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A cocaína esquerdista e as consequências desse vício

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Recentemente, um caso revoltante ocorreu na política nacional.

Foi a doação que o governo Lula fez à UNE. Quanta grana? 45 milhões.

Abaixo, segue a notícia da Folha:

O Ministério da Justiça depositou nesta sexta-feira R$ 30 milhões na conta da UNE (União Nacional dos Estudantes), a 14 dias do fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A nota de empenho havia saído no dia anterior e, numa rápida movimentação, o dinheiro entrou na conta da entidade.

Uma segunda parcela, no valor de 14,6 milhões, será depositada em 2011.

Trata-se de indenização pela destruição da sede da UNE na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1964, logo após o golpe militar. O prédio foi invadido e incendiado pela ditadura (1964-1985).

A pedido da Folha, a ONG Contas Abertas confirmou o depósito do dinheiro no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).

A lei de reconhecimento foi aprovada em abril deste ano no Senado e, em seguida, sancionada por Lula.

O valor foi definido por uma comissão com representantes do Congresso Nacional, da Presidência da República, da Secretaria dos Direitos Humanos e dos ministérios da Justiça, da Educação, da Fazenda e do Planejamento.

No texto do projeto havia ficado acertado que o montante não poderia ultrapassar o limite de seis vezes do valor de mercado do terreno da sede da UNE, avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões.

Tradicionalmente de oposição, a UNE apoiou o governo Lula desde o início do primeiro mandato, em 2003. A UNE recebeu aproximadamente R$ 13 milhões em recursos federais até 2009. Nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a entidade havia ganho R$ 1,3 milhão.

(…)

Fundada em 1937, a UNE foi reconhecida oficialmente pelo presidente Getúlio Vargas como entidade representativa dos estudantes em 1942. Em decreto, Getúlio doou o prédio no Rio para a sede da entidade estudantil.

Após o presidente João Goulart ser deposto pelos militares, e o prédio ser incendiado, a estrutura acabou demolida em 1980, no governo de João Baptista Figueiredo. O terreno chegou a ser invadido por um estacionamento clandestino, mas a UNE o recuperou em 2007.

Com a liberação do dinheiro, o governo deve bancar o gasto da construção da nova sede, um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer doado à instituição. A UNE orçou os custos do prédio de 13 andares em R$ 40 milhões. O total da indenização é de R$ 44,6 milhões.

Na segunda-feira (20), Lula deve lançar a pedra fundamental da nova sede no Rio de Janeiro.

Aliás, reparem bem na seguinte parte: “O valor foi definido por uma comissão com representantes do Congresso Nacional, da Presidência da República, da Secretaria dos Direitos Humanos e dos ministérios da Justiça, da Educação, da Fazenda e do Planejamento.”

Agora, veja abaixo o artigo de Reinaldo Azevedo sobre o assunto, entitulado “A UNE se transforma na viúva milionária, e com o dinheiro alheio”:

Tudo bem devolver à UNE o que pertencia à UNE e até pagar uma indenização para que reconstrua a sua sede. Mas R$ 45 milhões? Com base em quê? Uma sede de 13 andares, a ser inaugurada em 2013? Entendi! O PC do B continua a tomar conta do aparelho, e o PT entra com a marca! É uma vergonha, uma acinte com os pobres brasileiros que pagam a conta.

A UNE não tem atividade para lotar um andar, quanto mais 13. Vai se transformar numa empresa dos setor imobiliário, vivendo de aluguéis, como uma daquelas viúvas ricas de antigamente. A rigor, é isso o que ela é: viúva de uma causa, viúva de uma ideologia, viúva até da vergonha na cara.

A UNE é de tal sorter vigarista que tem entre as suas lutas a eleição direta para reitor de todas as universidades do país. Ela mesma não segue o que defende. O comando da entidade é definido pelos aparelhos ocupados pelo PC do B, que não vai desinfetar a área nunca mais. Como é um “sindicato” sem muita importância, o PT não se importa em ser apenas uma força de apoio. Nunca a entidade foi tão atrelada ao oficialismo como agora.

A Comissão de Anistia, presidida por este impressionante Paulo Abrão, é um centro de distribuição de prebendas. Ao comentar o destino, ao menos o oficial, da bolada concedida, afirmou o valente: “O Brasil ganha mais um patrimônio histórico de um ícone da arquitetura mundial. Vamos causar inveja ao mundo, pois não haverá outra entidade estudantil no planeta com uma sede desse porte”. É um pobre coitado intelectual. Mas que custa caro.

Segundo o rapazola, a nova sede marcará a retomada do “protagonismo” do movimento estudantil? Qual protagonismo? Deve ser o imobiliário.

O problema dessa gente é menos o esquerdismo bocó — que isso é só de fachada — do que o seu aburguesamento. O diabo é que eles se “aburguesam” com o nosso capital. Trata-se de mais um capítulo da consolidação da burguesia do capital alheio.

Meus comentários

Está cada vez mais claro que o apetite esquerdista por “se infiltrar” em todos os espaços é algo que não tem fim.

O problema é que são os outros que pagam a conta.

É como a situação daquele adolescente que resolve se afundar no vício de cocaína. Quanto mais ele se afunda, mais vão pelo ralo os bens da FAMÍLIA DELE, vendidos para sustentar seu vício.

No caso, os milhares de estudantes doutrinados pela ideologia esquerdista. E os que pagam a conta disso somos nós.

Dá até para acreditar que esta mania deles se acharem os lutadores pela “justiça social” (contra os “malvados direitistas”) é verdadeira. A crença deles é honesta, mas aquilo no que acreditam é um delírio, pois todos aqueles esquerdistas que alcançam o estágio da obtenção do poder somente… recolhem os espólios.

Os responsáveis pela UNE já saíram do estágio da ideologia, e agora viraram os espertos. E recebem, por isso, R$ 45 milhões.

Eles já largaram a droga do esquerdismo ideológico, e já visualizam a esquerda como um excelente negócio. E para manter esse negócio, eles investem mais e mais na contínua doutrinação de estudantes.

Estrategicamente, para manutenção do poder, Lula realiza um ato de mestre (embora moralmente repugnante), pois ele sabe que é ali que a estratégia gramsciana se sustenta. A doutrinação de estudantes sempre foi e continuará sendo o caminho para manter uma legião de apoiadores de esquerda.

Enquanto existirem multidões de apoiadores de esquerda (que realmente acreditem nos ideais da esquerda), os esquerdistas que chegam ao poder continuarão enfiando a mão em nosso dinheiro. A lógica para isso é bastante clara: eles precisam de um estado inchado, com muitos poderes, para A PARTIR DESSE CENÁRIO começarem a meter a mão. O exemplo da UNE é apenas um dentre os milhares de exemplos que os governos de esquerda nos dão. O que incomoda nesse caso é o tamanho do roubo.

Quantos assaltos à mão armada registrados nas delegacias seriam suficientes para alcançarmos a soma de R$ 45 milhões? Quantas casas populares poderiam ser construídas com esse dinheiro? (Aliás, esta última questão é relevante, pois os esquerdistas não alegam difundir a “justiça social”?)

Já passou da hora de uma revolta popular contra este estágio de coisas, e isso só pode acontecer a partir de um movimento nos moldes do Tea Party.

Tudo bem que um movimento nesses moldes seria xingado de “reacionário” pelos esquerdistas. Mas devemos encará-los da única maneira possível: (1) se forem ideólogos, são como doentes, viciados na droga psicológica da ideologia da esquerdista; (2) se forem participantes do jogo do poder, são como os traficantes, que se aproveitam do vício dos drogados.

Em ambos os casos, já temos evidências suficientes para considerá-los um problema social.

E se não ocorrer uma indignação pública de grande porte contra isso, inserções de dinheiro como R$ 45 milhões tendem a ser fichinha, pois o valor tende a aumentar, pois a sanha pelo poder é algo que também não pára.

Em tempo, eu gostaria de saber o que os poucos líderes esquerdistas restantes farão contra essa doação à UNE.

E em relação ao PSDB, é o de sempre: um silêncio criminoso. Como sempre, coniventes com tudo que Lula faz. Explica-se: eles também são esquerdistas.

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Rotina esquerdista: Comportamento piolho

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Última atualização: 16 de novembro de 2010 – [Índice de Técnicas][Página Principal]

O vídeo acima chega a ser engraçado e mostra exatamente o tipo de técnica que denunciarei aqui, compartilhada por alguns neo ateus de Orkut.

Também lembra muito o caso da bolinha de papel em José Serra, uma das coisas mais abjetas da política recente.

Para quem não se lembra, Serra foi agredido no dia 20/10 por militantes do PT no Rio de Janeiro.

Como isso politicamente não era bom para os petralhas, o SBT (*) arrumou uma reportagem muito suspeita, mostrando uma cena de 20 minutos antes da agressão em que uma bolinha de papel foi lançada na cabeça de Serra.

Depois, com endosso até do presidente Lula, começaram em coro: “O Serra simulou, por causa da bolinha de papel”.

A idéia, naturalmente, era tentar ridicularizar o candidato Serra.

Por mais que se mostrasse que estavam tratando de uma fraude, muitos petralhas só tinham o interesse em dizer a frase “O Serra simulou, por causa da bolinha de papel”.

Esse é o exemplo de como os fatos não importam para alguns militantes. Eles escolhem as frases a serem proferidas pelo potencial de difamação e só. E quanto mais repetem, melhor.

Quando o ser humano perde a dignidade, esse é o estado a que chegam.

É o mesmo caso de quando os neo ateus utilizam o truque do Amigo Imaginário, já refutado por mim, e pelo Snowball, dentre outros.

Na comunidade “Contradições do Ateísmo”, da qual sou moderador, apareceu uma tal de Mônica Duncan (obviamente um perfil fake), que continuou a executar a técnica do Amigo Imaginário (no caso, ela usou o termo “seres imaginários”, mas dá no mesmo).

