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Como se fosse um praticante de ski, articulista da Carta Capital mente e comprova todas as teses deste blog quanto a mitomania marxista

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Uma das principais preocupações que um auditor de fraudes deve ter é não só apontar a arquitetura de uma fraude, mas dar demonstrações de sua ocorrência. Caso contrário, qual seria a valia do trabalho do auditor? De que adiantaria investir esforços em investigações de um tipo de fraude se ela NÃO OCORRE?

Só que, desde que estudo esquerdistas, tem sido muito fácil encontrar as evidências das fraudes cometidas por eles, mostrando que minha tese de que não há debate a partir de esquerdistas (mas guerra política), segue extremamente sólida.

A revista Carta Capital, órgão do governo petralha, é o periódico mais esquerdista atualmente no cenário nacional. Obviamente, seria aquele a propagar mais mentiras contra os rivais, mesmo que o rival, no caso, seja uma publicação de esquerda moderada, a Revista Veja. Esta última tem um perfil completamente progressista, a la Obama (aliás, eles amam Obama de paixão), enquanto a primeira tem orientação marxista. E, como já mostrei no post anterior, Lenin orientou seus adeptos a mentirem o máximo que conseguirem contra os oponentes. Dito e feito.

Em um texto publicado na última edição da revista, “O Efeito Skuromatic”, a Carta Capital adotou a postura que podemos categorizar como a estratégia Baixaria Total. Sabe aqueles fóruns de Orkut que servem somente para a guerra política entre pessoas que apelam à baixaria o máximo que conseguirem? É exatamente isso que a Carta Capital tentou fazer.

Vamos começar a investigação:

Os editores de revista Veja andam assistindo a filmes de ação demais. No afã de se defenderem sem dar explicações plausíveis para a íntima relação de um jornalista da semanal com um contraventor preso – e diante da reação a essa promiscuidade na internet –, construíram um roteiro de terror B que até Zé do Caixão se recusaria a filmar. A tese era a seguinte: robôs controlados por uma militância esquerdista raivosa teriam inundado a internet com mensagens de ódio para atacar a imprensa livre. Esses robôs (em forma de aranhas? Ou de formigas?) seriam guiados por maléficos seres que tiveram seu cérebro derretido por excessiva leitura de terroristas do calibre de Antonio Gramsci, defensor da eliminação física, mental, espiritual e literária de seus adversários. E o futuro da humanidade estaria sob risco, caso esse exército de seres inanimados e vampirescos vencesse. É uma mistura de O Ataque das Aranhas Gigantes, Exterminador do Futuro e Plano 9 do Espaço Sideral (título em português de um dos clássicos do rei do cinema trash, Ed Wood).

A estratégia utilizada acima é a Simulação de Falso Entendimento.

Quando se menciona o termo “robô”, em termos de Internet, obviamente se fala em máquinas virtuais, que executam scripts automatizados. Estes scripts servem apenas para poupar a ação humana de manualmente executar certas operações. Basta ler um pouco sobre automação de testes na Internet e saber que ao mencionarmos “robôs” e “máquinas virtuais” no ambiente virtual, não estamos falando de robôs no estilo do filme “Gigantes de Aço”.

É claro que a Carta Capital sabe disso, mas está executando um truque, confirmando o que sempre falo: NÃO HÁ debate com esquerdistas. Há uma série de artimanhas e truques que devem ser desmascarados. É Lênin 100% na veia.

Obviamente, existem outros truques no meio, como por exemplo a ampliação indevida da relação de um jornalista com o Cachoeira. Se este último foi utilizado apenas como informante, não há nenhuma contravenção realizada pela Veja. Mas, como sempre, o truque da Carta Capital é mentir em sequência.

Para piorar, a Carta Capital considera “refutada” a afirmação da Veja sobre os “robôs virtuais” apenas pelo truque de simulação de falso entendimento, e a partir daí tenta tomar a prova pela tese, em mais um estratagema erístico. Nisso, tentam transformar todas as investigações sobre Antonio Gramsci em falsas, como a seguir: “[…] seriam guiados por maléficos seres que tiveram seu cérebro derretido por excessiva leitura de terroristas do calibre de Antonio Gramsci, defensor da eliminação física, mental, espiritual e literária de seus adversários. ”

Nem de longe. É possível que tais “robôs” sejam programados pelo próprio Partidão, e portando nem seria preciso do uso de militantes que tiveram seu cérebro doutrinado por Gramsci. Estes últimos são os funcionais. Aliás, são outro tipo de “robôs”, mas aí já falamos de uma metáfora para descrever pessoas doutrinadas, assim como eram os fiéis do Revendo Moon e de Jim Jones.

Como se vê, é fácil demais desmascará-los.

Sigamos:

Ainda no sábado 12, mal a revista aportara nas bancas de todo o País, a tese dos robôs virou piada na internet. Uma das supostas máquinas, a usuária do Twitter @Lucy_in_Sky se identificou em entrevistas a blogs. Foi seguida por centenas de outros internautas que postaram mensagens na linha “eu sou um robô”. Prova de que na rede mundial a desmoralização vem a jato supersônico.

Esperem aí, vamos com calma. Obviamente que na guerra política, cada lado tem o papel de ridicularizar o outro lado. Essa é a arquitetura de qualquer guerra política. Se os militantes do PT propagaram a estratégia de fingir que os “robôs” relacionados à ação de Internet eram similares aos do filme “Eu, Robô” com Will Smith, isso não é VALIDAÇÃO de coisa alguma. Portanto, o parágrafo acima não prova nada a favor de Carta Capital ou contra a Veja. É apenas mais uma provocação de parquinho.

Mais:

A revista, uma das primeiras publicações a apoiar com entusiasmo o então candidato Fernando Collor de Mello, se diz responsável por sua queda. A respeito do apoio a Collor, vale lembrar uma entrevista de Roberto Civita, publisher da semanal, sobre seu primeiro encontro com o ex-presidente: ao conhecer o alagoano ele teria se sentido como uma adolescente de 16 anos. A citação é literal. Sobre a queda de Collor é preciso lembrar. A entrevista de Pedro, irmão já falecido do ex-presidente, afora alguns detalhes sórdidos, não iria produzir nenhum efeito no processo de impeachment. O que mudou a situação do chefe do Estado foram as declarações do motorista Eriberto França, descoberto pela IstoÉ. Após as denúncias do motorista, a situação de Collor ficou insustentável e o presidente foi obrigado a renunciar para não ser cassado.

Caramba! Aqui é preciso até ir com calma, já que existem alguns truques em sequência na frase acima.

Uma admiração pessoal de Roberto Civita por Fernando Collor não serve como prova de nada. Não existe absolutamente nada em termos jornalísticos dizendo que editores de revistas não podem nutrir admiração por figuras públicas. Mas o fato é que a Veja pode até ter apoiado Collor, mas publicou denúncias das fraudes cometidas por ele (inclusive a entrevista bombástica de seu irmão), que foram vitais no processo de impeachment de Collor. E as declarações do motorista Eriberto França, mesmo que ele tenha sido “descoberto” pela IstoÉ, foram propagadas na Veja também.

Isso é TOTALMENTE DIFERENTE da postura da Carta Capital, que tenta publicar notícias sobre Cachoeira em quantidade, ao mesmo tempo em que ESCONDE qualquer notícia sobre o Mensalão, que corre o risco de prescrever.

Não que eu tenha procuração para defender a Veja, publicação em relação a qual nutro várias suspeitas. Mas é evidente que, como esquerdista moderada, a Veja jamais descerá de nível tanto quanto a Carta Capital, que protege criminosos sem ficarem ruborizados.

As referências a Gramsci são patéticas, apostam na ignorância dos leitores. O mais grave, porém, foi a defesa mal disfarçada da censura na internet. Um contrassenso para quem diz defender com denodo e coragem a liberdade de expressão. Em poucas linhas, Veja lamentou a falta de uma “governança” na rede mundial de computadores, seja lá o que isso signifique. É preciso perguntar, a essa altura, quem tem arroubos totalitários.

Que raio de investigação é essa que apresenta as refutações sobre supostas “referências erradas” a Gramsci dessa forma? Olhem a refutação: “As referências a Gramsci são patéticas, apostam na ignorância dos leitores.”.

Não, mil vezes não. Mas de jeito nenhum. Ninguém em sã consciência chamaria o trecho acima de uma refutação. Lembremos que uma refutação precisa ser ESPECÍFICA. Deve apontar a declaração e mostrar as falhas nela, de forma clara para que os leitores possam observar. E não dizer que “são patéticas”. Isso seria aceitável até em uma conversa de boteco, para defender o Partidão, mas jamais ser parte de um texto investigativo.

Outro erro grotesco, que implode toda a iniciativa da Carta Capital é o seguinte: ” Em poucas linhas, Veja lamentou a falta de uma “governança” na rede mundial de computadores, seja lá o que isso signifique. ”

Mas se o autor da investigação diz “seja lá o que isso signifique”, ele simplesmente perdeu TODO O SEU CASO contra a Veja. Não existe isso de “seja lá o que isso signifique” quando se está investigando um ato formal.

Para ter um caso contra a Veja, ele teria que demonstrar EFETIVAMENTE que a declaração de pedido por “governança na Internet” teria o mesmo tom da censura à mídia proposta pelo governo PT. Proposta esta, como sempre, apoiada em uníssono por todos os colunistas da Carta Capital.

Ou seja, não temos certeza se o termo “governança”, escrito pela Veja, possui a conotação de censura na Internet. Em contrapartida, temos CERTEZA de que as iniciativas do PT a favor de controle da mídia são censura efetiva.

Notem quando a Carta Capital escreve “É preciso perguntar, a essa altura, quem tem arroubos totalitários”. Na verdade a pergunta é outra. Já sabemos que a Carta Capital, por apoiar o Partidão, tem arroubos totalitários. Resta a dúvida se a expressão “governança”, escrita pela Veja, denota as mesmas intenções. Quanto a isso, a Carta Capital não apresentou uma prova sequer a favor de seu caso. 

Espaço de compartilhamento de ideias e informações, a internet é de fato um terreno usado por militâncias organizadas de todas as correntes de pensamento desinteressadas em debater ideias. Protegidos pelo anonimato, cometem as maiores covardias. Mas uma coisa é inegável: são os internautas autoassumidos como “conservadores” (em temas como aborto, sexualidade, liberdades individuais, armamento e religião), aqueles que produzem os ataques mais virulentos da rede.

