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Jared Lee Loughner e Tea Party? OU Como a esquerda redefine a expressão “mentir sobre o oponente”

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É notícia em voga o tiroteio que matou seis pessoas e deixou ferida a deputada democrata Gabrielle Giffords nos Estados Unidos.

O mais bizarro, por sua vez, é como a esquerda americana (assim como a mídia brasileira de esquerda, por tabela) perdeu qualquer noção de dignidade ao tentar atribuir o crime ao Tea Party, como pode ser visto no texto publicado no UOL, “Esquerda Americana Critica Retórica Bélica do Tea Party após tragédia no Arizona”.

Veja abaixo:

O tiroteio que deixou seis mortos e uma deputada democrata gravemente ferida no último sábado no Arizona indignou a esquerda americana, que denunciou a “retórica envenenada” dos ultraconservadores como um dos elementos que podem ter desencadeado a tragédia.

O senador democrata de Illinois, Richard Durbin, disse no domingo à cadeia de televisão CNN que alguns slogans do movimento ultraconservador Tea Party durante as eleições legislativas de novembro podiam levar a “pessoas instáveis a pensar que atos de violência são aceitáveis”.

Durbin citou frases utilizadas por Sarah Palin, ícone da direita norte-americana, dirigidas à deputada vítima do ataque, Gabrielle Giffords, que conseguiu sua cadeira na Câmara dos Representantes por uma estreita margem no Arizona frente a um candidato do Tea Party.

Uma das seis vítimas mortas no ataque, Christina Taylor Greene, nasceu em 11 de setembro de 2001

Palin tinha declarado a seus partidários, em linguagem bélica: “não retrocedam, recarreguem [suas armas]” ou inclusive “considere os colégios eleitorais como alvos”. Posteriormente, Palin defendeu o uso destes slogans dizendo que se tratava de metáforas na luta eleitoral.

Sem estabelecer um vínculo direto entre as declarações de Palin e o ataque do sábado, o senador Durbin, que as qualificou de “retórica envenenada”, afirmou que a imprensa deveria sentir-se obrigada a dizer que tais slogans “ultrapassam os limites”.

“Talvez sejam aceitáveis do ponto de vista da Constituição americana, mas não deveriam ser uma retórica aceitável, e não deveríamos divulgá-la no rádio e na televisão”, completou Durbin, em referência à primeira emenda da Constituição que garante a liberdade de expressão.

O senador republicano do Tenessee Lamar Alexander rejeitou a insinuação segundo a qual Palin poderia ser indiretamente responsável pela tragédia, formulando ao mesmo tempo um chamado contra a violência política.

“Deveríamos ser muito prudentes quanto a imputar as ações de um indivíduo mentalmente perturbado a um grupo particular de americanos que têm suas próprias convicções políticas”, declarou Alexander à emissora CNN.

Alexander afirmou que o atirador, Jared Lee Loughner, 22, lia Karl Marx e Hitler e tinha queimado a bandeira norte-americana, “o que não corresponde ao típico perfil de um membro do Tea Party”.

Sarah Palin divulgou no sábado uma breve mensagem no Facebook, apresentando suas “sinceras condolências” às vítimas do tiroteio.

Rebecca Mansour, que trabalha em sua equipe de campanha, defendeu-se no domingo de qualquer responsabilidade no ataque. “Não temos absolutamente nada a ver com isso”, afirmou em declarações a um programa de rádio.

Gabrielle Giffords, alvo de violentas críticas do Tea Party, em especial por sua oposição a uma controversa lei sobre imigração e por seu apoio à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama, tinha recebido várias ameaças durante a campanha.

Clarence Dupnik, xerife (democrata) do condado que inclui o distrito de Giffords, denunciou no sábado a deterioração do clima político que, na opinião dela, aumenta o risco de tais ameaças.

“Todas essas declarações ácidas que inflamam as paixões do público americano, transmitidas por gente que faz delas uma profissão, talvez seja liberdade de expressão, mas têm consequências”, disse Dupnik durante coletiva de imprensa em Tucson.

Dupnik voltou ao tema no domingo. “Creio que a retórica do ódio, o desafio do governo, a paranoia sobre os atos do governo, e as tentativas de exacerbar (os sentimentos) do público todos os dias, 24 horas, tem um impacto nas pessoas, sobretudo de desequilíbrio”, afirmou.

Meus comentários

Como sói ocorre nesses casos, o dramalhão da esquerda já começou.

O que revela uma extrema falta de sensibilidade desse pessoal, pois ao invés de renderem homenagens à morta, preferem capitalizar em cima da tragédia.

O problema é que tal capitalização é feita através de mentiras deliberadas, com o único intuito de criar uma sensação de ódio contra os conservadores.

A técnica liberal é exatamente o famoso estratagema “Acuse-os do que fazemos”, de Lênin.

Eles sabem que estão fazendo campanhas de ódio, dedicam sua vida à isso, e para disfarçar acusam seus oponentes de fazê-lo.

E qual a evidência dos esquerdistas?

Discursos de Saran Palin dizendo “não retrocedam, recarreguem” ou “considere os colégios eleitorais como alvos”.

Quer dizer, alguém de direita afirma a expressão “alvos”, e o sujeito já extrapola para “alvos militares”.

O grande problema em todo esse chororô desonesto é que o assassino, Jared Lee Loughner, não tem nenhuma filiação com movimentos conservadores e nem com Tea Party.

É exatamente a situação oposta: Loughner era ateu militante, leitor de Ayn Rand, adorava o anarquismo, e tinha como seus livros de cabeceira Mein Kampf, de Hitler, e Manifesto Comunista, de Marx.

No dia em que isso virar influência direitista, então eu terei virado comunista.

A acusação da esquerda em tentar associar o Tea Party com o assassinato da deputada é uma das atitudes mais torpes da política recente.

Chega a superar em vileza e falta de dignidade até mesmo a acusação da “bolinha de papel” feita pelos petralhas em cima do José Serra.

Se rotulá-los de safados e desonestos por causa desse tipo de atitude é o que eles chamam de “retórica de ódio”, então não adianta espernearem, pois enquanto continuarem mentindo temos toda a moral para identificarmos a falta de caráter em seus atos.

Se alguém vier mentindo tentando associar Loughner ao Tea Party ou ao conservadorismo, não somente podemos chamá-los de picaretas.

Quiçá até uma cuspida no olho seria um revide justo!

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Dilma dá um tapa na cara (merecido) de seus eleitores religiosos

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Segundo notícia da Folha, logo em sua primeira semana, Dilma Rousseff mandou tirar a Bíblia e o crucifixo de seu gabinete:

Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede.

Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas.

A presidente também trocou móveis para deixar o ambiente “mais confortável”. Os estofados coral, usados no Palácio do Catete no governo Vargas, foram substituídos por poltronas e um sofá da linha Navona, do arquiteto Sergio Rodrigues.

Dilma começou a trabalhar às 9h30. O primeiro compromisso é com Helena Chagas (Comunicação Social) para se informar; a seguir, com o chefe de gabinete, Gilles Azevedo; depois com Antonio Palocci (Casa Civil).

A presidente não tolera atrasos. Pede objetividade e não gosta de expressões como “eu acho”. Apesar do estilo rígido, um interlocutor que acompanhou os primeiros dias de Lula no poder diz que a sensação é de que Dilma está “mais à vontade”.