Mesmo sendo continuamente refutada, ela sempre voltava com as provocações coringa. Os exemplos abaixo são do discurso dela, em posts diferentes em horários diferentes e no mesmo tópico. Vejam:

  • 1 – “Não importa o que Craig ou Dawkins digam, seres imaginários são produtos da mente humana, nada muda isto. Se mudar, então não era um ser imaginário de verdade, mas sim realidade. Sendo assim, até lá, seres imaginários não perdem este status.”
  • 2 – “É imaginário porque não reúne nele todas características próprias de seres reais. Por outro lado, ele é imaginário por que reune nele todas as características dos seres imaginários. Ou um ser é real ou é imaginário.”
  • 3 – “Não preciso de diploma de filosofia para saber a diferença entre um ser real e um ser imaginário.”
  • 4 – “Sei a diferença por que os seres reais tem característica específicas, entre elas, ocupar lugar no espaço, pode ser medido, tocado, pesado, contactado pelos sentidos humanos, odor, visão etc… Por outro lado, todos os seres imaginários não tem estas características acima mencionadas.”
  • 5 – “Quem gosta de ficar delirando, imaginando detalhes sobre a atuação imaginária dos seres imaginários junto a realidade são os teólogos, acho muito divertida a Teologia. Então tem vários pensamentos mágicos sobre os seres imaginários, para um teólogo X, o ser imaginário del tal dá nó em pingo d’água, então outro teólogo Y já diz quee não, discorda, na verdade o ser imaginário é diferente, ele asssobia e chupa cana, ele interage com a realidade assim e assado etc…”

Alguns, mais ingênuos, podem até achar que a forista acima está “enganada”. Ah, tá, se ela estiver, então os petralhas que alegavam “O Serra simulou, por causa da bolinha de papel” estavam também equivocados?

Claro que não.

Estas pessoas reúnem algumas características fundamentais:

  • Perderam toda a sua dignidade, portanto não têm mais nada a perder (imagem, moral, honra… enfim, nada), não raro aparecendo sob perfis fake – pois perfis reais talvez repetissem a mentira em menor quantidade e depois fugiriam
  • A afirmação é divulgada continuamente não por seu valor de verdade, mas por seu potencial de ofensa ao oponente
  • Quanto mais espaço for dado a essa pessoa, mais ela vai escrever, pois está embuída de uma vontade implacável, no estilo do Didi no vídeo

Quando encontramos neo ateus desta categoria, a mera refutação não é suficiente, pois eles repetirão a ofensa até 500 vezes se for necessário.

É por isso que no exemplo acima, a solução foi o banimento. E isso deve ser executado quando temos cristãos na moderação da comunidade.

Lembremos. O neo ateu não posta para argumentar, mas para fazer PROPAGANDA. Todo post de neo ateu deve ser encarado da mesma forma que se encara um post de petralha. Quando ainda existem alguns que argumentem, podemos refutá-lo. Mas nesse caso, a refutação não será suficiente, pois ele usará a “surdez estratégica”.

Em caso de posts em comunidades dominadas por neo ateus, a solução é deixar a comunidade e refutar em outras comunidades, citando o link onde a provocação original está sendo feita. Isso ajuda a levar o duelo para um território onde o neo ateu não terá a moderação a seu favor. (Neo ateus em moderação tendem a apoiar todo comportamento neo ateísta, mesmo quando executam a técnica do piolho)

Em outros casos, a ofensa pode ser usada como fator motivador. Podemos citar a ofensa em comunidades cristãs e conservadoras, de forma a tirar alguns cristãos da zona de conforto e mostrar a que baixo nível chegaram alguns elementos do exército adversário. Nesse exemplo, estaríamos iguais aos técnicos de futebol que utilizam brilhantemente as ofensas feitas por jogadores do time adversário para MOTIVAR o seu próprio time.

O fato é que os adeptos do comportamento piolho vão lutar para sempre ter a última palavra, portanto soluções estratégicas, como banimento, uso das ofensas para motivar o próprio time e mudança de local do embate são algumas soluções que funcionam.

(*) Em relação à isso, podemos levantar sérias suspeitas sobre o aporte feito pela Caixa Econômica Federal no Banco Pan Americano, propriedade de Sílvio Santos. Banco estes que tinha um rombo de 2,5 milhões de reais…

Como a petulância anti-religiosa não tem limites OU A tentativa de impedir o Papa abrir a boca

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Na Folha, hoje (14/11), o Papa deu uma opinião a respeito da postura do G20 e suas relações com países em desenvolvimento.

Veja aqui:

O Papa Bento 16 fez um apelo neste domingo a uma “reforma profunda” da economia mundial, após a recente reunião de cúpula do G20 em Seul, instando os países ricos a não se unirem contra os países pobres, defendendo ainda uma renovação da agricultura para levar o mundo a um desenvolvimento durável.

“A atual crise econômica, que foi analisada nesses dias na reunião do G20, tem que ser encarada com grande seriedade”, afirmou Bento XVI em seu pronunciamento semanal ante milhares de peregrinos na praça São Pedro, no Vaticano.

Para o papa, a crise exige mensagem firme em favor de “uma reforma profunda do modelo de desenvolvimento econômico global”. As principais economias não devem “criar alianças que possam causar (…) graves danos às mais pobres”, acrescentou.

Bento XVI incentivou também a reativação da agricultura para ajudar as vítimas da crise econômica mundial, advertindo para o perigo do que chamou de “consumismo insustentável”.

“A reativação estratégica da agricultura parece crucial”, afirmou.

“Considero que chegou o momento de voltar a valorizar a agricultura, não de uma forma nostálgica, mas como fonte indispensável para o futuro”, acrescentou o Sumo Pontífice.

Apesar da crise, “os países industrializados incentivam estilos de vida dominados pelo consumismo”, declarou o Papa, propondo “um novo equilíbrio entre agricultura, indústria e serviços para que o desenvolvimento seja sustentável”.

O papa também vê na crise econômica “um sintoma agudo” de um mal-estar maior proveniente “do desequilíbrio entre a riqueza e a pobreza, o escândalo da fome, a urgência meio ambiental… e o problema do desemprego”.

Antes da reunião de cúpula do G20 em Seul, o papa já havia pedido aos líderes das potências mundiais que trabalhassem em soluções “duráveis, renováveis e justas”, respeitosas da “dignidade humana”.

Não vou abordar a fundo a questão do assunto econômico mas, em termos gerais, o que há de repreensível naquilo que o Papa disse?

Simples. Para os anti-religiosos, ele é o Papa portanto NÃO PODE FALAR NADA.

Veja aqui a manifestação de um comentarista na notícia, Vladimir Tzonev:

Seria muito bom o sr. papa cuidar mais dos assuntos da igreja dele. Como, por exemplo, rezar as missas em latim de costas para o rebanho, etc. A crise financeira é assunto leigo, não religioso. O mundo não dá palpites à Igreja Catolica quanto ao que devem fazer. Da mesma maneira, a Igreja deve respeitar o mundo.

Outro, que atende pelo nome de Fernando César, disse o seguinte:

E o que ele entende de economia? Engraçado, esse papa adora se meter no que não diz respeito a ele, contudo, para os casos de pedofilia na igreja ele se faz de bobo…

Meus comentários

Em sua ação preconceituosa, Tzonev mente 3 vezes, pois:

  • (1) Não existe isso de “assunto leigo, não religioso”. A crise financeira é um assunto que pode ser tratado tanto por um padre, como alguém que não é padre. Por um religioso, como alguém que não é religioso. Muito provavelmente ele fez o truque de confundir “estado laico” com “assunto laico”, o que não faz o menor sentido.
  • (2) A expressão “o mundo não dá palpites à Igreja Católica” é totalmente falsa, pois o que mais se vê dos anti-religiosos é justamente palpites sobre o que a Igreja Católica deve ou não fazer. Enchem o saco por que as mulheres não vão para o sacerdócio. Enfim, metem o bedelho em tudo.
  • (3) Quando ele afirma que a Igreja deve “respeitar o mundo”, isso parte de uma associação falaciosa da parte dele, pois o fato de um líder religioso dar uma opinião sobre economia nem de longe confere desrespeito.

A mentira também é o recurso principal do segundo comentarista (Fernando César), pois:

  • (1) A afirmação “E o que ele entende de economia?” é totalmente abjeta, pois o comentarista nem sequer demonstrou o ERRO do Papa em qualquer assunto econômico. Aliás, o tema tratado pelo Papa é tão básico que não requer nenhum conhecimento profundo de economia.
  • (2) O mesmo tom ridículo é utilizado na expressão “esse papa adora se meter no que não diz respeito a ele”. Mas se a crise econômica afeta a todos, como “não diz respeito ao Papa”? No conceito desse tipo de gente, parece que todos podem falar MENOS o Papa.
  • (3) Em seguida, como não poderia deixar de ser, a difamação de baixo nível, ao dizer que o Papa “se faz de bobo” para os casos de pedofilia na Igreja. Como sempre, alegação sem provas.

Enfim, 2 comentaristas anti-religiosos, cada um com 3 difamações.

Esse é o nível do preconceito anti-religioso atualmente sustentado pela campanha humanista.

E esse é o tipo de gente que diz “lutar por um mundo mais justo”.

P.S.: Como muitos religiosos ainda não se aperceberam do altíssimo nível de preconceito gerado pela campanha humanista (anti-religiosa até a medula) lançado sobre os religiosos e os líderes religiosos, essa nova categoria de posts (“Preconceito contra os religiosos”) servirá para derrubar de vez essa imagem de que os “humanistas são tolerantes”.

Lição dos esquerdistas: Como cultivar a prática da usurpação da bondade para obter uma autoridade que não se possui

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Num tal Blog do Sakamoto, da Folha, o jornalista Leonardo Sakamoto executa com perfeição essa lição, típica dos esquerdistas.

