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Como identificar um esquerdista desonesto só pela forma como ele ataca o Tea Party

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O vídeo acima mostra o trailer de um ótimo filme, “Um Diretor contra Todos” (The Principal, 1987), que trazia a história de um novo diretor de escola em um bairro barra pesada nos Estados Unidos.

E o filme tem muito a ver com a postura de muitos esquerdistas em relação ao Tea Party.

Basta realizarmos uma pesquisa no Google por “Tea Party” e buscar as noticias nacionais (e até internacionais).

O que veremos é uma profusão de rótulos como “ultraconservador”, “radical” e “extremista” quando se referem aos manifestantes do Tea Party.

Curiosamente, nessa semana até Reinaldo Azevedo caiu na conversa dos esquerdistas, e usou o termo “ultraconservador” da mesma forma.

Vamos deixar as coisas claras, portanto.

Em relação ao Reinaldo, podemos até chamá-lo de ingênuo.

Mas em relação a todos os jornalistas da esquerda que tentam impingir o rótulo de “radical” ao Tea Party só temos uma palavra cabível: são desonestos mesmo. E acusaram o golpe revelando o quanto são desonestos.

É exatamente como no filme acima.

No filme, o novo diretor, interpretado por Jim Belushi, avisa: “Chega! Aqui vocês estão para estudar, e não para fazer arruaça, traficar drogas e matar pessoas!”.

Na visão dos meliantes, claro, ele passou a ser o “radical”.

Agora, desde quando pedir para que roubos e crimes sejam interrompidos é radicalismo?

No caso do filme, esse “radicalismo” só existia na cabeça dos bandidos que querem continuar roubando.

Essa situação é exatamente igual a que acomete um esquerdista ao ver o Tea Party.

Vejamos o cerne da proposta do Tea Party: redução de impostos, redução do tamanho do estado, inspiração em lemas de liberdade individual (eles devem adorar filmes como “Coração Valente”, com certeza), responsabilidade social e responsabilidade fiscal.

Em termos morais, o Tea Party está fazendo exatamente igual ao Jim Belushi fez no filme.

Por isso, temos que mapear aqueles que chamam o Tea Party de radical igual no filme ficou exatamente claro quem eram aqueles contra o diretor.

A esquerda, é claro, tem motivos para nos chamar de radicais, exatamente igual aos pivetes daquela escola chamariam o diretor do mesmo.

Para o esquerdista, o estado inchado está ótimo, mesmo que isso seja mantido às custas do dinheiro de gente que trabalha.

Muitos esquerdistas militantes estão enfiados em sindicatos ou “movimentos sociais”, pois pegar no batente é algo de que parecem não gostar.

Por isso, antes de soar discriminatório, o ato deles chamarem o Tea Party de “radical” é basicamente uma confissão de que boa gente os esquerdistas não são.

A não ser que seja radical lutar pela valorização do trabalho e a diminuição da roubalheira estatal (pois a quantidade de impostos cobrada é realmente criminosa, tanto nos Estados Unidos como aqui).

Enquanto esquerdistas vierem com a conversa de “vocês são radicais”, justamente no momento em que lançamos propostas moralmente impecáveis, é bom sinal.

Faz muita falta algo como o Tea Party aqui no Brasil.

Eu gostaria muito de ver a reação dos petralhas diante de algo assim.

Provavelmente gritariam chamando-nos de radicais enquanto dizemos, na cara deles, “parou a roubalheira”.

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A arquitetura de uma ditadura pelo controle “social” da imprensa

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A forma pela qual o PT está implementando a ditadura no Brasil é baseada em um conjunto de fraudes intelectuais, pela iniciativa de implementação de “conselhos de mídia”.

Se quisermos sair da ditadura, temos que conhecer essas fraudes e desmascará-las, de forma incisiva.

O estado onde iniciou-se tal idéia, como não poderia deixar de ser, é um reduto político do PT, o Ceará.

Mas agora eles já executam uma ação coordenada tentando implementar o mesmo modelo em vários estados.

A grande fraude deles é dizer que tais conselhos representam a “sociedade”. E portanto não seria um controle do estado, mas sim da sociedade.

Mas o que seria essa “sociedade”?

Na versão divulgada no site Último Segundo, já temos a definição dos 25 membros do conselho, conforme apresentados no projeto da deputada Rachel Marques, do PT.

Vejamos a lista:

  • 7 pessoas do poder público
  • 8 pessoas da “sociedade civil” (produtores e difusores)
  • 10 pessoas da “sociedade civil” (trabalhadores e consumidores)

Em relação aos 7 do Poder Público, teríamos 1 representante da Secretaria da Casa Civil, 1 representante da Secretaria de Cultura, 1 representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia, 1 representante da Assembléia Legislativa, 1 representante do Ministério Público Federal e 1 representante das escolas de comunicação (públicas e particulares). Os quatro primeiro seriam indicadores pelos titulares das pastas, o quinto pelo Poder Legislativo Estadual, o sexto pelo procurador-chefe do Estado, e o sétimo por eleição.

Resumindo, com o estado aparelhado, são 6 votos automaticamente garantidos pelo governo (os 6 primeiros), e só poderíamos ter alguma dúvida em relação ao sétimo voto.

Vamos agora aos 8 representantes da “sociedade civil”, dentre produtores e difusores. Aqui a coisa não tem tanto mistério, e não podemos a priori considerar todos como votos do governo. Claro que poderíamos suspeitar, naturalmente, mas até o momento são votos “em aberto”.

A coisa fica definitivamente comprometida (o viés do governo petralha fica claro) com os 10 membros da “sociedade civil”, dentre trabalhadores e consumidores.

