Anúncios
Home Blog Page 646

A crueldade dos gayzistas e por que deveríamos ajudar os gays não militantes

43

Antes de começar, vamos definir aqui o que é o gayzista: é aquele homossexual que busca todas as oportunidades para fazer militância em relação à sua prática sexual. Como não fosse apenas isso, ele também tenta impor aos heterossexuais o seu estilo de vida.

Por causa dos gayzistas, temos aberrações como a luta pela PL 122, projeto de lei que tenta proibir as críticas ao comportamento homossexual. É o fim da liberdade de expressão nessa questão.

Hoje sabemos que é possível um casado criticar alguém por ser solteiro, ou um católico criticar alguém por ser evangélico. Mas os gayzistas querem que os gays não possam ser criticados.

No entanto, essa tentativa de se criar uma classe privilegiada não é algo que pareça interessar todos os gays.

Por exemplo, o cabeleireiro onde corto o cabelo. Ele é extremamente talentoso. E gay. Eu o trato com o devido respeito. Ele jamais veio com brincadeiras bobas para cima de mim. E eu jamais vi motivo algum para desrespeitá-lo.

Não estamos em situação de confronto, mesmo ele tendo uma opção sexual com a qual não concordo. Não há motivos para conflitos.

Esse cabeleireiro, pelo que é possível notar, tem um objetivo. Ele sabe que pertence a uma minoria. Ele quer viver sua vida em paz. E gostaria de não ser incomodado.

Entretanto, os gayzistas pensam de maneira oposta. Ao tentar transformar sua opção sexual em uma bandeira de militância, querem entrar em confronto com os heterossexuais, que, até o momento, estão passivos (epa, epa, estou falando no bom sentido) até demais nessa contenda.

Por exemplo, veja o que Luiz Mott afirmou: “Eu costumo falar: Nós precisamos de vocês, heterossexuais. Nós amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais: novos gays e novas lésbicas”.

Isso é claramente uma provocação de torcida. Se você já viu aquelas provocações que antecedem os clássicos de futebol, e que geralmente são estopins para a pancadaria, sabe do que estou falando.

O grande problema é que nessa batalha de provocação, os gayzistas querem chegar a um status onde não poderão ser criticados. Ou seja, bater pode. Mas na hora de apanhar, estão protegidos. E com certeza com militantes do naipe de Luiz Mott gritando: “Tá tudo dominado!”.

Existem alguns casos de agressão a gays atualmente. Não tenho informação para dizer se essas agressões são casos de homofobia ou apenas o fato de que gays, como heterossexuais, podem ser vítimas de crimes.

Mas suponhamos que alguns casos REALMENTE sejam agressões a gays pelo único fato de serem gays.

Não terão sido tais agressões motivadas pelas recentes provocações feitas pelos gayzistas?

Dia desses eu estava em um táxi, e havia uma manifestação de gayzistas na Avenida Paulista. O taxista disse: “Esses gays estão perdendo a vergonha na cara. Daqui a pouco vão nos proibir de sermos homens.”.

Note o dano que os gayzistas estão provocando à imagem de TODOS os gays.

Não seria aquele sujeito que agrediu os gays com uma lâmpada na Avenida Paulista alguém que tenha a mesma percepção que o taxista?

Esse é um exemplo de dano que grupos militantes que ALEGAM representar uma classe podem causar.

No ímpeto de sair para o confronto aberto com os heterossexuais conservadores, eles afirmam representar TODOS os gays. E aí começam a jogar os gays contra os heterossexuais, e vice-versa.

É nesse momento que podemos rotular a atitude de gente como Jean Wyllis e Luiz Mott de uma CRUELDADE contra os gays que querem viver sua vida em paz.

No exemplo do meu cabeleireiro, ele não está em confronto comigo. Mas Jean Wyllis e Luiz Mott estão em pé de guerra contra os conservadores, especialmente os religiosos. Mas até eu, que não sou religioso, estou me sentindo incomodado com a possibilidade de censura por parte deles.

Antes que alguém diga: “isso não é confronto, é apenas uma tentativa de mudar a lei”. Só que se uma lei foca em tirar a LIBERDADE de um grupo em benefício de outro, isso JÁ É um confronto.

Tecnicamente, os gayzistas estão para as torcidas organizadas que faziam badernas assim como  o gay não militante está para a torcida comum.

Mas ainda há algo mais danoso que os gayzistas podem fazer aos gays militantes.

Imagine que um sujeito horripilante e pobre seja iludido por um outro que afirme que basta ele ter um conjunto de comportamentos que poderá levar a Gisele Bundchen para a cama. Melhor ainda. Ter um relacionamento de longo prazo com ela.

É uma crueldade iludi-lo desta forma, não?

Pois é. Nessa luta por “igualdade de visibilidade” (ou seja, lutar para que casais gays sejam vistos DA MESMA FORMA que os casais tradicionais), estão naturalmente mentindo para os gays.

O fato é que assim como o ogro não vai acasalar com a Gisele Bundchen, os gays jamais serão similares aos heterossexuais.

A razão para isso é uma constatação óbvia observada biologicamente: o comportamento homossexual NÃO TEM FINALIDADE em termos evolutivos. Já o nosso garante a preservação da espécie.

O nosso comportamento é o padrão. O deles é de exceção.

Ao invés de lutar para que os gays pudessem viver em paz conformando-se com o fato de serem exceção (e isso não passa de uma constatação biológica), os gayzistas, pelo contrário, ficam iludindo os restantes dos gays dizendo-lhes que, em um “futuro brilhante”, todos os tipos de relacionamento serão vistos da mesma forma.

Isso, obviamente, é vender uma ilusão, que os fará sofrer mais ainda pelo fato de que sempre continuarão tendo um comportamento de exceção.

Elenquei dois motivos principais para lutarmos contra os gayzistas e convencermos os gays não militantes a se posicionarem contra eles também: (1) criação de um confronto desnecessário, que só trará danos aos gays, (2) venda de ilusões, o que só fará os gays sofrerem ainda mais a sua situação de exceção. Situação esta, que não vai mudar.

Por isso, nos posicionarmos fortemente contra os gayzistas é um ato de caridade em relação aos homossexuais não militantes.

Anúncios

Por que os cães de Kirchner invadiram o Clarin?

3

No dia 21 de dezembro, Reinaldo Azevedo publicou um texto interessante a respeito daquilo que ele chama de surto de autoritarismo na América Latina, depois dos atos de Cristina Kirchner oficializando a ditadura na Agentina.

Vejamos:

O surto autoritário de esquerda na América Latina, uma pergunta direta a Dilma Rousseff e o duplo analfabetismo petralha no blog do correspondente do El País

Todos vimos a truculência contra o canal a cabo de TV do grupo Clarín, na Argentina. A camarilha, liderada por Cristina Kirchner, está disposta a quebrar a espinha da imprensa e conta, para isso, com setores do Judiciário, da polícia e, como sempre acontece nesses casos, do empresariado. Muitos oportunistas se aproveitam para obter benefícios que não seriam concedidos por um regime democrático pautado pela transparência. No Brasil, setores da esquerda e aquela corja de ex-jornalistas financiada pelo governo federal e por estatais aplaudiram a truculência da “Beiçola de Buenos Aires” — o outro ídolo da súcia é o “Beiçola de Caracas”. O mais impressionante é que Cristina nem se encontrava em solo argentino. Estava em Montevidéu para participar de uma reunião do Mercosul, em companhia dos presidente do Uruguai, Paraguai, Venezuela e Brasil. Sim, Dilma Rousseff entre eles. O dia da operação contra o grupo Clarín foi escolhido a dedo. A presidente da Argentina quis transformar os demais líderes em cúmplices de sua investida.