Aqui é apenas o truque de se “fingir de coitadinho”, ou até a estratégia Gato de Botas. Segundo eles os internautas assumidos como “conservadores”, produziriam os ataques mais virulentos da rede. Mas não apresentam uma prova sequer disso. A afirmação da Carta Capital tem o mesmo valor que a leitura na borra de café. E podemos citar um exemplo em que um esquerdista, Felipe Garcez, cuspiu na cara de um militar octogenário, sendo apoiado em coro por todos os marxistas. Existem indícios de pessoas da direita apoiando formalmente atos de violência? Difícil. O que faz mais uma mentira da Carta Capital ir para a vala…

Brasil tem cerca de 300 células neo-nazistas. Em entrevista recente concedida ao site de CartaCapital, a antropológa Adriana Dias, mestre pela Unicamp e estudiosa do tema há dez anos, lista cerca de 150 mil brasileiros que baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet. O número de sites, segundo a antropóloga, passou de 8 mil a 32 mil. Segundo a pesquisa, esses militantes são brancos, homens, jovens, com ensino superior (completo e incompleto), ligados à religião e demonstram ressentimento pela suposta perda de poder – o que explica os ataques a grupos de esquerda, nordestinos e integrantes da nova classe média. Cerca de 90% dos grupos atuam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Só que o nazismo é um movimento de esquerda, conforme já demonstrado várias vezes por aqui. É uma religião política da mesma natureza que o marxismo. Obviamente, a contagem de crimes do marxismo é muito maior. Mesmo assim, o nazismo é abjeto. De qualquer forma, os “ataques” a nordestinos e “integrantes da nova classe média”, mesmo sendo abomináveis, ainda não alcançam a quantidade de violência praticada por marxistas contra os que não os apóiam (o caso de Felipe Gardez, que forneci anteriormente, é um exemplo disso). A citação de existência de nazismo não é um indício de conservadorismo, mas de esquerdismo. Apenas de um tipo diferente do que o marxismo. E ambos competem por número de atrocidades, embora o marxismo ainda siga na dianteira no quesito violência.

Na esteira desse movimento, a atuação cada vez mais intensa de quadrilhas neonazistas foi alvo, em dezembro de 2011, do maior pico de denúncias dos relatórios da Safernet, organização que monitora crimes de ódio na rede. Segundo a associação, toda vez que figuras como o ex-militar Jair Bolsonaro, deputado federal pelo PP do Rio de Janeiro, faz declarações racistas/homofóbicas em público, uma avalanche de manifestações dessa natureza é despejada na internet. Segundo Thiago Tavares, presidente da Safernet, é como se a atitude encorajasse os grupos de ódio a sair da toca e transformassem ferramentas como o Twitter em campo de batalha.

Aqui é mais um truque. As declarações de Jair Bolsonaro não possuem nada de racismo nem homofobia. Aqui temos portanto um exemplo de denunciação caluniosa da esquerda. Só um detalhe: estão contando os truques da Carta Capital? Até agora, nenhum parágrafo passou no crivo sem ter ao menos um truque desonesto identificado por lá.

Sigamos:

Uma militância virtual que começa a ameaçar o mundo real: em 22 de março deste ano, a Polícia Federal prendeu dois homens acusados de planejar, a partir da rede, um ataque em massa contra estudantes de Ciências Sociais na Universidade de Brasília. Para a dupla, a faculdade era um antro de comunistas e gays.

Lembremos que o tal “ataque em massa” nem ocorreu. Ao contrário do ataque aos militares praticado no Rio de Janeiro. Portanto, temos um caso de “ameaça”, enquanto que do lado dos marxistas, a ameaça se materializou. De qualquer forma, como já demonstrei aqui, os nazistas que iriam atacar a UnB, eram na verdade esquerdistas. É como aquele ditado popular: “Eles que são brancos que se entendam”. Aqui é o seguinte: “Eles que são esquerdistas que se entendam”.  

A coisa fica ainda mais bizarra a seguir:

De acordo com os relatórios, uma simples partida de futebol é suficiente para despertar os crimes de ódio pela internet: logo após o Ceará eliminar o Flamengo pela Copa do Brasil, em maio de 2011, a ONG recebeu mais de 5 mil denúncias sobre perfis do Twitter que incitavam a violência contra nordestinos. Fenômeno similar foi observado pouco antes, em novembro de 2010, na eleição de Dilma Rousseff – que teve maior votação proporcional no Nordeste. Foram quase 3 mil denúncias de manifestações preconceituosas na rede social no dia seguinte à sua eleição.

O truque aqui é fingir que quantidade de denúncias é o mesmo que quantidade de ocorrências. Na verdade, não é. O fato é que existe um sentimento anti-São Paulo, em muitos estados, e uma militância focada em amplificar os casos ocorridos contra nordestinos (pois é uma técnica leninista criar vários grupos em conflito em um país, para desestabilizá-lo). É por isso que as violências cometidas contra os religiosos são denunciadas em muito menos quantidade que as violências contra gays.

Diante disso, não há evidências mostrando que há mais menções desfavoráveis a nordestinos (praticadas por paulistas), do que menções desfavoráveis a paulistas (praticadas por nordestinos e outros não-paulistas). Sendo assim, o “caso” da Carta Capital novamente se esvai em cinzas.

O caso mais emblemático foi a da estudante de Direito Mayara Petruso, que, inconformada com o resultado da eleição, escreveu no Twitter: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!” a quarta-feira 16, a Justiça Federal de São Paulo a condenou por crime de discriminação e preconceito. Ela deverá pagar multa, que será destinada a uma ONG que combate crimes cibernéticos, e prestar serviço comunitário. O Ministério Público Federal achou pouco, e promete recorrer.

A afirmação acima novamente não prova nada a favor do “caso” da Carta Capital. Uma busca no Google foi o suficiente para encontrar um tópico no Orkut dizendo “Ódio aos paulistas e cariocas”. A diferença é que alguém propagando ódio aos nordestinos é condenado por discriminação e preconceito, mas alguém propagando o mesmo contra paulistas NÃO É. Ou seja, a Carta Capital omite todas as discriminações aos paulistas, e só considera como válidas para análise as discriminações aos nordestinos, configurando-se ela própria COMO PRECONCEITUOSA. Ou seja, além de perder seu “caso”, descobre-se mais uma faceta perigosíssima da mentalidade marxista existente lá. Para eles, o preconceito é aceitável, desde que sirva à causa. É fato: Lênin é o Jesus dos marxistas…

As demais dramatizações (como choradeiras por críticas a Dilma, que, ao que parece, é sacrossanta para a Carta Capital, e portanto não pode ser objeto de ridicularização na Internet) são irrelevantes, portanto vamos ao próximo ponto:

Nem por isso pediu-se censura à rede. Até porque os boatos não caíam do céu: na eleição, os partidos escalaram militantes para monitorar permanentemente o humor das redes sociais. O QG tucano, por exemplo, era comandado por Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC. À sua disposição havia uma equipe de ao menos 50 militantes, dividida em turnos, para alimentar as redes sociais, sobretudo o Orkut e o Twitter.

Na verdade, o PT pediu o controle da mídia. E, obviamente, por ter um aparato virtual melhor, parece que o foco petralha não está tanto na Internet. Detalhe: uma equipe de 50 militantes do PSDB é irrisória perto dos milhares de petralhas que atuam na rede. O que configura, mais uma vez, que a denúncia da Veja sobre os “robôs” do PT é acertada. Resumo: a Carta Capital dá um tiro no próprio pé.

O texto ainda segue com repetições do fingimento de que a Veja pediu “censura à Internet”, e repete a mentira em vários parágrafos.

Ou seja: quem se sente injuriado ou ofendido, como no caso da atriz [Carolina Dieckman]  tem direito de pedir providências à Justiça sem necessariamente ferir o direito individual de outros usuários. Foi o que fez o jornalista Luis Nassif após uma série de ofensas escritas pelo braço armado da revista Veja (ironia) na blogosfera. Nassif atribui a esses soldados virtuais (seriam robôs-aranhas? ou formigas?) a origem de parte dos preconceitos manifestados pela rede. “Eu também sofri com as baixarias publicadas por Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Esse clima quem implantou foram eles.”

Eu já tratei a questão no post anterior. O fato é que Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo FINALMENTE estão respondendo aos ataques petralhas. Os marxistas não estavam acostumado a serem respondidos. Eles atacavam, e os conservadores ficavam calados. Quando estes passaram a responder, esquerdistas usam o dramalhão. Mas basta ler o blog de Luis Nassif para ver que, em termos de discurso assertivo (que ele rotula de “baixarias”), ele não perde para os dois citados. A dupla, no entanto, perde para o kulambista Paulo Henrique Amorim, que leva o debate para o território da baixaria absoluta.

A contradição parece de fato um patrimônio para quem agora defende a proximidade de seu principal jornalista em Brasília com um contraventor. O mesmo juízo não impediu a revista de denunciar, em reportagem de 2001, o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte. Na época, Boechat editava no jornal O Globo uma prestigiosa coluna de notas políticas e econômicas e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos a Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados por Veja. Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil. Foi o suficiente para Veja acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial. A família Marinho, que agora defende a Veja, demitiu Boechat. Vale lembrar: sua fonte era um empresário, de métodos controversos, mas não um contraventor.

Agora, temos um problema de ausência de senso de proporções, mais um sintoma que acomete os marxistas. A Revista Veja publicou informações sobre a conversa de Boechat com Paulo Marinho, e lançou a notícia: do favorecimento de um dos lados em uma disputa empresarial. Se a família Marinho demitiu Boechat isso são outros quinhentos.

Esse fato não tem relação alguma, em termos de proporções, para ser usado em comparação com o fato de que o Partidão, aliado à Carta Capital, tenta CRIMINALIZAR a Revista Veja por causa de um jornalista seu, Policarpo Junior, usar Cachoeira como informante. Aliás, a própria CPI, totalmente aparelhada, desistiu de levar a frente a tentativa puramente política em tornar o uso de informações de Cacheira pelo jornalista como um item da investigação do caso Demóstenes.