No período inicial, uma semelhança entre eles: Lula priorizou a agenda interna. Dilma faz o mesmo ao ter o trabalho dominado por reuniões com ministros.

Meus comentários

Antes de tudo, o essencial: na Internet, sites ateus estão empolgadíssimos com a atitude de Dilma.

Ela, que disse durante toda a campanha que estaria ao lado das lideranças religiosas, já fez o oposto quando assumiu a presidência.

Quer dizer, eles admiram Dilma por ter oficialmente mentido para o eleitorado a respeito de sua religião durante a campanha. É por isso que podemos dizer que esquerdistas, assim como humanistas, não apenas são desonestos, como também glorificam a desonestidade alheia, desde que esta desonestidade seja praticada por alguém do seu grupo contra o grupo oponente.

Diante disso, já podemos concluir que as comemorações neo ateístas pela atitude de Dilma são um tiro no próprio pé deles. Eles simplesmente estão glorificando a falta de caráter.

O mais divertido, no entanto, é ver a cara de muitos eleitores religiosos. Sim, pois vários líderes religiosos, como Marcelo Crivella, Gabriel Chalita e Edir Macedo, apoiaram a campanha da Dilma.

E muitos religiosos votaram nela.

E agora vão ter que aguentar não só ela implementando a mesma anti-religiosidade que norteou o governo de Chavez, como também lutando ferrenhamente a favor do aborto. Enfim, desprezando todos os acordos feitos com os líderes religiosos.

É claro que não fico satisfeito em ver um socialismo de orientação ateísta ser implementado, nos moldes da Rússia stalinista e do governo chavista.

Mas gostaria de ver agora a cara de vários eleitores católicos e evangélicos (sim, pois vários deles votaram em Dilma) neste momento.

Deveríamos dizer a eles: “Agora, calem a boca, pois vocês foram cúmplices disso!”.

Rótulo: Fascista

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Última atualização: 22 de dezembro de 2012 – [Índice de Rótulos] [Página Principal]

Essa rotulagem é executada por esquerdistas (geralmente os da extrema-esquerda marxista) quando estão perdendo o debate. Ou seja, quase sempre.

Basicamente, é uma técnica de xingamento, que visa chamar todo adepto do pensamento de direita de fascista. Em termos técnicos, é o estratagema erístico do rótulo odioso.

Os esquerdistas sabem que o rótulo “fascista” possui uma conotação pejorativa, com toda justiça. E a partir disso tentam tirar o seu adversário do debate rotulando-o de fascista.

Entretanto, se prestarmos uma atenção mais detalhada, veremos que podemos transformar esse estratagema em um pesadelo para os esquerdistas.

Isso por que as principais características do fascismo estão mais associadas à esquerda do que propriamente à direita.

A principal dessas características era a idéia de que o estado ser maior do que a soma de seus indivíduos, noção inspirada em Rousseau, obviamente. Quer algo mais esquerdista que isso?

Ora, se o conservador de direita é contra o estado inchado e NÃO CONFIA no estado, logo de cara um dos pilares do fascismo é rejeitado.

Isso significa que eu, por ser conservador, defendo uma idéia (estado enxuto) que, se implementada, inviabiliza o fascismo por completo. Já o esquerdista defende uma idéia oposta (estado inchado) que é a essência do fascismo.

Ademais, o fascismo é baseado no totalitarismo, exercido pelo estado. Novamente, algo que se torna inviável pelas idéias conservadoras, mas totalmente possível por causa das idéias esquerdistas.

Entretanto, justiça seja feita: por rejeitar em vários aspectos algumas idéias de esquerda vigentes na época, talvez para ser uma “via alternativa”, não podemos definir o fascismo como esquerdismo 100% puro.

Mas igualmente não podemos definir o fascismo como um movimento de direita.

O mais correto é defini-lo como um movimento “fora da curva”, surgido em um perído de crise política, inspirado nos padrões de atuação de esquerda, mas com alguns pequenos pontos de diferenciação para dar uma falsa idéia de “visão alternativa”.

Portanto, o esquerdista está muito mais próximo do fascismo do que qualquer conservador.

O grande problema é que esquerdistas se acostumaram a usar esse rótulo em quantidade considerável, quase como um mantra, e ainda temos uma cultura de pouco revide à eles.

Devíamos mostrar, a cada vez que um deles vier com esse xingamento, a impossibilidade de um conservador ser aderente ao fascismo.

Em seguida, vale até a pena retrucar com um xingamento do tipo: “Fascista é você, seu filho da puta!”

Já fiz isso algumas vezes e dá para notar que eles são conscientes de que mexeram em vespeiro, pois basta estudarmos a definição do que é fascismo para saber que podemos dar tapas com luvas de pelica na cara deles a cada vez que tentarem usar o termo contra nós.

Técnica: Sem o estado, voltaríamos à barbárie

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Em geral, com esta técnica o esquerdista tentará justificar a intromissão do estado na vida das pessoas e o inchamento da estrutura estatal.

Com isso, eles diriam que “sem o estado, voltaríamos a um estágio de barbárie, sem a existência sequer de propriedades, e viveríamos a lei do cada um por todos”.

A primeira coisa que poderíamos dizer: é verdade.

Realmente voltaríamos a um estágio de barbárie e seria até mais arriscado viver em um mundo sem estado do que em um mundo com um estado inchado. (Quer dizer, se for igual um estado inchado como nos tempos de Pol Pot, aí a escolha já seria difícil…)

O detalhe é que essa alternativa proposta pelo esquerdista não existe.

Ou seja, a opção entre estado inchado (dos esquerdistas) e eliminação do estado (dos direitistas) é uma falácia do falso dilema.

Isso por que a afirmação de que o direitista defende a eliminação do estado é um estratagema da ampliação indevida. (Técnica na qual o alegador inventa uma versão exagerada do argumento do oponente, refuta essa versão exagerada e finge que refutou o argumento original)

O fato é que os adeptos do pensamento de direita não defendem estado inexistente, mas sim um estado enxuto.

Para se ter noção do absurdo deste estratagema, imaginem a situação daquela pessoa que está indignada com o excesso de peso de um familiar, e reclama: “nossa, você deveria emagrecer!”.Aí, desonestamente, alguém retruca: “Nossa, por que você quer que ele desapareça?!”

Isso dá uma dimensão do truque esquerdista.

Assim como neste exemplo de ampliação indevida a modificação de “enxuto” para “inexistente” muda todo o sentido da observação inicial, o mesmo acontece quando alguém mente ao dizer que os conservadores querem o estado “desaparecido”, quando na verdade querem o estado “enxuto”.

Sempre que um esquerdista tentar esse tipo de truque com você em debates, a sugestão é chamá-lo de mentiroso na lata.

Mas como é um estratagema que ele tende a praticar de forma até inconsciente, ele continuará repetindo a mentira.

Daí é como sempre digo: nosso papel no debate não é convencer o lado adversário, principalmente quando ele é desonesto, mas sim dizer para a platéia do debate o quanto o outro está sendo desonesto. E rotulá-lo da maneira devida.