A propósito: a Venezuela ainda não é membro efetivo do Mercosul, e o grupo decidiu estudar meios de acelerar seu ingresso. Isso só é possível com a concordância unânime dos países, mas a decisão de cada um precisa ser referendada pelos respectivos Parlamentos. O Senado paraguaio, até agora, rejeita a Venezuela porque considera que o país transgride a cláusula democrática — o que é uma verdade absoluta. Então, caras e caros, a síntese é a seguinte: enquanto Cristina buscava esmagar a liberdade de imprensa na Argentina, fazia-se escoltar por quatro outros presidentes da América do Sul, que, por sua vez, prometeram se esforçar para que uma ditadura seja admitida como membro, ignorando a própria carta de fundação do Mercosul. Chávez, apenas um convidado, hostilizou os senadores paraguaios e defendeu que o bloco inclua o Caribe — leia-se: Cuba. Adiante.Volto à questão da liberdade de expressão.

A imprensa enfrenta hoje formas abertas ou veladas de censura na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia e… sim!, se vocês quiserem saber, também no Brasil, ainda que de um modo um pouco mais sutil. Depois de uma América Latina que passou por um amplo e virtuoso processo de democratização, com a obsolescência das ditaduras militares ditas “de direita” (já explico), vive-se a era do surto autoritário de esquerda. Se os militares esmagavam a liberdade de expressão em nome da segurança do estado, os esquerdistas o fazem em nome da igualdade e da suposta vontade popular. Uns e outros odeiam a liberdade.

Estado a serviço de um grupo
Todos os governos dos países citados, inclusive o do Brasil, hoje se utilizam da estrutura do Estado para criar constrangimentos à liberdade de expressão. Na Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia, os poderosos da hora o fazem abertamente, apelando à maioria que detêm nos respectivos Parlamentos para votar leis antidemocráticas — recorrendo, então, a mecanismos da democracia com o intuito de solapá-la. O governo petista tentou seguir a mesma linha no Brasil ao propor o Conselho Federal de Jornalismo e o “controle social da mídia” nas tais conferências — inclusive a de Direitos Humanos. Houve uma forte reação da opinião pública e o recuo. Oficialmente, Dilma não quer saber do tal controle social. Mas o fato é que seu governo financia a pistolagem política e ideológica do subjornalismo praticado por ex-jornalistas, a exemplo do que fazia Lula. Se ela realmente não gostasse disso ou não concordasse com a prática, poria um ponto final na farra.

O confronto ideológico é parte do jogo político. Um mesmo fato pode ser interpretado de diversas maneiras a depender dos valores de cada um. É natural que veículos de comunicação se dividam a respeito dos mais variados assuntos, escolhendo, então, o seu público. É assim em todo o mundo democrático. Muito bem. Vai aqui uma pergunta à Soberana Dilma Rousseff: é aceitável que a Caixa Econômica Federal financie páginas na Internet cujo objetivo explícito, declarado, indisfarçável, é difamar e caluniar lideranças da oposição, outros veículos de comunicação e mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal? Faço a mesma pergunta em outros termos: a Caixa Econômica Federal, UMA EMPRESA PÚBLICA, também não pertence aos eleitores da oposição? Um partido ou grupo, ao assumir o poder, assume também o direito de pôr as estruturas do estado a seu serviço? Cristina Kirchner, Hugo Chávez, Rafael Corrêa e Evo Morales acham que sim! Lula e o PT acham que sim! Alguns supõem que Dilma acha que não. Se não, por que permite a farra?

É evidente que isso caracteriza uma forma detestável de assédio e de patrulha. Se o PT quer promover a guerra contra seus adversários políticos, que o faça com seus próprios meios, os do partido, não com o dinheiro público. Não que essa gente tenha grande importância ou seja muito influente — infinitamente menos do que o barulho que faz. O que estou denunciando aqui é a intenção se setores aboletados no governo, que acham legítimo que o dinheiro da população — porque pertence à população — seja usado em benefício de um grupo. Se e quando o PT for apeado do poder, vai se admitir que o governo federal e as estatais financiem panfletos para perseguir petistas?

Ódio à democracia
O ódio que essa gente tem à democracia e à liberdade de expressão é um troço visceral. Não adianta! Os caras não conseguem entender o modelo. Noticiei ontem aqui que Juan Arias, correspondente do jornal El País no Brasil, havia vertido para o espanhol um post meu e publicado em sua página. Foi o que bastou! A petralhada toda invadiu a página de Arias para me atacar, atribuindo-me, como de hábito, coisas que nunca escrevi. Um delinqüente sugere lá que torci até pela morte de Lula — quando todos sabem que escrevi justamente o contrário. Atribui-me, imaginem vocês!, ter dito que o Apedeuta precisava “desencarnar”. Todos sabem que ele próprio empregou esse verbo, não eu. Outros ainda reclamam que não publico em meu blog as suas opiniões — e as mentiras que contam lá explicam por que não —, e isso seria a prova do meu pouco apreço pela liberdade de expressão.

Para eles, “liberdade de expressão” consiste em entrar em meu blog para me atacar, para emplacar suas correntes de difamação, para xingar seus desafetos, para agredir pessoas das quais discordam. Ora vejam! Eu, que repudio qualquer forma de censura estatal à imprensa, seria adversário da liberdade de expressão; eles, que vivem pedindo o “controle da mídia” seriam seus defensores! Ainda não entenderam que a liberdade está justamente no fato de que podem criar as suas próprias páginas. Por que precisam usar a minha para um tipo de pregação que sabem oposta aos valores essenciais do blog? A resposta é simples: PORQUE ELES CONSIDERAM INADMISSÍVEL que exista uma página de sucesso — a mais lida de política; podem chorar na pia!!! — que não comungue dos seus valores. Então “exigem” o direito de pichá-la.

O ridículo dessa gente é de tal sorte que muitos tentam, numa língua que lembra o português e o espanhol sem ser nem uma nem outra, “explicar” a Arias quem eu realmente seria, como se ele não pudesse acessar a minha página e ler o que escrevo com seus próprios olhos, fazendo, então, seu próprio julgamento. Tratam um experiente jornalista como se fosse um forasteiro a quem precisassem explicar os hábitos da terra. Sentem-se imbuídos de uma missão: difamar! E há, claro!, aqueles que estão trabalhando. O PT tinha anunciado a criação de uma tropa de choque para monitorar a Internet.

Falta de compromisso com a verdade
Ora, eu não tenho dúvida de que penso coisas que eles detestam. Mas o que realmente penso parece não ser suficiente para que possam secretar o seu ódio e convocar outras pessoas a me odiar também. Então inventam coisas, mentem, atribuem-me o que nunca escrevi, pensamentos que nunca tive, defesas que nunca fiz. Ora, para quem se sente imbuído de uma missão ou é um difamador a soldo, a verdade e a mentira são categorias irrelevantes.