Quer dizer, a relação entre Boechat e Paulo Marinho não tem nada a ver com a relação entre Policarpo e Cachoeira. A Veja não propôs nenhuma ação criminal e nem tentou usar o caso de forma puramente política para apoiar um partido no poder. A Carta Capital está fazendo isso. Tentar usar o caso Veja X Boechat para justificar a baixaria absoluta da Carta Capital, em aliança com o Partidão, é uma evidência clara de ausência do senso de proporções.

Para Nassif, as últimas edições de Veja revelam o baque de uma publicação que, segundo ele, desde a Operação Satiagraha tem perdido legitimidade. Segundo o jornalista, a revista dá sinais de não ter “estratégia de enfretamento de crise” a cada edição. Ao declarar guerra às redes sociais, afirma, a semanal passou “um baita recibo”: na base de textos “infantilizados”, só despertou a atenção de seus leitores ainda não conectados à internet sobre o que acontece nas redes. Isso num momento em que, segundo ele, cada vez mais leitores correm para a internet em busca de informação diversificada.

Aqui, novamente, a manutenção da mentira, mostrando que Nassif, ao contrário do que ele afirmou, realmente apela à baixaria. Elementar. Não existiu nenhuma “guerra às redes sociais”, mas a identificação de uma militância e o uso de “robôs”. Conforme exemplarmente denunciado por Reinaldo Azevedo, temos aqui identificação narra um fato.  E contra fatos não há argumentos.

Finalizando:

Amadeu acredita que a revista reage às novas formas de comunicação porque percebeu não ter o controle do canal de interlocução. Pior: disputa agora com centenas de pessoas a influenciar outros milhares. “É uma reação típica de quem não é acostumado a conviver com o debate amplo na sociedade. Esses debates que antes eram feitos no boteco, hoje são feitos nas redes. E a Veja não queria conversar com ninguém.” E completa: “Não me lembro de ver nem o Berlusconi reagir dessa forma, depois de ser criticado como foi na internet. Nem o Rupert Murdoch”.

Espere aí, espere aí…

A matéria começa tentando refutar a existência de “robôs” (sejam o uso de máquinas virtuais, sejam o uso de milhares de doutrinados de fato), e ao final confessa o crime? Vejam: “disputa agora com centenas de pessoas a influenciar outros milhares”.

Quer dizer, os caras, no final:

  1. Confessam que existe um aparato para militância petralha na Internet
  2. Reconhecem a estratégia gramsciana de tomada de posição 

É o momento em que o fraudador se orgulha demais de sua fraude, e comete atos falhos, fechando o caso mostrando que a Carta Capital não conseguiu refutar a denúncia da revista Veja. Pelo contrário, a endossou.

Os principais truques identificados aqui foram: falsas analogias, simulações de falso entendimento, aconselhamento do oponente (falarei disso no futuro, como exemplo em que Nassif diz como a Veja “deveria agir”, o que não passa de truque psicológico), citações seletivas de fatos, vitimismos, coitadismos e daí por diante.

É por isso que defino o cético conservador, conforme defendido por este blog, como um denunciador de rotinas, e nada mais.

Ao ler um texto como esse da Carta Capital tenho a mesma sensação de Dexter neste post. É como observar movimentos de um praticante de ski. O articulista da Carta Capital pula de uma mentira para outra provavelmente sem ficar corado. Entendem por que eu digo que Lenin ficaria orgulhoso desses sujeitos?

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Quando esquerdistas reclamam que o “debate está polarizado”, isso é um bom sinal

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Imagine aquela situação onde um grandalhão da escola (daremos o nome a ele de Ricardo) costumava bater em um garoto franzino (daremos a ele o nome de Julio).

Depois de apanhar várias vezes, Julio revida e dá uma surra em Ricardo. É quando a turma de Ricardo aparece para apartar e dizem que “a briga entre os dois é absurda”.

Note que nessa situação, os amigos de Ricardo jamais fizeram nada para “apartar brigas” quando Ricardo estava batendo. Nessa época, tudo era lindo e maravilhoso. Mas foi apenas no momento em que Julio revidou que “ambos deveriam parar de brigar”.

Você deve estar se questionando o que uma hipotética história de brigas escolares tem a ver com a guerra política entre esquerda e direita?

Simplesmente tudo.

O fato é que, depois de décadas e décadas de domínio esquerdista na mídia, FINALMENTE os conservadores resolveram contra-atacar com livros provocativos. Ann Coulter recentemente lançou “Demonic”, em que compara os esquerdistas a grupos de mafiosos. Dinesh D’Souza lançou “Enemy At Home”, em que com muita justiça co-responsabiliza os esquerdistas pelo atentado de 11 de setembro. No Brasil, estamos assistindo ao sucesso de materiais como de Leandro Narloch e Luiz Felipe Pondé.

Enfim, os conservadores agora estão adotando a política do “bateu, levou”. Já não era sem tempo.

Por isso, alguns esquerdistas, ao comentarem livros como “Fascismo de Esquerda”, de Jonah Goldberg, protestam dizendo coisas como: “É, uma pena. Infelizmente o debate está ficando polarizado”.

Na verdade, a discussão entre esquerda e direita sempre foi polarizada. A esquerda demonstra crença no homem, e por isso defende estados inchados. O direitista é contra o estado inchado, pois não apresenta a infantil crença no homem, crença tão amada pelos funcionais esquerdistas. A esquerda ama os criminosos, especialmente os criminosos violentos. Os adeptos da direita querem os criminosos cumprindo penas por um bom tempo, para que eles não saiam estuprando e matando cidadãos que paguem seus impostos. E aí, sucessivamente, é só compararmos as propostas que se torna evidente que a polarização sempre existiu.

O que ocorria antes é que um dos lados estava CALADO, e não respondia aos ataques. Os conservadores assistiam os esquerdistas mentirem sobre eles o tempo todo, como Lenin sugeriu em seu levante revolucionário. Lembremos que Lenin sempre disse que aos esquerdistas não só era lícito mentir sobre os adversários, como também desejável. A partir daí, os esquerdistas sempre seguiram essa regra.

Pelo domínio na guerra cultural, através do domínio territorial em universidades (devido à estratégia gramsciana), era comum ver conservadores acuados ante ao ataque contínuo e desonesto dos esquerdistas. Marcuse, Althusser, Adorno, Foucault… enfim. O material de ataque era farto, e consequentemente a sucessão de truques esquerdistas era multiplicada a cada dia.

Para eles, esse sempre foi o cenário perfeito, já que dentro de cada esquerdista há um totalitário.

Portanto, o mero ato de conservadores responderem à altura, denunciando as mentiras contadas por progressistas, marxistas, humanistas e patota, é inaceitável na visão totalitária esquerdista.

É por isso que agora alguns estão tentando o truque psicológico de reclamar do “debate polarizado”.

Não se deixe enganar por mais essa chantagem emocional que só os esquerdistas são capazes de proporcionar. Se eles estão reclamando do “debate polarizado”, isso nada mais nada menos é um sinal de que finalmente existe um debate, em que os conservadores estão começando a responder à altura todas as fraudes que os esquerdistas tem lançado contra eles.

Assim, essa “denúncia” (do “debate ser polarizado”) é um bom sinal.

Enfim, Malafaia usa a linguagem correta: segundo ele, Jean Wyllys é “safado, mentiroso” em entrevista

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Fonte: IG

Aos 53 anos, o pastor Silas Malafaia não teme polêmicas. Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que neste sábado (19) promove a Marcha para Jesus no Rio, com expectativa da presença de mais de 200 mil pessoas, o religioso é considerado o principal inimigo dos ativistas gays, ao lado do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Malafaia também é contra o aborto. Em qualquer situação. Suas posições marcantes atingem ainda líderes evangélicos, como o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. “Mantenho distância dos dois por causa das posturas desleais que ambos tiveram comigo”, diz.

O pastor está há 30 anos ininterruptos na televisão. Seu programa “Vitória em Cristo” é exibido todos os sábados em três emissoras: Bandeirantes, Rede TV e CNT; e de segunda a sexta-feira, apenas na CNT. A versão dublada é exibida em mais de 200 países. Por seus horários na Rede TV, ele paga R$ 900 mil por mês e, na CNT, R$ 450 mil. Por impedimento contratual, ele não pode divulgar os valores com a Rede Bandeirantes.

Malafaia também não foge de perguntas sobre as doações que os fiéis fazem para sua igreja. “Não posso ficar perguntando a 25 mil membros de onde vem o dinheiro. Mas se um cara chega para mim e diz que fez uma tramoia, não quero. Ô pastor, fiz um negócio aqui com a Delta ou com o Cachoeira…”, debocha.

Filho de um militar da Aeronáutica com uma educadora, ambos evangélicos, e formado em psicologia, Malafaia é casado com Elizete, que conheceu aos 14 anos, e tem três filhos com ela. Com forte sotaque carioca, utilizando gírias e expressões como “amigo” e “irmão” a todo instante, o pastor conversou com o iG sobre temas variados, entre eles os salários de pastores, política e Igreja Católica. O movimento homossexual, obviamente, não ficou de fora. E sobre o tema, ele faz questão de dizer que, para ele, existem, sim, ex-gays.

iG: Qual é a principal mensagem que vocês vão passar na Marcha para Jesus no Rio?
Silas Malafaia: Ela é baseada em quatro princípios que acreditamos: em favor da liberdade de expressão, da vida, da liberdade religiosa e da família tradicional composta por homem, mulher e seus filhos. Marcamos as posições que defendemos.

iG: Isso ficou claro no evento realizado no ano passado em São Paulo, quando foram abordados temas como a união gay e o aborto. Uma de suas bandeiras é ser contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia. Por quê?
Silas Malafaia: Deixa eu te falar uma coisa, amigo. Os grupos ativistas gays passam de usuários da liberdade de expressão para censores. Essa lei, como está aqui no Brasil, não existe em nenhum lugar do planeta Terra. Ela fere frontalmente a Constituição, é uma piada. A Constituição diz que ninguém pode ser cerceado por convicção religiosa, política ou filosófica. É uma lei do privilégio.

iG: Mas o senhor não acha que deveria ser feito algo para evitar as discriminações e agressões físicas aos gays?
Silas Malafaia: Não desejo que ninguém morra, ok? Mas os homossexuais dizem que foram assassinados 260 deles no ano passado. Cinquenta mil pessoas foram assassinadas no Brasil no ano passado. O número de homossexuais mortos representa 0,52%. Um dado que eles não falam: grande parte das mortes é resultado de briga de amor entre eles. Que papo é esse? No mínimo, uns 50%. Homofobia é falácia de ativista gay para manter verbas para suas ONGs para fazer propaganda de que o Brasil é um país homofóbico. Homofóbico uma vírgula, amigo.