Obs.: Como vocês puderam perceber, começa aqui uma nova seção do blog, entitulada “Estratagemas Esquerdistas”. É uma seção “irmã” da seção “Estratagemas Neo Ateístas”. Quando eu tiver uns 5 ou 6 verbetes, criarei uma página para esta nova seção também, assim como já existe para a outra.

“Gritos do Silêncio”, uma análise

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Esse blog retorna às atividades depois de quase uma semana de folga.

Motivo: aproveitei o final de ano para rever meus pais em Porto Alegre, e resolvi passar uns dias em uma chácara totalmente ausente do mundo.

Às vezes é preciso passar um tempo sem acessar os e-mails para alcançar esse estágio de “desconexão”.

É claro que com isso os updates para o site também tiveram que parar.

Mas deixemos isso para lá, e falemos do assunto que quero trazer aqui. Uma análise do filme “Gritos do Silêncio” (The Killing Fields, 1984), dirigido por Roland Joffé.

Na dvdteca de meu pai este DVD estava lá, escondidinho, com um encarte até mal produzido. (Acho que ele comprou em alguma promoção)

E, imperdoavelmente, até hoje eu não tinha assistido.

Problema resolvido.

Resolvi encarar os 142 minutos de projeção e não me arrependi.

A história é centrada em dois personagens, o repórter Sydney Schanberg (Sam Waterston) e o fotógrafo Dith Pran (Haing S. Ngor), ambos do The New York Times, cobrindo os dias finais da Guerra do Vietnã.

Na época, ambos estavam alocados no Cambodja, que tinha sofrido um bombardeio norte-americano recentemente.

Quando o exército do Khmer Vermelho, de Pol Pot, decidiu tomar o poder, aí é que o banho de sangue se alastrou, e todos os cambodjanos que tinham uma veia mais intelectualizada foram perseguidos.

É claro que Pran seria perseguido também.

Abaixo, segue a cena (infelizmente, em espanhol, pois foi o que encontrei no YouTube) do momento em que a embaixada americana é evacuada, antes da invasão do Khmer Rouge na capital:

Enfim, após essa sequência, Pran decide permanecer na capital junto com Schanberg.

O problema é que quando o Khmer Rouge começa a perseguir todos os cambodjanos, Pran é capturado, enquanto Schanberg consegue fugir para os Estados Unidos.

Lá, Schanberg recebe o prêmio Pulitzer por sua cobertura jornalística da guerra do Vietnã e dos conflitos cambodjanos.

Enquanto isso, Pran come o pão que o diabo amassou nos campos de trabalho forçado (campos de extermínio, principalmente) do exército vermelho.

Mesmo assim, “Os Gritos do Silêncio” não é um filme de carnificina. Também não possui ação.

É mais um drama amargo, de ritmo até lento, mas com uma direção precisa e atuações estupendas.

Dentre essas atuações, a melhor de todas é a de Haing S. Ngor, que interpreta Dith Pran.

Foi seu primeiro trabalho profissional como ator.

No passado, ele próprio foi um sobrevivente dos campos de concentração de Pol Pot, e talvez por isso a sua atuação seja tão carregada de sentimento. Ela é genuína em todos os aspectos.

Abaixo, alguns momentos do horror cambodjano, também retirados do filme:

Hoje em dia, tanto Dith Pran como Haing S. Ngor estão mortos. Ngor morreu nos Estados Unidos em 1996, assassinado por criminosos.

Pran morreu em 2008, vítima de câncer pancreático.

Alguém poderá dizer: “Luciano, você estragou a surpresa do filme entregando o final!”

Mas que surpresa, se todos sabemos que Pran foi para os Estados Unidos após fugir dos campos de concentração e morreu recentemente por lá?

Assim, não considero essa revelação como um “spoiler”, e creio que isso não deva desmotivar ninguém de assistir ao filme.

O final, obviamente, mostra Pran conseguindo fugir dos campos de concentração e se encontrando com o amigo Schanberg.

E é aí que ocorre o momento mais irônico de toda a fita.

O reencontro de Pran com Schanberg acontece ao som de “Imagine”, de John Lennon.

Para quem não se lembra, a música é um dos temas de campanha de Richard Dawkins. Sam Harris também já a usou como forma de propaganda.

Claramente, é um lema marxista. Lembremos:  “Imagine… no religion… no possessions…no need for greed… all the people sharing all the world…”

Quer dizer. Seguir o que a canção diz foi exatamente o que o governo de Pol Pot fez.

Não sei se o diretor Joffé usou a música como forma de ironia.

Se fez, foi genial. E muitos não perceberam.

Mas se a usou seriamente, como emblema “anti-Guerra”, podemos elencar o uso dessa canção como a pior escolha para servir de pano de fundo na história do cinema.

No Cambodja, tivemos 2 milhões de pessoas mortas (para um país de 7 milhões de pessoas), o que proporcionalmente qualifica o país como o campeão mundial de genocídios, superando os regimes também marxistas da União Soviética e da China.

Só que ideologias como as que Lennon pregava em sua música são o suporte que esses governos encontraram para fazer suas atrocidades. Sempre em nome do “mundo ideal, sem injustiças”.

Como conclusão, gente como John Lennon não compunha letras “contra” a guerra, mas sim dando combustível para massacres.

Tecnicamente, a música de Lennon tem a mesma função de qualquer discurso de Pol Pot.

E por isso mesmo o final de “Os Gritos do Silêncio” deixa uma dúvida: será um fecho genial para um grande filme, ou um deslize de um diretor, comprovando que mesmo pessoas que denunciam horrores de um genocídio podem ao mesmo tempo serem apoiadores (conscientes ou não) destes genocídios?

Seja lá como for, ainda assim este é um filmaço.

O “sonho” do funcionalismo público

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O texto abaixo, de Leonardo Bruno (publicado no site Mídia sem Máscara), nos dá um panorama realista da atual situação em que o funcionalismo público já se tornou mecanismo de manutenção de poder do governo:

Certo dia eu me deparei com uma frase que me soou, no mínimo, estranha. Um juiz federal, que também é professor e escritor de livros para concurso público, chamado William Douglas, falou do”sonho de passar em concurso público”. Se um grupo de pessoas supõe que ser funcionário público é um sonho, é porque as coisas vão de mal a pior. Assustadores são aqueles indivíduos presunçosos, que acham que o estreito mundinho da burocracia seja o mais elevado nível de reconhecimento social e garantia econômica. Esses aí olham a sociedade de cima para baixo, sabe-se lá por quê. Todavia, de uma coisa há de se concluir: quando uma parte não muito pequena da sociedade sonha com cargos públicos, tal fato revela a falta de opção, a pobreza econômica e a visão social turva de uma nação.

É perfeitamente compreensível entender por que uma boa parte estudiosa e universitária da população procura cargos públicos: a iniciativa privada paga maus salários e os empregos, em sua maioria, aparentam não ser promissores. Os salários de cargos públicos, à primeira vista, são atraentes. Todavia, pouca gente se pergunta o preço dessa mania e por que muitos empregos privados são tão ruins. A fórmula é relativamente simples: cerca de quase metade da renda nacional está nas mãos do Estado. Essa renda toda, decerto, não é produzida pelo funcionalismo, que no país, é um verdadeiro exército de gente empregada e cara. No entanto, mesmo que o cidadão comum pague uma carga tributária pesadíssima, eis o que se vê nos serviços públicos em geral: hospitais e escolas públicas caindo aos pedaços, papeladas e mais papeladas para resolver problemas burocráticos que poderiam ser simples e a corrupção, que em certos setores, se torna generalizada. E seus efeitos são sentidos também na iniciativa privada: pouca acumulação de capital e poupança, salários baixos, escassez de bons empregos e empobrecimento geral.