Estamos, sim, queridos, no meio de uma guerra de valores. Os petistas chegaram ao poder porque a liberdade de expressão — QUE NÃO É OBRA DELES, ASSIM COMO NÃO O É O REGIME DEMOCRÁTICO — permitiu que fizesse a sua pregação, falasse de seus valores, atacasse os adversários etc. Uma vez no topo, a liberdade, em sentido amplo, deixou de lhes interessar. Não podendo partir para a violência institucional, acompanhada da violência armada, a exemplo de alguns de seus “companheiros” da América Latina, então optam pelo uso dos cofres públicos para financiar as correntes de difamação. Imaginem se o Ministério Público Federal já não teria entrado em ação caso o PT estivesse na oposição, sendo atacado por grupos e veículos financiados com dinheiro público. As lideranças do partido já teriam botado a boca no trombone. As oposições que temos ainda não atentaram para essa forma de “controle político da mídia”…

Digam o que disserem, o fato é que MEUS TEXTOS, o que realmente escrevi, estão arquivados no blog. Os petralhas estão inconsoláveis. Levaram a sério durante tanto tempo as suas próprias fantasias que se sentem compelidos a entrar no blog de um experimentado correspondente, que conhece o Brasil, para lhe implorar, à moda Groucho Marx: “Juan, você vai acreditar no que você lê na página do Reinaldo ou naquilo que nós dizemos sobre ele?” O post de Arias está aqui. E o “amor” dos petistas pela liberdade de expressão está devidamente demonstrado.

Meus comentários

Só tenho algo a adicionar ao texto de Reinaldo.

Ele menciona o “surto autoritário de esquerda”. Isso deveria ser corrigido para “surto de esquerda”. Esse é o problema.

A América Latina vive um surto de esquerda, e, portanto, o autoritarismo é uma consequência natural.

É nesse momento que o darwinista que vai a fundo no darwinismo entra em conflito com o cristianismo.

Embora respeite a crença cristã, alguns a compreendem da seguinte forma: o ser humano é especial, dentre os outros animais, por sua conexão com Deus.

Já em minha análise (que olha o ser humano pela perspectiva biológica) é diferente. Não há nada de especial no ser humano. Ele é apenas o mais perigoso dos animais, em termos de riscos aos outros animais e até ao próximo. Isso é causado pela racionalidade que ele possui.

Quanto maior racionalidade, maiores as OPÇÕES desse animal na busca por poder.

O problema da esquerda não está nos indivíduos específicos em si, mas na POSSIBILIDADE de obtenção de autoridade moral, a PARTIR de se propagar uma ideologia.

O totalitarismo é uma consequência natural dessa obtenção de autoridade moral. Com a autoridade moral, o beneficiário simplesmente implementa aquilo que quer de maneira mais fácil.

Agora, a resposta: “Por que os cães de Kirchner invadiram o Clarin”. Resposta: “Por que puderam”.

Isso só foi possível por causa da obtenção de poder de um grupo contra o outro.

A urgência de lutarmos contra a esquerda não é somente por causa de suas idéias danosas (isso é algo insuportável, mas vamos levando a vida ainda assim), mas principalmente pelo fato dela fornecer poder a um grupo em detrimento de outro. E isso SÓ É IMPLEMENTADO por causa da obtenção da autoridade moral.

Quando Olavo de Carvalho diz que já estamos em uma ditadura, isso é constatado pelo fato de que a esquerda está dominante. Se está dominante, naturalmente há grupos que mantém o monopólio deste discurso.

A partir daí, a obtenção do poder absoluto (no qual se pode até colocar sanções contra o principal jornal do país) é só a consequência da tolerância em relação a uma doutrina que só serve para isso mesmo.

E assim caminha a previsibilidade do patético cenário político sul-americano.

Estratégia de Esquerda: Retórica do Ódio

4

Se vocês prestaram atenção aos detalhes, notarão que estou priorizando a divulgação das estratégias de esquerda que tem mais importância para eles. Estas são utilizadas em maior quantidade.

Agora é o momento de falar da retórica de ódio. É o momento de entender por que leitores de Richard Dawkins odeiam tanto os religiosos, ou por que os leitores de Karl Marx odeiam tanto os que não se coadunam com seus ideais. Como mostrarei aqui, é apenas uma questão de estratégia.

O fato é que o rancor (catalizado em forma de ódio) que um grupo sente em relação a outro é um forte motivador para a luta. Tecnicamente, a função é a mesma do amor. Amor e ódio são sentimentos com potencial similar para gerar ações.

Vejamos o exemplo de um pai, que luta ardorosamente para dar o melhor para seus filhos. É claramente um ato de amor. Mas se um pedófilo bolinar uma de suas filhas, ele poderá ir até o fim do mundo para punir esse malfeitor. Esse é um ato de ódio. Ambos levam à ação.

Conservadores de perfil religioso lutam para conter os atos de ódio, e dizem que as ações devem ser essencialmente direcionadas ao amor. Já esquerdistas trabalham os dois aspectos, e, por vezes, priorizam o componente de ódio.

Os esquerdistas do tipo funcional são motivados a amar sua ideologia, seus líderes, através do uso de estratégias (criadas e mantidas pelos beneficiários, e reproduzidas pelos funcionais) como Obtenção de autoridade moral e Julgamento pelo Futuro. Depois disso, são apresentados aos funcionais os bodes expiatórios que não deixariam esse futuro projetado ocorrer. Todo o discurso, a partir desse momento, será feito para inserir no coração do funcional a maior carga de ódio em relação a esses bodes expiatórios que eles poderão suportar. O militante aí estará pronto para a luta.

Antes que surja a objeção, vou tratá-la de antemão: não estaria o autor deste blog incorrendo no mesmo recurso que os esquerdistas ao ter escrito o texto “Falando ao Coração”? Lembremos que neste texto eu citei um diálogo no qual eu expus a um sujeito que havia sequestrado que parte da culpa desse ato devia ser computada aos esquerdistas, que apoiaram leis de impunidade ao menor. Somente pelo fato dos menores não terem sido punidos é que foi possível que estes mesmos menores o sequestrassem.

A resposta é clara: não! Isso não é retórica de ódio, mas simplesmente o apontamento dos fatos.

Já a retórica de ódio da esquerda não é baseada em fatos, mas simplesmente na criação de FICÇÕES, para a projeção do futuro maravilhoso, ou MAQUIAGEM de fatos, para enfim arrumar um bode expiatório.

Por exemplo, se um esquerdista diz que “está do lado do povo”, isso não é a narração de um fato, mas uma alegação política. Se investigarmos a fundo, veremos que na totalidade dos casos o sujeito está no máximo a favor de alguns corporativismos que ajudam a tomada de poder por um grupo, mas não “o povo”.

Creio que diferenciei claramente o apontamento dos fatos da retórica de ódio.

Pela implementação de ódio profundo no coração deles contra todo e qualquer oponente de suas ideologias, fica bem claro que temos a sensação clara de que, quando conversamos com eles, notamos que esquerdistas estão visualizando o nosso cadáver a todo momento.

Se você achar que esta é uma estratégia abominável, basta se lembrar da consequência da implementação com sucesso da esquerda por completo, nos exemplos da China, Cambodja e Rússia.

Para tirar as dúvidas, vamos fazer um teste. Imagine a questão dos gays. Visualize a situação na qual um grupo de gays é agredido. É muito difícil você encontrar a maioria dos conservadores apoiando esse ato. Pelo contrário, muitos irão dizer que isso é uma aberração, mesmo sendo contra as leis do gayzismo. Quer dizer, o fato de um grupo ser contra as idéias do outro não implica que temos que odiar esse grupo.

