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Técnica: Eu não sou comunista

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Última atualização: 21 de janeiro de 2011 – [Índice de Técnicas][Página Principal]

Geralmente, em debates, esquerdistas e humanistas tentam confundir a platéia com este truque, que ocorre sempre que identificamos o perfil esquerdista deles.

Antes de falar do estratagema em si, é importante dizer o que significada, para nós, identificar o perfil esquerdista da outra parte.

Quando debatemos com um humanista, por exemplo, identificamos vários elementos em comum com todos os esquerdistas, pois os próprios humanistas são os originadores do esquerdismo. E o mesmo vale para qualquer tipo de esquerdista, mesmo que não se identifica como humanista.

Identificar esse perfil FACILITA O NOSSO TRABALHO, pois combatemos um tipo de discurso com vários padrões em comum, como por exemplo:

  • Simulação de apoio à causa de minorias, para ter uma desculpa para o estado inchar (pois este passaria a ser o protetor das minorias)
  • Discurso anti-religioso
  • Ódio absoluto a qualquer manifestação de pensamento conservador
  • Aliança nas principais causas da agenda humanista/esquerdista: apoio ao casamento gay, doutrinação escolar, tolerância ao crime, etc.

Além de todos esses itens, ainda temos a totalidade da mentalidade revolucionária nestas pessoas. Lembremos o que configura a mentalidade revolucionária:

  • (a) promessa de um futuro utópico, inexorável
  • (b) ausência completa de julgamento moral para os atos do grupo que defende essa idéia, pois ela é tão bela que os fins justificam os meios
  • (c) remodelação do conceito de ser humano, na busca do super-homem
  • (d) ambições globais
  • (e) sensação de ser um agente da luta por esse futuro

Obviamente, fica fácil de classificar essas pessoas.

É exatamente por isso que um seguidor de Richard Dawkins, um eleitor do Obama ou um militante do PT estão todos na mesma categoria: esquerdista.

E por esse mesmo motivo eles não querem ser identificados. Fugindo dessa identificação, eles tentariam dizer que são “diferentes” daqueles cujo comportamento identificamos. (Mas não se deixe enganar, pois o modelo de comportamento deles é sempre o mesmo)

E para fugir dessa identificação, eles dizem, ao serem classificados como “esquerdistas”, que “não são comunistas”.

O truque deles está em um erro de categoria, que tenta enganar a platéia fingindo que a ÚNICA FORMA de esquerdismo seria o comunismo.

Vejamos o que seria uma variação deste truque, ao realizar a situação de uma pessoa sendo classificada como torcedor de futebol. Ele poderia responder: “Eu já disse que não torço para o Corinthians!”.

O problema é que ninguém o havia acusado de ser torcedor do Corinthians, mas sim de ser torcedor de futebol. Ele pode torcer para o Flamengo, Santos, Internacional ou qualquer outro time (portanto, sem torcer para o Corinthians) que ele continuaria sendo um torcedor de futebol.

Da mesma maneira, alguém pode ser esquerdista, mas ser um adepto do globalismo humanista, social democracia, liberalismo obamista ou mesmo o marxismo. Ele pode combinar um ou mais desses rótulos, mas nem de longe necessita todos eles para ser um esquerdista.

Portanto, alguém dizer que “não é comunista” não o livra da situação de continuar sendo um esquerdista, e ter o seu comportamento e discurso mapeado de acordo com o discurso esquerdista.

É por isso que, quando alguém diz “não sou comunista”, após ter sido acusado de esquerdista, respondo em seguida: “Mas quem foi que te chamou de comunista aqui?”.

Em seguida, é só mandar pastar, para evitar que ele atrapalhe o debate.

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Técnica: Simulação de luta por falsos direitos

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Esta é uma técnica usada por todo e qualquer esquerdista aderente a “movimentos sociais” que simulem a luta “pelas minorias”.

Daí para fingir que a causa é legítima, chamam sua luta de “busca por direitos”.

O problema é que em muitos casos eles não tratam de “direitos”, mas sim de requisições que eles GOSTARIAM que se tornassem direitos.

Vamos a um exemplo simples do que é um direito.

É reconhecido em nossa sociedade o direito à propriedade.

Se alguém invade a casa de outrém, e este tem o reconhecimento legal de sua propriedade, é possível buscar na justiça a reparação, ou indenização, ou qualquer forma de ação legal.

Neste caso, temos a luta por um direito. Uma luta legítima.

Agora, no extremo oposto, imaginemos a pedofilia.

Ninguém tem razão ao alegar o “direito à pedofilia”, pois nem de longe isto é um direito.

Hoje em dia muitos adeptos de movimentos gays defendem o sexo com crianças e sua respectiva legalização. Mas isso não é uma luta por um direito. No máximo, uma ambição. Uma tentativa de se tornar um desejo algo que fosse reconhecido como um direito.

E o mesmo se aplica no caso do casamento gay.

Diariamente, ideólogos gayzistas, humanistas e esquerdistas dizem que lutam pelos “direitos gays”, ao pedir coisas como casamento gay, adoção de crianças por homossexuais e daí por diante.

Mas, novamente, isso não são lutas por direitos, pois o que eles pedem não é algo que lhes pertence de direito. Na verdade é o oposto.

Em termos de estrutura, o estratagema se resume a fingir que estamos diante de um direito (portanto, seria uma requisição legítima), quando na verdade estamos diante de desejos de converter algumas intenções políticas em um direito (e nesse caso, o máximo que existe é uma intenção política).

A refutação é bem simples: sempre que um ideólogo protestar que está “lutando por seus direitos”, devemos checar se realmente aquilo que ele reclama é um direito.

Quase sempre não é.

Um exemplo prático do potencial da espiral do silêncio… e por que deveríamos nos preocupar com isso urgentemente

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Quero compartilhar uma experiência que me ensinou como nasce o processo de espiral do silêncio, como ele pode ser arquitetado, e, ainda mais, como podemos MEDIR OS RESULTADOS de sua aplicação.

Antes de iniciar, eu gostaria de avisar que os atos descritos aqui não representam nenhuma atitude anti-ética, mas sim estratégica, dentro de uma atuação de política corporativa. E, com isso, ajudei a proteger o emprego de 95 pessoas decentes.

Também quero avisar que omitirei detalhes de meu papel neste conflito corporativo. Farei isso para proteger a identidade das pessoas afetadas, que tiveram suas carreiras prejudicadas.

Como não tenho nada pessoal contra essas pessoas, omitirei até o meu papel detalhado neste conflito. Não direi o nome da empresa, assim como não direi o nome do tipo de serviço sob análise.

Mas trarei uma descrição do ocorrido, pelo potencial explicativo da experiência.

Com isso, atendo dois objetivos: (1) explico como usar de forma prática a espiral do silêncio a favor do grupo a que se pertence, (2) mostro o que acontece com as vítimas da espiral do silêncio, principalmente aquelas que não estão cientes e não sabem jogar este jogo.

Primeiramente, quero explicar o cenário abordado aqui: uma das maiores consultorias do Brasil, especializada em serviços na área de TI. (Novamente, afirmo que não mencionarei o tipo de serviço)

O problema é que uma de suas unidades de negócio, com 3 clientes de grande porte, começou a apresentar problemas identificados pela área de relacionamento com o cliente.

Junto com esses problemas, conseqüências como encerramento de contratos se tornaram uma constante.

Dentro dessas 3 contas, realize a situação do momento do conflito: mais de 95 pessoas trabalhando.

Cada uma dessas 3 contas tinha um gerente de contas.

E foi justamente aí que fui convocado para resolver o problema.

Em uma investigação encontramos a causa raiz: todos esses 3 gerentes, que haviam atuado juntos no passado, tinham uma crença de que os serviços prestados deveriam ser diretamente proporcionais à documentação enviada pelo cliente. E, como na maioria das grandes empresas, documentações detalhadas dificilmente são enviadas criou-se, nas equipes, a crença de que “o cliente é ruim, portanto não merece ser bem tratado”.

Parece ser absurdo? Mas é exatamente isso o que ocorria.

Solidificou-se, a partir desses 3 gerentes, a idéia (contaminada rapidamente em todas as equipes) de que não existiam problemas internos de processo e nem de qualidade do serviço prestado. Tudo tinha um simples motivo: “o cliente é ruim, desorganizado, e portanto não deve cobrar qualidade do serviço prestado”.

Juntamente com essa crença, a pesquisa de satisfação em relação aos serviços caiu vertiginosamente.

Foi quando um dos clientes pediu a substituição de um dos gerentes de conta.

A direção, ao invés de demitir este gerente, substituiu-o por um de seus companheiros de crença no “cliente ruim”. E mandou-o para uma dessas outras 3 contas problemáticas.

Ou seja, trocaram 6 por meia dúzia!

Mesmo assim, a direção tinha a convicção de que existia um problema a ser resolvido e clientes a serem reconquistados.

Mas como fazer isso se os gerentes de conta tinham a crença de que “o serviço não precisa melhorar, o cliente é ruim demais”?

Outro problema sério: ainda que a direção quisesse resolver o problema, esses 3 gerentes de conta tinham uma boa REPUTAÇÃO (por causa de um passado de resultados, quando o mercado não era tão competitivo nessa área) perante os executivos.

Se os gerentes eram intocáveis, e tinham uma crença que estava prejudicando os negócios, como resolver essa situação?

Eis que cheguei até em pensar em desistir do projeto, pois se os líderes (que sempre contaminam a equipe com suas idéias) acreditavam em uma idéia que levaria certamente ao fracasso não podiam ser retirados, dificilmente teríamos algum resultado para o plano de ação.

Estava pensativo em casa, idealizando qual decisão tomar. Abandonar o projeto? Ou até a empresa?

Foi quando, quase sem querer, eu vi na estante o livro “Spiral of Silence”, de Elisabeth Noelle-Neumann. Surgiu aí uma epifania.

Mesmo assim, tive minhas dúvidas. Será que aquilo que os esquerdistas têm feito no cenário político funcionaria da mesma forma na política corporativa? Pensei comigo mesmo: “não custa tentar”.

Há uma diferença entre a atuação descrita aqui e a dos esquerdistas. Os argumentos destes últimos não passam por um crivo cético. Mas os argumentos corporativos do meu grupo passaram por todos os crivos.

É o seguinte: elaboramos um relatório de auditoria que capturou a percepção do cliente, além de análises do contrato, e um benchmark do mercado.

Também conseguimos “isolar” o grupo a ser atacado. Simplesmente, eram os crentes na idéia de que o “cliente era ruim”. Existia uma outra crença, que defendia a inflexibilidade na prestação de serviços, mas todos os portadores desta crença eram os mesmos portadores da idéia “cliente ruim”. (Para facilitar esta explicação, a partir de agora tratarei essa idéia como “crença no cliente ruim”)

Poderíamos ter várias linhas de ação, mas aquela priorizada incluía justamente a aplicação da espiral do silêncio.

Para começar, nos certificamos de que o argumento era bom. E apresentamos o problema. Em seguida, fizemos fortíssimas críticas à “crença no cliente ruim”.

A direção da empresa compreendeu perfeitamente e já pensou na ação imediata. Demitir 1 ou 2 desses gerentes, ou talvez até os 3, e corrigir o problema. Mas suas equipes costumavam respeitá-los.

Alguém poderia questionar: “por que não demitir todos?”. Isso seria inviável, pois perderíamos um valioso capital intelectual, o que seria muito arriscado em um período desses.

Foi exatamente aí que começou a aplicação da espiral do silêncio.

Definimos uma estratégia de ridicularização da “crença no cliente ruim”.

Para potencializar esses resultados, infiltramos alguns ótimos profissionais (naturalmente extremos opositores da “crença no cliente ruim”) nas equipes, que estavam sob intervenção, por causa dos planos de ação.

Por causa da influência desses novos atores, o processo de desmoralização dos antigos gerentes de conta ocorreu de forma fulminante.

A “crença no cliente ruim” foi considerada, nesse curto espaço de tempo, quase como uma doença venérea.

A direção aproveitou o momento para fazer uma apresentação na qual ficou praticamente proibida a “crença no cliente ruim”.

Alguns funcionários chave, que respeitavam os gerentes de conta, passaram a criticá-los pelas costas de forma duríssima, muitas vezes em tom jocoso.

Com uma velocidade absurda, muitos antigos apoiadores agora eram favoráveis à demissão deles.

O momento político foi aproveitado para demitir 2 desses gerentes, e rebaixar o terceiro.

A espiral do silêncio tinha funcionado justamente por tornar ridícula a “crença no cliente ruim”.

A partir desse momento, os adeptos dessa crença não mais se manifestavam, o que ajudou a extirpar do cenário os gerentes que a defendiam.

Por causa da espiral do silêncio, uma idéia antes considerada vigente se tornou praticamente uma doença. Algo que causaria vergonha em alguém.

Os crentes no “cliente ruim” foram para a espiral do silêncio.

Simplesmente, o uso de atores nos locais certos (pessoas com capacidade de influenciar) tornou uma crença vigente como uma idéia que todos teriam vergonha até mesmo em expressar.

Os resultados foram imediatos. Dois novos contratos foram conquistados em uma semana.