Se não bastasse o mercado ser exaurido por conta dessa estrutura estatizante, uma boa parte da sociedade guarda também um sólido ranço mercantilista. A empresa privada brasileira pode ser competitiva e muitos brasileiros são grandes empreendedores. Porém, eles enfrentam toda uma estrutura institucional que parece odiá-los e a hostilizá-los. A mentalidade vigente na política e na economia brasileira não parece gostar de livre concorrência. Empresa privada que se dá bem é aquela que presta salamaleques ao governo e vive numa bizarra espécie de capitalismo sem riscos. Ou melhor, onde os lucros são privados e os riscos são públicos. É possível entender por que muita gente foge do ofício de ser empresário. Há toda uma sorte de dores de cabeça para realizar tal atividade: impostos altíssimos, fiscais da receita ou do trabalho corruptos, direitos trabalhistas altos e impagáveis, contas pesadas a pagar, sem contar as dificuldades inúteis para regularizar uma empresa. Até fechar um negócio se torna dispendioso. A despeito de ser o elemento motivador que gera a riqueza econômica do país, o empresário é estigmatizado como uma criatura exploradora e parasita, cuja atividade é uma “concessão” que o Estado oferece, como um mal necessário. As restrições burocráticas ao livre mercado são assombrosas e desestimulantes. Cabe acrescentar outras dificuldades graves: as reservas de mercado nas práticas empresariais, profissões, ofícios. E também privilégios em relação aos empréstimos, subsídios e incentivos fiscais que o Estado proporciona para certos empresários amigos do rei. A concorrência, neste caso, se torna desleal.

É paradoxal que em nosso país, a iniciativa privada se sinta dependente ou refém do Estado. Contrariamente ao bom senso de todas as filosofias políticas, não é o Estado que se torna elemento subsidiário e marginal da sociedade e da iniciativa privada, mas é a própria sociedade e a iniciativa privada que são elementos subsidiários e marginais do Estado. É como se a iniciativa privada fosse parte do próprio Estado e não um elemento separado, dicotômico, tal como ocorre nas sadias democracias modernas. Daí a promiscuidade entre o público e privado, entre o empresário privilegiado e o político e burocrata vigarista e corrupto. Daí o patrimonialismo, que confunde a autoridade pública abstrata do cargo com a própria pessoa do cargo.

Um exemplo claro disso é quando o eleitorado vota inspirado no assistencialismo governamental. O retrato dessa anomalia é a bolsa-família e demais subsídios aos pobres. Na mentalidade da maioria dos eleitores ignorantes, o Estado, como um pai, um coronel, um senhor de engenho, foi caridoso, deu de comer aos famélicos coitados. O Estado não é uma figura burocrática e impessoal. Ele tem sentimentos e vontade própria. Sua ação não se faz por conta das leis, para retribuir à sociedade o que recolheu em impostos, mas porque realiza um “favor”,uma generosidade, uma boa ação ao povo pobre. Assim pensaram os eleitores nordestinos que votaram em peso em Dilma Rousseff para presidente. Na mentalidade deles, o Estado não é uma entidade abstrata, porém uma figura personalizada, na pessoa do Sr. Lula. O mesmo se aplica ao chamado Prouni, ao subsídio que o governo federal dá aos estudantes pobres para ingressarem nas universidades.

Na propaganda do governo, uma atriz relata: – Antes, medicina era coisa pra rico! Tal como um lacaio de senzala ou um menino de recados do Brasil colonial, a criatura reproduz um pensamento secular de servilismo arraigado na população. Claro, o futuro ex-presidente demagogo captou perfeitamente a psicologia dos pobres para tratá-los como “filhos”, tal como um senhor de engenho trataria seus lacaios da fazenda. O mesmo princípio se aplica aos empresários benevolentes e bajuladores do governo, que ganham privilégios com essa aliança subserviente e desigual. A empresa privada vive amarrada numa situação legal de chantagem tributária com o Estado, idêntica a uma relação entre um eterno devedor e um agiota. O governo cria leis tributárias impossíveis de serem cumpridas e o empresário médio se torna um eterno cativo dos fiscais da receita. Na prática, trocou-se o senhor de engenho e o burocrata português pela figura personalista do Estado soberano, do governo federal. A soberania estatal, por assim dizer, virou um grande senhor de engenho. E os seus cidadãos, verdadeiros escravos da senzala, fazem contrição, agradecidos, pela generosidade do ogro filantrópico governamental.

Mesmo a psicologia da criatura da propaganda do Prouni reflete um atraso civilizador: medicina, como funcionalismo público, não é uma atividade profissional como outra qualquer, dentro de uma nação capitalista e democrática. É uma outorga governamental, um status bacharelesco, que a distingue dos seres mortais, tal como os nobres do Antigo Regime. Por mais que o governo jorre dinheiro para universidades de péssima qualidade, inclusive, sendo que a maioria delas tenha as piores notas no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o importante não é ter cultura intelectual séria, mas sim distribuir diplomas a granel, inflar as estatísticas governamentais e formar centenas de milhares de bacharéis analfabetos funcionais.

Lima Barreto, no seu delicioso romance “Os Bruzundangas”,dizia que a fama generalizada de “doutores” era um simulacro de título de nobreza de toga, tal como a nobiliarquia dos “Dons” da Espanha. O mesmo sentimento se aplica aos funcionários públicos. O “sonho” do concurso público, basicamente, é a mentalidade patrimonialista que se repete de geração por geração, de se achar distinto, por pertencer às esferas do poder estatal.

É mais compreensível ainda por que a inteligentsia brasileira busque na burocracia, um sinal de ascensão social. Mesmo os mais acérrimos intelectuais críticos do patrimonialismo estatal brasileiro, com sólido pensamento liberal, são ou foram funcionários públicos. Essa questão denuncia a carência ou pobreza, dentro da iniciativa privada, de atividade intelectual fora da influência do Estado. Mesmo a educação privada e universitária brasileira é uma extensão do Estado e segue todas as cartilhas impostas pela burocracia. Não há um reitor, um professor universitário, um livre pensador que questione a intervenção estatal sufocante em escolas e faculdades privadas. Na verdade, livre pensamento no Brasil é estatizado. Historiador, sociólogo, filósofo, professor, economista não é aquele que estuda história, sociologia, filosofia, letras, pedagogia ou economia e sim quem possui diploma desses conhecimentos. Ainda que o indivíduo seja um completo ignorante nessas matérias, o culto da papelada prevalece sobre o conteúdo real. O autodidata estudioso não existe na cultura intelectual brasileira, salvo, é claro, se tiver um papel timbrado. Quando a papelada bacharelesca não resolve ou quando simplesmente não a possui, vira naturalmente funcionário público.