Já no caso dos esquerdistas, vemos diversos atos aberrantes, como a punição aos presos políticos em Cuba, a prisão arbitrária de Alejandro Exlusa na Venezuela ou mesmo a recente invasão do Clarin na Argentina. Se fosse do nosso lado, talvez falaríamos: “aí já é demais”. Isso explica o fato de que todas as ditaduras de direita foram sempre caridosas demais.

Já em relação aos esquerdistas, há uma aprovação UNÂNIME aos atos de Cristina Kirchner, Hugo Chavez e Fidel Castro. Não há queixa alguma. Há apoio, irrestrito. E geralmente dizem algo do tipo: “falta isso acontecer agora no Brasil”.

Isso está explicado pelo fato de que a mente do esquerdista é acostumada a visualizar cadáveres quando olham para seus adversários. Isso ocorre por que há ódio profundo e incontrolável na alma deles, em relação a seus adversários.

É por isso que o esquerdismo, sendo uma religião política, pode ser considerada a mais perigosa de todas as doutrinas.

O Efeito Backfire e como isso afeta o cotidiano dos conservadores céticos

4

O site Gizmodo Brasil trouxe, tempos atrás, um bom conteúdo sobre o Efeito Backfire. Veja abaixo:

Não importa quem você seja, você provavelmente já passou algum tempo discutindo na internet, e com alguém que você não acreditava ser tão incapaz de aceitar a verdade. Isto pode acontecer porque eles – e você mesmo – são suscetíveis a algo chamado “efeito backfire”.

“Backfire” é um tiro que sai pela culatra, algo que tem o oposto do efeito esperado. De acordo com o autor David McRaney, que postou sobre o assunto, nós temos uma tendência de acreditar nas coisas ainda mais quando nossas crenças são questionadas. A ideia básica vem de como lidamos com informação negativa versus informação positiva:

Mil comentários positivos podem passar despercebidos, mas uma crítica pode ficar na sua cabeça por dias. Uma hipótese sobre o motivo disto, e do efeito backfire, acontecerem é que você passa muito mais tempo considerando informações com as quais você discorda do que com informações que você aceita. Informações que se alinham com o que você já acredita passam pela mente como um éter, mas quando você cruza com algo que questiona suas crenças, algo que conflita com suas noções preconcebidas de como o mundo funciona, você forma seu julgamento sobre isto e o trata com mais atenção.

Alguns psicólogos especulam que existe uma explicação evolucionária para isto. Seus ancestrais prestavam mais atenção e passavam mais tempo refletindo sobre estímulos negativos, em vez de estímulos positivos, porque coisas ruins precisavam de uma resposta. Quem não conseguia responder a estímulos negativos não conseguia sobreviver.

McRaney cita vários estudos que mostram como as pessoas se dispõem a completamente ignorar provas científicas de que elas estão erradas. Visite o link para o post completo: é uma informação que vale manter em mente quando você resolver discutir na internet. E lembre-se: o efeito backfire vale para as outras pessoas e principalmente para você.

Meus comentários

Como defendo aqui, a base do conservadorismo cético (ou ceticismo político) implica no questionamento às religiões políticas (qualquer variante da esquerda).

É claro que estaremos confrontando crenças arraigadas de vários tipos de esquerdistas, sejam eles leitores de Dawkins, eleitores do Lula, ou fanáticos por Obama.

Geralmente eles praticam culto à personalidade em relação aos seus líderes. Absolutamente nada do que esses líderes fizeram será questionado pelo crente político. Qualquer informação em contrário, vinda de um conservador, será negada a priori.

E exatamente por isso quando questionamos neo ateus, humanistas, marxistas e patuléia do tipo, sempre digo para não esperarmos “convertê-los” ou fazer com que mudem suas crenças. A tendência é que eles ficarão cada vez mais crentes.

Como sempre, procuro avaliar a questão pelo prisma da Dinâmica Social. Se estivéssemos no tempo das cavernas, os esquerdistas seriam de uma tribo, e os direitistas de OUTRA tribo. Quem pertence a uma das tribos, se sente confortável com os feedbacks recebidos a partir de DENTRO, não de fora.

Poderíamos resumir essa questão da seguinte forma: “Se um indivíduo está inserido em um GRUPO, e já está em alinhamento com esse GRUPO, no sentido gregário, as informações a receberem crédito são as que virão deste grupo. Já as informações que virão de OUTRO grupo gregário, serão consideradas erradas, a priori”.

Ou seja, comunista vai acreditar em comunista, neo ateísta vai acreditar em neo ateísta.

Um exemplo pode ser o vídeo que publiquei aqui, entitulado “O Pior País do Mundo”, sobre a Coréia do Norte e a ditadura pela qual eles passam há mais de 60 anos.

Embora o vídeo mostre os fatos, estes só serão assimilados pelos que NÃO FOREM esquerdistas. Já estes irão tentar de alguma forma atacar os fatos apresentados.

Eu sei que a análise do Efeito Backfire pode parecer desalentadora, mas é assim que os seres humanos agem, como máquinas biológicas buscando sobrevivência, e nem que para isso informações vindas de grupos inimigos tenham que ser rejeitadas.

Verdade ou não, os norte-coreanos e seus aliados se sentirão mais CONFORTADOS com a manutenção de suas crenças totalitárias do que receber informações de fora.

E que lição podemos tirar disso? Simples. Não passa daquilo que sempre falei neste blog. Quando questionamos alguém, não estamos tentando convencer essa pessoa, mas sim falando à platéia.

Se um neo ateu ficar irritado com os fatos trazidos por mim, que se dane. Não é para ele que devo satisfações, mas sim para meu leitor. Se um petralha quiser ficar furioso com as refutações à esquerda que faço, problema dele. Assim como no caso do neo ateu, só devo satisfações ao público.

A compreensão do efeito Backfire simplesmente mostra que esse tipo de refutação (focada no público, mas jamais no convencimento do inimigo) é o caminho certo a seguirmos em nossos empreendimentos céticos.

Silas Malafaia dá um safanão argumentativo no picareta Jean Wyllis

37

Segundo o Notícias Gospel, Silas Malafaia (como sempre, bom argumentador), colocou Jean Wyllis em seu devido lugar. Leia abaixo:

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) acredita que pastores e padres devem ser impedidos de usarem o espaço de programas de TV e rádio para falarem que o homossexualismo é uma doença e que os gays podem ser “curados”.

Ele disse que os religiosos “são livres para dizerem no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado”. Para ele, contudo, o problema é o uso de concessões públicas para “demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual” e sugere que isso seja considerado crime como o racismo. O assunto rapidamente passou a ser comentado nas redes sociais e gerou reações de apoio e também críticas, principalmente no Twitter.

O novelista Aguinaldo Silva apoiou o deputado: “Concordo com Jean Wyllis: instituições que dizem curar gays devem ser processadas por estelionato. Eu, por exemplo, conheço vários gays que disseram estar ‘curados’. O problema é que todos eles tiverem recaídas. Também conheci vários heteros que disseram: ‘dessa água não beberei!’. Mas beberam”, afirmou ele no Twitter

O pastor Silas Malafaia entrou no debate. Afirmou que a homossexualidade é uma questão comportamental e não pode ser comparada ao racismo. Suas declarações foram postadas no seu perfil do Twitter para rebater os argumentos de Jean Wyllys, a quem o pastor classificou de “mentiroso de marca maior”.

Malafaia também negou que há igrejas que prometem a cura dos gays. “Os pastores pregam a libertação de qualquer tipo de pecado. São os próprios homossexuais que pedem ajuda para serem libertos”, afirmou.