Vamos a eles:

  • (1) Um representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais, indicado pela diretoria do Sindjorce (que está a favor do controle)
  • (2) Três representantes de “sociedade civil organizada”, em eleição entre entidades com “atuação” na comunicação e na cultura, ou seja, ONGs de esquerda;
  • (3) Um representante do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), escolhido em eleição pelo primeiro plenário do Conselho;
  • (4) Uma representante do movimento de mulheres, escolhida da mesma forma que o sujeito do item anterior, mas agora com indicações recebidas pela Secretaria da Casa Civil;
  • (5) Um representante do movimento de pessoas com deficiência;
  • (6) Um representante do movimento negro ou dos povos indígenas;
  • (7) Um representante do movimento de jovens ou de crianças e adolescentes (*)

(*) Todos esses elementos selecionados a partir do mesmo critério visto no item (4)

Sendo que a base do PT está nesses “movimentos sociais”, temos aqui garantidos 10 votos para o PT.

Revisando a soma total, teríamos 16 votos garantidos ao PT no “conselho” de mídia.

Claro que se fizemos uma hipótese até caridosa, poderíamos considerar uns 33% dos votos restantes para o PT, e o restante para outros partidos.

Ou seja, o conselho teria 19 votos garantidos, e 6 votos a serem disputados.

O que isso significa?

Significa que o PT coloca, de maneira dissimulada, sua patrulha para tomar conta da imprensa. É o lobo tomando conta do galinheiro.

O uso dos movimentos “sociais” é a tática do governo para garantir a ditadura.

O tal conselho, portanto, será composto de um bando de fanáticos que considera difamação toda e qualquer revelação que desmascare o PT. É claro que estes adeptos do conselho vão tachar de “difamação” a qualquer notícia que simplesmente não gostem.

Como essas ONGs de “minorias” são apenas um lugar onde pessoas remoem seus ódios e tornam-se cada vez mais fanáticos, o PT tem ali sua verdadeira tropa de choque.

Sim, pois um “movimento negro” não representa alguém que é de cor negra, mas sim alguém que é orientado a entrar em rivalidade eterna e injustificável com os brancos. Da mesma maneira os “movimentos das mulheres” não representam as mulheres, mas sim mulheres que ficam remoendo seu rancor e lançando todas as culpas do mundo sobre os homens.

Enfim, o PT, como eu já disse, é um partido que se alimenta do ódio.

Além do mais, por que não há “movimento heterossexual”, “movimento branco”, “movimento masculino” e coisas do tipo? Talvez esses não sejam “a sociedade”, na linguagem petista.

Que esse bando elencado pelo PT seja chamado de “a sociedade”, é algo que já deveria ridicularizá-los por si só.

Vejamos alguns exemplos de manifestações dos petistas em alguns fóruns, todos eles (claro) a favor do controle da imprensa.

Segue o primeiro abaixo:

Os conselhos de comunicação são uma necessidade para a liberdade de imprensa no país. Na verdade, a imprensa hoje no Brasil não é livre, por que está concentrada nas maõs de um punhado de grupos econômicos defensores dos privilégios da elite. Os grupos de comunicação terão a missão de impedir que esses grupos econômicos tenham poder ilimitado de publicarem só o que querem, impedindo a livre expressão de outras camadas sociais.

Notem a Novilíngua deles.

Para o petralha, hoje em dia não há liberdade. Motivo? Há grupos econômicos que detém o poder de comunicação.

Essa sub-fraude já é desmascarada com o fato de que Istoé e Carta Capital apóiam Lula. E a Veja é contra o governo.

Se três publicações de grande tiragem tem opiniões tão díspares, onde está a falta de liberdade?

Então, assim como a deputada Rachel, do PT, redefine “a sociedade” pelo punhadinho de pessoas de movimentos sociais de esquerda, este outro redefine a expressão “liberdade de imprensa” com “restrição do poder ilimitado de publicar o que se quer”. (É exatamente a expressão dele)

Se a situação não fosse trágica, até riríamos de petistas se engasgando tanto para mudar o significado de expressões.

Como eles não tem noção de limite, vejam esta pérola, de outro petralha:

A imprensa tem que ser controlada democraticamente pela sociedade. Não pode ficar totalmente livre nas mãos do dono do veículo de comunicação, que é uma concessão pública, sob pena de haver, como tem havido, isto sim, abuso do poder de comunicação travestido de liberdade. A grande imprensa deste país, controlada por grupos econômicos, constrói ou destrói a imagem de quem eles quiserem, conforme seus interesses e conveniências…

O truque se repete acima.

Para ele, o “controle é democrático”, por causa dos “movimentos sociais”.

E o mesmo sujeito fala em democracia, mas depois diz que a imprensa “não pode ficar totalmente livre” nas mãos do dono do veículo de comunicação.

A mesma figura diz que o “abuso do poder de comunicação” está “travestido” de “liberdade”.

O sujeito é tão celerado que não percebeu que até o ato de abusar do poder de comunicação é um exemplo de liberdade. É claro que esta pessoa terá que responder judicialmente caso publicar mentiras em suas notícias.

Ou seja, aquilo que o petista diz que está “travestido de liberdade” é liberdade em si.

E aquilo que ele chama de democrático é simplesmente a censura, que ele tenta chamar de “controle democrático pela sociedade”.

Para que eles não reclamem que só citei petistas anônimos, vejam abaixo o manifesto assinado por 60 ONGs de esquerda, todas, é claro, a favor da censura:

“Manifesto em defesa do Conselho de Comunicação Social e da democracia”

As entidades abaixo assinadas manifestam publicamente seu total apoio à criação do Conselho de Comunicação Social do Estado do Ceará e repudiam, de forma veemente, as tentativas de setores conservadores da sociedade de desqualificar a decisão da Assembleia Legislativa do Estado de propor ao governador Cid Gomes (PSB) a criação de um órgão que possibilitará a efetiva participação da sociedade cearense na criação de políticas públicas em comunicação do Estado.