Os empresários da educação não querem brigar contra o Estado; morrem de medo dos governantes. E professores e alunos parecem crer que seja “natural” que o Estado imponha projetos, políticas pedagógicas ou mesmo reles doutrinação ideológica através de burocracias aladas do MEC (Ministério da Educação), em Brasília. Algum professor do país conhece quem está ditando as cartas para educar os alunos? Algum pai de família questiona o que seus filhos estão aprendendo na escola? Os burocratas socialistas da educação já estão ditando para nós o que devemos ou não ler nas salas de aula: Monteiro Lobato, um clássico infantil de gerações de crianças brasileiras, foi ameaçado de ser banido pelo Conselho de Educação, por ser considerado “racista”. E se não bastasse a perversão pedagógica desses doutos ursos sábios da engenharia social travestida de educação, já querem impor cartilhas homossexuais nas escolas, para menores e adolescentes! Todavia, uma boa parte dos brasileiros confia cegamente na sacrossanta autoridade dos “sonhadores” do concurso público, ainda que contraditoriamente critique seus serviços!

Embora o concurso público seja um avanço administrativo, pois ajudou a impessoalizar a burocracia estatal, tornando-a mais competitiva e meritocrática (ao menos na seleção dos quadros internos), no entanto, o corporativismo continua atuante e a mania do cargo público constitui uma anomalia social perigosa. Pouca gente percebe nessa onda a feroz concentração de poder estatal, o afunilamento do mercado de trabalho e demais opções de emprego na sociedade civil. A pergunta que fica no ar é: com um exército de funcionários públicos, quem pagará a conta? Quem pagará o déficit da previdência social, que explode a cada dia e endivida cada vez mais o Estado? Alguém já percebeu quem é o sujeito mais privilegiado no recolhimento de impostos? Com certeza não é o contribuinte. Uma parte considerável dos impostos é para pagar a folha de salários do funcionalismo público. Em alguns casos, essas folhas superam, de longe, todos os gastos necessários em serviços, em favor do cidadão comum.

É inteligível por que muitos indivíduos “sonhem” com o concurso público. O “sonho” do concurso público escamoteia uma realidade perversa da sociedade brasileira: uma nação pobre, dominada por um capitalismo cheio de cartéis, reservas de mercado e distorções governamentais, que encarece a vida econômica e escasseia os empregos. É uma economia rigidamente estratificada, que teme os riscos e cria empecilhos estúpidos para os mais competitivos. Chega a ser paradoxal que os mais competitivos procurem no Estado, aquilo que não acham no mercado. Claro que os “concurseiros” só são competitivos quando estudam para as provas. Depois se tornam parasitários em privilégios. Ciosos do seu bem estar, de sua estabilidade profissional e de suas regalias profissionais, uma parte significativa deles é abertamente hostil a quaisquer mudanças de ordem econômica, quando implicam a diminuição do Estado ou do orçamento.

Não há de surpreender porque o funcionalismo público, em sua grande parte, adota o socialismo como ideologia. Sob o disfarce de um discurso progressista, é uma classe reacionária por excelência, quando a questão é a defesa de seus privilégios. O ódio disseminado contra o patrão, o capitalista real ou o empreendedor privado, no âmago dessas doutrinas estatizantes, coaduna com o amor idolátrico pelo chefe abstrato que é o Estado. Esse chefe abstrato não tem olhos, não tem vida ou comando próprio para cobrar a conta deles. Nem mesmo o contribuinte médio, que supostamente é o seu chefe, tem olhos fiscalizadores para o dinheiro que é tirado de seu bolso. Na verdade, o próprio funcionário público é o chefe, o comando, o próprio Estado. E numa inversão de hierarquias, aquele que deveria ser servido, que é o cidadão comum, é o seu mais atribulado servidor. Ou melhor, o seu mais atribulado servo.

A segurança estatal ilusória da estabilidade é um dos atrativos da carreira pública. Parte-se do mecanismo psicológico de isenção de responsabilidade individual e da transferência de custos do funcionalismo público para o próprio Estado. Daí a crença fantasmagórica de que o socialismo, expandindo suas garras sobre a sociedade, expandirá também os confortos restritivos da burocracia. Contudo, esses confortos só existem porque há uma margem de mercado livre, com todos os empecilhos burocráticos existentes. São os empresários e trabalhadores privados que produzem os bens de consumos baratos e acessíveis para esse mesmo funcionalismo. Ou mais, é a livre empresa e o trabalhador assalariado da iniciativa privada que pagam os salários e os consumos dos servidores públicos. Sem este mero detalhe, os confortos do grosso da burocracia estatal simplesmente desaparecem. Ou na melhor das hipóteses, só uma nomenclatura bem diminuta se beneficiaria com essa concentração de poder governamental(como de fato, ocorreu em todos os países socialistas).

Na verdade, o funcionalismo público é, por natureza, um grupo cujos ganhos estão na ineficiência. Quanto mais o Estado gastar com eles, melhor. Não há uma relação direta entre os salários dos cargos públicos com produtividade. Pelo contrário, quanto menos trabalho e maior ganho, maior é a recompensa. Em suma, o funcionalismo público é uma classe que quanto mais se agiganta, mais se torna inútil, mais se torna incontrolável. O potencial de subversão do funcionalismo público é altamente destrutivo. E em nome disso, pode ameaçar tanto a economia, como as liberdades de um país democrático.

Não condeno quem busca a carreira pública. Sob muitos aspectos, as vantagens do funcionalismo são sedutoras e é uma atividade laboral e honesta como qualquer outra. Em muitos países ricos e democráticos, o funcionalismo público tem um significado bastante secundário, como de fato, deve ser. No entanto, é criticável a mitificação do cargo público como se fosse uma atividade superior, acima do bem e do mal, ou um “sonho”, na visão do juiz William Douglas. Este “sonho” custa muito caro ao país. No Brasil, o cargo público ganha aura mística, sacerdotal, importância desproporcional e absurda. O inchaço do poder público e a expansão da burocracia estatal é uma tragédia para o país. Onera o contribuinte, arruína as contas do Estado e poda o desenvolvimento de uma nação.

Meus comentários

Antes de tudo, eu não tenho nada contra funcionários públicos. Precisamos deles. E, é claro, eles executam seus serviços.

Até por que conservadores defendem estado enxuto, e não estado inexistente. (É bom que fique bem claro, pois esquerdistas normalmente executam o estratagema de ampliação indevida para fingir que o conservador quer eliminação do estado)

Também acho justo que alguns (poucos, muito poucos) cargos tenham salários polpudos. Como por exemplo juízes.

Entretanto, já passou da hora do brasileiro começar a se movimentar para questionar o que ESTÃO FAZENDO COM O SEU DINHEIRO.

Está faltando cair a ficha: esses altos salários são pagos com dinheiro de NOSSOS IMPOSTOS. Estranhamente, a postura zumbi da absoluta maioria da população (sob avançado estágio de doutrinação gramsciana) parece se esquecer de algo tão óbvio.

Qualquer movimento de direita que se preze terá que lutar contra esse estado de coisas e começar a lembrar ao povo que seu dinheiro não é palha, para ser torrado à vontade.

Mas é bom lembrar: sem essa conscientização, não há futuro para a militância, pois um povo que não sabe valorizar seus esforços não merece realmente nada.

Se alguém trabalha, não pode tolerar o dinheiro que lhe é tirado através de impostos ser desperdiçado.

Os esquerdistas já notaram que o brasileiro é um povo passivo perante os altos impostos.