iG: Por causa desses números, que o senhor considera baixos, a lei não precisaria ser criada?
Silas Malafaia: É lógico! E tem outra, amigo. Na lei diz o seguinte: pena de três a cinco anos de cadeia para as pessoas que impedirem a presença de qualquer homossexual em locais públicos de sua relação afetiva. O lugar do culto, o templo, é garantido pela Constituição, mas o pátio da igreja não está. Significa que, se um casal de homossexuais estiver se beijando no pátio da minha igreja e eu colocar para fora, vou pegar de três a cinco anos de cadeia. Que história é essa? É uma aberração! No Brasil, pode-se criticar presidentes, políticos, ministros, pastores, padres, o diabo. Se criticar homossexual, é homofobia. Manda esses caras verem se eu tô na esquina!

iG: O senhor acredita que possa haver ex-gay?
Silas Malafaia: Se você quiser, eu te mostro. Existe uma associação de ex-gays. O cara que preside foi travesti em Roma, com silicone no peito e na bunda (ri). Ele é casado há dez anos. Ser homossexual é um comportamento, como tantos outros. Ninguém nasce homossexual. Não tem ordem cromossômica ou determinismo genético. Mas o cara quer ser gay? É um direito dele. E essa conversa do deputado federal gay de que a igreja evangélica provoca tortura física e psicológica para curar gays? Isso é um safado, mentiroso! Quando é que a igreja força alguém a deixar de ser gay? A igreja não cura, ela trabalha com uma palavra chamada libertação.

iG: E se o seu filho fosse gay, o que o senhor faria?
Silas Malafaia: Amaria 100% e condenaria sua prática 100%. Não deixaria de amá-lo, mas garanto que ia condenar. Há uma ideia na sociedade de que amar é ser tolerante e encobrir o erro do outro. Pelo contrário, amar é dizer a verdade e confrontar o outro para ajudá-lo a ser melhor.

iG: O presidente americano Barack Obama declarou recentemente ser a favor do casamento gay. O senhor acha que essa posição pode fortalecer o movimento gay?
Silas Malafaia: Sim. Mas, pressionado, o presidente Obama está fazendo um jogo de uma cartada de alto risco. Se a eleição americana tivesse um republicano forte, com liderança, jamais o Obama abriria a boca para falar isso. É ruim, amigão.

iG: Ultimamente as telenovelas da Rede Globo costumam contar com personagens homossexuais. Qual é a sua opinião?
Silas Malafaia: (Irônico) Querido, muitos escritores da Globo são gays, né, irmão. O mais famoso deles é gay declarado. Escrevi uma carta para a direção da Globo dizendo o seguinte: imagina se na novela das 18h, das 19h, das 21h e nos humorísticos tivessem personagens evangélicos. Não ia ser uma chatice? Acho que sim. Eles estão caindo no ridículo porque já está ficando chato demais. E outra. Você já viu que os gays nas novelas são politicamente corretos? E os evangélicos são babacas, estúpidos, idiotas. Qual é o objetivo? Irmão, o ser humano é um ser social, que vive de identificação. A televisão é um instrumento poderoso para mudar comportamento.

iG: O senhor costuma dizer que a maior parte dos abortos é fruto de promiscuidade e irresponsabilidade. E em casos de estupro e de bebês anencéfalos, qual é a sua opinião?
Silas Malafaia: Irmão, sou contra qualquer tipo de aborto e te explico o motivo. Na gestação, o agente passivo é a mãe. O agente ativo é o feto, ele não é prolongamento do corpo da mãe. É o bebê que regula a estação da mãe, o líquido amniótico. Se não estivesse protegido por aquela capa, ele era expulso do corpo da mulher como um corpo estranho. Doa essa criança!

iG: Algumas pessoas defendem a ideia de que muitas mulheres morrem em clínicas clandestinas de aborto. Se a prática fosse legalizada, isso não ocorreria. O aborto é uma questão de saúde pública?
Silas Malafaia: Saúde pública é proteger a mãe e o bebê. Não existe saúde pública protegendo a mãe e matando o bebê. Saúde pública é dar vida, longevidade.

iG: Em junho do ano que vem, a Igreja Católica vai realizar no Rio a Jornada Mundial da Juventude, com a vinda do Papa. O que o senhor acha da realização desse evento na cidade?
Silas Malafaia: Parabéns para a Igreja Católica. Acho bacana a conscientização à juventude. Dou parabéns, não tenho nada contra.

iG: Foi veiculada na Rede Record, do bispo Edir Macedo, uma matéria atacando o apóstolo Valdemiro Santiago. Após a exibição, o senhor declarou que era o “sujo falando do mal lavado”.
Silas Malafaia: Eu já defendi ambos em situações difíceis, até de perseguição. Não me arrependo. Critiquei a matéria porque quem é Macedo para falar de Valdemiro? Como ele pode fazer essas acusações? Ele tem que ficar quieto. Com que dinheiro foi comprada a Rede Record? Com a oferta de dízimos. Então ele não tem autoridade para falar. E o senhor Valdemiro, que vem batendo no Macedo, também não tem autoridade para falar. É feio para o Valdemiro cuspir no prato que comeu.

iG: Como é a sua relação atual com eles?
Silas Malafaia: Mantenho distância dos dois por causa das posturas desleais que ambos tiveram comigo. O Valdemiro comprou o meu horário na TV, oferecendo uma quantia maior. Defendo o cara no meu programa quando outros descem o pau nele e ele vai por trás e compra o meu horário? (Indignado) Tenho princípio de caráter e moral, amigo. O Macedo eu defendi, sem ter me pedido, quando ele foi preso. Marquei minha posição. Aí, ele aumentou quase dez vezes o valor do horário que eu tinha na emissora dele para me colocar para fora porque não quis participar de um esquema político.

iG: Como era esse esquema?
Silas Malafaia: Ele queria que eu me candidatasse em 1998 a deputado federal e neguei. Se ele tivesse caráter e falasse que não me queria mais na emissora dele, eu o teria respeitado. Sua atitude não foi só deselegante, como também faltou ética.

iG: Tantos anos depois desse convite, hoje o senhor pensa em entrar para a política?
Silas Malafaia: Amigo, sou pastor. Sou um cara para influenciar, não para ser. Aqui no Estado do Rio, ajudei a eleger meu irmão (Samuel Malafaia – PSD) como terceiro deputado estadual mais votado e ajudei outros três deputados federais. Quero influenciar. Ser, nunca. Nem para o cargo de assistente de carimbador de vereador quero concorrer.

iG: Em 2009, houve uma polêmica com o jatinho que o senhor comprou nos Estados Unidos. Em quais situações ele é utilizado?
Silas Malafaia: Não tenho nada a esconder, irmão. Nunca enganei as pessoas que colaboram comigo. O avião era usado, custou três milhões de dólares e está em nome da Associação Vitória em Cristo. Sou presidente de uma instituição, viajo pra cima e pra baixo, ela tem fundos, meus parceiros são informados do que vou fazer e querem me acusar de quê? O Papa pode andar de jumbo. Mas pastor quando anda de avião é ladrão e está roubando o povo otário que não sabe nada.

iG: Como é o nível de escolaridade dos fiéis da sua igreja?
Silas Malafaia: Amigo, na minha igreja tem desembargador, procurador, empresários, pessoas fazendo doutorado e gente pobre também. A igreja evangélica tem todos os tipos de classe. Pensam que ela é formada por um bando de babacas iletrados e um malandro toma o dinheiro deles e faz o que quer. Igreja, como qualquer entidade sem fins lucrativos, não paga Imposto de Renda, mas é obrigada a declarar o movimento. Se eu estiver fazendo sacanagem, vou para o saco, irmão!

iG: E por que teve tanta repercussão aquele vídeo (assista) em que o senhor pedia um mês de aluguel para plantar a semente da casa própria?
Silas Malafaia: Vai ver o troço, rapaz (irritado). Fiz um vídeo para os membros da minha igreja. Uma campanha: se você acredita e quer, pegue um mês de aluguel, que pode ser dividido por um ano, e semeie pela fé como oferta na igreja, acreditando e crendo que Deus vai abrir uma porta para você ter uma casa própria. É para quem crê. Ninguém é obrigado.

iG: Não são por causa de iniciativas como essa que surgem os preconceitos?
Silas Malafaia: Filho, não posso prometer aquilo que não tenho poder para dar. Uma coisa é dizer (eleva o tom de voz): me dê uma oferta que você vai comprar a sua casa própria. Outra coisa é dizer (abaixa o tom de voz): meus irmãos, quero fazer uma campanha de fé para quem desejar. Se você não crê, não faça. Quer ir à minha igreja para ver os testemunhos de quantas pessoas que moravam de aluguel compraram a casa própria? Irmão, com todo respeito, não sou um pastor analfabeto. Tenho formação. Não sou um mané e nem minha igreja é de idiotas. Se chego na minha igreja e digo que, se o cara der uma oferta, ele ganha aquilo, sou colocado pra fora.

iG: De onde vem o seu dinheiro?
Silas Malafaia: Sou dono da editora Central Gospel. Da igreja tenho direito a salário, mas como estou no projeto gigante de abrir igrejas, abri mão. Sou o pastor que mais vende palestras em DVD e livros no País. No ano passado, só a Avon comprou mais de 500 mil livros meus. Nos últimos cinco anos, vendi em cada ano mais de um milhão de livros. Como tenho outro meio de renda, abri mão do salário da igreja. Não porque ela não quis pagar. Ela paga muito bem a pastor.

iG: E o senhor faz declaração do Imposto de Renda…
Silas Malafaia: Lógico, hermano. Tudo meu, brother, está declarado. Um apartamento que tenho em Boca Ratton, nos Estados Unidos, usado pelo meu filho quando estava fazendo universidade, financiado em 30 anos, consta na declaração de ativos no exterior no Banco Central. Estou muito bem documentado. Meu amigo, o único animal que tenho é um cachorro, não tenho gado, fazenda nem sítio. Moro em uma boa casa em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes (bairro da zona oeste do Rio), que adquiri a cinco ou seis anos. Tenho minha consciência limpa. Sou dono da segunda maior editora gospel do País. Ela fatura mais de R$ 50 milhões por ano. Então acho que posso ter alguma coisinha.