Os clientes dessa unidade sentiram uma reviravolta na forma de atendimento, e tal surpresa resultou em benefícios para o negócio.

Pelo experimento que realizei, dá para compreender que o processo DEPENDE da desmoralização daqueles que acreditam em uma idéia danosa.

Outra lição aprendida, na prática, é que todo esse processo fracassaria se o grupo CONTRÁRIO ao grupo a ser atacado não tivesse forte crença na idéia alternativa. Quer dizer, foi preciso trazer pessoas que acreditassem que “o cliente era bom, o processo interno e a capacitação é que tinham que melhorar”. Essas pessoas foram fundamentais para o sucesso da iniciativa.

Alguns acham que apenas um argumento bom é o suficiente.

Eu acho que o argumento bom AJUDA MUITO.

Mas sozinho não é suficiente.

Em um conflito de idéias, se um dos grupos tiver um argumento ruim que mesmo tempo seja danoso para o outro grupo, é preciso DESMORALIZÁ-LO, primeiramente pela ridicularização das idéias dele, e posteriormente a ridicularização das próprias pessoas que acreditam nessa idéia.

Com exceção de bons argumentos, essa é a fórmula usada pelos esquerdistas há muitas décadas.

Da mesma forma, os neo ateus simplesmente atuam com um objetivo: jogar o religioso na espiral do silêncio.

Como ambos os grupos adversários nossos NÃO TEM BONS ARGUMENTOS, temos uma oportunidade em mãos.

Mas NOSSOS BONS ARGUMENTOS SERÃO INÚTEIS, se não jogarmos o jogo da espiral do silêncio.

Temos que começar a agir de forma que possamos ridicularizar os esquerdistas e humanistas pelas crenças que eles possuem.

Que a espiral do silêncio funciona, quanto a isso não tenho mais dúvidas.

Jared Lee Loughner e Tea Party? OU Como a esquerda redefine a expressão “mentir sobre o oponente”

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É notícia em voga o tiroteio que matou seis pessoas e deixou ferida a deputada democrata Gabrielle Giffords nos Estados Unidos.

O mais bizarro, por sua vez, é como a esquerda americana (assim como a mídia brasileira de esquerda, por tabela) perdeu qualquer noção de dignidade ao tentar atribuir o crime ao Tea Party, como pode ser visto no texto publicado no UOL, “Esquerda Americana Critica Retórica Bélica do Tea Party após tragédia no Arizona”.

Veja abaixo:

O tiroteio que deixou seis mortos e uma deputada democrata gravemente ferida no último sábado no Arizona indignou a esquerda americana, que denunciou a “retórica envenenada” dos ultraconservadores como um dos elementos que podem ter desencadeado a tragédia.

O senador democrata de Illinois, Richard Durbin, disse no domingo à cadeia de televisão CNN que alguns slogans do movimento ultraconservador Tea Party durante as eleições legislativas de novembro podiam levar a “pessoas instáveis a pensar que atos de violência são aceitáveis”.

Durbin citou frases utilizadas por Sarah Palin, ícone da direita norte-americana, dirigidas à deputada vítima do ataque, Gabrielle Giffords, que conseguiu sua cadeira na Câmara dos Representantes por uma estreita margem no Arizona frente a um candidato do Tea Party.

Uma das seis vítimas mortas no ataque, Christina Taylor Greene, nasceu em 11 de setembro de 2001

Palin tinha declarado a seus partidários, em linguagem bélica: “não retrocedam, recarreguem [suas armas]” ou inclusive “considere os colégios eleitorais como alvos”. Posteriormente, Palin defendeu o uso destes slogans dizendo que se tratava de metáforas na luta eleitoral.

Sem estabelecer um vínculo direto entre as declarações de Palin e o ataque do sábado, o senador Durbin, que as qualificou de “retórica envenenada”, afirmou que a imprensa deveria sentir-se obrigada a dizer que tais slogans “ultrapassam os limites”.

“Talvez sejam aceitáveis do ponto de vista da Constituição americana, mas não deveriam ser uma retórica aceitável, e não deveríamos divulgá-la no rádio e na televisão”, completou Durbin, em referência à primeira emenda da Constituição que garante a liberdade de expressão.

O senador republicano do Tenessee Lamar Alexander rejeitou a insinuação segundo a qual Palin poderia ser indiretamente responsável pela tragédia, formulando ao mesmo tempo um chamado contra a violência política.

“Deveríamos ser muito prudentes quanto a imputar as ações de um indivíduo mentalmente perturbado a um grupo particular de americanos que têm suas próprias convicções políticas”, declarou Alexander à emissora CNN.

Alexander afirmou que o atirador, Jared Lee Loughner, 22, lia Karl Marx e Hitler e tinha queimado a bandeira norte-americana, “o que não corresponde ao típico perfil de um membro do Tea Party”.

Sarah Palin divulgou no sábado uma breve mensagem no Facebook, apresentando suas “sinceras condolências” às vítimas do tiroteio.

Rebecca Mansour, que trabalha em sua equipe de campanha, defendeu-se no domingo de qualquer responsabilidade no ataque. “Não temos absolutamente nada a ver com isso”, afirmou em declarações a um programa de rádio.

Gabrielle Giffords, alvo de violentas críticas do Tea Party, em especial por sua oposição a uma controversa lei sobre imigração e por seu apoio à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama, tinha recebido várias ameaças durante a campanha.

Clarence Dupnik, xerife (democrata) do condado que inclui o distrito de Giffords, denunciou no sábado a deterioração do clima político que, na opinião dela, aumenta o risco de tais ameaças.

“Todas essas declarações ácidas que inflamam as paixões do público americano, transmitidas por gente que faz delas uma profissão, talvez seja liberdade de expressão, mas têm consequências”, disse Dupnik durante coletiva de imprensa em Tucson.

Dupnik voltou ao tema no domingo. “Creio que a retórica do ódio, o desafio do governo, a paranoia sobre os atos do governo, e as tentativas de exacerbar (os sentimentos) do público todos os dias, 24 horas, tem um impacto nas pessoas, sobretudo de desequilíbrio”, afirmou.

Meus comentários

Como sói ocorre nesses casos, o dramalhão da esquerda já começou.

O que revela uma extrema falta de sensibilidade desse pessoal, pois ao invés de renderem homenagens à morta, preferem capitalizar em cima da tragédia.

O problema é que tal capitalização é feita através de mentiras deliberadas, com o único intuito de criar uma sensação de ódio contra os conservadores.

A técnica liberal é exatamente o famoso estratagema “Acuse-os do que fazemos”, de Lênin.

Eles sabem que estão fazendo campanhas de ódio, dedicam sua vida à isso, e para disfarçar acusam seus oponentes de fazê-lo.

E qual a evidência dos esquerdistas?

Discursos de Saran Palin dizendo “não retrocedam, recarreguem” ou “considere os colégios eleitorais como alvos”.

Quer dizer, alguém de direita afirma a expressão “alvos”, e o sujeito já extrapola para “alvos militares”.

O grande problema em todo esse chororô desonesto é que o assassino, Jared Lee Loughner, não tem nenhuma filiação com movimentos conservadores e nem com Tea Party.

É exatamente a situação oposta: Loughner era ateu militante, leitor de Ayn Rand, adorava o anarquismo, e tinha como seus livros de cabeceira Mein Kampf, de Hitler, e Manifesto Comunista, de Marx.

No dia em que isso virar influência direitista, então eu terei virado comunista.

A acusação da esquerda em tentar associar o Tea Party com o assassinato da deputada é uma das atitudes mais torpes da política recente.

Chega a superar em vileza e falta de dignidade até mesmo a acusação da “bolinha de papel” feita pelos petralhas em cima do José Serra.

Se rotulá-los de safados e desonestos por causa desse tipo de atitude é o que eles chamam de “retórica de ódio”, então não adianta espernearem, pois enquanto continuarem mentindo temos toda a moral para identificarmos a falta de caráter em seus atos.

Se alguém vier mentindo tentando associar Loughner ao Tea Party ou ao conservadorismo, não somente podemos chamá-los de picaretas.

Quiçá até uma cuspida no olho seria um revide justo!

Dilma dá um tapa na cara (merecido) de seus eleitores religiosos

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Segundo notícia da Folha, logo em sua primeira semana, Dilma Rousseff mandou tirar a Bíblia e o crucifixo de seu gabinete:

Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede.

Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas.

A presidente também trocou móveis para deixar o ambiente “mais confortável”. Os estofados coral, usados no Palácio do Catete no governo Vargas, foram substituídos por poltronas e um sofá da linha Navona, do arquiteto Sergio Rodrigues.

Dilma começou a trabalhar às 9h30. O primeiro compromisso é com Helena Chagas (Comunicação Social) para se informar; a seguir, com o chefe de gabinete, Gilles Azevedo; depois com Antonio Palocci (Casa Civil).

A presidente não tolera atrasos. Pede objetividade e não gosta de expressões como “eu acho”. Apesar do estilo rígido, um interlocutor que acompanhou os primeiros dias de Lula no poder diz que a sensação é de que Dilma está “mais à vontade”.

No período inicial, uma semelhança entre eles: Lula priorizou a agenda interna. Dilma faz o mesmo ao ter o trabalho dominado por reuniões com ministros.

Meus comentários

Antes de tudo, o essencial: na Internet, sites ateus estão empolgadíssimos com a atitude de Dilma.

Ela, que disse durante toda a campanha que estaria ao lado das lideranças religiosas, já fez o oposto quando assumiu a presidência.

Quer dizer, eles admiram Dilma por ter oficialmente mentido para o eleitorado a respeito de sua religião durante a campanha. É por isso que podemos dizer que esquerdistas, assim como humanistas, não apenas são desonestos, como também glorificam a desonestidade alheia, desde que esta desonestidade seja praticada por alguém do seu grupo contra o grupo oponente.

Diante disso, já podemos concluir que as comemorações neo ateístas pela atitude de Dilma são um tiro no próprio pé deles. Eles simplesmente estão glorificando a falta de caráter.

O mais divertido, no entanto, é ver a cara de muitos eleitores religiosos. Sim, pois vários líderes religiosos, como Marcelo Crivella, Gabriel Chalita e Edir Macedo, apoiaram a campanha da Dilma.

E muitos religiosos votaram nela.

E agora vão ter que aguentar não só ela implementando a mesma anti-religiosidade que norteou o governo de Chavez, como também lutando ferrenhamente a favor do aborto. Enfim, desprezando todos os acordos feitos com os líderes religiosos.

É claro que não fico satisfeito em ver um socialismo de orientação ateísta ser implementado, nos moldes da Rússia stalinista e do governo chavista.

Mas gostaria de ver agora a cara de vários eleitores católicos e evangélicos (sim, pois vários deles votaram em Dilma) neste momento.

Deveríamos dizer a eles: “Agora, calem a boca, pois vocês foram cúmplices disso!”.

Rótulo: Fascista

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Última atualização: 22 de dezembro de 2012 – [Índice de Rótulos] [Página Principal]

Essa rotulagem é executada por esquerdistas (geralmente os da extrema-esquerda marxista) quando estão perdendo o debate. Ou seja, quase sempre.

Basicamente, é uma técnica de xingamento, que visa chamar todo adepto do pensamento de direita de fascista. Em termos técnicos, é o estratagema erístico do rótulo odioso.

Os esquerdistas sabem que o rótulo “fascista” possui uma conotação pejorativa, com toda justiça. E a partir disso tentam tirar o seu adversário do debate rotulando-o de fascista.

Entretanto, se prestarmos uma atenção mais detalhada, veremos que podemos transformar esse estratagema em um pesadelo para os esquerdistas.

Isso por que as principais características do fascismo estão mais associadas à esquerda do que propriamente à direita.

A principal dessas características era a idéia de que o estado ser maior do que a soma de seus indivíduos, noção inspirada em Rousseau, obviamente. Quer algo mais esquerdista que isso?

Ora, se o conservador de direita é contra o estado inchado e NÃO CONFIA no estado, logo de cara um dos pilares do fascismo é rejeitado.

Isso significa que eu, por ser conservador, defendo uma idéia (estado enxuto) que, se implementada, inviabiliza o fascismo por completo. Já o esquerdista defende uma idéia oposta (estado inchado) que é a essência do fascismo.

Ademais, o fascismo é baseado no totalitarismo, exercido pelo estado. Novamente, algo que se torna inviável pelas idéias conservadoras, mas totalmente possível por causa das idéias esquerdistas.

Entretanto, justiça seja feita: por rejeitar em vários aspectos algumas idéias de esquerda vigentes na época, talvez para ser uma “via alternativa”, não podemos definir o fascismo como esquerdismo 100% puro.

Mas igualmente não podemos definir o fascismo como um movimento de direita.

O mais correto é defini-lo como um movimento “fora da curva”, surgido em um perído de crise política, inspirado nos padrões de atuação de esquerda, mas com alguns pequenos pontos de diferenciação para dar uma falsa idéia de “visão alternativa”.

Portanto, o esquerdista está muito mais próximo do fascismo do que qualquer conservador.

O grande problema é que esquerdistas se acostumaram a usar esse rótulo em quantidade considerável, quase como um mantra, e ainda temos uma cultura de pouco revide à eles.

Devíamos mostrar, a cada vez que um deles vier com esse xingamento, a impossibilidade de um conservador ser aderente ao fascismo.

Em seguida, vale até a pena retrucar com um xingamento do tipo: “Fascista é você, seu filho da puta!”

Já fiz isso algumas vezes e dá para notar que eles são conscientes de que mexeram em vespeiro, pois basta estudarmos a definição do que é fascismo para saber que podemos dar tapas com luvas de pelica na cara deles a cada vez que tentarem usar o termo contra nós.

Técnica: Sem o estado, voltaríamos à barbárie

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Em geral, com esta técnica o esquerdista tentará justificar a intromissão do estado na vida das pessoas e o inchamento da estrutura estatal.

Com isso, eles diriam que “sem o estado, voltaríamos a um estágio de barbárie, sem a existência sequer de propriedades, e viveríamos a lei do cada um por todos”.

A primeira coisa que poderíamos dizer: é verdade.

Realmente voltaríamos a um estágio de barbárie e seria até mais arriscado viver em um mundo sem estado do que em um mundo com um estado inchado. (Quer dizer, se for igual um estado inchado como nos tempos de Pol Pot, aí a escolha já seria difícil…)

O detalhe é que essa alternativa proposta pelo esquerdista não existe.

Ou seja, a opção entre estado inchado (dos esquerdistas) e eliminação do estado (dos direitistas) é uma falácia do falso dilema.

Isso por que a afirmação de que o direitista defende a eliminação do estado é um estratagema da ampliação indevida. (Técnica na qual o alegador inventa uma versão exagerada do argumento do oponente, refuta essa versão exagerada e finge que refutou o argumento original)

O fato é que os adeptos do pensamento de direita não defendem estado inexistente, mas sim um estado enxuto.

Para se ter noção do absurdo deste estratagema, imaginem a situação daquela pessoa que está indignada com o excesso de peso de um familiar, e reclama: “nossa, você deveria emagrecer!”.Aí, desonestamente, alguém retruca: “Nossa, por que você quer que ele desapareça?!”

Isso dá uma dimensão do truque esquerdista.

Assim como neste exemplo de ampliação indevida a modificação de “enxuto” para “inexistente” muda todo o sentido da observação inicial, o mesmo acontece quando alguém mente ao dizer que os conservadores querem o estado “desaparecido”, quando na verdade querem o estado “enxuto”.

Sempre que um esquerdista tentar esse tipo de truque com você em debates, a sugestão é chamá-lo de mentiroso na lata.

Mas como é um estratagema que ele tende a praticar de forma até inconsciente, ele continuará repetindo a mentira.

Daí é como sempre digo: nosso papel no debate não é convencer o lado adversário, principalmente quando ele é desonesto, mas sim dizer para a platéia do debate o quanto o outro está sendo desonesto. E rotulá-lo da maneira devida.

Obs.: Como vocês puderam perceber, começa aqui uma nova seção do blog, entitulada “Estratagemas Esquerdistas”. É uma seção “irmã” da seção “Estratagemas Neo Ateístas”. Quando eu tiver uns 5 ou 6 verbetes, criarei uma página para esta nova seção também, assim como já existe para a outra.

“Gritos do Silêncio”, uma análise

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Esse blog retorna às atividades depois de quase uma semana de folga.

Motivo: aproveitei o final de ano para rever meus pais em Porto Alegre, e resolvi passar uns dias em uma chácara totalmente ausente do mundo.

Às vezes é preciso passar um tempo sem acessar os e-mails para alcançar esse estágio de “desconexão”.

É claro que com isso os updates para o site também tiveram que parar.

Mas deixemos isso para lá, e falemos do assunto que quero trazer aqui. Uma análise do filme “Gritos do Silêncio” (The Killing Fields, 1984), dirigido por Roland Joffé.

Na dvdteca de meu pai este DVD estava lá, escondidinho, com um encarte até mal produzido. (Acho que ele comprou em alguma promoção)

E, imperdoavelmente, até hoje eu não tinha assistido.

Problema resolvido.

Resolvi encarar os 142 minutos de projeção e não me arrependi.

A história é centrada em dois personagens, o repórter Sydney Schanberg (Sam Waterston) e o fotógrafo Dith Pran (Haing S. Ngor), ambos do The New York Times, cobrindo os dias finais da Guerra do Vietnã.

Na época, ambos estavam alocados no Cambodja, que tinha sofrido um bombardeio norte-americano recentemente.

Quando o exército do Khmer Vermelho, de Pol Pot, decidiu tomar o poder, aí é que o banho de sangue se alastrou, e todos os cambodjanos que tinham uma veia mais intelectualizada foram perseguidos.

É claro que Pran seria perseguido também.

Abaixo, segue a cena (infelizmente, em espanhol, pois foi o que encontrei no YouTube) do momento em que a embaixada americana é evacuada, antes da invasão do Khmer Rouge na capital:

Enfim, após essa sequência, Pran decide permanecer na capital junto com Schanberg.

O problema é que quando o Khmer Rouge começa a perseguir todos os cambodjanos, Pran é capturado, enquanto Schanberg consegue fugir para os Estados Unidos.

Lá, Schanberg recebe o prêmio Pulitzer por sua cobertura jornalística da guerra do Vietnã e dos conflitos cambodjanos.

Enquanto isso, Pran come o pão que o diabo amassou nos campos de trabalho forçado (campos de extermínio, principalmente) do exército vermelho.

Mesmo assim, “Os Gritos do Silêncio” não é um filme de carnificina. Também não possui ação.

É mais um drama amargo, de ritmo até lento, mas com uma direção precisa e atuações estupendas.

Dentre essas atuações, a melhor de todas é a de Haing S. Ngor, que interpreta Dith Pran.

Foi seu primeiro trabalho profissional como ator.

No passado, ele próprio foi um sobrevivente dos campos de concentração de Pol Pot, e talvez por isso a sua atuação seja tão carregada de sentimento. Ela é genuína em todos os aspectos.

Abaixo, alguns momentos do horror cambodjano, também retirados do filme:

Hoje em dia, tanto Dith Pran como Haing S. Ngor estão mortos. Ngor morreu nos Estados Unidos em 1996, assassinado por criminosos.

Pran morreu em 2008, vítima de câncer pancreático.

Alguém poderá dizer: “Luciano, você estragou a surpresa do filme entregando o final!”

Mas que surpresa, se todos sabemos que Pran foi para os Estados Unidos após fugir dos campos de concentração e morreu recentemente por lá?

Assim, não considero essa revelação como um “spoiler”, e creio que isso não deva desmotivar ninguém de assistir ao filme.

O final, obviamente, mostra Pran conseguindo fugir dos campos de concentração e se encontrando com o amigo Schanberg.

E é aí que ocorre o momento mais irônico de toda a fita.

O reencontro de Pran com Schanberg acontece ao som de “Imagine”, de John Lennon.

Para quem não se lembra, a música é um dos temas de campanha de Richard Dawkins. Sam Harris também já a usou como forma de propaganda.

Claramente, é um lema marxista. Lembremos:  “Imagine… no religion… no possessions…no need for greed… all the people sharing all the world…”

Quer dizer. Seguir o que a canção diz foi exatamente o que o governo de Pol Pot fez.

Não sei se o diretor Joffé usou a música como forma de ironia.

Se fez, foi genial. E muitos não perceberam.

Mas se a usou seriamente, como emblema “anti-Guerra”, podemos elencar o uso dessa canção como a pior escolha para servir de pano de fundo na história do cinema.

No Cambodja, tivemos 2 milhões de pessoas mortas (para um país de 7 milhões de pessoas), o que proporcionalmente qualifica o país como o campeão mundial de genocídios, superando os regimes também marxistas da União Soviética e da China.

Só que ideologias como as que Lennon pregava em sua música são o suporte que esses governos encontraram para fazer suas atrocidades. Sempre em nome do “mundo ideal, sem injustiças”.

Como conclusão, gente como John Lennon não compunha letras “contra” a guerra, mas sim dando combustível para massacres.

Tecnicamente, a música de Lennon tem a mesma função de qualquer discurso de Pol Pot.

E por isso mesmo o final de “Os Gritos do Silêncio” deixa uma dúvida: será um fecho genial para um grande filme, ou um deslize de um diretor, comprovando que mesmo pessoas que denunciam horrores de um genocídio podem ao mesmo tempo serem apoiadores (conscientes ou não) destes genocídios?

Seja lá como for, ainda assim este é um filmaço.

O “sonho” do funcionalismo público

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O texto abaixo, de Leonardo Bruno (publicado no site Mídia sem Máscara), nos dá um panorama realista da atual situação em que o funcionalismo público já se tornou mecanismo de manutenção de poder do governo:

Certo dia eu me deparei com uma frase que me soou, no mínimo, estranha. Um juiz federal, que também é professor e escritor de livros para concurso público, chamado William Douglas, falou do”sonho de passar em concurso público”. Se um grupo de pessoas supõe que ser funcionário público é um sonho, é porque as coisas vão de mal a pior. Assustadores são aqueles indivíduos presunçosos, que acham que o estreito mundinho da burocracia seja o mais elevado nível de reconhecimento social e garantia econômica. Esses aí olham a sociedade de cima para baixo, sabe-se lá por quê. Todavia, de uma coisa há de se concluir: quando uma parte não muito pequena da sociedade sonha com cargos públicos, tal fato revela a falta de opção, a pobreza econômica e a visão social turva de uma nação.

É perfeitamente compreensível entender por que uma boa parte estudiosa e universitária da população procura cargos públicos: a iniciativa privada paga maus salários e os empregos, em sua maioria, aparentam não ser promissores. Os salários de cargos públicos, à primeira vista, são atraentes. Todavia, pouca gente se pergunta o preço dessa mania e por que muitos empregos privados são tão ruins. A fórmula é relativamente simples: cerca de quase metade da renda nacional está nas mãos do Estado. Essa renda toda, decerto, não é produzida pelo funcionalismo, que no país, é um verdadeiro exército de gente empregada e cara. No entanto, mesmo que o cidadão comum pague uma carga tributária pesadíssima, eis o que se vê nos serviços públicos em geral: hospitais e escolas públicas caindo aos pedaços, papeladas e mais papeladas para resolver problemas burocráticos que poderiam ser simples e a corrupção, que em certos setores, se torna generalizada. E seus efeitos são sentidos também na iniciativa privada: pouca acumulação de capital e poupança, salários baixos, escassez de bons empregos e empobrecimento geral.

Se não bastasse o mercado ser exaurido por conta dessa estrutura estatizante, uma boa parte da sociedade guarda também um sólido ranço mercantilista. A empresa privada brasileira pode ser competitiva e muitos brasileiros são grandes empreendedores. Porém, eles enfrentam toda uma estrutura institucional que parece odiá-los e a hostilizá-los. A mentalidade vigente na política e na economia brasileira não parece gostar de livre concorrência. Empresa privada que se dá bem é aquela que presta salamaleques ao governo e vive numa bizarra espécie de capitalismo sem riscos. Ou melhor, onde os lucros são privados e os riscos são públicos. É possível entender por que muita gente foge do ofício de ser empresário. Há toda uma sorte de dores de cabeça para realizar tal atividade: impostos altíssimos, fiscais da receita ou do trabalho corruptos, direitos trabalhistas altos e impagáveis, contas pesadas a pagar, sem contar as dificuldades inúteis para regularizar uma empresa. Até fechar um negócio se torna dispendioso. A despeito de ser o elemento motivador que gera a riqueza econômica do país, o empresário é estigmatizado como uma criatura exploradora e parasita, cuja atividade é uma “concessão” que o Estado oferece, como um mal necessário. As restrições burocráticas ao livre mercado são assombrosas e desestimulantes. Cabe acrescentar outras dificuldades graves: as reservas de mercado nas práticas empresariais, profissões, ofícios. E também privilégios em relação aos empréstimos, subsídios e incentivos fiscais que o Estado proporciona para certos empresários amigos do rei. A concorrência, neste caso, se torna desleal.

É paradoxal que em nosso país, a iniciativa privada se sinta dependente ou refém do Estado. Contrariamente ao bom senso de todas as filosofias políticas, não é o Estado que se torna elemento subsidiário e marginal da sociedade e da iniciativa privada, mas é a própria sociedade e a iniciativa privada que são elementos subsidiários e marginais do Estado. É como se a iniciativa privada fosse parte do próprio Estado e não um elemento separado, dicotômico, tal como ocorre nas sadias democracias modernas. Daí a promiscuidade entre o público e privado, entre o empresário privilegiado e o político e burocrata vigarista e corrupto. Daí o patrimonialismo, que confunde a autoridade pública abstrata do cargo com a própria pessoa do cargo.

Um exemplo claro disso é quando o eleitorado vota inspirado no assistencialismo governamental. O retrato dessa anomalia é a bolsa-família e demais subsídios aos pobres. Na mentalidade da maioria dos eleitores ignorantes, o Estado, como um pai, um coronel, um senhor de engenho, foi caridoso, deu de comer aos famélicos coitados. O Estado não é uma figura burocrática e impessoal. Ele tem sentimentos e vontade própria. Sua ação não se faz por conta das leis, para retribuir à sociedade o que recolheu em impostos, mas porque realiza um “favor”,uma generosidade, uma boa ação ao povo pobre. Assim pensaram os eleitores nordestinos que votaram em peso em Dilma Rousseff para presidente. Na mentalidade deles, o Estado não é uma entidade abstrata, porém uma figura personalizada, na pessoa do Sr. Lula. O mesmo se aplica ao chamado Prouni, ao subsídio que o governo federal dá aos estudantes pobres para ingressarem nas universidades.

Na propaganda do governo, uma atriz relata: – Antes, medicina era coisa pra rico! Tal como um lacaio de senzala ou um menino de recados do Brasil colonial, a criatura reproduz um pensamento secular de servilismo arraigado na população. Claro, o futuro ex-presidente demagogo captou perfeitamente a psicologia dos pobres para tratá-los como “filhos”, tal como um senhor de engenho trataria seus lacaios da fazenda. O mesmo princípio se aplica aos empresários benevolentes e bajuladores do governo, que ganham privilégios com essa aliança subserviente e desigual. A empresa privada vive amarrada numa situação legal de chantagem tributária com o Estado, idêntica a uma relação entre um eterno devedor e um agiota. O governo cria leis tributárias impossíveis de serem cumpridas e o empresário médio se torna um eterno cativo dos fiscais da receita. Na prática, trocou-se o senhor de engenho e o burocrata português pela figura personalista do Estado soberano, do governo federal. A soberania estatal, por assim dizer, virou um grande senhor de engenho. E os seus cidadãos, verdadeiros escravos da senzala, fazem contrição, agradecidos, pela generosidade do ogro filantrópico governamental.

Mesmo a psicologia da criatura da propaganda do Prouni reflete um atraso civilizador: medicina, como funcionalismo público, não é uma atividade profissional como outra qualquer, dentro de uma nação capitalista e democrática. É uma outorga governamental, um status bacharelesco, que a distingue dos seres mortais, tal como os nobres do Antigo Regime. Por mais que o governo jorre dinheiro para universidades de péssima qualidade, inclusive, sendo que a maioria delas tenha as piores notas no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o importante não é ter cultura intelectual séria, mas sim distribuir diplomas a granel, inflar as estatísticas governamentais e formar centenas de milhares de bacharéis analfabetos funcionais.

Lima Barreto, no seu delicioso romance “Os Bruzundangas”,dizia que a fama generalizada de “doutores” era um simulacro de título de nobreza de toga, tal como a nobiliarquia dos “Dons” da Espanha. O mesmo sentimento se aplica aos funcionários públicos. O “sonho” do concurso público, basicamente, é a mentalidade patrimonialista que se repete de geração por geração, de se achar distinto, por pertencer às esferas do poder estatal.

É mais compreensível ainda por que a inteligentsia brasileira busque na burocracia, um sinal de ascensão social. Mesmo os mais acérrimos intelectuais críticos do patrimonialismo estatal brasileiro, com sólido pensamento liberal, são ou foram funcionários públicos. Essa questão denuncia a carência ou pobreza, dentro da iniciativa privada, de atividade intelectual fora da influência do Estado. Mesmo a educação privada e universitária brasileira é uma extensão do Estado e segue todas as cartilhas impostas pela burocracia. Não há um reitor, um professor universitário, um livre pensador que questione a intervenção estatal sufocante em escolas e faculdades privadas. Na verdade, livre pensamento no Brasil é estatizado. Historiador, sociólogo, filósofo, professor, economista não é aquele que estuda história, sociologia, filosofia, letras, pedagogia ou economia e sim quem possui diploma desses conhecimentos. Ainda que o indivíduo seja um completo ignorante nessas matérias, o culto da papelada prevalece sobre o conteúdo real. O autodidata estudioso não existe na cultura intelectual brasileira, salvo, é claro, se tiver um papel timbrado. Quando a papelada bacharelesca não resolve ou quando simplesmente não a possui, vira naturalmente funcionário público.

Os empresários da educação não querem brigar contra o Estado; morrem de medo dos governantes. E professores e alunos parecem crer que seja “natural” que o Estado imponha projetos, políticas pedagógicas ou mesmo reles doutrinação ideológica através de burocracias aladas do MEC (Ministério da Educação), em Brasília. Algum professor do país conhece quem está ditando as cartas para educar os alunos? Algum pai de família questiona o que seus filhos estão aprendendo na escola? Os burocratas socialistas da educação já estão ditando para nós o que devemos ou não ler nas salas de aula: Monteiro Lobato, um clássico infantil de gerações de crianças brasileiras, foi ameaçado de ser banido pelo Conselho de Educação, por ser considerado “racista”. E se não bastasse a perversão pedagógica desses doutos ursos sábios da engenharia social travestida de educação, já querem impor cartilhas homossexuais nas escolas, para menores e adolescentes! Todavia, uma boa parte dos brasileiros confia cegamente na sacrossanta autoridade dos “sonhadores” do concurso público, ainda que contraditoriamente critique seus serviços!

Embora o concurso público seja um avanço administrativo, pois ajudou a impessoalizar a burocracia estatal, tornando-a mais competitiva e meritocrática (ao menos na seleção dos quadros internos), no entanto, o corporativismo continua atuante e a mania do cargo público constitui uma anomalia social perigosa. Pouca gente percebe nessa onda a feroz concentração de poder estatal, o afunilamento do mercado de trabalho e demais opções de emprego na sociedade civil. A pergunta que fica no ar é: com um exército de funcionários públicos, quem pagará a conta? Quem pagará o déficit da previdência social, que explode a cada dia e endivida cada vez mais o Estado? Alguém já percebeu quem é o sujeito mais privilegiado no recolhimento de impostos? Com certeza não é o contribuinte. Uma parte considerável dos impostos é para pagar a folha de salários do funcionalismo público. Em alguns casos, essas folhas superam, de longe, todos os gastos necessários em serviços, em favor do cidadão comum.

É inteligível por que muitos indivíduos “sonhem” com o concurso público. O “sonho” do concurso público escamoteia uma realidade perversa da sociedade brasileira: uma nação pobre, dominada por um capitalismo cheio de cartéis, reservas de mercado e distorções governamentais, que encarece a vida econômica e escasseia os empregos. É uma economia rigidamente estratificada, que teme os riscos e cria empecilhos estúpidos para os mais competitivos. Chega a ser paradoxal que os mais competitivos procurem no Estado, aquilo que não acham no mercado. Claro que os “concurseiros” só são competitivos quando estudam para as provas. Depois se tornam parasitários em privilégios. Ciosos do seu bem estar, de sua estabilidade profissional e de suas regalias profissionais, uma parte significativa deles é abertamente hostil a quaisquer mudanças de ordem econômica, quando implicam a diminuição do Estado ou do orçamento.

Não há de surpreender porque o funcionalismo público, em sua grande parte, adota o socialismo como ideologia. Sob o disfarce de um discurso progressista, é uma classe reacionária por excelência, quando a questão é a defesa de seus privilégios. O ódio disseminado contra o patrão, o capitalista real ou o empreendedor privado, no âmago dessas doutrinas estatizantes, coaduna com o amor idolátrico pelo chefe abstrato que é o Estado. Esse chefe abstrato não tem olhos, não tem vida ou comando próprio para cobrar a conta deles. Nem mesmo o contribuinte médio, que supostamente é o seu chefe, tem olhos fiscalizadores para o dinheiro que é tirado de seu bolso. Na verdade, o próprio funcionário público é o chefe, o comando, o próprio Estado. E numa inversão de hierarquias, aquele que deveria ser servido, que é o cidadão comum, é o seu mais atribulado servidor. Ou melhor, o seu mais atribulado servo.

A segurança estatal ilusória da estabilidade é um dos atrativos da carreira pública. Parte-se do mecanismo psicológico de isenção de responsabilidade individual e da transferência de custos do funcionalismo público para o próprio Estado. Daí a crença fantasmagórica de que o socialismo, expandindo suas garras sobre a sociedade, expandirá também os confortos restritivos da burocracia. Contudo, esses confortos só existem porque há uma margem de mercado livre, com todos os empecilhos burocráticos existentes. São os empresários e trabalhadores privados que produzem os bens de consumos baratos e acessíveis para esse mesmo funcionalismo. Ou mais, é a livre empresa e o trabalhador assalariado da iniciativa privada que pagam os salários e os consumos dos servidores públicos. Sem este mero detalhe, os confortos do grosso da burocracia estatal simplesmente desaparecem. Ou na melhor das hipóteses, só uma nomenclatura bem diminuta se beneficiaria com essa concentração de poder governamental(como de fato, ocorreu em todos os países socialistas).

Na verdade, o funcionalismo público é, por natureza, um grupo cujos ganhos estão na ineficiência. Quanto mais o Estado gastar com eles, melhor. Não há uma relação direta entre os salários dos cargos públicos com produtividade. Pelo contrário, quanto menos trabalho e maior ganho, maior é a recompensa. Em suma, o funcionalismo público é uma classe que quanto mais se agiganta, mais se torna inútil, mais se torna incontrolável. O potencial de subversão do funcionalismo público é altamente destrutivo. E em nome disso, pode ameaçar tanto a economia, como as liberdades de um país democrático.

Não condeno quem busca a carreira pública. Sob muitos aspectos, as vantagens do funcionalismo são sedutoras e é uma atividade laboral e honesta como qualquer outra. Em muitos países ricos e democráticos, o funcionalismo público tem um significado bastante secundário, como de fato, deve ser. No entanto, é criticável a mitificação do cargo público como se fosse uma atividade superior, acima do bem e do mal, ou um “sonho”, na visão do juiz William Douglas. Este “sonho” custa muito caro ao país. No Brasil, o cargo público ganha aura mística, sacerdotal, importância desproporcional e absurda. O inchaço do poder público e a expansão da burocracia estatal é uma tragédia para o país. Onera o contribuinte, arruína as contas do Estado e poda o desenvolvimento de uma nação.

Meus comentários

Antes de tudo, eu não tenho nada contra funcionários públicos. Precisamos deles. E, é claro, eles executam seus serviços.

Até por que conservadores defendem estado enxuto, e não estado inexistente. (É bom que fique bem claro, pois esquerdistas normalmente executam o estratagema de ampliação indevida para fingir que o conservador quer eliminação do estado)

Também acho justo que alguns (poucos, muito poucos) cargos tenham salários polpudos. Como por exemplo juízes.

Entretanto, já passou da hora do brasileiro começar a se movimentar para questionar o que ESTÃO FAZENDO COM O SEU DINHEIRO.

Está faltando cair a ficha: esses altos salários são pagos com dinheiro de NOSSOS IMPOSTOS. Estranhamente, a postura zumbi da absoluta maioria da população (sob avançado estágio de doutrinação gramsciana) parece se esquecer de algo tão óbvio.

Qualquer movimento de direita que se preze terá que lutar contra esse estado de coisas e começar a lembrar ao povo que seu dinheiro não é palha, para ser torrado à vontade.

Mas é bom lembrar: sem essa conscientização, não há futuro para a militância, pois um povo que não sabe valorizar seus esforços não merece realmente nada.

Se alguém trabalha, não pode tolerar o dinheiro que lhe é tirado através de impostos ser desperdiçado.

Os esquerdistas já notaram que o brasileiro é um povo passivo perante os altos impostos.

Por isso metem a mão em nosso bolso cada vez mais.

Como deveríamos debater com os nossos oponentes, sejam eles neo ateístas ou esquerdistas

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Que saudades dos tempos em que existiam políticos de direita no Brasil.

No caso, Paulo Maluf, que em seu tempo colocou a petista Marta Suplicy em seu devido lugar.

E é exatamente assim que se faz. Apontando o dedo na cara e chamando um safado pelo adjetivo correto: mentiroso. Não há outra forma de se rebater uma mentira senão desta forma.

Não que o Maluf seja um santo (muito pelo contrário, pois hoje ele mesmo bandeou para o lado do PT), mas o que ele fez ali (e naquela época) tem um significado: OPOSIÇÃO!

É assim que se pratica oposição.

Lembremos agora de José Serra. Se a Dilma o mandasse calar a boca, ele provavelmente se encolheria em seu canto.

Serra não foi oposição nem aqui e nem na China. A única forma de qualificá-lo é como um conivente. Ou até um cúmplice.

Transcendendo a questão para o lado do duelo com os neo ateus: torço para o dia em que um teísta high profile arrebente um neo ateu em debate da mesma forma que Maluf fez com Marta Suplicy.

Quando eu vejo William Lane Craig debatendo, noto que ele tem argumentos implacáveis.

Mas não chega a fazer oposição.

Oposição em debate implica em refutar uma mentira e EM SEGUIDA (sem dar tempo do oponente respirar) chamá-lo de mentiroso. E, de preferência, fazendo isso com o dedo em riste.

Deve ser dito ao público que o ato de cometer uma baixeza tão grande quanto uma fraude intelectual é inaceitável. E só fazemos isso quando repreendemos publicamente tal ato.

Estamos no aguardo de uma nova geração de debatedores teístas.

Para adentrarmos a arena do duelo de forma adequada, precisamos (1) da qualidade argumentativa de um William Lane Craig, (2) de uma postura de oposição em debate.

Aí sim começaremos a obter resultados.

E faremos nossos oponentes pensarem duas vezes antes de mentirem contra nós.

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