Um Conselho tem como finalidade principal servir de instrumento para garantir a participação popular, o controle social e a gestão democrática, envolvendo o planejamento e o acompanhamento da execução das políticas e serviços públicos. Hoje, existem conselhos municipais, estaduais e nacionais, nas mais diversas áreas, seja na Educação, na Saúde, na Assistência Social, entre outros. Um Conselho de Comunicação Social é, assim como os demais Conselhos, um espaço para que a sociedade civil, em conjunto com o poder público, tenha o direito a participar ativamente na formulação de políticas públicas e a repensar os modelos que hoje estão instituídos.

Longe de ser uma tentativa de censura ou de cerceamento à liberdade de imprensa, como tenta fazer crer a velha mídia (nada mais que uma dúzia de famílias) e seus prepostos, o Conselho é uma reivindicação histórica dos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, jornalistas brasileiros e setores progressistas do empresariado que atuam pela democratização da comunicação no Brasil e não uma construção de partido político A ou B. E mais, falta com a verdade quem diz ser inconstitucional o Conselho de Comunicação, pois este está previsto na Constituição, no Artigo 224, que diz “Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei”, com direito a criação de órgãos correlatos nos estados, a exemplo dos demais conselhos nacionais.

Uma das 672 propostas democraticamente aprovadas pelos milhares de delegados e delegadas da sociedade civil empresarial, não-empresarial e do poder público, participantes da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), os Conselhos de Comunicação Social são a possibilidade concreta de a sociedade se manifestar contra arbitrariedades e abusos cometidos pelos veículos, cuja programação é contaminada por interesses comerciais, que muitas vezes violam a legislação vigente e desrespeitam os direitos e a dignidade da pessoa humana.

A desfaçatez com que a velha mídia e seus asseclas manipulam a opinião pública, na tentativa de camuflar a defesa de interesses econômicos e políticos que contrariam a responsabilidade social dos meios de comunicação e o interesse público, merece o mais amplo repúdio do povo brasileiro. Eles desrespeitam um princípio básico do jornalismo, que é ouvir diferentes versões dos acontecimentos, além de fugir do debate factual, plantando informação.

É chegada a hora de a sociedade dar um basta à manipulação da informação, unindo-se trabalhadores, consumidores, produtores e difusores progressistas na defesa da criação, pelo poder público, dos Conselhos de Comunicação Social. Somente assim, o povo cearense evitará que o Governo do Estado sucumba à covarde pressão de radiodifusores e proprietários de veículos impressos que ainda acreditam na chantagem e na distorção da verdade como instrumento de barganha política.

Que venham os Conselhos de Comunicação Social, para garantir à sociedade brasileira o direito à informação plural, a liberdade de manifestação de pensamento e de criação e a consolidação da democracia nos meios de comunicação.

Assinam a nota:
Acertcom – Associação Cearense de Emissoras de Rádio e TV Comunitárias
Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adital)
Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-CE)
Associação Comunitária do Bairro Ellery
Associação Comunitária do Bairro Monte Castelo
Associação Comunitária Portal do Benfica
Associação Comunitária de Rádiodifusão de Independência (ACORDI)
Associação União dos Moradores de Luta do Álvaro Weyne
Associação Zumbi Capoeira
Associação Zumbi Capoeira (Pirambu)
Centro Cultural de Arte Capoeira na veia
Centro de Apoio a Vida
Centro Popular de cultura e Ecocidadania (CENAPOP)
Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca-CE)
Cia. Tesouro Nordestino
Cia. de Teatro Arte Amiga
Cine Rua
Cipó Comunicação Interativa
Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco (Recife-PE)
Coral Vida e Arte
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)
Espaço Solidário (ESSO)
Fábrica de Imagens – Ações Educativas em Cidadania e Gênero (Fortaleza-CE)
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
Futsal Caça e Pesca
Grab – Grupo de Resistência Asa Branca
Grêmio estudantil Juventude Ativa
Grupo Aprendizes de Papel
Grupo Budega Chic
Grupo Cultural Entreface – Identidade Juvenil, Comunicação e Cidadania (Belo Horizonte MG)
Grupo Pensar Lutar e Cia. de Teatro Arte Amiga
Grupo Pensar Lutar e Vencer (Pastoral da Juventude Maraponga)
Grupo Tapa (Temos Amor pela Arte)
Grupo Vida e Arte
Instituto Jera de Feira de Santana (BA)
Instituto de Juventude Contemporânea (IJC)
Instituto Terramar
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Juventude Atitude (CDI)
Juventude Negra Kalunga
Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz
ONG Catavento Comunicação e Educação
Pastoral da Juventude do Canindezinho – PJ
Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras do Brasil
Rede de Jovens do Nordeste
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce)
Sindicato dos Operadores de Turismo do Ceará
Sindicato dos Vigilantes do Estado do Ceará (SindVigilante)
Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores do Ceará (SindValores)
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos do Estado do Ceará (Sintigrace)
Terreiro Capoeira
Tesouro Nordestino
TV UMLAW
União Brasileira de Mulheres (UBM)
União da Juventude Socialista (UJS)
Vidas e Vozes da Juventude”

Enfim, se algum petralha vier dizendo “é teoria da conspiração, é teoria da conspiração”, agora vai ficar difícil depois das 60 assinaturas dessas ONGs.

Vejam que agora a luta deles pelo controle da imprensa será feito através da repetição de frases com significados que nada tem a ver com a realidade. (Fiz questão de usar o negrito)

Se os petralhas executarem essa pregação em quantidade maior (e a tendência é que vão tentar isso mesmo), vão incutir no senso comum da população a idéia de que censura é na verdade a liberdade.

Segue a arquitetura do mantra que eles vão decorar:

  • 1. Não há proposta de censura
  • 2. Somente proposta de controle democrático
  • 3. O controle é democrático, pois é um controle da sociedade (é aqui que está o truque deles de fingir que os movimentos sociais de esquerda são a sociedade)
  • 4. Portanto, esse controle é a luta pela liberdade

Agora temos revelada a fraude definitivamente.

Os movimentos sociais são a bola da vez. De nossa parte, o desmascaramento deve ser feito em cima de todos esses que estão apoiando o controle da imprensa.

Sabemos, é claro, que estão mentindo, pois a fraude intelectual é clara demais.

Então, se essa escória quer “controlar a imprensa”, eles que sejam fiscalizados.

Somos nós que temos que fiscalizar o discurso deles e desmoralizá-los perante o restante dos brasileiros.

A guerra começou!

Os esquerdistas das ONGs vão avançar com força para conseguir dar de vez o país ao PT.

Cabe a nós revidarmos atacando justamente o exército de ONGs do governo.

É deles que o PT depende agora para se manter no poder.

A maior de todas as lições aprendidas nas eleições 2010

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Eu nunca acreditei que Serra poderia vencer essas eleições. E continuo mantendo minha opinião.

Eu até poderia acreditar na vitória tucana… se não tivesse lido “A Espiral do Silêncio”, de Elisabeth Noelle-Neuman.

Quem acompanha este blog deve se lembrar que a parte 7 da série “Um Novo Ceticismo” é totalmente baseada naquele livro.

Até vejo que muitos nutrem esperanças da derrota de Dilma, com as notícias que tem surgido dos escândalos contra o PT. Os protestos de grupos evangélicos (e raros líderes católicos, o que é uma pena) criticando o apoio petista ao aborto também podem dar uma faísca de esperança.

Mas nada vai adiantar, por um simples fator.

O PT é mestre na arte da militância, conquistada justamente através da estratégia gramsciana.

Os dois textos recentes ([1] e [2]) em que falei da coação feita contra o dono de uma gráfica tiveram mais um capítulo esta semana, conforme texto abaixo de Reinaldo Azevedo. Peço que leiam e depois comentarei:

Já tratei deste particular aqui algumas vezes. Muitos leitores me perguntam, até de boa-fé: “Reinaldo, você não exagera nas críticas ao PT? Os partidos não são, todos eles, mais ou menos suspeitos? Não mentem sempre um pouco? Não têm defeitos?” Respondo: claro que sim! Ninguém seria aprovado num teste de santidade, e política não é mesmo para santos — aliás, ninguém gostaria de viver a dura vida de um santo. A questão é o grau da delinqüência intelectual e política desta legenda ou daquela. A questão é saber quando um partido, APESAR DE TODOS OS SEUS DEFEITOS, faz a democracia avançar e quando força um recuo.

Sou especialmente crítico ao PT porque acho que o partido, depois da redemocratização, de que foi só coadjuvante, faz o estado de direito recuar. Tenho exposto as minhas razões de modo sistemático nos últimos, deixe-me ver, 14 anos pelo menos. Não que não tenha sido muito duro com o governo FHC também. Com efeito, eram restrições de outra natureza. O ex-presidente respeitava as instituições democráticas e o estado de direito. Não é, em regra, o caso do PT.

Fiz, acima, o que muitos chamam “nariz de cera”, uma introdução razoavelmente longa para chegar ao ponto. E qual é o ponto da hora? Vejam primeiro esta imagem.

Viram? Então leiam agora o que segue:

A gráfica Pana — que alguns petistas tentaram invadir no último fim de semana para impedir a divulgação do documento assinado por bispos da Regional Sul I da CNBB — rodou, há duas semanas, 75 mil cópias do “jornal” da CTB, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, com 4 páginas coloridas. O custo da impressão: R$ 5 296 reais, pagos pela central. O folheto — QUE É ILEGAL, DIGA-SE!, traz na capa uma foto de Lula e Dilma, erguendo os braços, sobre o título: “O desafio do 2º turno”. Dentro, todas as “reportagens” pedem mobilização para eleger Dilma presidente ou fazem propaganda do governo. O título da primeira é: “Dilma: Para o Brasil Continuar no Rumo Certo”, que é um mote de campanha.

Além disso, a gráfica Pana, que fatura em média R$ 400 mil por mês, publicou material eleitoral para outros petistas, entre eles, o deputado federal Paulo Teixeira, um dos que estavam presentes na vigília que bloqueou a porta da gráfica. No santinho em questão, Teixeira aparecia junto com o deputado estadual Simão Pedro (PT). A dupla gastou R$ 124 mil na Pana. A gráfica também imprimiu material para o diretório estadual do PSTU nesta eleição — o partido pagou R$ 32 mil por alguns panfletos. Até a Mulher Pêra, candidata a deputada pelo PTN, encomendou serviços por lá: no caso dela, 20.000 “jornaizinhos”, que saíram por R$ 4 mil.

Entenderam o ponto? A Mitra Diocesana de Guarulhos já havia deixado claro que a encomenda para a impressão do apelo de católicos contra o aborto partira dali, não do PSDB. Os petistas e a imprensa amiga dos petistas, no entanto, não quiseram nem saber: foram logo buscar vínculos entre a gráfica e o partido, embora a empresa tenha exibido todos as provas de que a encomenda partira da diocese. E daí? Não se tomou nem mesmo o cuidado de fazer o que se está fazendo aqui: “Essa gráfica costuma imprimir material de vários partidos políticos?” Costuma! Inclusive do PT, o que desmonta a acusação, não fossem as demais evidências.

Fica demonstrada, assim, a honestidade do escândalo que os petistas tentaram fazer. Lembro-me do ar “serioso” de José Eduardo Cardozo a lamentar os “vínculos” da gráfica com os tucanos. Vejam um tuíte do deputado petista Paulo Teixeira no dia em que se praticou constrangimento ilegal contra o gerente da empresa:

Ele sabia, é óbvio, que ele próprio era cliente da gráfica que acusava de manter vínculos com os tucanos.

Então volto agora àquela questão inicial. Quando me perguntam: “Você não exagera com o PT?” Não! Eles é que exageram na vigarice. Na entrevista coletiva de Cardozo, mesmo sabendo de tudo isso, tentou-se criar um escândalo político, adicionando, diga-se, uma outra falsidiade: a de que Paulo Ogawa, aquele senhor que sofreu o constrangimento ilegal, teria sido funcionário do Ministério da Saúde quando Serra era titular da pasta. Tratava-se, como informei aqui, de um homônimo — e, pois, o PT mentia. Mesmo assim, parte do jornalismo online manteve a mentira no ar.

Republico, agora, o vídeo, feito pelos próprios petistas, em que, com a ajuda da imprensa — especialmente daquele tipo particular de jornalismo que tem sido feito pelos portais de telefonia —, pratica-se uma verdadeira blitz fascistóide contra a gráfica. Quem já viu o filma que relata o constrangimento ilegal leia o que vem depois.

Se sou muito duro com o PT? Não! Acho até que sou caroável demais! Essa gente não tem limites e pode destruir o que encontra pela frente se julgar que se trata de uma necessidade partidária.

José Eduardo Cardozo, o “ético” do PT, deveria vir a público para se desculpar com a empresa e com o sr. Paulo Ogawa em particular. Mas ele não vai fazer isso porque julga que o homem, coitado!, é apenas um dano colateral na luta de seu partido para construir um mundo mais justo. Se, na trajetória, eles tiverem de destruir algumas pessoas, paciência, não é? Mao Tse Tung, Stálin e Pol Pot pensavam o mesmo. Os tempos são outros, eu sei. Hoje, os comissários do povo praticam assassinatos morais.

Por que mesmo sou tão duro com “eles”? Está explicado desde sempre. Aqui está devidamente exemplificado. Deve haver algum caminho jurídico que puna também este tipo de litigância de má fé. Numa democracia exemplar, o sr. Paulo Ogawa arrancaria até as calças do PT por conta do constrangimento que sofreu e da satanização a que ficou exposto. Espero que tenha clareza disso e tome as devidas providências.

Agora, meus comentários

O exemplo acima é bem claro.

Ele é apenas um dos elementos que tem sido utilizados pela campanha de Dilma a seu favor.

Como Reinaldo Azevedo mostrou, a gráfica de uma tucana que fazia “campanha ilegal” para o Serra nada mais era do que uma empresa que recebia pedidos para impressão de panfletos e jornais que não só atendiam aos interesses de um lado como também de outro.

Os deputados petistas, que estiveram na “vigília” à Gráfica, simplesmente eram CLIENTES da mesma e também encomendaram panfletos de cunho político por lá.

Isso deveria neutralizar toda propaganda feita por Dilma quanto ao assunto, certo? Errado.

Mesmo que todas os dramalhões e vitimizações praticados por Dilma e sua trupe na questão dos “panfletos contra a Dilma, patrocinados pelo PSDB” tenham sido neutralizados nessa matéria de Reinaldo, em termos práticos a petista saiu ganhando.

A vitória nesta questão (e em todas as outras recentes) não ocorre por que ela tem razão, mas sim por que a divulgação a favor dela, por militantes (que estejam na mídia ou fora dela), ocorre com mais intensidade.

Infelizmente, em tempos em que o marketing de argumentos mostrou que a retórica venceu a dialética, o que importa em termos políticos não é apenas ter a razão, mas sim ter mais INTENSIDADE.

Outros itens importantes, claro, não referem-se apenas à intensidade da mensagem, como também a quantidade e o “timing”.

A mensagem original divulgada pelos petralhas era: “Oh, que sacanagem desta turma do Serra, descobrimos panfletos criminosos, feitos por alguns péssimos bispos, da CNBB, só com calúnias e difamações, e isso tem dedo do PSDB”.

A neutralização, após as descobertas de Reinaldo teria um efeito similar ao que segue: “O PT mentiu ao dizer que a publicação dos panfletos tinha o dedo do PSDB; e em contrapartida dois deputados do PT publicaram panfletos políticos a partir da MESMA gráfica, o que inviabiliza a acusação de que a gráfica estava a serviço do PSDB. E a Dilma propagou a mentira.”

O problema é que a mensagem dos petistas simplesmente foi propagada com intensidade e quantidade muito, mas muito maior do que a segunda mensagem.

Ou seja, não adianta nada o desmascaramento do PT. A Dilma saiu ganhando pelo volume de propagação de sua mensagem, de forma que a neutralização não serviu de praticamente nada.

Isso explica por que Dilma, mesmo tendo um desempenho ridículo no último debate da Rede TV contra José Serra e vários escândalos contra ela e o PT, tem aumentado a vantagem sobre o tucano nas pesquisas.(É claro que uma vantagem de 10 pontos provavelmente se tornará uns 3 ou 4 quando terminar a apuração, mas isso não é novidade)

Mesmo que se descubram mais barbaridades vindas do governo petista, que já está em poder de forma praticamente ditatorial, os militantes deles vão ganhar no volume.

A grande tragédia pode ser explicada pelo fato de que o PSDB não é oposição, portanto as mensagens deles não tem a intensidade necessária.

Talvez teriam se surgissem a partir de uma oposição de direita, como o Tea Party nos Estados Unidos.

A imagem que ilustra este post é a bandeira “Don’t Tread on Me”, que é um dos símbolos do Tea Party. Eles dizem que aqueles que cobram impostos altos são bandidos. Eles sugerem que os Estados Unidos abandonem a ONU, pois duvidam de iniciativas globalistas. E daí por diante. Enfim, é oposição à esquerda.

Não que é o único tipo de oposição possível, mas no atual cenário político, para se opor à esquerda, precisamos de pessoas de direita.

Só aí teríamos mensagens contra o PT com a intensidade necessária. Aliás, com o tempo essas mensagens teriam que ser dirigidas até contra o PSDB e o PMDB.

Pontos que nós poderíamos nos conscientizar incluem:

  • Estado inchado é coisa de gente safada, pois que “interesse” esse pessoal teria em cuidar de tanta coisa? Enfim, qualquer adepto do estado inchado é suspeito à partida;
  • Minha liberdade de expressão e de consciência é um bem inestimável, e quem tenta me roubar isso é meu inimigo;
  • Quem usa dinheiro público para realizar aparelhamento de estado, doutrinação escolar ou coisas do tipo é igual a um ladrão;
  • Quem se omite quanto a esse tipo de atitude criminosa da esquerda é cúmplice e conivente (ou covarde, o que é ainda pior);
  • Professores que fazem doutrinação escolar humanista são piores que qualquer prostituta de rua;
  • Humanismo é uma doença mental, e pessoas que acreditam nisso merecem sofrer rejeição social – é de se pensar se você deve convidar esse tipo de gente para ir à tua casa ou ter amizade contigo, de preferência isole;
  • As pessoas que se orgulham de “criar um mundo perfeito” são picaretas, sem exceção, mas as que se orgulham de trabalhar e fazer o melhor, sem ficar com falsas promessas, merecem nosso respeito e ganhar destaque na sociedade.

E assim por diante.

Isso tudo que citei acima é intensidade.

Se lutar pela liberdade de consciência e a favor do trabalho e da meritocracia (contra vampiros que querem fazer arruaça com teu dinheiro, através de altos impostos e aparelhamento de estado) não é um fator suficientemente motivador, eu não sei o que é.

É em cima deste tipo de ideal que precisamos criar uma militância.

É a partir da militância que criamos volume.

Caso contrário, veremos pessoas como Dilma chegarem ao poder e rirem em nossa cara. (É claro que ela ri da cara dos militantes dela também, mas os idiotas úteis geralmente não percebem que servem para serem usados)

Em quanto tempo poderemos ver resultados? Eu diria que daqui uns 15 a 20 anos. Antes disso, sem esperanças.

Esse é o tempo para educarmos uma geração inteira a suspeitar de utópicos, humanistas e todo o tipo que se alinha ao “intelectualzinho de esquerda”, como diria o Capitão Nascimento. (Ironicamente, o ator Wagner Moura é um intelectualzinho de esquerda, que até apóia o MST)

Temos que rir dessas pessoas, ao mesmo tempo que mostramos que elas são um risco para a sociedade.

E aí, somente aí, deixamos que a verdade sobre eles apareça e isso os desmascare.

No cenário atual, pelo gramscianismo, eles tomaram conta.

Temos pessoas que representam a escória moral de nossa sociedade defendidas por uma militância de esquerda.

É nojento? Claro que é.

E esse fedor vai durar até que a militância de direita realmente ocupe seu espaço.

Esse vídeo abaixo mostra um exemplo de postura que podemos copiar:

Vai demorar se quisermos tornar isso algo tão importante culturalmente quanto a militância petralha? Claro que vai.

Mas uma pequena esperança que observei é que a quantidade de pessoas motivadas a lutar contra o PT aumentou nessa última eleição. Não temos mais apenas o Olavo de Carvalho, mas sim muitas outras cabeças já conscientes da ilusão da esquerda.

Mas ainda é muito, muito pouco.

Se hoje temos uns 10 intelectuais de direita, temos que ter 1.000.

Pois 10 intelectuais de direita não conseguem vencer 1.000 “intelectuaizinhos de esquerda”, que ganham no grito.

Nesta eleição algumas mobilizações foram muito úteis, mas ainda não temos sequer uma militância organizada.

Lutar pelo PSDB não é algo que me motive.

Precisamos de algo por que lutar, e a luta é pela liberdade.

E isso envolve liberdade contra estados inchados (que cobram impostos extorsivos), contra humanistas (que odeiam nossa liberdade de consciência) e contra suas derivações políticas, que inclui todas as ramificações da esquerda (que querem roubar nossa liberdade de expressão, principalmente quando são de linha marxista-gramsciana, como o PT).

A grande lição vista nessa eleição é que não temos a intensidade daqueles que lutam por um ideal.

Eu me motivo a lutar pela minha liberdade, enquanto eles se motivam a lutar para tomá-la.

Com essa motivação, acredito que teremos intensidade em nossa luta, e o resultado seria visto em uma REAL OPOSIÇÃO à essa patota.

Dai, com a militância, teríamos volume.

E enfim colocaríamos os ratos da esquerda para correr.

Como os tontons maCUTs se organizam, e como deixá-los sem ação

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Em sequência ao post de ontem, onde citei a palhaçada praticada pelos petralhas em frente à uma gráfica que imprimiu panfletos encomendados por um bispo (que recomendou que não se votassem em abortistas), vamos então ver como essa corja paramilitar se organiza.

Vejam algumas dessas figuras se organizando no Twitter:



Vamos avaliar os elementos?

Alessandra Dadona é socióloga e Secretária Estadual de Juventude do PT-SP, conforme diz em seu próprio Twitter.

Já o Tiago Soares não identifica quem é, mas se entrega ao colocar a seguinte mensagem em seu Twitter: “DOM PEDRO CASALDÁLIGA envia mensagem de apoio à Dilma: http://bit.ly/d7xY5d

Quer dizer, para essa patrulha, o que for dito a favor de Dilma não é propaganda criminosa, só o que é contra.

Já o FernandesPT se declara como “político mirim” de Guarulhos, como pode ser visto aqui.

Quer dizer, é uma turma que tem como vida alimentar o ódio contra qualquer um que não elogie o PT, além de fazer escândalo sempre que alguém disser algo contra eles.

Mas será que vão conseguir me coagir?

Pois bem…

Aqui estão os panfletos que iriam ser impressos na gráfica:

Páginas de Frente
Páginas do Miolo

Agora é só baixar e imprimir quantas cópias quiser. E distribuir aos amigos.

Uma boa dica é enviar também os arquivos PDF, que estão em ótima qualidade, para tantas pessoas que sejam do seu círculo de amizade quanto possível.

Somente lembrando a dica que dei no post de ontem.

Evitem comentar com familiares e “amigos” que sejam do PT.

Eles já escolheram o lado deles. O lado da patrulha pró-ditadura, que é capaz de tudo para alimentar a sanha de poder da turma de Dilma e Dirceu.

Quantos mais de nós entrarmos em corrente, divulgando este tipo de arquivo o máximo que conseguirmos, menos efeito as ações terroristas deles terão efeito.

Devemos transformar aquele ato covarde visto no vídeo de ontem como um fator de motivação para distribuirmos os panfletos cada vez mais.

E devemos deixar bem claro: “esse é o panfleto que a patrulha petralha tentou proibir”.

É assim que se resiste à uma ditadura!

P.S.: A imagem de Thomas Jefferson é simplesmente para lembrar-nos de que precisamos ter em mente que no dia em que perdermos nossa liberdade, vai ser difícil a recuperarmos de volta. A luta de Jefferson pela liberdade é algo que deve ser um símbolo de resistência contra a turma do PT.

Enfim, o que é a esquerda?

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Várias vezes neo ateus se opõem ao que escrevo de forma indignada, dizendo algo como “O Luciano quer dizer que nós somos de esquerda, mas eu não sou marxista”.

Por isso, já passou do tempo de esclarecer bem a questão da esquerda, e EXATAMENTE o que trato quando cito a esquerda.

Uma forma melhor de tratar a esquerda, como um todo, seria como sistema humanista de governo.

O humanismo, naturalmente, não nos diz como gerir economicamente um país, mas dá uma base para todas as ideologias da esquerda.

O humanismo é a crença na idéia de que o homem, por sua ação, poderá criar um mundo perfeito, isento “de males”.

Daí, os sistemas de governo da esquerda traziam a idéia: “Então vamos inchar o estado para fingir que lutamos por esse mundo”. Simples assim.

Muitos religiosos duvidam do paradigma humanista, pois simplesmente acreditam que o ser humano é falível. Digamos que para o religioso o ser humano é um pecador em potencial.

Para chegar à essa constatação, não precisamos nem da religião, pois até alguns filósofos ateus concordam exatamente com a mesma proposição. Como exemplo, John Gray e Arthur Schopenhauer.

Para John Gray, a idéia de que o homem poderá criar um paraíso em Terra através “da ciência” não passa de uma ilusão, um ranço que vem dos tempos do positivismo. E John Gray usa em sua teoria apenas a teoria da evolução. (Por isso, nem todo ateu é humanista, mas quase todo humanista é um esquerdista, e o neo ateu é um humanista radical)

Qualquer conservador, em essência, duvida de qualquer sistema de governo humanista. Portanto, por tabela duvida de qualquer sistema da esquerda.

Marxismo, liberalismo social e social democracia são as três principais alternativas para um sistema de governo de esquerda. E todos são derivados logicamente do humanismo.

O marxismo promete o mundo sem divisões sociais através da luta armada. Já a social democracia promete o mesmo mundo, mas obtido a partir de uma luta democrática. O liberalismo social é o mais facilmente vendável, e hoje atinge o PSDB no Brasil e o governo Obama nos Estados Unidos (lá eles atendem pelo nome de “Democratas” ou “Liberais”), e foca na luta por um mundo sem fronteiras, com “justiça social” e o blá blá blá de sempre.

O neo ateísmo é uma vertente liberal de anti-religiosidade, surgida com o fim de aumentar o poder político dos “seculares”, uma “tropa de elite” de humanistas seculares mais agressivos, sempre com o viés globalista, mania de todo liberal. (Não vamos confundir com liberalismo social, dos “liberais” da esquerda, com o liberalismo econômico, dos conservadores)

Em um post que que fiz em 15 de setembro, Brasil: Game Over OU O Começo da Ditadura Formal, Licorne Negro fez algumas perguntas extremamente relevantes:

Gostaria de saber qual a origem desse delírio esquerdista de achar que todo partido que está na situação é de direita, não importa que seja de esquerda e aja com uma agenda de esquerda, adaptando apenas pontos mínimos (geralmente na economia) devido à necessidade de agir de forma minimamente realista. Isso viria da época de Dom Pedro, em que se dizia que não há nada mais conservador que um liberal no poder? Ou isso faz parte da estratégia gramsciana? Também gostaria de saber porque no Brasil tratamos o PSDB como direita? E porque muita gente diz que nos Estados Unidos só há partidos de direita, mesmo que os Democratas tenham se mostrado esquerdistas em todo seu modo de agir?

Excelente questão, diga-se.

Os fatos são os seguintes.

O PSDB é de esquerda (da linha do liberalismo social) e o PT também (da linha marxista).

É importante notar que o fato do PT ser de linha marxista não implica em que eles tenham que usar a política soviética exatamente como foi feita por lá.

Pelo contrário. De acordo com a estratégia gramsciana, eles podem até utilizar preceitos liberais, uma política de mercado para alguns setores e até aliança com mega-empresários (Eike Batista, Abílio Diniz, Silvio Santos), tudo em nome da obtenção do poder.

Já o PSDB que aparenta ser de “direita” (somente no discurso dos marxistas puristas), no final das contas defende a mesma coisa, só que fez algumas privatizações.

Mas todas as privatizações feitas pelo PSDB foram insuficientes diante do inchadíssimo estado brasileiro.

É aí que temos o cerne da esquerda, da qual ambos fazem parte. Toda a esquerda tem como pilar o estado inchado.

Pois o estado inchado será o “meio” através do qual esses auto-declarados “iluminados” fariam a “justiça social”.

Mas toda essa idéia de que PSDB é de “direita” é derrubada com uma análise de debates recentes dos dois candidatos à presidência.

Dilma Rouseff ataca José Serra dizendo que ele é um “privatizador, que vai privatizar a Petrobrás”. Serra responde que não vai “privatizar a Petrobrás e nem o Banco do Brasil de jeito nenhum”.

Isso é sinal de que temos dois esquerdistas debatendo.

Alguém de direita já diria algo do tipo: “Sim, eu sou a favor de privatizar a Petrobrás, e também o Banco do Brasil, para que o estado receba impostos de ambos, agora como empresas privadas, empresas estas que não poderão mais serem usadas como cabide de emprego para partidos políticos. Em resumo, em um governo meu, as oportunidades de aparelhamento de estado cairiam ao mínimo, pois nas empresas privadas vocês não podem fazer a mesma bandalheira que fazem em empresas estatais”.

Qualquer resposta com um tom menor que este não é de direita.

Quem é de direita simplesmente NÃO CONFIA nas propostas humanistas, que geraram as ideologias da esquerda.

Quem é de direita NÃO CONFIA na Petrobrás nas mãos do estado, pois sabemos que eles utilizarão a empresa como máquina de cargos distribuídos para militantes.

Para alguém de esquerda, é normal a noção de que uma empresa desse porte fique nas mãos do estado. Pois o militante esquerdista tem a CRENÇA de que alguns homens (seriam os “anjos” em Terra, como diria Friedman) estão na missão de levar a “justiça social” através de sua ação, usando para isso “o Estado”.

Assim, não há como confundir esquerda ou direita.

E quando um petralha diz que “PSDB é de direita”, ele está simplesmente executando a Estratégia das Tesouras, de Stalin.

Olavo de Carvalho nos dá mais detalhes, conforme visto em seu texto “A Mão de Stálin está sobre nós”:

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

Resumindo: quando tratamos o PSDB como “de direita”, já caímos na fase em que a estratégia das tesouras está bem desenvolvida em nosso país.

Aqui, no máximo o DEM poderia ser quase um partido de direita.

Mas as declarações de Índio da Costa no mês de agosto, dizendo que “é de esquerda”, causam algum desânimo. E o partido quase inexiste politicamente.

Quer dizer, direita não existe. Temos uma QUASE direita com o minúsculo DEM.

E a partir dali, é tudo esquerda, e isso inclui PSDB, PMDB, PV, PT, PCdoB, PSOL e todo tipo de porcaria.

A pergunta que resta é: como pudemos chegar à esse estágio de dominação esquerdista?

Simples: estratégia gramsciana.

Em raros países a estratégia gramsciana foi executada de forma tão coordenada, utilizando-se inclusive de unidades especializadas de doutrinação em grandes universidades, como a USP.

O senso comum da população brasileira, mesmo que seja um povo inerentemente conservador, está “formatado” para ir pensando de acordo com as ideologias da esquerda.

Tanto que nesse novo universo mental, até mesmo diante de diferentes sistemas de esquerda se convencionou chamar um deles de “direita” e outra de “esquerda”.

Por isso, chegamos à esse estágio de declínio cultural em que grande parte da população sequer consegue saber o que “direita” significa.

Ser de direita significa ser conservador, um adepto do livre mercado, do estado enxuto, da meritocracia, de uma moral objetiva (e não uma “moral fluida” ou “moral discutida”), etc.

Tanto PSDB como PT não tem absolutamente nada do que se esperaria em um partido de direita.

Nos Estados Unidos, os Democratas são um partido de esquerda, e os Republicanos são um partido de direita.

Vemos isso claramente na obsessão pelo estado inchado dos Democratas, como com o “Obama Healthcare”. E a rejeição ao estado inchado é base das manifestações republicanas.

Enfim, a diferença entre direita e esquerda nos Estados Unidos é claríssima.

Quando um petralha diz que “nos Estados Unidos só há partidos de direita”, ele mente no mínimo duas vezes.

Primeiro, por que na verdade, nos Estados Unidos há direita e esquerda, e isso é visto na diferença radical entre as duas propostas.

Segundo, por que no Brasil, o máximo de “direita” que temos são partidos iguais aos Democratas norte-americanos, portanto não faz sentido chamar qualquer grande partido nacional de “esquerda”.

Enfim, aqui vão duas regras básicas para facilitar a classificação:

  • Se alguém defende o estado inchado, inclusive com manutenção de estatais como Banco do Brasil e Petrobrás na alçada do governo, é de esquerda; se defender a manutenção apenas do básico absoluto com o Estado (como a segurança pública), é de direita;
  • Se vier com conversinhas como “nós lutamos pela justiça social”, é de esquerda, pois qualquer esquerdista tenta “se vender” fingindo que luta por todos, quando na verdade é só busca de autoridade; quem é de direita geralmente diz que “quem trabalha mais, merece mais”, o que pode parecer menos demagógico,  mas é mais realista.

Aplicando essas duas regras, que podem ser sustentadas por qualquer investigação na literatura dos autores de esquerda, vemos que nem PSDB e nem PT são de direita.

Aliás, no Brasil, não há direita.

E precisamos de uma direita ativa para fazer a oposição à esquerda.

Até por que os ideólogos da esquerda estão na espiral da bobagem, até por que é difícil encontrar bobagem maior do que dizer que o PSDB é de “direita”.

Se daqui uns 15 ou 20 anos, tivermos uma elite conservadora para fazer contraposição aos ideólogos da esquerda, talvez deixem de falar tanta bobagem.

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