O pastor apontou várias coisas que o deputado “finge que não sabe”:

1. Que ninguém nasce homossexual.

2. É uma questão comportamental, portanto não se pode comparar a racismo. Vamos ter que fazer leis para todos os comportamentos do ser humano.

3. Crime de injúria já esta previsto em lei seja para homossexuais, seja para heterossexuais.

4. Criticar homossexuais, evangélicos, ou seja lá quem quer que seja, é principio basilar do Estado Democrático de Direito.

Wyllys reagiu pelo Twitter e escreveu que sua bíblia são as “cláusulas pétreas da Constituição Cidadã”. Sem citar diretamente o pastor, Wyllys afirmou que é a Constituição que “garante a pluralidade dos homens e mulheres e a laicidade do Estado, fundamental para a diversidade religiosa”.

Jean Wyllys continua defendendo o projeto de Lei que criminaliza a homofobia, conhecido por PL 122. Ele considera que as mudanças feitas pela senadora Marta Suplicy deixaram o texto “defasado”. “O próprio texto cria um novo tipo penal e reduz a homofobia a uma mera questão de agressão e assassinatos, né. Como se a homofobia se expressasse apenas e tão só nessa forma letal”, escreveu.

O pastor Malafaia tem sugerido uma consulta pública para que os brasileiros digam se apoiam ou não a união afetiva entre homossexuais. “O medo de Jean Wyllys: Uma consulta popular nas próximas eleições para o povo decidir se apoia ou não a união homoafetiva. Ele já sabe qual ė o pensamento da sociedade Brasileira: NÃO!”.

Por fim, o pastor afirmou que “o grupo social mais intolerante da pós modernidade são os homossexuais, que querem calar e criminalizar a opinião. É só ler o famigerado PLC 122 que ele defende, para confirmar todas as minhas palavras”.

Meus comentários

Silas Malafaia fez muito bem!

Como eu sempre digo, quando lidamos com desonestos intelectuais, é inútil somente refutarmos os argumentos deles. O ideal é, depois da refutação, deixarmos claro para a platéia que eles são INTELECTUALMENTE DESONESTOS e MENTIROSOS. Simples assim.

A situação dos gayzistas está passando dos limites.

É claro que é um ambiente de provocação explícita.

Oras, hoje em dia os religiosos aturam livros como “Deus, Um Delírio”, em que a prática religiosa é considerada NOCIVA, e ao mesmo tempo um gay não pode ser criticado?

Vamos realizar a situação: se o sujeito resolve ir na Igreja e um neo ateu resolve criticá-lo por isso, a lei permite. Mas se ao invés de ir na Igreja, largar a religião e for dar o rabo, não pode ser criticado. Se eu entendi bem a idéia dos gayzistas, não passa disso. (Se algum esquerdista a favor dos gayzistas quiser demonstrar que estou errado, a caixa de comentários deste blog está livre DESDE QUE não sejam feitas provocações infantis e ofensas)

Portanto, já passou da hora de aumentarmos o tom de voz ao falarmos com eles. Agora, o negócio é meter o dedo na cara e chamar de safado A CADA mentira que eles proferirem.

Princípios e fundamentos para o ceticismo político

4

O ceticismo de desmascaramento, de Carl Sagan, sempre foi normalmente aplicado contra alegações paranormais, geralmente de origem mística ou religiosa.

O ceticismo de desmascaramento, defendido aqui, é aplicado contra religiões políticas e alegações que dão sustentação a essas religiões políticas.

Podemos chamar Carl Sagan não de “cético”, mas de um “cético anti-religião” ou “cético contra a religião”. Assim como eu não seria só “cético” (afirmar a palavra sozinha seria o truque de verbo não especificado, visto já aqui), mas “cético político”, o que seria um cético em relação às religiões políticas.

Uma alegação seria a citação de fatos ou argumentos para sustentar uma declaração. Uma alegação política é toda alegação que, se aceita, irá gerar benefícios para a pessoa ou grupo que a propaga. Se alguém disser “Há um Deus” não é uma alegação política, mas se disser “Há um Deus, e ele me enviou para guiar sua vida, e acredite no que digo”, seria uma alegação política. Quando o esquerdista diz “Estou do lado dos pobres”, isso já é uma alegação política.

A religião tradicional tem como exemplos cristianismo, judaísmo, islamismo, etc. Geralmente possuem crença em um Deus. Religiões políticas geralmente possuem crença em que o homem irá levar a humanidade para uma condição melhor, em que suas contingências humanas serão vencidas. A religião política tem como exemplos marxismo, humanismo, positivismo e outros do tipo, e pode ser resumida em “esquerda”.

Ironicamente, muitos ateus (não todos) não tem religião tradicional, mas possuem religião política. Também ironicamente, muitos religiosos tradicionais não possuem religião política, pois são de direita, ou seja, céticos quanto ao homem e ao ato de dar poder ao homem. Isso pode ser explicado que a absoluta maioria dos humanos possuem necessidade biológica de fé.

O ceticismo anti-religioso foi um mecanismo poderoso para desbancar as religiões, principalmente na época dos monarcas (iluminismo). Entretanto, isso gerou como efeito colateral o surgimento de religiões políticas (todas as manifestações do esquerdismo).

As religiões políticas carregam todos os problemas da religião tradicional (sendo o risco de fanatismo e absolutismo os dois piores), e nenhum dos benefícios. Por isso, as religiões políticas mataram tantas pessoas em genocídios como na Rússia, Alemanha Nazista e China, além do Cambodja. Isso não é uma “falha” das implementações esquerdistas, mas sim casos de sucesso. Se isso não ocorre na Venezuela é por que o esquerdista beneficiário (Chavez) ainda não conseguiu poder de forma tão absoluta.

O fim da monarquia gerou uma lacuna, ou seja, as pessoas teriam que trabalhar para conseguir as coisas. O poder absoluto, que os monarcas tinham, não estava mais disponível. Pode-se supor que a criação da religião política, com a esquerda, serviu para retomar o mesmo tipo de poder perdido com a monarquia, agora a ser estabelecido através do estado inchado.

Algumas religiões tradicionais são absolutistas, mas nem sempre. Todas as religiões políticas são absolutistas, no sentido em que impõem aos outros sua visão de mundo, e não admitem que os outros vivam fora dessa visão de mundo.

Para combater a religião tradicional, foi estabelecida no passado a secularização da sociedade. Isso só foi conseguido através do ceticismo e desmascaramento das religiões (e, é claro, com a aplicação de alguns estratagemas, os quais já refutei por aqui, e refutarei ainda mais).

Para combater a religião política, precisamos estabelecer a secularização política. Ou seja, criar um estilo de vida na qual as crenças dos esquerdistas não afetem aos que não acreditam na esquerda.

Isso pode ter como exemplo o caso de alguém de direita pagando imposto mínimo, e alguém de esquerda pagando impostos opcionais. Por exemplo, quem é de direita pagaria 10% e teria acesso a menos recursos fornecidos pelo Estado. Quem é de esquerda poderia optar por pagar 60 a 70% por mês se quisesse. Esse é o exemplo de uma situação na qual a crença de esquerda afetaria o esquerdista, mas não quem é de direita.

Outro exemplo é o ensino do gayzismo. O esquerdista poderia colocar seu filho em uma escola na qual todos os paradigmas da viadagem sejam ensinados. Já alguém de direita deveria ter o direito de que isso não fosse ensinado ao seu filho em uma escola pública. Que se ensine viadagem ao filho do esquerdista, não ao filho de alguém de direita.