iG: Quanto ganham em média os pastores da sua igreja?
Silas Malafaia: Ninguém ganha igual. Cada um tem o seu valor. Tenho pastores que ganham entre R$ 4 mil e R$ 22 mil. Pastores que mando para outro estado, pago casa, água, luz, escola dos filhos, gasolina. Dou dignidade aos caras. Não trabalho com zé bobão. Tinha dois pastores que eram advogados e possuíam escritórios de advocacia. Cheguei e perguntei: amigo, o que você quer ser? Pastor ou advogado? Qual é teu chamado? Pastor? Então fecha essa porcaria e vem comigo. Não tenho gente que não ia ser nada na vida e virou pastor.

iG: O senhor diz que é o único pastor que fala em valores. Quanto o senhor paga pelo o seu tempo na TV?
Silas Malafaia: Não posso dizer o que pago na Band por regra contratual. Na Rede TV, pago R$ 900 mil por mês. Na CNT, pago R$ 450 mil. Eu dou número, amigo. Não tenho problemas.

iG: Para finalizar, o senhor aceitaria receber dízimo de um político de Brasília?
Silas Malafaia: Amigo, em todo seguimento tem bandido. Pastor, padre, jornalista, médico, advogado e vai embora. Se um cara é membro da minha igreja e dá o dízimo, ele não dá na minha mão. Tenho 25 mil membros. Meu irmão é deputado no Rio. Dá dízimo na minha igreja. Se um cara chega para mim e diz que fez uma tramoia, não quero. Não posso ficar perguntando a 25 mil membros de onde vem o dinheiro. Recebo o dízimo porque não acredito que todo político seja bandido. Se eu souber de onde vem o dinheiro, muda a situação. Ô pastor, fiz um negócio aqui com a Delta ou com o Cachoeira… (ri)!

MEUS COMENTÁRIOS

Embora não concorde com algumas de suas visões, especialmente as da religião tradicional, aprendi a respeitar Silas Malafaia. Especialmente pelo fato dele ter APRENDIDO que está no meio de uma guerra cultural. O mais triste é que muitos conservadores ainda não perceberam esse fato.

Achei particularmente interessante essa parte aqui: “E essa conversa do deputado federal gay de que a igreja evangélica provoca tortura física e psicológica para curar gays? Isso é um safado, mentiroso!”

É SEMPRE ASSIM que os conservadores deveriam ser referir aos esquerdistas. A cada mentira, apontar a mentira e chamar de “safado”, “mentiroso” e “desonesto”.

Não há erro algum em fazer isso. Na verdade, o erro é deixar de fazê-lo.

Seria como se um auditor descobrisse uma fraude, soubesse que está diante de uma fraude, e a reportasse como um pequeno erro de juízo, ou até mesmo não a reportasse. Poderíamos considerar esse auditor como alguém omisso e parcialmente responsável pelas fraudes que advirão do mesmo fraudador, que deveria ter sido denunciado. O correto é denunciar a fraude e apontar o desonesto como um “fraudador”.

Enfim, a regra é clara: sempre que um esquerdista cometer uma safadeza, apontá-lo como “safado” é a única opção politicamente aceitável.

Com o tempo, isso se torna uma prática (para mim já se tornou) e não mais discutiremos com esquerdistas, mas apenas reportaremos as fraudes, mentiras e desonestidades deles para a platéia, utilizando a perspectiva do triângulo para debates.

Malafaia, ao que parece, já aprendeu a lição.

Pode um suposto direitista vira latas questionar a esquerda?

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O leitor Marcos escreveu uma mensagem, que reproduzo abaixo:

Sem dúvida, pra mim, tu tem contribuído muito na questão de discurso e comportamento. Mas não te vejo como completo conservador. Talvez você seja um esquerdista tentando tornar-se conservador, ou um cara da direita da esquerda [risos]. Não me leve a mal, nem te conheço, mas é que vejo muita gente que pretende ser conservador proferindo discursos revolucionários, a esses chamo direita da esquerda enquanto o totalmente esquerdista é esquerda da esquerda[ risos]. Sempre leio teus artigos com desconfiança, justamente por ver idéias que não me parecem conservadoras. Explico…

Na minha opinião, você não é bem um conservador, pelo menos não um conservador devotado à verdade.

Penso que conservador é conservador por se esforçar em agir de acordo com a verdade. Quero dizer, o conservador quer conservar a verdade e a sanidade. Vou tentar me explicar melhor.

Você disse: “Acredito que o aborto deva ser liberado para os casos em que o bebê não sinta dor.”

Pra mim, isso não é discurso conservador, pois abortar forçadamente é contra a natureza da gravidez, contra a natureza da coisa é o que posso dizer contra a verdade.

Você disse: “Em relação aos direitos dos gays se casarem e adotarem crianças, eu acho aceitável”.

O casamento homossexual também é anti-natural, e deve ser tratado com distinção do matrimônio que é a união entre homem e mulher com fins de gerar filhos, ou seja, uma família natural. Filhos é algo que a união homossexual não pode fazer, o natural é a criança ter pai/homem e mãe/mulher. Portanto, penso que o conservador não deve promover adoção para solteiros, nem para casais homossexuais, pois na verdade não é solteiro ou em união homossexual que se consegue filhos.

Não pretendo entrar na discussão sobre aborto e casamento homossexual, mas demonstrar como vejo o que é o pensamento conservador, ou seja, um servo da verdade.

Bem.. é isso.

Se você viu algum erro meu de definição ou raciocínio, e tiver paciência, mostra-me.

Valeu pelo teu esforço nesse blog, até mais.

Esse comentário teve alguns pontos interessantes, que devo discutir. Alguns dos quais acho absurdos, outros razoáveis.

Segundo ele, há suspeitas sobre pessoas de direita que “proferem discursos revolucionários”. Bem, não creio ter proferido qualquer discurso deste tipo aqui.

Quando eu afirmei “Acredito que o aborto deva ser liberado para os casos em que o bebê não sinta dor”, ele comentou o seguinte: “Para mim, isso não é discurso conservador, pois abortar forçadamente é contra a natureza da gravidez, contra a natureza da coisa é o que posso dizer contra a verdade.”

O problema é que minha OPINIÃO a respeito do aborto não é um argumento, e nem tenta ser um discurso. Tanto que declinei de apresentar argumentos a favor do aborto, principalmente quando bons argumentos CONTRA o aborto foram colocados aqui. Logo, se reconheço ter apenas uma OPINIÃO, não tenho um DISCURSO pró-aborto.

Quando Marcos diz que o casamento homossexual é “anti-natural”, eu concordo com ele. E também acho que deva ser tratado com distinção do matrimônio. Alias, eu nem chamaria de “casamento”. No máximo, uma união por contrato, e com direitos, por exemplo, de herança. Tudo isso, é claro, mantendo o pleno direito dos casais conservadores acharem tudo isso ridículo, como eu também acho. Até pela dinâmica social, a visão sobre um casal de gays não é nada favorável. (Aliás, a maioria dos jogos amorosos estudados pela dinâmica social levam em conta a diferença entre homem e mulher para os jogos de corte)

Como já expus no texto “O Novo Herege: Aborto, Eutanásia, Drogas, Casamento Gay e um Método para o Ceticismo”, minhas posições em relação ao aborto e casamento gay são bastante díspares daquelas promovidas pelos esquerdistas.

Seja lá como for, vamos supor que eu fosse, conforme diz Marcos, um direitista “vira latas”.

Imaginemos, então, um ateu que resolvesse questionar a religião tradicional e fizesse questionamentos realmente incisivos a ela. Suponha também que, tempos depois, este ateu descreva aspectos espirituais. Aliás, até Sam Harris fez isso no final de seu livro “A Morte da Fé”.

Tecnicamente, eu já demonstrei que os argumentos de Harris são bem ruins. Mas se os argumentos fossem bons, não é o fato dele ser um “ateu vira latas” que tornaria seus argumentos ruins.

Da mesma forma, suponhamos agora que eu fosse um “esquerdista”. Ora, no máximo o que teríamos é o fato de um esquerdista que resolveu questionar os argumentos da esquerda de forma contundente. No máximo, teríamos um esquerdista fazendo o serviço que OS DIREITISTAS DEVIAM ESTAR FAZENDO.

Mas, enfim, não sou esquerdista e não vejo no que uma opinião (e não um argumento) a respeito do aborto, além de uma concessão (com muitas reservas) à união entre gays, me tornaria um esquerdista.

Agora, suponhamos que eu fosse talvez um “direitista de segunda categoria”. Quais os critérios para avaliação? Qualidade dos questionamentos aos esquerdistas? Quantidade de desmoralizações feitas aos esquerdistas? Em relação a quesitos como esse, modéstia a parte, eu supero alguns direitistas “puro sangue” que acabei encontrando pelas interações virtuais, especialmente em redes sociais.

O massacre cambodjano como um “case” de sucesso da esquerda

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Esquerdistas costumam ficar corados quando lembramos de casos como o massacre cambodjano praticado pelo Khmer Rouge. Na verdade, estão apenas escondendo as intenções inerentes ao esquerdismo.

No Cambodja, o Khmer Rouge conseguiu a proeza de realizar o maior genocídio proporcional da história recente. Isso por que, com praticamente 2 milhões de mortes, conseguiu eliminar 1 terço da população do país com massacres, fome e principalmente execuções nos campos de extermínio.

É precipitado afirmar que os esquerdistas funcionais QUERIAM matar todos esses 2 milhões. Particularmente, acho difícil. Mas os beneficiários, obviamente, aproveitam a catarse gerada por esses movimentos para enfim fazem o que quiserem.

Para isso, temos que tirar o véu do sagrado com que os esquerdistas tentam esconder o que é o esquerdismo na prática: é tanto a definição da religião política como um todo, como também engloba um discurso feito para atender aos objetivos dos beneficiários a partir do USO dos funcionais que acreditam nesse discurso.

O objetivo final é sempre a obtenção do poder. Para os beneficiários, naturalmente.

Qualquer um que atue com a gestão por objetivos, sabe que no mundo corporativo os objetivos podem ser atingidos de acordo com vários níveis de sucesso, indo do fracasso até o sucesso absoluto.