Vejam seu texto abaixo, entitulado “Como Cultivar a exclusão social em São Paulo”:

Daqui a uma geração, quando estudarem a arquitetura de nossa época, além dos prédios em forma de melancia e dos espigões de aço e vidro azul, outra coisa, menos bonita por certo, chamará a atenção. Temos gasto muito tempo e inventividade para criar formas de excluir do convívio da cidade aqueles para os quais nunca abrimos as portas dos direitos econômicos – e isso não passará despercebido.

Reuni alguns desses métodos informais em forma de manual. Apesar de não estarem publicados e não seguirem padrões da ABNT, existem e fazem vítimas diariamente, ainda mais em noites frias e chuvosas como essas pelas quais estamos passando. Registrar isso serve para lembrar o quanto somos ridículos e ajudar o pessoal que vai nos julgar amanhã. Espero que não tenham dó ou piedade.

1) Áreas cobertas em viadutos, pontes, túneis ou quaisquer locais públicos que possam receber casas imaginárias do povo de rua devem ser preenchidas com concreto. A face superiora não deve ficar paralela à rua, mas com inclinação suficiente para que um corpo sem-teto nela estendido e prostrado de cansaço e sono role feito um pacote de carne velha até o chão.
1.1) Outra opção, caso seja impossível uma inclinação acentuada, é o uso de floreiras, cacos de vidro ou lanças de metal. É menos discreto, mas tem o mesmo resultado.

2) Prédios novos devem ser construídos sem marquises para impossibilitar o acúmulo de sem-teto em noites chuvosas.
2.1) Caso seja impossível por determinações estéticas do arquiteto, a alternativa é murar o edifício ou cercá-lo. A colocação de seguranças armados é outra possibilidade, caso haja recursos para tanto.
2.2) Em caso de prédios mais antigos, uma saída encontrada por um edifício na região central de São Paulo e que pode ser tomada como modelo é a colocação de uma mangueira furada no texto, emulando a função de sprinklers. Acionada de tempos em tempos, expulsa desocupados e usuários de drogas. Além disso, como deixa o chão da calçada constatemente molhado, espanta também possíveis moradores de rua que queiram tirar uma soneca por lá.

3) Bancos de praça devem receber estruturas que os separem em três assentos independentes. Apesar disso impossibilitar a vida de casais apaixonados ou de reencontros de amigos distantes, fará com que sem-teto não durmam nesses aparelhos públicos.

4) Em regiões com alta incidência de seres indesejáveis, recomenda-se o avanço de grades e muros para além do limite registrado na prefeitura, diminuindo ao máximo o tamanho da calçada. Como é uma questão de segurança, o fiscal pode “se fazer entender” da importância de manter a estrutura como está.

5) Cloro deve ser lançado nos locais de permanência de sem-teto, principalmente nas noites frias, para garantir que eles não façam suas necessidades básicas no local. Caso não seja suficiente, talvez seja necessária a utilização de produtos químicos mais fortes vendidos em lojas do ramo, como vem fazendo algumas lojas no Centro da cidade. A sugestão é o uso de um aspersor conforme o item 2.2, mas instalado no chão.

Já que não se encontra solução para um problema, encobre-se. É mais fácil que implantar políticas de moradia eficazes – como uma reforma urbana que pegue as centenas de milhares de imóveis fechados para especulação e destine a quem não tem nada. Ou repensar a política pública para usuários de drogas, hoje baseada em um tripé de punição, preconceito e exclusão e, portanto, ineficaz. Muitos vêem os dependentes químicos como lixo da sociedade e estorvo ao invés de entender que lá há um problema de saúde pública. As obras que estão revitalizando (sic) a região chamada de Cracolândia, têm expulsado os moradores da região – para outros locais, como a Barra Funda e Santa Cecília. Contanto que fiquem longe dos concertos da Sala São Paulo, do acervo do Museu da Língua Portuguesa e das exposições Estação Pinacoteca uó-te-mo.

Melhor tirar da vista do que aceitar que, se há pessoas que querem viver no espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é deles, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém. Ou crie pânico para quem acha que isso é uma afronta à segurança pública e aos bons costumes. Em vez disso, são enxotados ou mortos a pauladas (sem que ninguém nunca seja punido por isso) para limpar a urbe para os cidadãos de bem.

PS: Recado à turma que entalou um “tá com dó leva para casa” na garganta: cresçam.

Meus comentários

A cara de pau de Sakamoto é tão grande que ele de cara quer setar os lados na discussão.

De um lado, estariam as “elites”, cruéis e injustas, e de outro ele, o bonzinho, que luta pelos injustiçados.

Essa é a técnica da usurpação da bondade.

Ele define que é um ser “santo”, ungido de bondade, enquanto os outros são malvados.

Que todo esquerdista aprende a fazer esse discurso desde que sofreu doutrinação na escola e na universidade, quanto a isso não há mais dúvidas.

Mas é para isso que o questionamento cético aos esquerdistas e humanistas, que sugiro neste blog, serve.

Por exemplo, ele se preocupa com mendigos que “são enxotados ou mortos a pauladas”.

Seria uma preocupação justa, mas em nenhum momento ele se preocupa com as vítimas de assaltos, geralmente composta de viciados em drogas e coisas do tipo, que são grande parte daqueles que Sakamoto diz defender.

O mais grotesco, no entanto, é aquilo que Sakamoto define como sua principal área de preocupação: a discussão de uma nova arquitetura que evite seu uso por moradores de rua.

Não entende ele (ou finge não entender, hipótese que considero mais provável) que geralmente esse tipo de preocupação vem dos comerciantes, que pagam seus impostos e se preocupam com o afastamento de clientes.

Afastamento este que ocorre por que as pessoas naturalmente tem medo de assaltos e outros crimes.

Quanto mais se aproxima de regiões como a Cracolândia, em São Paulo, mais há o risco de assalto.

Só que Sakamoto não se preocupa com pessoas que executam um ato para tentar tornar a região mais segura.

Tudo que importa para ele é executar a técnica de usurpação da bondade.

Detalhe: essas pessoas que pagam impostos têm o direito de buscar algo que melhore a segurança de seus clientes (e sua própria segurança) e a redução do risco de se caminhar em uma região, SEM QUEBRAR A LEI. (E a discussão arquitetural está completamente amparada pela lei)

Os impostos pagos por esses cidadãos são exatamente aqueles utilizados pelo governo petralha aparelhado, que tem como BASE POLÍTICA gente como Sakamoto.

O mais importante é saber o seguinte.

O Sr. Sakamoto utiliza QUAL PERCENTUAL de sua renda como professor na PUC-SP para o auxílio de pessoas carentes? 45%? 50%?

Ele deveria deixar isso explícito em algum lugar de forma que pudéssemos consultar e ver se a “bondade” dele realmente é um fato ou só questão de carteirada.

Qual o carro ele dirige? Se ele resolvesse vendê-lo e substituí-lo por um modelo mais popular (para usar a diferença monetária em prol dos “necessitados”), ele deveria nos mostrar isso com provas.

Não vale, é claro, o dinheiro dos impostos, pois isso é uma obrigação de todos os cidadãos, e portanto ele não pode usar como vantagem o fato dele ter pago seus impostos. Pois isso eu também pago.

Eu quero saber é o seguinte: se ele define que SE PREOCUPA MAIS com os moradores de rua do que as “pessoas malvadas”, que forma ele tem de demonstrar isso?

De que forma temos um resultado TANGÍVEL de sua preocupação?

Afinal, queremos saber se estamos diante de um hipócrita ou não. Geralmente os esquerdistas fogem quando lhes exigimos evidências de seu comportamento.

Enfim, ao Sakamoto: não adianta apenas dizer que é um “bonzinho” lutando contra “malvados”. É preciso MOSTRAR!

Sr. Sakamoto, cadê suas evidências de sua “preocupação” com os desafortunados?

Se essas evidências não forem apresentadas, fica claro que estamos diante de uma pessoa que NÃO TEM MORAL para se dizer melhor do que eu na questão da arquitetura para nos proteger de meliantes (e eu defendo a arquitetura criticada por Sakamoto).

Se bem que podemos concluir que Sakamoto não é uma pessoa igual a mim. Ele é PIOR.

Pois eu me preocupo em trabalhar, pagar meus impostos, sem tentar executar um fingimento ridículo e piegas para me fingir de “bonzinho”, contra “os malvados”.

Esse papel é reservado a esquerdistas como Sakamoto, gente que perde sua dignidade fazendo esse tipo de apelo emocional, mas jamais mostrando evidências de sua “superioridade moral” alegada.

São pessoas que, por sua postura patética, merecem que esfreguemos na cara dele a solicitação por evidências de seu COMPORTAMENTO.

Fico no aguardo das evidências do Sr. Sakamoto.

Serão os humanistas arrogantes demais ou estão apenas executando a estratégia correta?

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“Não são os humanistas e neo ateus arrogantes demais?”

Esse é um questionamento que às vezes vejo alguns cristãos fazendo em relação à postura deles.

Como mostrei no post anterior, para eles o religioso tem menos valor que bosta de cavalo. Para eles os religiosos são culpados por escravidão, opressão à mulher, guerra, genocídio, etc.

Enfim, tudo de ruim.

Mas o que aparentemente ainda incomoda é a postura dos humanistas em se afirmarem como superiores em tudo, inclusive inteligência, e demonstrarem extrema confiança nessas afirmações.

Alguns cristãos, naturalmente, acabam se sentindo diminuídos diante deles, e tendem a se desanimar.

O detalhe é que a postura de arrogância programada não é apenas uma característica humanista, mas sim de TODO E QUALQUER movimento militante que tenha qualquer objetivo de atingir a resultados.

E qualquer movimento militante que não tenha essa características NÃO PRECISA NEM SEQUER ser iniciado.

Segundo Elisabeth Noelle-Neuman, autora da teoria da espiral do silêncio, a confiança que um grupo tem nos seus ideais (a ponto de convencer os outros a bandearem pro seu lado, ou então se calarem) é um fator fundamental da militância.

Mais ainda: a postura de auto-confiança dos membros de um grupo, principalmente os líderes, são FUNDAMENTAIS na motivação do restante do grupo.

É o mesmo princípio que vale para o gerenciamento de projetos. Se o líder do projeto não está confiante nos resultados e convencido de que sua equipe está preparada para esse desafio (a ponto de levantar o moral de todos), então a solução é trocar o gerente de projetos.

A partir disso, a “crítica” que poderia ser feita a gente como Dawkins e seus leitores torna-se inútil.

A crítica deve ser revertida aos cristãos que NÃO AGEM COM O MESMO TIPO DE POSTURA.

Não podemos entrar em debates com eles de cabeça baixa. Deve ser justamente o oposto.

Temos que entrar no debate de cabeça erguida, com ORGULHO daquilo que somos. (Notem que esse não é o orgulho destrutivo, que impede alguém de obter resultados, mas justamente o orgulho produtivo, que é aquele mostrado pelos líderes).

Se você entra no debate com eles sem mostrar que você é MELHOR do que eles em vários aspectos, então qual é o objetivo de participar do debate?

Notemos que o debate entre nós é eles é um duelo de propaganda, na qual mostramos ao público as vantagens do nosso lado e as desvantagens do lado deles. (Não se incomode com isso, pois é exatamente essa a natureza de todo debate político, e o discurso anti-religiosos X religiosos é um debate político)

Se nós não começarmos a demonstrar ao nosso grupo que devemos nos portar em debates com esse nível de SUPERIORIDADE MORAL, então o melhor é desistir de debater.

Quando o humanista diz que ele é “portador da razão” e o adversário “carrega as trevas”, ele está simplemesmente querendo arvorar a postura de SUPERIORIDADE, que já é parte da propaganda. Em seguida, ele chama os religiosos de estúpidos, e todo o seu grupo de “sábios”. E isso vai prosseguir ad aeternum.

Só que em vez de reclamarmos por eles fazerem isso, devemos fazer em mais quantidade que eles. (E quem fica com choradeira, deveria correr para o colo da mamãe e não participar de duelos intelectuais)

Por exemplo, quem disse que humanistas são “detentores da razão”, se todo o discurso deles é falacioso?

Podemos claramente dizer que somos mais racionais que eles.

Quem disse que eles são “adeptos da justiça”, se eles mentem o tempo todo sobre os oponentes?

Podemos naturalmente citar as mentiras e desmascarar qualquer um que afirme “estar do lado da justiça”. Aliás, aí é que o ceticismo nosso deve entrar em ação.

E enquanto destruímos a postura de apelo à autoridade deles, podemos mostrar nossa SUPERIORIDADE a todo momento.

Por exemplo, eu sou superior a qualquer humanista pois eu tenho uma base moral, e eles tem um comportamento que não só não é moral, como também demonstram ausência de honra e dignidade. E devemos dizer isso na cara deles.

Pelo ato rastejante que cometem, devemos dizer que somente o ato de debatermos com eles já é um PRIVILÉGIO que damos a eles.

Pois nós somos proponentes de uma cultura (cristã) que se baseou em buscar a dignidade e o diálogo, enquanto eles TODOS são cúmplices morais de crimes como o nazismo e o comunismo e todos os genocídios que surgiram dali, pois simplesmente ambos os sistemas políticos eram variações do discurso humanista.

Eu tenho ORGULHO de ser a favor da família tradicional, enquanto eles devem ser expostos ao público como utilizadores de gays como seus idiotas úteis. (Movimentos gays são apoiados pelo humanistas, somente por que estes últimos querem um pretexto para criminalizar a religião)

E já que a expressão “arrogância” pode incomodar alguns, basta substituir por AUTO-CONFIANÇA sua e do seu grupo. A atitude, no final, dá no mesmo.

E, sem auto-confiança, o melhor é se abster dos debates, pois este “humilde” irá só ajudar o seu adversário.

Rotina esquerdista: Não é possível ensinar sem tomar partido

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Essa é uma técnica não tanto utilizada em debates, mas principalmente em discursos proferidos por um doutrinador escolar após este ser questionado sobre seus atos. (Ou estar tentando defender outros doutrinadores do mesmo tipo de acusação)

A técnica também é vista não só no caso dos doutrinadores anti-religião, como também em qualquer doutrinador de esquerda.

Normalmente, é um recurso de “menor dano”. (Utilizado quando não é possível esconder um crime, passando-se a tentar atenuá-lo)

Isso porque normalmente os profissionais do ensino que praticam doutrinação tendem a negar que ela exista.

Mas quando mostramos a eles evidências incontestáveis de doutrinação escolar esquerdista ou humanista, o discurso passa a usar o estratagema aqui citado.

O formato do discurso é geralmente assim: “Entendo que realmente possa parecer que em algumas aulas existe viés, mas é impossível ensinar sem tomar partido”.

Sendo assim, temos que investigar a alegação de que é “impossível ensinar sem tomar partido” em questões ideológicas ou polêmicas de qualquer tipo.

Essa questão é desvendada quando estudamos justamente os cursos profissionalizantes da área de tecnologia da informação, qualidade ou administração.

Existem várias certificações profissionais, como MSSBB, ITAC, CISA e muitas outras que se orgulham de ser “vendor neutral”, o que significa que as técnicas da profissão são ensinadas sem que o orientador tome partido de qualquer fornecedor de ferramentas, metodologias, etc.

Por exemplo, imaginemos uma certificação profissional em Arquitetura de Software. Se alguém vai ao treinamento, é claro que está lá para aprender sobre arquitetura, e depois que sair do curso irá escolher qual a melhor linguagem de programação. Não se entra no curso para assistir propaganda da Sun ou da Microsoft, e o curso geralmente deixa isso explícito ao afirmar que é “vendor neutral”.

Um pouco mais sobre as certificações “vendor neutral”, a partir da Info Online:

Vendor neutral é uma categoria de certificação profissional que tem sido muito valorizada nos últimos dois anos. Ela investe no conhecimento amplo de uma tecnologia ou atividade e não é atrelada a nenhum produto ou fabricante específicos. Os cursos e as provas enfatizam conhecimentos teóricos e práticos. As certificações vendor neutral são oferecidas por associações internacionais, como (ISC)2 (International Information Systems Security Certification Consortium), GIAC (Global Information Assurance Certification) e CompTIA (Computing Technology Industry Association).

Esses exemplos de treinamentos para certificações “vendor neutral” são perfeitamente aplicáveis para qualquer área de conhecimento.

Assim como uma certificação/treinamento pode ser “vendor neutral”, uma aula de história pode ser perfeitamente “ideology neutral”.

Simplesmente, a existência de cursos como os que citei servem para refutar a frase “Não é possível ensinar sem tomar partido”. Na verdade, é perfeitamente possível.

Se é possível, mas professores continuam usando o discurso para continuar executando sua doutrinação, é sinal de que estamos diante de um desonesto.

O fato é que não há justificativas decentes para justificar a doutrinação escolar, seja vinda de um ideólogo amante dos memes e genes egoístas de Dawkins, seja vinda de alguém que acha a Dilma “um exemplo de brasileira”.

Sendo que essa técnica discursiva não serve, podemos claramente partir para o ataque moral contra qualquer doutrinador escolar.

A arquitetura de uma ditadura pelo controle “social” da imprensa

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A forma pela qual o PT está implementando a ditadura no Brasil é baseada em um conjunto de fraudes intelectuais, pela iniciativa de implementação de “conselhos de mídia”.

Se quisermos sair da ditadura, temos que conhecer essas fraudes e desmascará-las, de forma incisiva.

O estado onde iniciou-se tal idéia, como não poderia deixar de ser, é um reduto político do PT, o Ceará.

Mas agora eles já executam uma ação coordenada tentando implementar o mesmo modelo em vários estados.

A grande fraude deles é dizer que tais conselhos representam a “sociedade”. E portanto não seria um controle do estado, mas sim da sociedade.

Mas o que seria essa “sociedade”?

Na versão divulgada no site Último Segundo, já temos a definição dos 25 membros do conselho, conforme apresentados no projeto da deputada Rachel Marques, do PT.

Vejamos a lista:

  • 7 pessoas do poder público
  • 8 pessoas da “sociedade civil” (produtores e difusores)
  • 10 pessoas da “sociedade civil” (trabalhadores e consumidores)

Em relação aos 7 do Poder Público, teríamos 1 representante da Secretaria da Casa Civil, 1 representante da Secretaria de Cultura, 1 representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia, 1 representante da Assembléia Legislativa, 1 representante do Ministério Público Federal e 1 representante das escolas de comunicação (públicas e particulares). Os quatro primeiro seriam indicadores pelos titulares das pastas, o quinto pelo Poder Legislativo Estadual, o sexto pelo procurador-chefe do Estado, e o sétimo por eleição.

Resumindo, com o estado aparelhado, são 6 votos automaticamente garantidos pelo governo (os 6 primeiros), e só poderíamos ter alguma dúvida em relação ao sétimo voto.

Vamos agora aos 8 representantes da “sociedade civil”, dentre produtores e difusores. Aqui a coisa não tem tanto mistério, e não podemos a priori considerar todos como votos do governo. Claro que poderíamos suspeitar, naturalmente, mas até o momento são votos “em aberto”.

A coisa fica definitivamente comprometida (o viés do governo petralha fica claro) com os 10 membros da “sociedade civil”, dentre trabalhadores e consumidores.

Vamos a eles:

  • (1) Um representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais, indicado pela diretoria do Sindjorce (que está a favor do controle)
  • (2) Três representantes de “sociedade civil organizada”, em eleição entre entidades com “atuação” na comunicação e na cultura, ou seja, ONGs de esquerda;
  • (3) Um representante do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), escolhido em eleição pelo primeiro plenário do Conselho;
  • (4) Uma representante do movimento de mulheres, escolhida da mesma forma que o sujeito do item anterior, mas agora com indicações recebidas pela Secretaria da Casa Civil;
  • (5) Um representante do movimento de pessoas com deficiência;
  • (6) Um representante do movimento negro ou dos povos indígenas;
  • (7) Um representante do movimento de jovens ou de crianças e adolescentes (*)

(*) Todos esses elementos selecionados a partir do mesmo critério visto no item (4)

Sendo que a base do PT está nesses “movimentos sociais”, temos aqui garantidos 10 votos para o PT.

Revisando a soma total, teríamos 16 votos garantidos ao PT no “conselho” de mídia.

Claro que se fizemos uma hipótese até caridosa, poderíamos considerar uns 33% dos votos restantes para o PT, e o restante para outros partidos.

Ou seja, o conselho teria 19 votos garantidos, e 6 votos a serem disputados.

O que isso significa?

Significa que o PT coloca, de maneira dissimulada, sua patrulha para tomar conta da imprensa. É o lobo tomando conta do galinheiro.

O uso dos movimentos “sociais” é a tática do governo para garantir a ditadura.

O tal conselho, portanto, será composto de um bando de fanáticos que considera difamação toda e qualquer revelação que desmascare o PT. É claro que estes adeptos do conselho vão tachar de “difamação” a qualquer notícia que simplesmente não gostem.

Como essas ONGs de “minorias” são apenas um lugar onde pessoas remoem seus ódios e tornam-se cada vez mais fanáticos, o PT tem ali sua verdadeira tropa de choque.

Sim, pois um “movimento negro” não representa alguém que é de cor negra, mas sim alguém que é orientado a entrar em rivalidade eterna e injustificável com os brancos. Da mesma maneira os “movimentos das mulheres” não representam as mulheres, mas sim mulheres que ficam remoendo seu rancor e lançando todas as culpas do mundo sobre os homens.

Enfim, o PT, como eu já disse, é um partido que se alimenta do ódio.

Além do mais, por que não há “movimento heterossexual”, “movimento branco”, “movimento masculino” e coisas do tipo? Talvez esses não sejam “a sociedade”, na linguagem petista.

Que esse bando elencado pelo PT seja chamado de “a sociedade”, é algo que já deveria ridicularizá-los por si só.

Vejamos alguns exemplos de manifestações dos petistas em alguns fóruns, todos eles (claro) a favor do controle da imprensa.

Segue o primeiro abaixo:

Os conselhos de comunicação são uma necessidade para a liberdade de imprensa no país. Na verdade, a imprensa hoje no Brasil não é livre, por que está concentrada nas maõs de um punhado de grupos econômicos defensores dos privilégios da elite. Os grupos de comunicação terão a missão de impedir que esses grupos econômicos tenham poder ilimitado de publicarem só o que querem, impedindo a livre expressão de outras camadas sociais.

Notem a Novilíngua deles.

Para o petralha, hoje em dia não há liberdade. Motivo? Há grupos econômicos que detém o poder de comunicação.

Essa sub-fraude já é desmascarada com o fato de que Istoé e Carta Capital apóiam Lula. E a Veja é contra o governo.

Se três publicações de grande tiragem tem opiniões tão díspares, onde está a falta de liberdade?

Então, assim como a deputada Rachel, do PT, redefine “a sociedade” pelo punhadinho de pessoas de movimentos sociais de esquerda, este outro redefine a expressão “liberdade de imprensa” com “restrição do poder ilimitado de publicar o que se quer”. (É exatamente a expressão dele)

Se a situação não fosse trágica, até riríamos de petistas se engasgando tanto para mudar o significado de expressões.

Como eles não tem noção de limite, vejam esta pérola, de outro petralha:

A imprensa tem que ser controlada democraticamente pela sociedade. Não pode ficar totalmente livre nas mãos do dono do veículo de comunicação, que é uma concessão pública, sob pena de haver, como tem havido, isto sim, abuso do poder de comunicação travestido de liberdade. A grande imprensa deste país, controlada por grupos econômicos, constrói ou destrói a imagem de quem eles quiserem, conforme seus interesses e conveniências…

O truque se repete acima.

Para ele, o “controle é democrático”, por causa dos “movimentos sociais”.

E o mesmo sujeito fala em democracia, mas depois diz que a imprensa “não pode ficar totalmente livre” nas mãos do dono do veículo de comunicação.

A mesma figura diz que o “abuso do poder de comunicação” está “travestido” de “liberdade”.

O sujeito é tão celerado que não percebeu que até o ato de abusar do poder de comunicação é um exemplo de liberdade. É claro que esta pessoa terá que responder judicialmente caso publicar mentiras em suas notícias.

Ou seja, aquilo que o petista diz que está “travestido de liberdade” é liberdade em si.

E aquilo que ele chama de democrático é simplesmente a censura, que ele tenta chamar de “controle democrático pela sociedade”.

Para que eles não reclamem que só citei petistas anônimos, vejam abaixo o manifesto assinado por 60 ONGs de esquerda, todas, é claro, a favor da censura:

“Manifesto em defesa do Conselho de Comunicação Social e da democracia”

As entidades abaixo assinadas manifestam publicamente seu total apoio à criação do Conselho de Comunicação Social do Estado do Ceará e repudiam, de forma veemente, as tentativas de setores conservadores da sociedade de desqualificar a decisão da Assembleia Legislativa do Estado de propor ao governador Cid Gomes (PSB) a criação de um órgão que possibilitará a efetiva participação da sociedade cearense na criação de políticas públicas em comunicação do Estado.

Um Conselho tem como finalidade principal servir de instrumento para garantir a participação popular, o controle social e a gestão democrática, envolvendo o planejamento e o acompanhamento da execução das políticas e serviços públicos. Hoje, existem conselhos municipais, estaduais e nacionais, nas mais diversas áreas, seja na Educação, na Saúde, na Assistência Social, entre outros. Um Conselho de Comunicação Social é, assim como os demais Conselhos, um espaço para que a sociedade civil, em conjunto com o poder público, tenha o direito a participar ativamente na formulação de políticas públicas e a repensar os modelos que hoje estão instituídos.

Longe de ser uma tentativa de censura ou de cerceamento à liberdade de imprensa, como tenta fazer crer a velha mídia (nada mais que uma dúzia de famílias) e seus prepostos, o Conselho é uma reivindicação histórica dos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, jornalistas brasileiros e setores progressistas do empresariado que atuam pela democratização da comunicação no Brasil e não uma construção de partido político A ou B. E mais, falta com a verdade quem diz ser inconstitucional o Conselho de Comunicação, pois este está previsto na Constituição, no Artigo 224, que diz “Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei”, com direito a criação de órgãos correlatos nos estados, a exemplo dos demais conselhos nacionais.

Uma das 672 propostas democraticamente aprovadas pelos milhares de delegados e delegadas da sociedade civil empresarial, não-empresarial e do poder público, participantes da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), os Conselhos de Comunicação Social são a possibilidade concreta de a sociedade se manifestar contra arbitrariedades e abusos cometidos pelos veículos, cuja programação é contaminada por interesses comerciais, que muitas vezes violam a legislação vigente e desrespeitam os direitos e a dignidade da pessoa humana.

A desfaçatez com que a velha mídia e seus asseclas manipulam a opinião pública, na tentativa de camuflar a defesa de interesses econômicos e políticos que contrariam a responsabilidade social dos meios de comunicação e o interesse público, merece o mais amplo repúdio do povo brasileiro. Eles desrespeitam um princípio básico do jornalismo, que é ouvir diferentes versões dos acontecimentos, além de fugir do debate factual, plantando informação.

É chegada a hora de a sociedade dar um basta à manipulação da informação, unindo-se trabalhadores, consumidores, produtores e difusores progressistas na defesa da criação, pelo poder público, dos Conselhos de Comunicação Social. Somente assim, o povo cearense evitará que o Governo do Estado sucumba à covarde pressão de radiodifusores e proprietários de veículos impressos que ainda acreditam na chantagem e na distorção da verdade como instrumento de barganha política.

Que venham os Conselhos de Comunicação Social, para garantir à sociedade brasileira o direito à informação plural, a liberdade de manifestação de pensamento e de criação e a consolidação da democracia nos meios de comunicação.

Assinam a nota:
Acertcom – Associação Cearense de Emissoras de Rádio e TV Comunitárias
Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adital)
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-CE)
Associação Comunitária do Bairro Ellery
Associação Comunitária do Bairro Monte Castelo
Associação Comunitária Portal do Benfica
Associação Comunitária de Rádiodifusão de Independência (ACORDI)
Associação União dos Moradores de Luta do Álvaro Weyne
Associação Zumbi Capoeira
Associação Zumbi Capoeira (Pirambu)
Centro Cultural de Arte Capoeira na veia
Centro de Apoio a Vida
Centro Popular de cultura e Ecocidadania (CENAPOP)
Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca-CE)
Cia. Tesouro Nordestino
Cia. de Teatro Arte Amiga
Cine Rua
Cipó Comunicação Interativa
Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco (Recife-PE)
Coral Vida e Arte
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)
Espaço Solidário (ESSO)
Fábrica de Imagens – Ações Educativas em Cidadania e Gênero (Fortaleza-CE)
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
Futsal Caça e Pesca
Grab – Grupo de Resistência Asa Branca
Grêmio estudantil Juventude Ativa
Grupo Aprendizes de Papel
Grupo Budega Chic
Grupo Cultural Entreface – Identidade Juvenil, Comunicação e Cidadania (Belo Horizonte MG)
Grupo Pensar Lutar e Cia. de Teatro Arte Amiga
Grupo Pensar Lutar e Vencer (Pastoral da Juventude Maraponga)
Grupo Tapa (Temos Amor pela Arte)
Grupo Vida e Arte
Instituto Jera de Feira de Santana (BA)
Instituto de Juventude Contemporânea (IJC)
Instituto Terramar
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Juventude Atitude (CDI)
Juventude Negra Kalunga
Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz
ONG Catavento Comunicação e Educação
Pastoral da Juventude do Canindezinho – PJ
Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras do Brasil
Rede de Jovens do Nordeste
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce)
Sindicato dos Operadores de Turismo do Ceará
Sindicato dos Vigilantes do Estado do Ceará (SindVigilante)
Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores do Ceará (SindValores)
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos do Estado do Ceará (Sintigrace)
Terreiro Capoeira
Tesouro Nordestino
TV UMLAW
União Brasileira de Mulheres (UBM)
União da Juventude Socialista (UJS)
Vidas e Vozes da Juventude”

Enfim, se algum petralha vier dizendo “é teoria da conspiração, é teoria da conspiração”, agora vai ficar difícil depois das 60 assinaturas dessas ONGs.

Vejam que agora a luta deles pelo controle da imprensa será feito através da repetição de frases com significados que nada tem a ver com a realidade. (Fiz questão de usar o negrito)

Se os petralhas executarem essa pregação em quantidade maior (e a tendência é que vão tentar isso mesmo), vão incutir no senso comum da população a idéia de que censura é na verdade a liberdade.

Segue a arquitetura do mantra que eles vão decorar:

  • 1. Não há proposta de censura
  • 2. Somente proposta de controle democrático
  • 3. O controle é democrático, pois é um controle da sociedade (é aqui que está o truque deles de fingir que os movimentos sociais de esquerda são a sociedade)
  • 4. Portanto, esse controle é a luta pela liberdade

Agora temos revelada a fraude definitivamente.

Os movimentos sociais são a bola da vez. De nossa parte, o desmascaramento deve ser feito em cima de todos esses que estão apoiando o controle da imprensa.

Sabemos, é claro, que estão mentindo, pois a fraude intelectual é clara demais.

Então, se essa escória quer “controlar a imprensa”, eles que sejam fiscalizados.

Somos nós que temos que fiscalizar o discurso deles e desmoralizá-los perante o restante dos brasileiros.

A guerra começou!

Os esquerdistas das ONGs vão avançar com força para conseguir dar de vez o país ao PT.

Cabe a nós revidarmos atacando justamente o exército de ONGs do governo.

É deles que o PT depende agora para se manter no poder.

A maior de todas as lições aprendidas nas eleições 2010

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Eu nunca acreditei que Serra poderia vencer essas eleições. E continuo mantendo minha opinião.

Eu até poderia acreditar na vitória tucana… se não tivesse lido “A Espiral do Silêncio”, de Elisabeth Noelle-Neuman.

Quem acompanha este blog deve se lembrar que a parte 7 da série “Um Novo Ceticismo” é totalmente baseada naquele livro.

Até vejo que muitos nutrem esperanças da derrota de Dilma, com as notícias que tem surgido dos escândalos contra o PT. Os protestos de grupos evangélicos (e raros líderes católicos, o que é uma pena) criticando o apoio petista ao aborto também podem dar uma faísca de esperança.

Mas nada vai adiantar, por um simples fator.

O PT é mestre na arte da militância, conquistada justamente através da estratégia gramsciana.

Os dois textos recentes ([1] e [2]) em que falei da coação feita contra o dono de uma gráfica tiveram mais um capítulo esta semana, conforme texto abaixo de Reinaldo Azevedo. Peço que leiam e depois comentarei:

Já tratei deste particular aqui algumas vezes. Muitos leitores me perguntam, até de boa-fé: “Reinaldo, você não exagera nas críticas ao PT? Os partidos não são, todos eles, mais ou menos suspeitos? Não mentem sempre um pouco? Não têm defeitos?” Respondo: claro que sim! Ninguém seria aprovado num teste de santidade, e política não é mesmo para santos — aliás, ninguém gostaria de viver a dura vida de um santo. A questão é o grau da delinqüência intelectual e política desta legenda ou daquela. A questão é saber quando um partido, APESAR DE TODOS OS SEUS DEFEITOS, faz a democracia avançar e quando força um recuo.

Sou especialmente crítico ao PT porque acho que o partido, depois da redemocratização, de que foi só coadjuvante, faz o estado de direito recuar. Tenho exposto as minhas razões de modo sistemático nos últimos, deixe-me ver, 14 anos pelo menos. Não que não tenha sido muito duro com o governo FHC também. Com efeito, eram restrições de outra natureza. O ex-presidente respeitava as instituições democráticas e o estado de direito. Não é, em regra, o caso do PT.

Fiz, acima, o que muitos chamam “nariz de cera”, uma introdução razoavelmente longa para chegar ao ponto. E qual é o ponto da hora? Vejam primeiro esta imagem.

Viram? Então leiam agora o que segue:

A gráfica Pana — que alguns petistas tentaram invadir no último fim de semana para impedir a divulgação do documento assinado por bispos da Regional Sul I da CNBB — rodou, há duas semanas, 75 mil cópias do “jornal” da CTB, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, com 4 páginas coloridas. O custo da impressão: R$ 5 296 reais, pagos pela central. O folheto — QUE É ILEGAL, DIGA-SE!, traz na capa uma foto de Lula e Dilma, erguendo os braços, sobre o título: “O desafio do 2º turno”. Dentro, todas as “reportagens” pedem mobilização para eleger Dilma presidente ou fazem propaganda do governo. O título da primeira é: “Dilma: Para o Brasil Continuar no Rumo Certo”, que é um mote de campanha.

Além disso, a gráfica Pana, que fatura em média R$ 400 mil por mês, publicou material eleitoral para outros petistas, entre eles, o deputado federal Paulo Teixeira, um dos que estavam presentes na vigília que bloqueou a porta da gráfica. No santinho em questão, Teixeira aparecia junto com o deputado estadual Simão Pedro (PT). A dupla gastou R$ 124 mil na Pana. A gráfica também imprimiu material para o diretório estadual do PSTU nesta eleição — o partido pagou R$ 32 mil por alguns panfletos. Até a Mulher Pêra, candidata a deputada pelo PTN, encomendou serviços por lá: no caso dela, 20.000 “jornaizinhos”, que saíram por R$ 4 mil.

Entenderam o ponto? A Mitra Diocesana de Guarulhos já havia deixado claro que a encomenda para a impressão do apelo de católicos contra o aborto partira dali, não do PSDB. Os petistas e a imprensa amiga dos petistas, no entanto, não quiseram nem saber: foram logo buscar vínculos entre a gráfica e o partido, embora a empresa tenha exibido todos as provas de que a encomenda partira da diocese. E daí? Não se tomou nem mesmo o cuidado de fazer o que se está fazendo aqui: “Essa gráfica costuma imprimir material de vários partidos políticos?” Costuma! Inclusive do PT, o que desmonta a acusação, não fossem as demais evidências.

Fica demonstrada, assim, a honestidade do escândalo que os petistas tentaram fazer. Lembro-me do ar “serioso” de José Eduardo Cardozo a lamentar os “vínculos” da gráfica com os tucanos. Vejam um tuíte do deputado petista Paulo Teixeira no dia em que se praticou constrangimento ilegal contra o gerente da empresa:

Ele sabia, é óbvio, que ele próprio era cliente da gráfica que acusava de manter vínculos com os tucanos.

Então volto agora àquela questão inicial. Quando me perguntam: “Você não exagera com o PT?” Não! Eles é que exageram na vigarice. Na entrevista coletiva de Cardozo, mesmo sabendo de tudo isso, tentou-se criar um escândalo político, adicionando, diga-se, uma outra falsidiade: a de que Paulo Ogawa, aquele senhor que sofreu o constrangimento ilegal, teria sido funcionário do Ministério da Saúde quando Serra era titular da pasta. Tratava-se, como informei aqui, de um homônimo — e, pois, o PT mentia. Mesmo assim, parte do jornalismo online manteve a mentira no ar.

Republico, agora, o vídeo, feito pelos próprios petistas, em que, com a ajuda da imprensa — especialmente daquele tipo particular de jornalismo que tem sido feito pelos portais de telefonia —, pratica-se uma verdadeira blitz fascistóide contra a gráfica. Quem já viu o filma que relata o constrangimento ilegal leia o que vem depois.

Se sou muito duro com o PT? Não! Acho até que sou caroável demais! Essa gente não tem limites e pode destruir o que encontra pela frente se julgar que se trata de uma necessidade partidária.

José Eduardo Cardozo, o “ético” do PT, deveria vir a público para se desculpar com a empresa e com o sr. Paulo Ogawa em particular. Mas ele não vai fazer isso porque julga que o homem, coitado!, é apenas um dano colateral na luta de seu partido para construir um mundo mais justo. Se, na trajetória, eles tiverem de destruir algumas pessoas, paciência, não é? Mao Tse Tung, Stálin e Pol Pot pensavam o mesmo. Os tempos são outros, eu sei. Hoje, os comissários do povo praticam assassinatos morais.

Por que mesmo sou tão duro com “eles”? Está explicado desde sempre. Aqui está devidamente exemplificado. Deve haver algum caminho jurídico que puna também este tipo de litigância de má fé. Numa democracia exemplar, o sr. Paulo Ogawa arrancaria até as calças do PT por conta do constrangimento que sofreu e da satanização a que ficou exposto. Espero que tenha clareza disso e tome as devidas providências.

Agora, meus comentários

O exemplo acima é bem claro.

Ele é apenas um dos elementos que tem sido utilizados pela campanha de Dilma a seu favor.

Como Reinaldo Azevedo mostrou, a gráfica de uma tucana que fazia “campanha ilegal” para o Serra nada mais era do que uma empresa que recebia pedidos para impressão de panfletos e jornais que não só atendiam aos interesses de um lado como também de outro.

Os deputados petistas, que estiveram na “vigília” à Gráfica, simplesmente eram CLIENTES da mesma e também encomendaram panfletos de cunho político por lá.

Isso deveria neutralizar toda propaganda feita por Dilma quanto ao assunto, certo? Errado.

Mesmo que todas os dramalhões e vitimizações praticados por Dilma e sua trupe na questão dos “panfletos contra a Dilma, patrocinados pelo PSDB” tenham sido neutralizados nessa matéria de Reinaldo, em termos práticos a petista saiu ganhando.

A vitória nesta questão (e em todas as outras recentes) não ocorre por que ela tem razão, mas sim por que a divulgação a favor dela, por militantes (que estejam na mídia ou fora dela), ocorre com mais intensidade.

Infelizmente, em tempos em que o marketing de argumentos mostrou que a retórica venceu a dialética, o que importa em termos políticos não é apenas ter a razão, mas sim ter mais INTENSIDADE.

Outros itens importantes, claro, não referem-se apenas à intensidade da mensagem, como também a quantidade e o “timing”.

A mensagem original divulgada pelos petralhas era: “Oh, que sacanagem desta turma do Serra, descobrimos panfletos criminosos, feitos por alguns péssimos bispos, da CNBB, só com calúnias e difamações, e isso tem dedo do PSDB”.

A neutralização, após as descobertas de Reinaldo teria um efeito similar ao que segue: “O PT mentiu ao dizer que a publicação dos panfletos tinha o dedo do PSDB; e em contrapartida dois deputados do PT publicaram panfletos políticos a partir da MESMA gráfica, o que inviabiliza a acusação de que a gráfica estava a serviço do PSDB. E a Dilma propagou a mentira.”

O problema é que a mensagem dos petistas simplesmente foi propagada com intensidade e quantidade muito, mas muito maior do que a segunda mensagem.

Ou seja, não adianta nada o desmascaramento do PT. A Dilma saiu ganhando pelo volume de propagação de sua mensagem, de forma que a neutralização não serviu de praticamente nada.

Isso explica por que Dilma, mesmo tendo um desempenho ridículo no último debate da Rede TV contra José Serra e vários escândalos contra ela e o PT, tem aumentado a vantagem sobre o tucano nas pesquisas.(É claro que uma vantagem de 10 pontos provavelmente se tornará uns 3 ou 4 quando terminar a apuração, mas isso não é novidade)

Mesmo que se descubram mais barbaridades vindas do governo petista, que já está em poder de forma praticamente ditatorial, os militantes deles vão ganhar no volume.

A grande tragédia pode ser explicada pelo fato de que o PSDB não é oposição, portanto as mensagens deles não tem a intensidade necessária.

Talvez teriam se surgissem a partir de uma oposição de direita, como o Tea Party nos Estados Unidos.

A imagem que ilustra este post é a bandeira “Don’t Tread on Me”, que é um dos símbolos do Tea Party. Eles dizem que aqueles que cobram impostos altos são bandidos. Eles sugerem que os Estados Unidos abandonem a ONU, pois duvidam de iniciativas globalistas. E daí por diante. Enfim, é oposição à esquerda.

Não que é o único tipo de oposição possível, mas no atual cenário político, para se opor à esquerda, precisamos de pessoas de direita.

Só aí teríamos mensagens contra o PT com a intensidade necessária. Aliás, com o tempo essas mensagens teriam que ser dirigidas até contra o PSDB e o PMDB.

Pontos que nós poderíamos nos conscientizar incluem:

  • Estado inchado é coisa de gente safada, pois que “interesse” esse pessoal teria em cuidar de tanta coisa? Enfim, qualquer adepto do estado inchado é suspeito à partida;
  • Minha liberdade de expressão e de consciência é um bem inestimável, e quem tenta me roubar isso é meu inimigo;
  • Quem usa dinheiro público para realizar aparelhamento de estado, doutrinação escolar ou coisas do tipo é igual a um ladrão;
  • Quem se omite quanto a esse tipo de atitude criminosa da esquerda é cúmplice e conivente (ou covarde, o que é ainda pior);
  • Professores que fazem doutrinação escolar humanista são piores que qualquer prostituta de rua;
  • Humanismo é uma doença mental, e pessoas que acreditam nisso merecem sofrer rejeição social – é de se pensar se você deve convidar esse tipo de gente para ir à tua casa ou ter amizade contigo, de preferência isole;
  • As pessoas que se orgulham de “criar um mundo perfeito” são picaretas, sem exceção, mas as que se orgulham de trabalhar e fazer o melhor, sem ficar com falsas promessas, merecem nosso respeito e ganhar destaque na sociedade.

E assim por diante.

Isso tudo que citei acima é intensidade.

Se lutar pela liberdade de consciência e a favor do trabalho e da meritocracia (contra vampiros que querem fazer arruaça com teu dinheiro, através de altos impostos e aparelhamento de estado) não é um fator suficientemente motivador, eu não sei o que é.

É em cima deste tipo de ideal que precisamos criar uma militância.

É a partir da militância que criamos volume.

Caso contrário, veremos pessoas como Dilma chegarem ao poder e rirem em nossa cara. (É claro que ela ri da cara dos militantes dela também, mas os idiotas úteis geralmente não percebem que servem para serem usados)

Em quanto tempo poderemos ver resultados? Eu diria que daqui uns 15 a 20 anos. Antes disso, sem esperanças.

Esse é o tempo para educarmos uma geração inteira a suspeitar de utópicos, humanistas e todo o tipo que se alinha ao “intelectualzinho de esquerda”, como diria o Capitão Nascimento. (Ironicamente, o ator Wagner Moura é um intelectualzinho de esquerda, que até apóia o MST)

Temos que rir dessas pessoas, ao mesmo tempo que mostramos que elas são um risco para a sociedade.

E aí, somente aí, deixamos que a verdade sobre eles apareça e isso os desmascare.

No cenário atual, pelo gramscianismo, eles tomaram conta.

Temos pessoas que representam a escória moral de nossa sociedade defendidas por uma militância de esquerda.

É nojento? Claro que é.

E esse fedor vai durar até que a militância de direita realmente ocupe seu espaço.

Esse vídeo abaixo mostra um exemplo de postura que podemos copiar:

Vai demorar se quisermos tornar isso algo tão importante culturalmente quanto a militância petralha? Claro que vai.

Mas uma pequena esperança que observei é que a quantidade de pessoas motivadas a lutar contra o PT aumentou nessa última eleição. Não temos mais apenas o Olavo de Carvalho, mas sim muitas outras cabeças já conscientes da ilusão da esquerda.

Mas ainda é muito, muito pouco.

Se hoje temos uns 10 intelectuais de direita, temos que ter 1.000.

Pois 10 intelectuais de direita não conseguem vencer 1.000 “intelectuaizinhos de esquerda”, que ganham no grito.

Nesta eleição algumas mobilizações foram muito úteis, mas ainda não temos sequer uma militância organizada.

Lutar pelo PSDB não é algo que me motive.

Precisamos de algo por que lutar, e a luta é pela liberdade.

E isso envolve liberdade contra estados inchados (que cobram impostos extorsivos), contra humanistas (que odeiam nossa liberdade de consciência) e contra suas derivações políticas, que inclui todas as ramificações da esquerda (que querem roubar nossa liberdade de expressão, principalmente quando são de linha marxista-gramsciana, como o PT).

A grande lição vista nessa eleição é que não temos a intensidade daqueles que lutam por um ideal.

Eu me motivo a lutar pela minha liberdade, enquanto eles se motivam a lutar para tomá-la.

Com essa motivação, acredito que teremos intensidade em nossa luta, e o resultado seria visto em uma REAL OPOSIÇÃO à essa patota.

Dai, com a militância, teríamos volume.

E enfim colocaríamos os ratos da esquerda para correr.

Como os tontons maCUTs se organizam, e como deixá-los sem ação

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Em sequência ao post de ontem, onde citei a palhaçada praticada pelos petralhas em frente à uma gráfica que imprimiu panfletos encomendados por um bispo (que recomendou que não se votassem em abortistas), vamos então ver como essa corja paramilitar se organiza.

Vejam algumas dessas figuras se organizando no Twitter:



Vamos avaliar os elementos?

Alessandra Dadona é socióloga e Secretária Estadual de Juventude do PT-SP, conforme diz em seu próprio Twitter.

Já o Tiago Soares não identifica quem é, mas se entrega ao colocar a seguinte mensagem em seu Twitter: “DOM PEDRO CASALDÁLIGA envia mensagem de apoio à Dilma: http://bit.ly/d7xY5d

Quer dizer, para essa patrulha, o que for dito a favor de Dilma não é propaganda criminosa, só o que é contra.

Já o FernandesPT se declara como “político mirim” de Guarulhos, como pode ser visto aqui.

Quer dizer, é uma turma que tem como vida alimentar o ódio contra qualquer um que não elogie o PT, além de fazer escândalo sempre que alguém disser algo contra eles.

Mas será que vão conseguir me coagir?

Pois bem…

Aqui estão os panfletos que iriam ser impressos na gráfica:

Páginas de Frente
Páginas do Miolo

Agora é só baixar e imprimir quantas cópias quiser. E distribuir aos amigos.

Uma boa dica é enviar também os arquivos PDF, que estão em ótima qualidade, para tantas pessoas que sejam do seu círculo de amizade quanto possível.

Somente lembrando a dica que dei no post de ontem.

Evitem comentar com familiares e “amigos” que sejam do PT.

Eles já escolheram o lado deles. O lado da patrulha pró-ditadura, que é capaz de tudo para alimentar a sanha de poder da turma de Dilma e Dirceu.

Quantos mais de nós entrarmos em corrente, divulgando este tipo de arquivo o máximo que conseguirmos, menos efeito as ações terroristas deles terão efeito.

Devemos transformar aquele ato covarde visto no vídeo de ontem como um fator de motivação para distribuirmos os panfletos cada vez mais.

E devemos deixar bem claro: “esse é o panfleto que a patrulha petralha tentou proibir”.

É assim que se resiste à uma ditadura!

P.S.: A imagem de Thomas Jefferson é simplesmente para lembrar-nos de que precisamos ter em mente que no dia em que perdermos nossa liberdade, vai ser difícil a recuperarmos de volta. A luta de Jefferson pela liberdade é algo que deve ser um símbolo de resistência contra a turma do PT.

Enfim, o que é a esquerda?