Isso seria a secularização política, objetivo último pelo qual deveríamos lutar.

Os esquerdistas teriam o direito de ter sua religião política, desde que isso não afetasse os que não são crentes nessa religião. Assim, o ensino de Marx nas escolas como VERDADE ÚLTIMA seria a quebra da secularização. Mas o ensino de Marx como teoria alternativa, dando espaço para os oponentes, seria a manutenção dessa secularização.

Para chegar a isso, teríamos que implementar o mesmo tipo de ceticismo contra a religião política que foi implementado contra a religião tradicional. Não há diferenças em termos esquemáticos. Temos que refutar estratagema por estratagema, fraude por fraude, esmiuçar estratégia por estratégia e desmascarar rotina por rotina.

Não podemos esquecer de alguns fatos para nos lembrar da questão de urgência.

A estratégia número 1 da esquerda é a Obtenção de Autoridade Moral, o que por si só já torna a religião política mais perigosa que a religião tradicional. (junto com a Retórica de Ódio, outra estratégia deles, isso habilita que eles façam o que quiserem quando conseguem o poder).

A religião tradicional, em suas alegações sobrenaturais, possui ausência de fatos que a comprovem. Por exemplo, em relação a ressurreição de Jesus Cristo, não temos evidências de que isso ocorreu. Mas não temos evidências de que não ocorreu. Logo, aí faltam evidências para sustentação à crença. E só. No caso da religião política, devido aos estudos do darwinismo e da psicologia evolutiva, assim como Dinâmica Social, sabemos que as principais crenças que dão sustentação à esquerda possuem evidências em contrário ao que elas alegam. Assim, a religião política tem menos sustentação factual que a religião tradicional.

Hoje existe secularização em relação a religiões tradicionais, mas não há secularização em relação a religião política. Por isso mesmo, nossa vida é mais afetada (contra a nossa vontade) por religiões políticas do que pela religião tradicional.

Exemplo: Se eu não quiser ir em uma Igreja, não vou. E não vou mesmo! Se eu não quiser pagar impostos altos, não tenho essa possibilidade. Isso mostra um exemplo de que a religião política afeta mais nossas vidas que a religião tradicional.

Se a religião política é menos válida que a religião tradicional E se as conseqüências que ela traz são mais
negativas ainda, por que ela não é questionada? E, se a essência do ceticismo é o questionamento à autoridade E a estratégia número 1 da esquerda é a obtenção de autoridade moral, por que o ceticismo não é utilizado contra a religião política para questionar essa autoridade?

Vamos lembrar que o ceticismo que eu falo aqui não é SÓ ceticismo, mas sim ceticismo SEGUIDO DE desmascaramento. É exatamente o que James Randi faz com os médiuns, espíritas ou qualquer um que alegue o sobrenatural.

O ceticismo é o questionamento em si. O desmascaramento é a humilhação pública de um fraudador (que foi pego pelo crivo cético). Sem o desmascaramento, o ceticismo é estéril.

Então, para concluir, o objetivo que eu defendo é a luta pela secularização política.

Basicamente, é deixar que os esquerdistas curtam sua religião política, mas que lutemos para que as crenças delirantes deles NÃO AFETEM nossa vida. E, se afetarem, que afetem o mínimo possível.

Só será possível chegar a uma situação dessas através de um extensivo ceticismo em relação à religião política. (Não se esqueçam que sem o desmascaramento, o ceticismo será inútil neste caso)

E precisamos de forma urgente lutar pela secularização política.

Certa vez um professor disse o seguinte para um aluno rebelde em sala: “Olhe… eu não tenho filhos, mas vou ter. Mas quando nascer meu filho, não o rejeitarei se ele nascer feio. Isso não é uma escolha dele. Também não o rejeitarei se ele nascer burro. Ele pode nascer com QI baixo. Mas o rejeitarei se ele for INCONVENIENTE…”

O grande problema não é a existência de esquerdistas. Eles poderiam ter as crenças deles e viverem em pubs adorando essas crenças DESDE QUE isso não afetasse a vida dos não esquerdistas. Mas, do jeito que está hoje no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Europa, eles se tornaram INCONVENIENTES.

Se eles estão agindo dessa forma, é por que estão na espiral da bobagem, e precisam sair de lá. E isso só ocorrerá a partir do ceticismo político.

Portanto, mãos à obra.

Cristina Kirchner vai retirar tumor! Onde está a criatividade esquerdista?

8

Segundo o UOL, a presidenteditadora da Argentina, Cristina Kirchner, está com câncer.

Segundo a notícia, o câncer de Cristina é na tireóide e ela será operada no dia 4 de janeiro.

Claro que se fosse com um artista, como no caso de Patrick Swayze, haveriam grandes chances dela ir para o saco. Assim como também aconteceu com Andy Whitfield, da série “Spartacus – Sangue e Areia”. Ou está acontecendo com Gianecchini. Nota-se que o coitado só está o barbante…

Mas no caso de ditadores de esquerda, a questão é bem diferente: fazem uma “quimio” rapidinha e aparecem como se nada tivesse acontecido. Veremos como serão as notícias dela no dia 5 de janeiro. Prevejo algo como: “Cristina se recupera de maneira surpreendente”. Ah, tá…

Em resumo, o câncer de ditadores de esquerda é como a nossa gripe.

É claro que há caroço nesse angu e não é de hoje que devemos suspeitar disso.

Eu também sei que petralhas ficaram irritadíssimos com meu texto sobre o câncer suspeitíssimo de Lula.

Deviam ficar felizes. Aquele artigo era um texto de otimismo (para os lulistas). Eu digo em alto e bom tom: “podem ficar tranquilos que, conforme o script, Lula estará recuperado!”. Motivo: eu duvido que ele tenha realmente câncer.

No caso de presidentes da América latina, nos últimos 3 anos já são 5 casos: Cristina Kirchner (Argentina), Lula (Brasil), Dilma (Brasil), Chavez (Venezuela) e Fernando Lugo (Paraguai). Todos de esquerda, naturalmente.

Todos continuam gordinhos e com as bochechas rosadas.

Será que a Cristina vai inovar e contratar um maquiador? Ela bem que podia contratar o maquiador do Freddy Krueger e criar um ar cadavérico. Sei lá, é só uma idéia. Ajudaria a tornar essa encenação toda mais convincente. Como diria o ceguinho esperançoso, veremos.

O grande humorista, no entanto, é Hugo Chavez.

Sei que para os venezuelanos, ele não tem graça nenhuma. Mas vendo de fora, o sujeito é uma verdadeira pândega.

Segundo Chavez, há algo de suspeito nos casos de câncer entre “líderes latino americanos”. Disse ele: “Seria estranho que tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir o câncer e ninguém saiba até agora, e se descubra isto apenas dentro de 50 anos?”.

Realmente, eu concordo que é muito estranho. Devíamos investigar todos esses casos. Mas investigar MESMO…

O curioso é que todos os cânceres de presidentes de esquerda aparecem em momentos oportunos.

No caso de Dilma, ela estava sendo alçada para o cargo de presidente. Isso poderia reforçar a imagem dela de “lutadora”.

No caso de Lula, a coisa estava ficando feia por causa da queda de ministros (vários deles empossados por ele). A notícia do câncer já ajudou a desviar o foco.

Agora, Cristina oficializa a ditadura na Argentina, arquiteta e executa planos para controlar a imprensa. Nada melhor que aparecer um câncer para que a patuléia se derrame em prantos por ela.