Por isso metem a mão em nosso bolso cada vez mais.

Como deveríamos debater com os nossos oponentes, sejam eles neo ateístas ou esquerdistas

12

Que saudades dos tempos em que existiam políticos de direita no Brasil.

No caso, Paulo Maluf, que em seu tempo colocou a petista Marta Suplicy em seu devido lugar.

E é exatamente assim que se faz. Apontando o dedo na cara e chamando um safado pelo adjetivo correto: mentiroso. Não há outra forma de se rebater uma mentira senão desta forma.

Não que o Maluf seja um santo (muito pelo contrário, pois hoje ele mesmo bandeou para o lado do PT), mas o que ele fez ali (e naquela época) tem um significado: OPOSIÇÃO!

É assim que se pratica oposição.

Lembremos agora de José Serra. Se a Dilma o mandasse calar a boca, ele provavelmente se encolheria em seu canto.

Serra não foi oposição nem aqui e nem na China. A única forma de qualificá-lo é como um conivente. Ou até um cúmplice.

Transcendendo a questão para o lado do duelo com os neo ateus: torço para o dia em que um teísta high profile arrebente um neo ateu em debate da mesma forma que Maluf fez com Marta Suplicy.

Quando eu vejo William Lane Craig debatendo, noto que ele tem argumentos implacáveis.

Mas não chega a fazer oposição.

Oposição em debate implica em refutar uma mentira e EM SEGUIDA (sem dar tempo do oponente respirar) chamá-lo de mentiroso. E, de preferência, fazendo isso com o dedo em riste.

Deve ser dito ao público que o ato de cometer uma baixeza tão grande quanto uma fraude intelectual é inaceitável. E só fazemos isso quando repreendemos publicamente tal ato.

Estamos no aguardo de uma nova geração de debatedores teístas.

Para adentrarmos a arena do duelo de forma adequada, precisamos (1) da qualidade argumentativa de um William Lane Craig, (2) de uma postura de oposição em debate.

Aí sim começaremos a obter resultados.

E faremos nossos oponentes pensarem duas vezes antes de mentirem contra nós.

A Al Qaeda eletrônica

2

Como estou em período de festas, preciso dar um aviso: voltarei diariamente com meus posts no dia 03 de janeiro (embora até lá eu possa publicar um ou outro), mas nesse ínterim postarei alguns textos que acho relevantes e tem tudo a ver com o que apresento aqui no blog.

Para começar, este, de Reinaldo Azevedo, publicado originalmente em 20 de junho de 2007, fala da Al Qaeda Eletrônica:

Nos tempos pré-VEJA, essa era a pergunta com a qual as esquerdas pretendiam me fulminar. Era feita no rastro de alguma contestação às verdades eternas anunciadas por seus doutores. Há um prazer particular em não ser ninguém e flagrar, por exemplo, a pensadora petista Marilena Chauí pulando a cerca que separa o filósofo holandês Spinoza (1632-1677) do vândalo venezuelano Hugo Chávez. O primeiro é um dos pilares do debate ético; o segundo é só um ditador cômico e violento.

É divertido ver um intelectual se enroscando no arame farpado do populismo fantasiado de tirania esclarecida. O que é pior? VEJA, no entanto, me fez conhecido. Já não me indagam quem penso ser. Julgam ter a resposta e a espalham na internet, o novo território da batalha ideológica. Caí na malha da Al Qaeda eletrônica. À semelhança da rede terrorista, também essa não tem um comando centralizado – a não ser o ódio à razão.

A rede nunca foi tão ativa como nestes quarenta dias (enquanto escrevo) de invasão da reitoria da USP, a Universidade de São Paulo, a maior do país. É um daqueles casos em que as células dormentes do nosso esquerdismo, a doença infantil da civilização, acordam com saudade da ditadura. Elas se assanharam também na demonização de Bento XVI, na defesa do fechamento da RCTV na Venezuela ou no apoio à censura prévia no Brasil. Durante a campanha eleitoral, fizeram a denúncia de um fantasioso golpe contra Lula. No caso da USP, foram fazer vigília lá na reitoria invadida, misto de Palácio de Inverno russo com Parque da Xuxa – sem contar o aroma dos roqueiros de Woodstock…

Meu blog tornou-se um Diário da Invasão da reitoria da USP. Passei a publicar textos de alunos e professores que queriam aula e se opunham à violência dos remelentos e das mafaldinhas, os comunistas do Sucrilho e do Toddynho. Mafalda é uma personagem até simpática de Quino, um desenhista argentino. É uma garota baixinha, cabeçuda e feiosa, sempre inconformada com as injustiças do mundo. Injusto talvez seja eu: há um quê de reflexão na menina.

Recebo, por dia, entre 1 500 e 2 000 comentários. Publico entre 450 e 700 – os demais ou trazem uma linguagem inadequada ou são mensagens dos petralhas. Os petralhas são aqueles híbridos de petistas com Irmãos Metralha, os ladrões do gibi do Tio Patinhas. Tentam nos convencer de que os companheiros roubam para o nosso bem. Eu os chuto sem solenidade. Mas eles voltam. No período da invasão, os comentários cresceram entre 50% e 60%. E, em boa parte, esse aumento se deveu à tentativa de aparelhar o blog. Querem me sufocar com mensagens favoráveis aos vândalos, cobrando o que chamam a “sua [minha] democracia”. Ocorre que a minha democracia, que é a universal, não solapa as bases que garantem a sua legitimidade. O outro lado do estado democrático e de direito é o totalitarismo.

Os blogs, até pouco tempo atrás, eram um território quase exclusivo do que os vários matizes da esquerda chamam “direita”. Faz sentido. A internet se consolidou como o lugar dos indivíduos, dos que rejeitam a suposição de que um grupo ou um partido detêm a chave do futuro. Não tardou para que as esquerdas percebessem que estavam perdendo a batalha. E, então, lançaram uma espécie de grito de guerra, de que a campanha eleitoral de Lula, em 2006, é um dos marcos. Valter Pomar, responsável no PT pela área, incitou militantes e simpatizantes a policiar a rede. Tomaram gosto pela coisa. Dedicam-se à tarefa de vigiar. E, se possível, punir.

O cerco chega a ser divertido. Os integrantes da Al Qaeda eletrônica não se contentam só com o envio de mensagens desaforadas: criam páginas anônimas só para esculhambar aqueles de que não gostam; formam comunidades no site de relacionamentos Orkut para odiar pessoas; ressuscitam o hábito nativo de especular sobre a orientação sexual de desafetos; fazem montagens de fotografias em que os “direitistas” são postos em situações pouco lisonjeiras; dão curso, em rede de e-mails, às teorias conspiratórias mais disparatadas. Eu mesmo recebi mensagens me advertindo de que obedeço às ordens da CIA e do Mossad – respectivamente, o serviço de inteligência dos EUA e o de Israel.

A USP, que, nestes dias, não se distingue das favelas cariocas do Complexo do Alemão, com intelectuais de esquerda no lugar dos traficantes, é um elemento fácil de mobilização. A invasão reúne condições para uma causa fácil: os militantes são de classe média ou da elite e se confundem com os filhos dos chamados setores formadores de opinião; o risco de punição por transgredir a lei é mínimo; há sempre um professor de esquerda com o clichê na cara (eles ainda são barbudos, Deus meu!) ou uma filósofa com a bolsa cheia de objetos falsificados da Escola de Frankfurt, a corrente alemã de pensadores muito malsucedida ao tentar desconstruir, como males opostos, porém equivalentes, tanto o capitalismo como o socialismo.

A Al Qaeda eletrônica exige de mim o que avalia ser a “isenção” de alguns setores da imprensa que flertam com a ilegalidade. O que se entende por “isenção” é a adesão a uma vaga de opinião que representaria o bom senso. Ela não se contenta em ser uma leitura da realidade; pretende ser o seu posto mais avançado, o desdobramento necessário e óbvio de uma evolução do pensamento, de modo que ou você passa a integrar essa metafísica influente ou é um “reacionário”. Foi com esse adjetivo que uma jornalista classificou uma manifestação na USP contrária à invasão da reitoria.

A virulência cresce na rede. Aproveito para reiterar minha oposição a qualquer tentativa – incluindo um projeto de que o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é relator – de censurar a internet, ainda que de forma velada. Aconselho os tucanos a olhar para as suas próprias tentações autoritárias. Os males dessa liberdade hão de ser curados com mais liberdade, como ensinava o pensador francês Tocqueville (1805-1859) em viagem à América. As leis e o aparato técnico disponíveis são suficientes para coibir e punir abusos.

Volto ao ponto. A virulência e a patrulha da esquerda crescem porque, mesmo mobilizando os seus terroristas virtuais e ombreando com seus adversários “da direita”, o empate não lhe serve. Ela não se conforma em não ter, na internet, a presença maciça, com aspirações a ser hegemônica, que tem no jornalismo impresso, nas rádios e nas TVs. A Al Qaeda eletrônica, a exemplo da outra, dedica-se mais a destruir do que a construir. Seus e-mails e comentários não debatem, desqualificam; suas páginas não são quase nunca afirmativas, mas reativas.

Lembro-me de uma reportagem da Folha de S.Paulo que me incluía, entre outros, numa categoria chamada “nova direita”. Um esquerdista qualquer, chamado a comentar a espécie, afirmou, com desdém, que não éramos, assim, um José Guilherme Merquior. Referia-se a um dos mais brilhantes intelectuais contemporâneos (1941-1991), duramente combatido em vida pela hegemonia cultural esquerdista, tornado uma referência só depois de literalmente “do outro lado”. Tolerantes como são, as esquerdas se mostram ainda generosas: adulam cadáveres para desqualificar os vivos. Todos os “direitistas” são nefastos, mas os vivos são mais…

Quer dizer que preciso ser Merquior para flagrar Marilena Chauí pulando a cerca quando ela, mesmo sendo Chauí, quis um dia arrostar com Merquior? Para um esquerdista, já está de bom tamanho ser como o professor e militante petista Emir Sader? Então tá combinado: a rede avisa, urbi et orbi, que Diogo Mainardi não é Paulo Francis, que eu não sou Merquior, que um outro desafeto não é o dramaturgo Nelson Rodrigues… Ao definir o que não somos, eles podem, enfim, se contentar em ser apenas o que são: prosélitos da madraçal esquerdista, agora em sua versão eletrônica. Vamos ver qual vai ser a próxima causa a mobilizar as tais células dormentes na internet.

Meus comentários

Aliás, tudo isso que Reinaldo mencionou em relação aos petralhas vale também para os gayzistas e os humanistas seculares.

Vejamos aqui um exemplo de uma mensagem que um gayzista postou para a psicóloga cristã Rosângela Justino:

E aí, vadia? Não vou te chamar de piranha, porque elas, as prostitutas, são muito mais dignas de respeito do que você. Gostou da nova lei do INSS que dará direitos de pensão definitivamente aos casais gays? Vai protestar? Vai jogar uma bomba nos prédios do INSS? Porque não joga uma bomba em você e no Silas Malafaia pra gente se livrar de dois seres do mal de uma vez? Aliás, nunca mais soube daquele velho chifrador de esposa desde a eleição da Dilma. Ele deve estar com vergonha porque toda a campanha imunda que ele fez contra a Dilma foi pelo ralo. Isso mostrou que o povo brasileiro está acordando pra essa sujeira que infesta nosso país, que é essa merda de religião homofóbica e intolerante.

Quer dizer, cai exatamente naquilo que Reinaldo Azevedo apontou.

Temos, portanto, que começar a entender aqueles que estão do outro lado: esquerdistas, humanistas, gayzistas.

Eles são movidos pelo ódio. Eles nos odeiam mais que tudo.

Por isso, a vigilância em relação à eles deve ser cada vez maior.

A desonestidade de Richard Dawkins mais uma vez desmascarada… agora em vídeo

2

Snowball, do excelente blog “Quebrando o Encanto do Neo Ateísmo” (e colega de atuação no site Teismo.net), postou o vídeo acima, mostrando um evento que trazia a participação de Richard Dawkins e William Lane Craig.

Embora não seja sido um debate formal, e ambos tenham tido pouco tempo, foi o suficiente para Dawkins armar o seu circo de fraudes.

No vídeo, Dawkins ignora formalmente o argumento de Craig para mentir sobre seu oponente.

O video, aliás, veio a calhar justamente em um momento em que alguns neo ateus dramatizam em meu Formspring, reclamando que eu não os respeito.

Mas como eu poderia respeitar um tipo de atitude como essa de Dawkins?

No dia em que eu respeitar posturas como essa eu meto a minha cabeça na privada e puxo a descarga.

O respeito que eu tenho pela totalidade do discurso de Dawkins é o mesmo que eu poderia ter pelos atos de um fraudador de cartão de crédito. Ou mesmo pelos atos de alguém que pratica qualquer tipo de fraudes corporativas.

Eu mesmo acho que os argumentos de William Lane Craig são ótimos, e sua coerência ao abordá-los impecável.

Mas acredito que ele respeita demais pessoas que estão lá para mentir sobre ele o tempo todo.

Como eu não respeito a atitude de alguém que pratica fraudes, eu já trato Dawkins e todos aqueles que o seguem da única forma aceitável, que é chamá-los de safados e indignos, enquanto eles tem plena noção de que têm que aguentar ouvir isso calados.

Quando dizemos a um fraudador de cartão de crédito “meu caro, sua fraude foi descoberta, agora defenda-se nos tribunais, e você é safado”, ele não dramatiza. Ele se cala, pois sabe que é um picareta.

Pelo mesmo motivo, os neo ateus e humanistas não têm razão para exigir que eu trate seus líderes como se eles fossem pessoas honestas.

O vídeo acima dignifica toda minha postura assertiva contra eles.

Uma mensagem de Feliz Natal, por Ann Coulter

3

Foi traduzido pelo Mídia sem Máscara o texto “O avarento Scrooge era esquerdista”, da sempre implacável Ann Coulter.

Reproduzo-o abaixo:

É época de Natal. Por isso, os esquerdistas, que não querem nada com Deus, estão citando a Bíblia para exigir a redistribuição de renda mediante força governamental. Jesus não disse “Bem-aventurados os burocratas da assistência social do governo, pois dos tais é o reino dos céus”?