O lançamento de um produto no mercado, por exemplo, pode ter como objetivo tornar uma empresa líder em seu nicho de mercado. Se a empresa conseguiu apenas ficar em segundo ou terceiro lugar, é um sucesso relativo. Se ocupa a dianteira, é o sucesso absoluto EM COMPARAÇÃO ao objetivo.

Enfim, sempre temos parâmetros para medir o que é sucesso em relação aos objetivos, e qualquer corporação sabe fazer isso facilmente.

No caso da esquerda, o sucesso é medido no grau de poder que os beneficiários conseguem. Graus mais altos de sucesso são aqueles em que os esquerditas conseguem eliminar a voz da oposição.

Vamos a alguns exemplos. Em tempos de sucesso esquerdista, Obama está em nível inferior a Lula e Dilma, isso por que ele não consegue garantir sua presença no poder com tanta facilidade (a disputa com Romney está apertada). Talvez ele não tenha conseguido aparelhar o estado conforme queria, embora tenha muitos adeptos da mídia a seu favor. Resumindo: em termos de “espaço” demarcado, Lula e Dilma se saem melhor que Obama.

Já a dupla petralha não tem tanto sucesso quanto Cristina Kirchner, que hoje consegue estatizar empresas, de forma criminosa, e ainda censurar o Clarin. Mesmo assim, Cristina ainda perde para Chavez. Este já consegue levar para a cadeia seus adversários políticos. Mas Chavez é superado por Fidel e Raul Castro, dupla que tem ainda mais facilidade ainda para colocar seus adversários políticos na cadeia.

Em termos de sucesso, todos os acima são superados pelo trio Hitler, Stalin e Mao. Estes conseguiram implementar o esquerdismo com tanto sucesso que chegaram à ditaduras formais. Os genocídios nesses países foram apenas consequencia desse poder obtido.

Mas o Khmer Rouge superou todos estes em sucesso pelo fato de conseguir obter o poder totalitário em um país SEM VISIBILIDADE. Ou seja, o mundo não ligava mais para o que acontecia no Cambodja, enquanto que na Alemanha Nazista, Rússia e China estes ainda faziam truques para esconder suas atrocidades do mundo. Por essa falta de visibilidade para o mundo exterior, dentre muitos outros fatores, o Khmer Rouge é o maior caso de sucesso do esquerdismo. Nunca tanto poder foi obtido por um grupo usando o paradigma de esquerda.

O genocídio de tamanha escala foi apenas a consequência desse poder conseguido. Só é possível exterminar um terço de um país quando não há limites impostos a quem está no poder, e este poder era tamanho que a oposição inexistia. O extermínio dos adversários é inerente à espécie humana, uma espécie predatória não só das outras espécies, mas especialmente de SUA própria espécie. É exatamente por isso que adeptos da direita torcem tanto para que grupos não obtenham poder de forma totalitária.

O fato é que os esquerdistas, ao “se envergonharem” do caso do Cambodja, estão apenas chorando lágrimas de crocodilo.

Se o objetivo era dar o poder totalitário a um grupo, não dá para achar nenhum outro grupo tão bem sucedido quanto o Khmer Rouge.

Castro, Kirchner, Lula… chorem de vergonha. É preciso ainda comerem muito feijão com arroz para conseguirem tamanho sucesso quanto o Khmer Rouge conseguiu.

Eu, Esquerdista

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Já sei que uns se assustaram com o título, talvez pensando “Terá o Luciano se convertido aos dogmas de Marx?”. Nem de longe. Mas o fato é que já fui esquerdista no passado. E do tipo mais radical: marxista.

Eis que pensei: por que não compartilhar alguns dos feelings que eu possuía nesta época, tentando passar um pouco da percepção que existe dentro da mente esquerdista? E é claro que esse sentimento era compartilhado por colegas também marxistas.

E já vou avisando: SIM, É UMA EVIDÊNCIA ANEDOTA. Mas basta compararem com os esquerdistas que vocês acham na Internet e vejam se o modelo de comportamento bate ou não bate.

Uma das coisas que eu me lembro, por exemplo, era o fato de torcer a favor do MST. Na época, meu pai me dizia: “Você acharia correto se invadissem sua casa?”, no que eu respondia: “Mas aí é diferente, a lei não vale, pois é revolução!”.

Quer dizer, o senso de justiça era sempre invertido. O que era a favor “da causa”, estava acima da lei. Novamente, basta observar o comportamento da totalidade dos esquerdistas, que a suposta evidência anedota vira apenas a descrição de um padrão.

Outro ponto que comemorei, em 1989, foi a compra da TV Record por Edir Macedo. Na época, eu odiava a religião (naturalmente). E também odiava a Rede Globo. Na época, vibrei pelo fato de que Macedo poderia ajudar a “derrubar” a Globo. Ora, se eu odiava a religião, por que eu ficaria a favor de Edir Macedo? Motivo: a “causa” envolvia ser contra a Rede Globo. Então, obviamente todos os atos estavam a priori justificados. Até torcer para o Edir…

Quando Collor venceu a eleição, obviamente a culpa era… da Rede Globo.

Aliás, quando Collor trouxe Miriam Cordeiro, ex-esposa de Lula, para a campanha política de 1989, fiquei com raiva dela. Quer dizer, falar mal de Lula era uma blasfêmia. Veja o vídeo abaixo:

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Confesso que Collor jogou baixo, mas isso é jogo político. Não havia motivo racional para tomar Míriam como se fosse a “encarnação do mal”.

Como bom esquerdista de perfil marxista, eu citava os “selling points” de Cuba (como a inexistência de analfabetos e a saúde de graça para todos), enquanto odiava os Estados Unidos. Na Guerra do Golfo, torci para o Iraque. Achava que seria um “segundo Vietnã”, e que os iraquianos dariam uma sova nos norte-americanos. Não deu certo.

Para mim, Israel era um país terrorista. E, é claro, os Estados Unidos TAMBÉM eram terroristas. Não cobre lógica de mim naquela época. Lembre-se, eu era esquerdista.

Lá no início dos anos 90, comecei a abandonar o esquerdismo. Foi a época em que comecei a trabalhar, para ajudar a bancar meus estudos. A partir daí comecei a valorizar o trabalho ao invés da vagabundagem típica de esquerdistas que consideravam montar uma ONG como a realização do maior dos sonhos.

Mas confesso que, alguns anos depois, fiz uso do meu discurso esquerdista do passado para comer uma garota lindíssima. Ambos os pais dela eram “engajados” e envolvidos com “causas” de esquerda. Eram “contra o sistema”. E, obviamente, o discurso foi muito útil para, digamos, eu conseguir obter algum “movimento” a favor da causa.

Usando as lições de nossas mães para denunciarmos as chantagens emocionais esquerdistas

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Assim como para ser um mágico de palco é preciso ter uma série de estratégias e rotinas para serem usadas enquanto se vende ilusões à platéia, para ser um esquerdista (beneficiário ou funcional) também é preciso de várias estratégias e rotinas para enrolar os outros.

Uma das principais estratégias é a chantagem emocional, para qual ainda farei um verbete na seção Arquitetura da Esquerda.

Por enquanto, quero tratar uma questão lançada por um leitor no Orkut. Segundo ele, o fato dos esquerdistas serem especialistas em chantagem emocional configuraria uma derrota inexorável da direita, pois quem mexe mais com a emoção da patuléia vence.

Mais ou menos.

Na verdade, a chantagem emocional é eficiente quando não denunciada. Ao ser denunciada, e compreendida pelas partes envolvidas (menos o chantagista emocional), ela torna a vida do picareta mais constrangedora.

Um exemplo é quando nossas mães nos diziam “pare de chantagem emocional, isso não funciona mais”. Todas as crianças ouviram isso de mães que estavam para serem vítimas da chantagem emocional dos filhos. Com o tempo, parávamos com os truques.

Certa vez eu disse para a minha mãe que não iria mais me alimentar e morrer de fome se eu não ganhasse um presente. Ela disse: “Ok, assim seja, mas cumpra a promessa!”. É claro que não cumpri.

Por que nossas mães obtem este conhecimento? A resposta é óbvia: as mães estudam para serem mães. Elas também conversam com outras mães. Elas falam de seus filhos o tempo todo. É a dinâmica social. A mãe torna-se uma especialista em seus filhos. E uma especialista no ato de ser mãe, em geral. É claro que ela acaba conhecendo todos os truques, inclusive os de chantagem emocional, praticados pelas crianças. Ter esse tipo de conhecimento é essencial para uma mãe ser bem sucedida ao criar o seu filho. Uma mãe vítima de um chantagista emocional tende a falhar em sua missão de ser mãe.

De qualquer forma, independente do nível cultural da mãe, ela necessariamente tende a aprender os truques de chantagem emocional que as crianças cometem.

Portanto, já temos a noção de que não basta uma chantagem emocional ser praticada para que alguém leve vantagem. E nossas mães nos ensinam essa verdade.

Sendo assim, se nossas chantagens emocionais não passam no crivo de nossas mães, por que as chantagens emocionais dos esquerdistas passam no crivo da patuléia?

A resposta é evidente: se há uma compilação enorme de conhecimento sobre o comportamento das crianças (as revistas para as mulheres entregam esse conhecimento aos borbotões), ainda falta material sobre o comportamento dos esquerdistas, em especial quando cometem chantagens emocionais.

Mas, caso criemos bases de conhecimento denunciando a arquitetura dessas chantagens emocionais, o truque deixará de ter efeito com o tempo.

Frases como “Pinheirinho, ó Pinheirinho, foste cenário de uma crueldade sem fim”, “Você não gosta das criancinhas carentes”, “As mulheres são vítimas da opressão masculina” ou até mesmo menções à vida carente de criminosos perigosos não passam de apelos emocionais baratíssimos, que em muitos casos funcionam pois os esquerdistas que praticam esses truques não são denunciados como deveriam. Como chantagistas emocionais da pior espécie.

Basta usar a perspectiva do triângulo e denunciar fortemente as rotinas dos esquerdistas que foquem na manipulação da emoção como efetivas chantagens emocionais, que lançaremos eles, em muitos casos, na mesma situação que ficávamos quando tentávamos manipular as emoções de nossas mães.

Fazendo isso, eles serão facilmente lançados em situação patética. E aí sim, dignos de receber uma emoção, no caso a pena. Mas jamais o descuido.

P.S.: Este post foi em homenagem ao Dia das Mães com um dia de atraso.