Com um câncer em mãos, não há mais julgamentos sobre quaisquer ações que ela cometer.

Assim como existe a teoria da suspensão de crença ou descrença, no caso dela, por causa do câncer, temos agora um momento de suspensão de julgamento sobre tudo que ela fizer.

Nada mal para quem está indo da hegemonia para o poder…

Jogo esquerdista: Julgamento pelo futuro

15

Última atualização: 11 de julho de 2013 – [Índice de Jogos] [Página Principal]

Um dos jogos mais poderosos dos esquerdistas, este se baseia em, após a projeção na mente da platéia de que o futuro hipotético irá ocorrer, fazer o julgamento de todo o presente de acordo com esse futuro.

E por que isso é tão poderoso? Simples. É por que não passa de um processo hipnótico.

Vamos entender um pouco da hipnose erickssoniana, para compreender como esse processo funciona, pois o julgamento pelo futuro é utilizado até na religião assim como também em um processo de emagrecimento.

Vejamos como seria no caso do cristianismo. Existe a crença de uma vida após a morte em um paraíso, onde não existirão mais dores. Nem sofrimento. A partir do momento em que alguém visualiza este futuro, o presente pode ser julgado como uma ABOMINAÇÃO justamente por ser bastante diferente deste futuro projetado.

Agora, vejamos em um processo de emagrecimento. Imagine alguém que pesa 100 quilos, e queira perder 35. O hipnotizador poderá dizer para que esta pessoa relaxe, visualize a si próprio com um colesterol 5 vezes menor, com maior desempenho sexual e conquistando garotas que antes não conseguiria. Estando a imagem desse futuro projetada, a pessoa pode ser orientada a visualizar o presente como uma ABOMINAÇÃO, justamente por ser diferente deste futuro muito melhor.

A regra é clara: os parâmetros para julgamento do que é certo ou errado, bom ou ruim, desejável ou indesejável não são fundados no presente e nem no passado, mas no futuro idealizado.

É claro que a questão da religião cristã e do caso do emagrecimento são apenas dois exemplos da aplicação da estratégia, que tem função essencialmente hipnótica, e não estou fazendo juízo de valor quanto a ela ser errada ou não.

No caso da religião cristã, alguém poderá deixar de pecar por causa disso. No caso do emagrecimento, alguém poderá conseguir perder peso mais rápido.

A diferença, nesses dois casos, em relação à aplicação desta estratégia pela esquerda é que no caso do cristianismo o futuro idealizado ocorreria somente após a morte. E no caso do gordinho que quer perder 35 quilos, o hipnotizador poderá mostrar vários casos de pessoas que perderam a mesma quantidade de peso e melhoraram a qualidade de vida. Assim, esse futuro não é uma utopia, mas sim algo viável.

Sendo assim, esses dois exemplos mostram como se julga algo pelo futuro (no primeiro caso, um futuro em outra vida, e no outro um futuro que já é presente para várias pessoas) assim como impactos psicológicos poderosos podem ser obtidos.

Mas no caso da esquerda, o buraco é mais embaixo. Muito mais embaixo.

Isso por que o futuro idealizado não tem expectativas viáveis de que irá ocorrer. Não há indícios científicos de que possa ocorrer. Mas mesmo assim será projetado.

Um caso pode ser o daquela feminista radical que afirme o seguinte: “Chegará um futuro no qual não existirá diferenças entre cargos conquistados na liderança das empresas entre homens e mulheres. Se existirem 50 CEOs homens, existirão no mínimo 50 CEOs mulheres com o mesmo poder.”

Se alguma mulher cair nesse discurso feminista, o olhinho irá brilhar. Talvez até lágrimas escorrerão por sua face.

Mas e os fatos? A totalidade dos homens quer buscar conquistas cada vez maiores no mercado de trabalho. Algumas mulheres querem isso. Outras querem arrumar um marido, o qual irá buscar as tais conquistas profissionais.  Logo, hoje a conquista de posições no mercado de trabalho por mulheres é uma OPÇÃO, assim temos algumas que querem priorizar a carreira e outras a criação de filhos. E isso é plenamente normal. Além disso, temos o fato de que o homem possui mais testosterona que a mulher, e isso o leva a lutar mais pelo poder. Sabemos que a taxa de testosterona influencia não só a luta por poder como também a agressividade. (Aliás, notem a quantidade de crimes violentos praticados por homens em relação aos praticados por mulheres)

E tem mais. Temos uma contingência de motivação (nem todas as mulheres querem o poder, algumas querem a família) e de natureza biológica (o homem tem maior quantidade de testosterona).

Ou seja, se julgamos pelo passado (histórico, científico), não há nada de errado no fato de que a maioria dos CEOs é composta de homens. Mas, como já vimos no passado que algumas mulheres também já se deram bem no poder, sabemos que seria uma burrice impedi-las de tentarem cargos e posições. Note que essa conclusão defendida por mim é baseada em um julgamento pelo passado e pelo presente. É oposta à estratégia da esquerda, no caso ficar chamando de uma ABOMINAÇÃO o fato de que o número de CEOs homens seja maior do que o de mulheres.

Outro exemplo que eu poderia citar é a questão dos gays.

Afirmar que um gay está em posição de IGUALDADE em relação a um heterossexual é no mínimo uma alucinação. Um gay não passa seu genes para a frente. E, em termos evolutivos, podemos dizer que a vida tem dois sentidos: (1) sobrevivência, (2) replicação. Aqueles reprodutores de sucesso irão criar seus filhos em famílias tradicionais, para que de novo eles executem os dois processos (sobrevivência e replicação) e assim por várias linhagens os genes prosseguirão. Os casais gays são, portanto, nesse julgamento pelo passado e pelo presente (novamente nas perspectivas históricas e científicas), exceções à regra. Devem ser respeitados como seres humanos? Claro que sim. Devem ser maltratados? De jeito algum. A lei que protege um heterossexual de sofrer violência é a lei que deveria proteger um homossexual. Mas não adianta pensarem que eles serão A REGRA de comportamento no mesmo nível que é o comportamento heterossexual. Não há um indício biológico que nos leve a isso.

Agora, imagine como faria um esquerdista nessa questão. Agiria de maneira oposta. Ele diria ao gay algo do tipo: “Chegará um dia no qual o gay será considerado igual a um heterossexual. Não haverá motivos para você não se enturmar com heterossexuais. Você e seus amiguinhos héteros sairão para as ‘caçadas’ noturnas, e enquanto você irá atrás de homens, eles irão atrás de mulheres. E acharão tudo normal”. Pronto! Está projetado o futuro. A partir desse momento, basta considerar qualquer fuga disso como uma ABOMINAÇÃO. Ou seja, se um pai ficar chateado por um filho virar homossexual, esse pai deverá ser apedrejado moralmente, pois no futuro projetado um gay é exatamente igual um heterossexual.

Se você pegou bem o jeitão da estratégia, notou que é um recurso praticamente ilimitado. Isso por que o futuro a ser projetado é ILIMITADO. Basta usarem recursos adequados de hipnose, que alguns poderão acreditar em absolutamente tudo, e, a partir disso, achar condenável a vida corrente. Mesmo em aspectos que são absolutamente normais e para os quais não há válvulas de escape cientificamente viáveis. Não que esse futuro seja viável ou mesmo possível, mas simplesmente o suficiente para fazer com que alguém fique indignado com a “situação atual”.