Os esquerdistas estão sempre indignados e acusando os conservadores de afirmar que Deus está do nosso lado. O que de fato dizemos é: Estamos do lado de Deus, principalmente quando os esquerdistas estão exigindo que Deus seja banido das escolas públicas, querem impor leis de aborto legal irrestrito e exigem que o dinheiro do imposto dos trabalhadores seja gasto em “obras de arte” como quadros de Jesus submersos em jarro de urina ou quadros da Virgem Maria cobertos de fotos pornográficas.

Mas para esquerdistas como Al Franken, não há a menor dúvida de que Jesus apoiaria um aumento no seguro-desemprego federal.

Isso não tem nada a ver com a Bíblia, mas ilustra bem o que Shakespeare quis dizer quando disse que o “diabo pode recitar a Bíblia para atingir seus propósitos”.

O que a Bíblia diz sobre fazer doação para os pobres é: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”. (2 Coríntios 9:7 NVI)

Mas ser forçado a pagar impostos sob a pena de ir para a cadeia não é algo voluntário e raramente é algo feito com alegria. Além disso, nossos impostos não vão para “os pobres”. Em grande parte, nossos impostos vão para funcionários governamentais que ganham mais dinheiro do que você ganha trabalhando.

As razões por que os esquerdistas adoram o governo redistribuindo dinheiro é que as políticas de redistribuição permitem que eles passem por cima da parte da caridade que envolve abrir o próprio bolso e entregar o próprio dinheiro. Conforme sabemos a partir de estudo após estudo, eles não aguentam fazer isso – a menos que lhes sejam garantidas entrevistas coletivas à imprensa onde eles possam se gabar de sua generosidade.

Arthur Brooks, professor da Universidade de Syracuse, fez um estudo sobre doações para entidades filantrópicas nos EUA. O estudo revelou que os conservadores doam 30 por cento a mais para instituições de caridade do que doam os esquerdistas, apesar do fato de que os esquerdistas têm rendas mais elevadas do que os conservadores.

Em seu livro “Who Really Cares?” (Quem realmente se importa?), Brooks comparou as doações de caridade de quatro grupos: conservadores cristãos, esquerdistas seculares, conservadores seculares e esquerdistas “cristãos”.

A conclusão surpreendente dele foi que… o esquerdista Al Franken foi o homem que mais fez doações!

Ha, ha! Só estou brincando. Os conservadores cristãos, o maior grupo (perfazendo uns 20 por cento da população), foram os que mais fizeram doações para as instituições de caridade – 2.367 dólares por ano, em comparação com 1.347 dólares para os EUA em geral.

Mesmo em se tratando de instituições de caridade puramente seculares, os conservadores cristãos doam mais do que os outros americanos, o que é de surpreender, pois os esquerdistas se consideram especialistas em “entidades de caridade” que lhes dão um benefício direto, tal como balé ou as escolas particulares de elite para seus filhos.

Aliás, os cristãos, diz Brooks, “fazem mais caridade em todos os aspectos não religiosos que dá para se medir”.

Brooks revelou que os conservadores doam mais em tempo, serviços e até sangue do que os outros americanos, notando que se os esquerdistas e moderados doassem tanto sangue quanto os conservadores doam, o abastecimento de sangue aumentaria em cerca de 50 por cento.

Deviam estabelecer bancos de sangue nas reuniões do movimento conservador Tea Party.

Em média, uma pessoa que frequenta cultos cristãos e não crê na redistribuição de renda doará 100 vezes mais – e 50 vezes mais para instituições seculares de caridade – do que uma pessoa que não frequenta cultos cristãos e crê fortemente na redistribuição de renda.

Os esquerdistas seculares, o segundo maior grupo (perfazendo 10 por cento da população), foram os mais brancos e ricos dos quatro grupos. (Alguns de vocês talvez os conheçam também como os “insuportáveis alardeadores”.) Esses “mesquinhos de bom coração”, como os chama Nicholas Kristof, colunista do jornal esquerdista New York Times, foram os mais sovinas, logo atrás dos conservadores seculares, que são caras brancos em grande parte jovens, pobres e excêntricos.

Apesar de sua riqueza e vantagens, os esquerdistas seculares fazem doações para entidades de caridade a uma taxa de 9 por cento menos do que todos os americanos e 19 por cento menos do que os conservadores cristãos. Eles tinham também “consideravelmente menos probabilidade do que a média da população de devolverem troco a mais lhes dado por engano por um caixa de loja”. (Ao atender a deputada esquerdista Nancy Pelosi numa loja, conte o troco com todo cuidado!)

Contudo, os esquerdistas seculares têm 90 por cento mais de probabilidade de dar discursos santarrões no Senado exigindo a redistribuição forçada de renda. (Essa exigência subiu 7 por cento desde o ano passado!)

Examinaremos esquerdistas específicos na próxima semana.

É desnecessário dizer que os “esquerdistas cristãos” perfizeram o menor grupo (cerca de 6 da população).

O que é interessante é os esquerdistas cristãos foram também o “grupo mais confuso” de todos. Composto em grande parte de negros e unitaristas, os esquerdistas cristãos alegam que fazem quase tantas doações de caridade quanto os conservadores cristãos, mas a suposição é que os unitaristas são os responsáveis pelos números baixos deles, tornando-os o segundo colocado em doações para instituições de caridade.

Brooks escreveu que ele ficou chocado com suas conclusões, pois ele cria que os esquerdistas “genuinamente se importavam mais com os outros do que os conservadores se importavam” – provavelmente porque os esquerdistas estão sempre nos dizendo isso.

Por isso, ele refez os cálculos e coletou mais dados, mas os resultados que vinham eram sempre os mesmos. “No fim”, diz ele, “não tive opção senão mudar minha perspectiva”.

Cada segundo estudo sobre o assunto produziu resultados semelhantes. Aliás, um estudo sobre filantropia no Google revelou uma disparidade ainda maior, com conservadores fazendo 50 por cento mais doações do que os esquerdistas. O estudo do Google mostrou que os esquerdistas fizeram mais doações para causas seculares em geral, mas os conservadores ainda fizeram mais doações conforme a percentagem de suas rendas.

O Índice de Ajuda Humanitária analisou uma década de declarações estaduais e federais do imposto de renda e constatou que as regiões conservadoras eram muito mais generosas do que as regiões esquerdistas, com a percentagem mais elevada dos pães duros vivendo na região esquerdista do Nordeste dos EUA.

Em seu livro “Intellectuals” (Intelectuais), Paul Johnson cita Pablo Picasso debochando da ideia de que ele faria doações às pessoas que estão em necessidade. “Temo que você entendeu errado”, explica Picasso, “somos socialistas. Não fingimos ser cristãos”.

Feliz Natal a todos, tanto para avarentos esquerdistas quanto para cristãos generosos!

Meus comentários

E não é que a Ann Coulter tirou a dúvida que eu havia lançado no texto “Algumas Inovações para conseguirmos suportar conviver com esquerdistas”?

Se os esquerdistas pudessem pagar impostos opcionais, além da taxa obrigatória, será que fariam?

Como mediríamos os atos de caridade (que devem ser voluntários) da parte deles?

O tipo de investigação citada por Coulter é essencial para atacarmos a essência do discurso de esquerda, baseado no self selling alegando que eles são os portadores da “justiça social”.

Bem, pelo que vimos, só se for com o dinheiro dos outros…

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