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Várias vezes neo ateus se opõem ao que escrevo de forma indignada, dizendo algo como “O Luciano quer dizer que nós somos de esquerda, mas eu não sou marxista”.

Por isso, já passou do tempo de esclarecer bem a questão da esquerda, e EXATAMENTE o que trato quando cito a esquerda.

Uma forma melhor de tratar a esquerda, como um todo, seria como sistema humanista de governo.

O humanismo, naturalmente, não nos diz como gerir economicamente um país, mas dá uma base para todas as ideologias da esquerda.

O humanismo é a crença na idéia de que o homem, por sua ação, poderá criar um mundo perfeito, isento “de males”.

Daí, os sistemas de governo da esquerda traziam a idéia: “Então vamos inchar o estado para fingir que lutamos por esse mundo”. Simples assim.

Muitos religiosos duvidam do paradigma humanista, pois simplesmente acreditam que o ser humano é falível. Digamos que para o religioso o ser humano é um pecador em potencial.

Para chegar à essa constatação, não precisamos nem da religião, pois até alguns filósofos ateus concordam exatamente com a mesma proposição. Como exemplo, John Gray e Arthur Schopenhauer.

Para John Gray, a idéia de que o homem poderá criar um paraíso em Terra através “da ciência” não passa de uma ilusão, um ranço que vem dos tempos do positivismo. E John Gray usa em sua teoria apenas a teoria da evolução. (Por isso, nem todo ateu é humanista, mas quase todo humanista é um esquerdista, e o neo ateu é um humanista radical)

Qualquer conservador, em essência, duvida de qualquer sistema de governo humanista. Portanto, por tabela duvida de qualquer sistema da esquerda.

Marxismo, liberalismo social e social democracia são as três principais alternativas para um sistema de governo de esquerda. E todos são derivados logicamente do humanismo.

O marxismo promete o mundo sem divisões sociais através da luta armada. Já a social democracia promete o mesmo mundo, mas obtido a partir de uma luta democrática. O liberalismo social é o mais facilmente vendável, e hoje atinge o PSDB no Brasil e o governo Obama nos Estados Unidos (lá eles atendem pelo nome de “Democratas” ou “Liberais”), e foca na luta por um mundo sem fronteiras, com “justiça social” e o blá blá blá de sempre.

O neo ateísmo é uma vertente liberal de anti-religiosidade, surgida com o fim de aumentar o poder político dos “seculares”, uma “tropa de elite” de humanistas seculares mais agressivos, sempre com o viés globalista, mania de todo liberal. (Não vamos confundir com liberalismo social, dos “liberais” da esquerda, com o liberalismo econômico, dos conservadores)

Em um post que que fiz em 15 de setembro, Brasil: Game Over OU O Começo da Ditadura Formal, Licorne Negro fez algumas perguntas extremamente relevantes:

Gostaria de saber qual a origem desse delírio esquerdista de achar que todo partido que está na situação é de direita, não importa que seja de esquerda e aja com uma agenda de esquerda, adaptando apenas pontos mínimos (geralmente na economia) devido à necessidade de agir de forma minimamente realista. Isso viria da época de Dom Pedro, em que se dizia que não há nada mais conservador que um liberal no poder? Ou isso faz parte da estratégia gramsciana? Também gostaria de saber porque no Brasil tratamos o PSDB como direita? E porque muita gente diz que nos Estados Unidos só há partidos de direita, mesmo que os Democratas tenham se mostrado esquerdistas em todo seu modo de agir?

Excelente questão, diga-se.

Os fatos são os seguintes.

O PSDB é de esquerda (da linha do liberalismo social) e o PT também (da linha marxista).

É importante notar que o fato do PT ser de linha marxista não implica em que eles tenham que usar a política soviética exatamente como foi feita por lá.

Pelo contrário. De acordo com a estratégia gramsciana, eles podem até utilizar preceitos liberais, uma política de mercado para alguns setores e até aliança com mega-empresários (Eike Batista, Abílio Diniz, Silvio Santos), tudo em nome da obtenção do poder.

Já o PSDB que aparenta ser de “direita” (somente no discurso dos marxistas puristas), no final das contas defende a mesma coisa, só que fez algumas privatizações.

Mas todas as privatizações feitas pelo PSDB foram insuficientes diante do inchadíssimo estado brasileiro.

É aí que temos o cerne da esquerda, da qual ambos fazem parte. Toda a esquerda tem como pilar o estado inchado.

Pois o estado inchado será o “meio” através do qual esses auto-declarados “iluminados” fariam a “justiça social”.

Mas toda essa idéia de que PSDB é de “direita” é derrubada com uma análise de debates recentes dos dois candidatos à presidência.

Dilma Rouseff ataca José Serra dizendo que ele é um “privatizador, que vai privatizar a Petrobrás”. Serra responde que não vai “privatizar a Petrobrás e nem o Banco do Brasil de jeito nenhum”.

Isso é sinal de que temos dois esquerdistas debatendo.

Alguém de direita já diria algo do tipo: “Sim, eu sou a favor de privatizar a Petrobrás, e também o Banco do Brasil, para que o estado receba impostos de ambos, agora como empresas privadas, empresas estas que não poderão mais serem usadas como cabide de emprego para partidos políticos. Em resumo, em um governo meu, as oportunidades de aparelhamento de estado cairiam ao mínimo, pois nas empresas privadas vocês não podem fazer a mesma bandalheira que fazem em empresas estatais”.

Qualquer resposta com um tom menor que este não é de direita.

Quem é de direita simplesmente NÃO CONFIA nas propostas humanistas, que geraram as ideologias da esquerda.

Quem é de direita NÃO CONFIA na Petrobrás nas mãos do estado, pois sabemos que eles utilizarão a empresa como máquina de cargos distribuídos para militantes.

Para alguém de esquerda, é normal a noção de que uma empresa desse porte fique nas mãos do estado. Pois o militante esquerdista tem a CRENÇA de que alguns homens (seriam os “anjos” em Terra, como diria Friedman) estão na missão de levar a “justiça social” através de sua ação, usando para isso “o Estado”.

Assim, não há como confundir esquerda ou direita.

E quando um petralha diz que “PSDB é de direita”, ele está simplesmente executando a Estratégia das Tesouras, de Stalin.

Olavo de Carvalho nos dá mais detalhes, conforme visto em seu texto “A Mão de Stálin está sobre nós”:

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

Resumindo: quando tratamos o PSDB como “de direita”, já caímos na fase em que a estratégia das tesouras está bem desenvolvida em nosso país.

Aqui, no máximo o DEM poderia ser quase um partido de direita.

Mas as declarações de Índio da Costa no mês de agosto, dizendo que “é de esquerda”, causam algum desânimo. E o partido quase inexiste politicamente.

Quer dizer, direita não existe. Temos uma QUASE direita com o minúsculo DEM.

E a partir dali, é tudo esquerda, e isso inclui PSDB, PMDB, PV, PT, PCdoB, PSOL e todo tipo de porcaria.

A pergunta que resta é: como pudemos chegar à esse estágio de dominação esquerdista?

Simples: estratégia gramsciana.

Em raros países a estratégia gramsciana foi executada de forma tão coordenada, utilizando-se inclusive de unidades especializadas de doutrinação em grandes universidades, como a USP.

O senso comum da população brasileira, mesmo que seja um povo inerentemente conservador, está “formatado” para ir pensando de acordo com as ideologias da esquerda.

Tanto que nesse novo universo mental, até mesmo diante de diferentes sistemas de esquerda se convencionou chamar um deles de “direita” e outra de “esquerda”.

Por isso, chegamos à esse estágio de declínio cultural em que grande parte da população sequer consegue saber o que “direita” significa.

Ser de direita significa ser conservador, um adepto do livre mercado, do estado enxuto, da meritocracia, de uma moral objetiva (e não uma “moral fluida” ou “moral discutida”), etc.

Tanto PSDB como PT não tem absolutamente nada do que se esperaria em um partido de direita.

Nos Estados Unidos, os Democratas são um partido de esquerda, e os Republicanos são um partido de direita.

Vemos isso claramente na obsessão pelo estado inchado dos Democratas, como com o “Obama Healthcare”. E a rejeição ao estado inchado é base das manifestações republicanas.

Enfim, a diferença entre direita e esquerda nos Estados Unidos é claríssima.

Quando um petralha diz que “nos Estados Unidos só há partidos de direita”, ele mente no mínimo duas vezes.

Primeiro, por que na verdade, nos Estados Unidos há direita e esquerda, e isso é visto na diferença radical entre as duas propostas.

Segundo, por que no Brasil, o máximo de “direita” que temos são partidos iguais aos Democratas norte-americanos, portanto não faz sentido chamar qualquer grande partido nacional de “esquerda”.

Enfim, aqui vão duas regras básicas para facilitar a classificação:

  • Se alguém defende o estado inchado, inclusive com manutenção de estatais como Banco do Brasil e Petrobrás na alçada do governo, é de esquerda; se defender a manutenção apenas do básico absoluto com o Estado (como a segurança pública), é de direita;
  • Se vier com conversinhas como “nós lutamos pela justiça social”, é de esquerda, pois qualquer esquerdista tenta “se vender” fingindo que luta por todos, quando na verdade é só busca de autoridade; quem é de direita geralmente diz que “quem trabalha mais, merece mais”, o que pode parecer menos demagógico,  mas é mais realista.

Aplicando essas duas regras, que podem ser sustentadas por qualquer investigação na literatura dos autores de esquerda, vemos que nem PSDB e nem PT são de direita.

Aliás, no Brasil, não há direita.

E precisamos de uma direita ativa para fazer a oposição à esquerda.

Até por que os ideólogos da esquerda estão na espiral da bobagem, até por que é difícil encontrar bobagem maior do que dizer que o PSDB é de “direita”.

Se daqui uns 15 ou 20 anos, tivermos uma elite conservadora para fazer contraposição aos ideólogos da esquerda, talvez deixem de falar tanta bobagem.

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