnicas de propaganda, que os humanistas/esquerdistas conhecem como a palma da mão
  • Rotinas esquerdistas: com as rotinas diversas que os esquerdistas usam em seus discursos
  • Rotinas neo-ateístas: com as rotinas que a ala mais extrema do humanismo utiliza, englobando também as rotinas dos humanistas moderados
  • Jogo de rótulos: com as rotulagens que os humanistas/esquerdistas usam, e que, por si só, já garantem vitória antecipada nos debates de que participam

Um pouco de minha influência literária está na seção Livros recomendados, e em Glossário, alguns termos utilizados por mim serão melhor detalhados.

Em Séries, eu trago alguns ensaios mais complexos e/ou longos, que não cabem em um único post
A seção Textos selecionados, traz os textos que acho mais relevantes em toda a trajetória do blog.

Para entender meu paradigma e abordagem:

O ceticismo original tem como base o questionamento à autoridade (geralmente auto-imposta), seja autoridade moral, espiritual, científica, etc. Infelizmente, hoje em dia muitos pensam que ser cético é ser “questionador do sobrenatural”, como Carl Sagan e James Randi. Nada mais falso. Esses configuram apenas um dos tipos de ceticismo, no caso o ceticismo anti-religioso.

Com o ceticismo anti-religioso, iluministas ajudaram a derrubar até a monarquia. Só que se eles conseguiram ferir a religião tradicional, ajudaram a criar a religião política.

A religião política tem algumas variantes como marxismo, social democracia, nazismo e fascismo, todas elas dependentes do humanismo (do qual o neo-ateísmo é apenas a versão mais extremada). Tudo isso configura a religião política, e qualquer de suas vertentes promete utopias, cria bodes expiatórios e faz um sem número de alegações, quase sempre fraudulentas.

Exemplos:

  • O ser humano irá criar ditaduras do proletariado, mas depois o poder será transferido ao povo (Marx)
  • O homem é bom, a sociedade o corrompe (Rousseau)
  • O ser humano está ficando mais empático a cada dia, e isso irá criar a bela sociedade humanitária no futuro (Pinker, De Wall)
  • Se o ser humano não tivesse religiões, não se dividiria, e portanto não cometeriam violências um contra o outro (Dawkins)

E daí por diante, todos eles vivem de fazer alegações absurdas, que só convenceriam uma criança de 13 anos, a não ser que alguém sofresse lavagem cerebral, o que garante a sobrevivência da religião política.

Enfim, a conclusão: se hoje em dia estamos acostumados a questionar a religião tradicional, não estamos ainda acostumados a questionar a religião política. A religião política é muito mais perigosa e é responsável por 100 a 200 milhões de mortes no século passado.

Eu defendo a volta às raízes, tempo no qual o ceticismo era questionamento a todas as alegações que sustentavam apelos à autoridade, sejam elas oriundas da religião tradicional e principalmente da religião política, pois esta última é feita especialmente para a obtenção de autoridade.

Ao entendermos que o questionamento à autoridade é aspecto o fundamento do ceticismo, é urgente questionarmos a religião política.

Em resumo, o que eu faço: amplio o antigo iluminismo para uma nova perspectiva iluminista, em que o mesmo questionamento feito às religiões tradicionais deverá ser feito às religiões políticas. Podem até chamar isto de “novo iluminismo”.

Meus princípios

Eu sou ateu, embora não tenha animosidade contra a religião tradicional, a não ser quando existem conflitos de interesses. Minha maior rejeição é quanto à religião política, a qual é totalitária em essência sempre. Em termos partidários, eu já fui definido como uma mistura de conservador de direita, libertário e liberal (não no sentido usado pelos americanos, pois os “liberais” de lá são esquerdistas), mas prefiro me rotular como independente de paradigmas de direita, mesmo que me oponha ao esquerdismo.

Em termos “fundamentalistas”, eu sou um darwinista, o que me coloca em oposição aos humanistas, pois estes usam o darwinismo até a página 3. Na verdade, eles distorcem o darwinismo para acoplar a ele suas crenças em que o homem irá superar suas contingências, o que nem de longe é sustentado pelo darwinismo. Em outras palavras, darwinismo para mim não é brincadeira ideológica, mas uma visão crua e sincera da natureza humana (assim como de qualquer espécie animal) que nos diz o que somos.

Essa perspectiva é também um dos pontos-chave de meus paradigmas: entender o ser humano como ele é, não como gostaríamos que fosse assim como entender o mundo como ele é, não como gostaríamos que fosse.

Você pode me contactar por aqui.

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