Duas leituras de John Gray

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Na primeira vez em que li John Gray, fiquei um tanto indignado, embora tenha recebido alguns insights poderosos. Foi em 2010, ao adquirir “Cachorros de Palha”, quando comecei a descobrir a obra deste filósofo inglês.

Minha indignação surgiu pelo fato de que na época eu era teísta cristão, e me senti incomodado com a constatação feita por Gray de que o cristianismo é responsável pelo surgimento das religiões políticas. Segundo Gray, o ser humano não possuía crença na “salvação” e não se achava superior a outros animais, mas o cristianismo trouxe esse alento ao encontrar um fim para a história, em um apocalipse a ocorrer no futuro, com a salvação em consequência. Esta salvação provocaria a catarse e seria o protótipo de todas as religiões políticas a partir daí.

Diante dessa configuração, surgiram coisas como marxismo, positivismo, nazismo e o humanismo como um todo.

Todas essas religiões políticas traziam a mudança da crença em Deus (já vista no cristianismo) para a crença no homem. Mudava também a salvação em um mundo etéreo para a salvação em Terra. Para provocar a catarse, assim como havia o apocalipse no cristianismo, havia a “crise no capitalismo” para o marxismo e a “crise do sistema global” para os humanistas. Enfim, o padrão é o mesmo.

Na época, como cristão, eu entendia que Gray estava correto em sua tese mas errado ao associar as religiões políticas ao cristianismo. Na época eu dizia que as religiões políticas negavam o cristianismo.

Esta foi minha primeira leitura de John Gray, substituída após minhas práticas em dinâmica social, sobre as quais estou escrevendo na série “A Verdade Nua e Crua” (ver aqui).

Essas práticas e estudos ocorreram entre 2010 e 2011. Foi um período em que minhas restrições ao darwinismo acabaram por completo. Também foi um período em que minha fé em Deus desapareceu. A dinâmica social, que eu sempre gostei de estudar, foi adotada como o meu paradigma central de estudos filosóficos, em algo que eu ouso definir como a nova dinâmica social, uma área que abarca a tradicional dinâmica social de Kurt Lewin, mas também programação neurolinguística, o darwinismo (como um todo, e não apenas recortes convenientes, como feitos por Dawkins e Dennett), a psicologia evolutiva (naturalmente), neurociência, análise transacional e quaisquer estudos científicos sobre as interações humanas.

Isso levou a uma consequência prevista até por Gray em “Cachorros de Palha”: a descoberta da vacuidade da política. Passamos a entender a política como uma espécie de jogo, onde ideologias são utilizadas para a obtenção do poder. Eu vou além, e acredito que a vacuidade não está só na política, como também na maioria da filosofia (depois do Iluminismo, temos mais marketing ideológico do que propriamente filosofia), em muitos estudos da sociologia (quase todos embebidos de interesses políticos) e daí por diante. (Atenção: a dinâmica social é meu campo de estudo, não de Gray. Com a dinâmica social, eu apenas expando os conceitos de Gray às últimas consequências)

Em meu período de “conversão” ao ateísmo, comecei a ler outras obras do autor, como “Al Qaeda e o que Significa ser Moderno” e “Missa Negra”. Novamente, ambas interessantíssimas.

Hoje, em uma segunda leitura de John Gray, e sem apegos emocionais ao cristianismo, concordo com a noção de que a religião política é uma extensão da religião tradicional, em especial o cristianismo. Aliás, foi no cerne do cristianismo que surgiu o Iluminismo, movimento responsável pela criação das religiões políticas.

Se é um fato que o cristianismo, com sua eterna busca pela verdade, criou o ambiente propício para o surgimento do método científico (e esse foi um efeito positivo do cristianismo), também tivemos como efeito colateral o surgimento das religiões políticas.

Aposto que no futuro o maior legado de John Gray será a noção de que as religiões políticas, oriundas do cristianismo, possuem até mais alegações absurdas do que a crença cristã. Afirmações como a noção de que o ser humano, em um governo global, irá mudar sua natureza para enfim criar o mundo justo, são mais desprovidas de evidências do que o nascimento virginal. Ou seja, ao que parece os cristãos alegavam seus milagres mas ainda tinham uma certa noção de limite. Os religiosos políticos perderam todos os limites de bom senso.

Gray não fornece nenhum método para questionamento da religião política. Sua abordagem é essencialmente filosófica. Em outra expansão dos conceitos de Gray, eu foco essencialmente em métodos para questionamento dos esquerdistas. (Esse texto traz links para vários textos sobre esses métodos)

Posso até dizer que minha tese contra a religião política, baseada em uma expansão da investigação inicial de Gray, só se tornou efetivamente completa quando eu me desvencilhei da crença cristã. Não estou dizendo que os leitores cristãos devam fazer o mesmo, pois o método de investigação proposto aqui pode ser praticado tanto por um crente cristão como um incréu.

Entretanto, mesmo com toda gratidão a John Gray pelos insights que ajudam a demolir a religião política, ele mesmo não fica livre do modelo de ceticismo pregado aqui.

Gray talvez não tenha conseguido levar seu ceticismo às últimas consequências, e apegou-se à Hipótese Gaia. Ele também acredita no aquecimento global. Essa crença no aquecimento global, junto com a crença em que um governo global deve ser estabelecido para “salvar a espécie”, com políticas globais, não é nada mais que uma nova manifestação da religião política. E Gray, sem perceber, acabou caindo nela.

Em resumo, o material de Gray é muito interessante, na maioria dos casos. Mas, ironicamente, serve para investigar até a crença do próprio na Hipótese Gaia e no “governo global para salvar-nos do aquecimento global”.

E, como não vou fazer um post sobre essa entrevista do Prof. Ricardo Augusto Felício no programa do Jô, nada melhor que citá-la aqui:

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A verdade nua e crua sobre a “igualdade sexual” demonstrada em estudo sobre a inveja feminina destrói o feminismo

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Fonte: Folha de São Paulo

Pesquisadores queriam testar tese de que beleza é alavanca social, mas descobriram que foto pode prejudicar seleção

Em 93% dos casos, triagem era feita por mulheres, que engavetaram currículos de ‘rivais’ atraentes

MARCELO NINIO, DE JERUSALÉM

Mulheres, cuidado: a beleza pode ser um inimigo na hora de procurar emprego.

Essa é a conclusão de um estudo conduzido por dois pesquisadores israelenses, que ficaram surpresos ao descobrir que mulheres atraentes que incluem fotos no currículo têm menos chances de ser selecionadas.

Contrariando o senso comum de que a beleza é uma alavanca social infalível, o estudo mostrou que pode ser uma desvantagem para candidatas a uma entrevista.

A extensa pesquisa realizada por Zeev Shtudiner e Bradley Ruffle, especialistas em economia comportamental, identificou que o motivo principal por trás da rejeição é humano, demasiado humano: a inveja.

Ocorre que mulheres costumam ser maioria na área de recursos humanos. No estudo israelense, em 93% dos casos a triagem dos candidatos era feita por mulheres, que engavetaram os currículos das mulheres atraentes.

Shtudiner e Ruffle mandaram 5.312 currículos fictícios para 2.656 vagas reais de emprego. Para cada vaga foram enviados dois currículos praticamente idênticos, um com foto, outro sem.

Os CVs de mulheres com aparência comum tiveram duas vezes mais convites para entrevistas que as bonitas.

MEDO DA CONCORRÊNCIA

“A principal razão para não contratar mulheres atraentes parece ser a concorrência percebida pelas selecionadoras”, diz Ruffle, da Universidade Ben Gurion.

A pesquisa queria testar estudos que apontam a boa aparência como um fator certeiro de ascensão.

A literatura mostra que pessoas atraentes levam vantagem em todas as áreas, diz Shtudiner, da Universidade Ariel. Para as mulheres, isso pode ocorrer no decorrer da carreira, mas não na seleção.

“Nosso estudo reúne evidências de que há um desequilíbrio entre gêneros: se para os homens é bom ser atraente, as mulheres podem ser punidas por sua beleza.”

Segundo ele, a psicologia mostra que a competição entre homens é geralmente em termos de remuneração e sucesso profissional.

Já entre as mulheres, a aparência ocupa um lugar central na disputa social.

Uma sondagem telefônica feita com 51 empresas envolvidas no estudo confirmou um “padrão duplo”. Ao contrário das mulheres, homens de boa aparência foram favorecidos na seleção.

“A percepção é diferente entre os sexos. Homens bem apessoados são valorizados, pois incluir fotos indicaria autoconfiança”, diz Ruffle.

Com as mulheres o estudo mostrou o efeito oposto. Segundo Ruffle, o resultado revela um estigma que vai além da inveja feminina.

“A percepção é que mulheres atraentes adicionam fotos para se promover por meio da aparência, o que é encarado como falta de seriedade.”

A conclusão é clara: se você é um homem bonito, inclua a foto no CV. Se é uma mulher bonita, esqueça.

Para evitar discriminação com base na aparência, os pesquisadores recomendam que a seleção seja feita por equipes mistas, formadas por homens e mulheres.

Outra ideia é adotar o modelo usado na Bélgica, onde currículos examinados em repartições públicas não incluem características pessoais, nem sequer os nomes dos candidatos.

“Num mundo ideal os currículos deveriam ser anônimos. Isso evitaria discriminação por gênero e etnia, por exemplo”, diz Shtudiner.

Meus comentários

Essa matéria está aqui exatamente para expor em maiores detalhes um assunto citado no capítulo 3 da série “A Verdade Nua e Crua”.

O blog Lessa Bonato dá mais informações ainda, complementando a matéria acima:

O estudo, iniciado na década de 1970, mostra que os belos ganham mais e são promovidos mais rapidamente. A diferença que os israelenses apontam é a questão da suposta discriminação das mulheres bonitas na hora da escolha, reduzindo suas chances de contratação em até 30%.

A hipótese formulada para explicar os resultados é polêmica. Como a área de recursos humanos tem mão de obra predominantemente de mulheres, o motivo é a inveja feminina. De fato, no Brasil, pesquisa do Portal Catho Online, com 200 mil empresas cadastradas, mostrou que elas são 60% da mão de obra da área.

A Fundação Getúlio Vargas realizou levantamentos sobre a influência da estética feminina no mercado de trabalho. Um deles, com 15 executivas, demonstra que ser bonita demais é prejudicial. Depende do perfil da empresa. Mas um dos trabalhos afirma que é tênue a linha entre a vantagem e a desvantagem da beleza.

Há o caso de uma jovem muito bonita, tipo modelo, que um gerente queria contratar. O diretor da empresa vetou a admissão com a justificativa de que o gerente não conseguiria se concentrar.

Todas as entrevistadas de uma das pesquisas da FGV afirmaram que preferiam ter um gestor homem. Uma delas declarou: “As mulheres caem fácil na falsidade e na inveja. Quando tive uma chefe mulher, precisava pensar muito para falar, e não podia ser direta, pois tinha medo de como seria interpretada.”

O assunto é polêmico e põe o antigo adágio de que “beleza não se põe à mesa” sob suspeita. Não é para menos. Num mercado de trabalho onde as mulheres ainda ganham em média 25% menos que os homens, imagine o que não há de polêmico e sequer foi ainda levantado?

Enfim, depois de muitas campanhas hipócritas dos esquerdas dizendo que o mercado de trabalho é “injusto com as mulheres, pois elas ganham menos que os homens, mesmo em posições iguais”, descobre-se que os maiores inimigos das mulheres no mercado de trabalho estão entre… as mulheres.

Esse estudo comprova também toda a análise da dinâmica social sobre a interação sexual entre homens e mulheres.

Como já mencionei anteriormente, “O fato é que o homem é programado biologicamente para obter status, e então conseguir as melhores mulheres. Logo, os homens competem entre si por status. Já as mulheres são programadas biologicamente para obter os homens de melhor status, a partir de sua estética . Portanto, elas competem entre si por beleza.”

Não importa se uma mulher se tornou executiva e disse a si mesma “Vou focar na minha carreira”, o que importa é que o programa biológico dela diz outra coisa. Ela segue competindo para arrumar machos bem sucedidos. Se ela ganhar 20.000 reais por mês, vai buscar um macho que ganha 50.000. Simples assim.

A presença de uma mulher mais bonita que ela no ambiente profissional, pode reduzir essa chance. No sistema límbico profundo da executiva, a mensagem pode ser assim: “o macho de 50.000 por mês pode ir para essa outra bonita”. E, em seguida, elimina-se a concorrência.

É uma verdade cruel? Com certeza. Destrói praticamente todo o feminismo? Sim! Mas a forma de refutar isso seria com estudos científicos, e não com protestos emocionais pregando uma suposta “igualdade” que jamais foi validada cientificamente.

A verdade nua e crua – I:3 – O risco da sabedoria

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No filme “Coração Satânico” (dirigido em 1987 por Alan Parker), o personagem Lúcifer, interpretado por Robert de Niro, diz ao infeliz Harry Angel (personificado por Mickey Rourke): “Quão terrível é a sabedoria quando ela não traz lucros para o sábio!”.

Essa frase resume bem um dos principais motivos pelos quais eu anunciei, na parte 2 desta série, que haveria um fator de “dor” no estudo da dinâmica social.

Vou além e digo que existe mais de um tipo de dor. Existe a dor curável e a incurável. Assim como para as doenças tradicionais, o mesmo vale para as dor psicológica relacionada às descobertas oriundas da dinâmica social.

Mas o que pode haver de doloroso em saber a verdade por trás dos relacionamentos humanos? Ou mais: saber a verdade a respeito do que o ser humano realmente é?

Imagine a situação onde um gestor visualize a si próprio como um excelente gestor de pessoas. Ele pode passar um bom tempo em sua função, orgulhoso de seus feitos, até o dia em que é encostado, descobrindo, através de seus contatos no RH, que o motivo de seu afastamento das principais atividades organizacionais é pelo fato dele ser um “péssimo gestor de pessoas”. Ele poderia até questionar essa informação, mas os números, incluindo um alto turn over e uma péssima avaliação 360 graus, confirmam a suspeita de que ele é de fato um péssimo gestor de pessoas.

Ele poderia tomar essa informação para se reciclar e se transformar em um excelente gestor de pessoas. Nesse caso, a verdade cruel lhe causa uma dor psicológica, mas ela tende a ser curada com uma reformulação na carreira do profissional. Mas e se nada mudar, a dor permanecerá.

Claro que nem sempre a “verdade” significa uma má notícia. Lembro-me certa vez que fiz uma apresentação e senti, ao final, que tinha tido um péssimo desempenho. Qual não foi minha surpresa ao saber que no dia seguinte eu fui elogiadíssimo. Nesse caso a “verdade” foi bem agradável.

Mas na maioria das vezes, o que o ocorre é o oposto, até pela tendência de auto-engano do ser humano. Não é raro alguém se achar melhor do que realmente é.

Em geral, as análises da dinâmica social costumam tirar o véu de ilusões de várias situações de nosso cotidiano, especialmente aquelas relacionadas às interações humanas. E isso tende a ser pouco agradável na maioria das vezes.

Recentemente, um post publicado no blog Marxismo Cultural trouxe um texto que é um estudo de dinâmica social em essência, talvez até sem seus autores terem percebido isso. O post é entitulado “Mulheres em posição de autoridade discriminam mulheres bonitas”.

Segundo o post, um estudo da revista The Economist mostra que as mulheres em alta posição hierárquica tendem a prejudicar as carreiras de mulheres bonitas que estejam em posição de inferioridade.  O estudo foi feito através de um seguinte teste: dois currículos com informações semelhantes foram enviados para mais de 2500 ofertas de emprego. O detalhe: um dos currículos tinha a foto de uma mulher bonita e o outro seguiu sem foto.

O resultado mostrou que as mulheres bonitas tem uma desvantagem competitiva no mercado de trabalho, recebendo menos entrevistas de empregos que as restantes (sem foto). Os pesquisadores também levantaram o fato de que 93% dos cargos de recursos humanos são ocupados por mulheres. Ou seja, aí estariam as mulheres que poderiam discriminar as outras.

Por que isso ocorre? A explicação é mais simples do que parece.

O fato é que o homem é programado biologicamente para obter status, e então conseguir as melhores mulheres. Logo, os homens competem entre si por status. Já as mulheres são programadas biologicamente para obter os homens de melhor status, a partir de sua estética . Portanto, elas competem entre si por beleza.

Um simples fato, avaliado sob a ótica da dinâmica social, é suficiente para demolir a maioria das ilusões feministas. Outras ilusões são demolidas junto, como até de mulheres bonitas não feministas. É, belas garotas, se vocês acham que o mundo corporativo é justo, sinto lhes decepcionar. Aliás, até homens que se reportem a uma mulher devem tomar cuidado ao contratarem mulheres bonitas. Se uma funcionária tua for mais bonita que sua patroa, você pode estar em maus lençóis.

O mais problemático é que, em muitos casos, saber verdades como essa simplesmente não é suficiente para que você possa fazer nada para reverter a situação. Você deve aceitar os fatos como eles são, e resignar-se. E isso obviamente é o que o personagem de De Niro quis dizer com “uma sabedoria que não traz lucros para o sábio”.

Entretanto, em outros momentos, saber a verdade sobre o ser humano pode trazer benefícios para quem obtem tal tipo de conhecimento.

Um exemplo é quando existe uma melhoria de desempenho corporativo quando um líder conhece a teoria do macho alfa, e estuda como os seres humanos escolhem seus líderes através da demonstração de posse de um alto valor de sobrevivência.

Obter esse conhecimento talvez seja doloroso no momento em que alguém descobre por que vários fracassos de sua carreira ocorreram provavelmente não por questões de desempenho técnico, mas por jogo político. Entretanto, essa dor tende a passar caso a pessoa faça algo para reverter sua situação. Mas caso a pessoa não tenha força e energia para reverter a situação, a tendência é que seu sofrimento psicológico aumente, pois agora ela deixa de achar que algumas das intempéries de sua vida são “questões do destino”, mas sim surgidas a partir de sua falta de ação em relação a alguns pontos. A situação é ainda pior quando não há chance alguma de reverter a situação.

Vamos a um exemplo dos judeus na prenúncio do Holocausto nazista. A verdade sobre os fatos é que já existia uma campanha anti-judaica muito em voga que, orquestrada da maneira que as coisas iam, com certeza facilitariam o massacre judeu no futuro, o que naturalmente acabou ocorrendo. Estudar a dinâmica social da campanha anti-judaica poderia ter ocorrido em diferentes momentos por diferentes papeis. Por exemplo, um jornalista influente nos primeiros dias do anti-semitismo organizado poderia ajudar a reverter a campanha. Já no prenúncio do Holocausto, qualquer judeu que soubesse essa verdade só teria a lamentar.

O que quero dizer aqui é que a verdade nem sempre nos liberta, e em alguns casos (especialmente quando falamos de eventos que nos afetam negativamente) pode tornar a situação ainda mais amarga do que seria se continuássemos envolvidos de ilusões.

Obviamente, não estou fazendo um argumento a favor da manutenção da ilusão, muito pelo contrário, senão eu não estaria escrevendo esta série. Estou apenas avisando que a análise da dinâmica social, buscando a verdade que reside atrás das relações humanas, pode ser dolorida às vezes. E em alguns casos, não há nada o que fazer a respeito.

Outro impacto que pode ocorrer é o surgimento de um rancor que pode ser até auto-destrutivo. Me lembro de uma vez em que descobri estar sendo vítima de uma armação política corporativa. Minha primeira intenção era jogar merda no ventilador. Obviamente, seria a pior das soluções. Por sorte, fui aconselhado a manter uma postura low profile e contra-atacar na hora certa. O que acabou felizmente ocorrendo, e os resultados foram muito bons. Saber a verdade pode muitas vezes não ser apenas doloroso em termos psicológicos, como também nos levar a arroubos de raiva.

Enfim, a sabedoria (e neste caso falo em saber a verdade das relações humanas) pode muitas vezes não trazer lucros para o sábio.

Esse é o risco inerente à todo estudo da dinâmica social.No caso de Pick Up Artists, há vários relatos de pessoas que melhoraram seu desempenho no relacionamento com as mulheres após o estudo da dinâmica social da atração sexual humana. Decerto, mas também vários alegam terem ficado mais amargos em suas relações.

Esse tipo de conhecimento, em qualquer nível, tem seu preço, e é um preço que sempre estive disposto a pagar.

Poderia até arriscar a usar uma definição adicional para a dinâmica social, como o estudo da verdade por trás das relações humanas. Um estudo que tem como principal risco trazer à tona verdades muitas vezes inconvenientes.

Que doa a quem doer.

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