Caso o esquerdista também seja convincente ao mostrar para o seu adepto ou para a platéia que ele é o encarregado de tirar as coisas da “horrenda situação atual”, e levá-lo ao futuro prometido, ele estará embutindo uma outra estratégia junto, a da Obtenção de Autoridade Moral.

Note que o futuro prometido pode ser adiável ad aeternum, o que importa é ter um “gancho” psicológico para ir criticando o “horripilante estado atual das coisas”, e continuar prometendo coisas.

O sucesso da estratégia é medido pelo grau de indignação da plateia em relação ao “estado atual das coisas” em comparação com o futuro projetado pelo esquerdista.

Jogo esquerdista: Obtenção de autoridade moral

9

Última atualização: 15 de junho de 2013 – [Índice de Jogos] [Página Principal]

De todas as estratégias da esquerda, seja durante a execução do framework completo como de qualquer uma de suas rotinas, aquela que é de prioridade número 1 de execução é a “Obtenção de Autoridade Moral”.

Tecnicamente, esta característica não está só presente em ideologias como marxismo, humanismo, positivismo e outras do tipo, como também em doutrinas que alguns classificam como “de direita”, como o nazismo e o fascismo. Mas, como sabemos, essas duas ideologias são coletivistas, ao invés de individualistas. O pensamento de direita (ou conservador) é essencialmente individualista.

O mais importante no momento é definir por que a obtenção de autoridade moral é tão fundamental. Tanto que, sem a implementação desta estratégia, todas as outras perdem parte de seu efeito.

Existem contextos conservadores no qual a obtenção da autoridade moral existe. Por exemplo, muitos conservadores são católicos, e acreditam que o Papa não erra (a questão da infalibilidade papal). Isso dá, automaticamente, uma autoridade moral ao Papa. Mas não é um problema tão crítico, por causa da sociedade laica.

Isso tudo se torna crítico quando vamos para o cenário político, em que a obtenção de autoridade moral de um grupo sobre o outro tende a fazer com que o primeiro seja ouvido, e o segundo, ignorado. Somente pela obtenção da autoridade moral.

Vamos a um exemplo bem simples. Imagine que você coma carne diariamente. E então apareça um vegetariano, afirmando que o ato de comer carne é indigno, vil e cruel. Automaticamente, ele vai se colocar do lado dos animais, as criaturas “sofridas” por causa de seres cruéis (aqueles que comem carne). Ele poderá usar imagens de animais sofridos em fazendas de criação de vitela para impressionar o público e jogá-los contra você. Se obtiver sucesso, poderá até conciliar com outra estratégia, “A Retórica do Ódio” (da qual falarei em breve), e deixar todos com raiva de você. E a partir daí ele terá conquistado a imagem de alguém que protege os animais contra os “malvados”. Observe que ele poderá convencer a platéia de que os interesses deles são tão altruístas, mas tão altruístas, que ele defende não só os humanos, como também os animais. E assim ele defenderia a criação de uma regra na qual os humanos poderiam viver em paz, e os animais também. Enfim, ele obtém a autoridade moral perante a platéia.

É claro que os animais que deixarem de viver em fazendas de criação estarão vulneráveis às leis da selva, podendo ser predados por outros animais, ao invés de servirem de alimentos aos humanos. Mas isso tudo é omitido do discurso do vegetariano. Ele omite obviamente pois isso não é importante para a propaganda dele. O centro da propaganda é tentar convencer a platéia de que os interesses dele são mais nobres, e portanto alguém com autoridade moral sobre os demais.

Para compreender a questão da autoridade moral, é preciso saber a diferença entre autoridade jurídica e autoridade moral. A autoridade jurídica é aquela imposta por obrigação. Por exemplo, um oficial da lei possui autoridade jurídica sobre o cidadão comum caso este esteja cometendo delitos. Já a autoridade moral não é imposta por obrigação, mas por aceite aparentemente espontâneo daqueles que se subordinarão a alguém. No caso, a subordinação ocorre por que alguém possui mais conhecimentos (em uma organização, por exemplo), ou por que possui interesses mais nobres do que os demais (especialmente no debate político).

No exemplo do vegetariano, todo o discurso estaria planejado para mostrar que ele possui interesses mais nobres do que aqueles que comem carne.

Na questão de apresentar “nobrezas” de interesses, aí os socialistas (assim como os nazistas) são especialistas. Por ambos serem coletivistas, é mais fácil para eles convencerem a platéia de que estão lutando por um “bem maior”, ao invés dos individualistas, que teriam a sua imagem vendida ao público como se fossem pessoas que só pensam em si mesmas. (Naturalmente, nem de longe isso é um fato, mas o que importa nessa estratégia é o convencimento da platéia, e não os fatos em si)

No caso desta estratégia em específico, há uma enorme quantidade de rotinas de argumentação e rotinas de frame. Em relação às rotinas de frame, em especial, muitas delas são especialmente desenhadas para atenter à estratégia de obtenção de autoridade moral.

Veja como exemplo as rotinas de frame Auto cético, Cético universal e Sou liberal. Cada uma delas, se não refutada, garante a obtenção da autoridade moral para o esquerdista.

O realismo das ficções científicas conservadoras: A Hora da Escuridão e Battleship

11

O trailer acima é do filme Battleship, que vai estrear no Brasil nos idos de 2012. Pelo que se nota, está na mesma linhagem de “Guerra dos Mundos”, “Independence Day” e o recente “Batalha de Los Angeles”.

Se já viram, agora notem este trailer abaixo, de “A Hora da Escuridão”, que estréia neste próximo final de semana no Brasil:

Eu sei que ambos os filmes são cinema pipoca e nem de longe produções cerebrais. (Isso que eu não assisti a nenhuma delas, mas vou assistir)

O que me importa aqui é que os dois filmes mostram basicamente o óbvio. Em suma, aquilo que aconteceria caso existissem civilizações alienígenas que tivessem alcançado um nível tecnológico maior que o nosso e entrassem em contato com nossa civilização.

Até Steven Spielberg caiu na real e dirigiu “Guerra dos Mundos” em 2005. Em 1977, Spielberg fez um filme, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, em que os alienígenas entravam em contato conosco, e isso era feito para “compartilhamento de experiências”.

É preciso de uma ingenuidade doentia para acreditar que, nesta hipótese de existir uma civilização alienígena com maior potencial tecnológico em relação a nossa, que esta civilização entrasse em contato conosco para “compartilhar experiências para ganho mútuo”.

De onde tiram essas idéias? Obviamente, é do paradigma humanista. Hegel achava que a humanidade estava caminhando para um cenário de “total empatia”. Ou seja, todos se “veriam” uns nos outros, e portanto nem sequer governo seria necessário.

Esse pessoal deve achar que, se uma civilização de outro planeta também tivesse evoluído, viriam entrar em contato conosco mostrando sua total “empatia”.

Carl Sagan, por exemplo, em seu projeto S.E.T.I., queria “contato” com espécies alienígenas. O pensamento era um só: “o quanto não poderíamos aprender com eles?”

O fato é que, se existissem tais civilizações, e estas nos encontrassem (e considerando a possibilidade de serem mais avançadas tecnologicamente), o que veríamos é similar ao que aconteceu com a chegada de Colombo na América. E nos estaríamos no lugar dos índios.

Mas, como nenhuma evidência de vida alienígena apareceu até o momento, não há motivo para pânico.

Anúncios
Anúncios
%d blogueiros gostam disto: